quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Hugo Mendes Lisboa Vital 2018 Branco

HUGO MENDES LISBOA VITAL 2018 BRANCO | LISBOA | 10% | PVP  20€
VITAL
HUGO MENDES
16,5

A casta que quase esteve para desaparecer está, aos poucos e muito graças a jovens enólogos e produtores como o Hugo Mendes, numa fase de renascimento. Perfil muito próprio e singular, grau alcoolico baixo, leve de boca, com um plano aromático elegante e fiel às notas características da casta.
Muito interessante a evolução ao longo da prova, em crescendo, sendo que no dia seguinte ainda surpreendeu mais pela positiva. Abrir com tempo e deixá-lo respirar.
Cor amarelo citrino, intenso, laivos esverdeados, aspecto límpido e jovem. Aromas de intensidade média a fruto do pomar, maça reineta, marmelo, pêra rocha macerada, salino. Boca a mostrar acidez equilibrada, fruta madura, maçã, algum limonado, oxidativo, ligeiro casca de laranja, toranja, secura leve, falta aqui um pouco de corpo, final de boca longo e a secar um pouco o final de boca.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Stanley Chardonnay 2018 Branco

STANLEY CHARDONNAY 2018 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP  8€
CHARDONNAY
FUNDAÇÃO STANLEY HO
16

O varietal Chardonnay feito a partir de uvas produzidas nas vinhas da Fundação Stanley Ho em Sintra que beneficiam de um terroir único, com a influência marítima bem conhecida da região, as temperaturas amenas e mais frescas ao longo de todo o ano e os nevoeiros matinais presentes mesmo em pleno verão.
Cor amarelo citrino, definido, ligeiros esverdeados e de aspecto jovem e brilhante. Aromaticamente contido a inicio, vai mostrando mais de si à medida que respira no copo, notas de fruto de polpa branca maduro, algum citrino e nuances tropicais bem medidos, sensação de mel, perfil mais mineral e salino. Na boca revela algum corpo, sem se mostrar demasiado gordo, cremosidade equilibrada, acidez no ponto e com a fruta fresca, sumarenta, com final de boca longo e persistente.
Está no ponto para ser bebido, à mesa, com peixe e mariscos, a solo ou mesmo com alguns pratos de carne com mais complexidade.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Quinta da Vegia Vinha de Santa Ana 2016 Branco

QUINTA DA VEGIA VINHA DE SANTA ANA 2016 BRANCO | DÃO | 12,5% | PVP  14,99€
ENCRUZADO, BICAL
CASA DE CELLO GESTÃO RURAL, LDA
17,5

Adoro quando uma relação com um vinho começa desta forma não prevista e quase como que forçada. A tentar escolher um vinho branco a partir de uma carta de vinhos apenas com os nomes dos vinhos (alguns deles errados) e sem indicação do ano de colheita, acabei por deixar nas mãos do empregado de mesa a escolha do vinho para o meu jantar.
Trouxe-me duas opções de visível tentativa de despachar o que lhe dava mais jeito. Como conhecia os vinhos perguntei-lhe o porqueê da escolha e não soube explicar. Pedi-lhe então um Dão. O que tivesse. Trouxe então este Quinta da Vegia que aceitei de imediato. Reparei no ano da colheita e fiz um pequeno sorriso que após alguns minutos se transformou num sorriso rasgado de ponta a ponta. Belissimo..
Cor amarelo citrino, mantendo ainda uma coloração jovem, sem tonalidades mais marcadas, aspecto límpido e brilhante. No nariz as notas de fruta amarela madura continuam distintas, definidas, bem ligadas com o traço mineral que acompanha o perfil, pontuado por floral bem medido, num conjunto elegante e cativador. Mostra na prova de boca que ainda é um jovem, apesar de não ser a colheita mais recente no mercado, com garra, corpo presente, com ligeira untuosidade, cremoso e envolvendo o palato, ao mesmo tempo que uma acidez fina lhe dá elegância e frescura, num conjunto onde a fruta mostra a sua qualidade. Harmonioso, elegante, fresco e revelando uma leveza natural. Final de boca longo e persistente.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Quinta de S. Sebastião Reserva 2017 Tinto

QUINTA DE S. SEBASTIÃO RESERVA 2017 TINTO | LISBOA | 14% | PVP  17,50€
MERLOT, TOURIGA NACIONAL, SYRAH
QUINTA DE S. SEBASTIÃO
17,5

O mais recente reserva deste produtor que após o 2015 lança no mercado o 2017. Num bom momento, revela muita frescura, ao mesmo tempo que mostra complexidade e largura de boca, tudo muito afinado e harmonioso. Depois de aberto deixei que respirasse por alguns, longos, minutos e esse tempo de espera foi recompensado. Ao longo da prova está em crescendo e quando se lhe junta a companhia da carne vermelha parece dar mais um salto.
Está prazeiroso, consolidado e com potencial de guarda. Um boa aposta.
Cor vermelho granada, concentrado, intenso, fechado, aspecto limpo e de lágrima chorosa. Nariz com notas abundantes de fruto preto maduro, fruto de bosque, bagas azuis, com perfumado fino floral, algum bosque respirante, tostado bem ligado, leve e fino, envolvente e fresco. Boca com bom volume e textura, acidez bem medida, perfil elegante, com corpo bem definido, fruta madura bem colocada e bem ligada com as notas vindas do estágio em barrica. Mostra final de boca longo e bem elegante.
À mesa fazer acompanhar com pratos de carne complexos, assados no forno e não esquecer que se aproxima o tempo do Nosso cozido à portuguesa.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Zarate Tras da Viña 2013 Branco

ZARATE TRAS DA VIÑA 2013 BRANCO | RIAS BAIXAS (ESP) | 13% | PVP  24,50€
ALVARINHO
EULOGIO POMARES ZARATE E HIJOS, SL
18

No coração da Galiza, na sub-zona de Val do Salnés, da região das Rias Baixas, a curta distância do mar. Um antiga propriedade familiar com produção de vinho desde o século XV e onde está situada a parcela de vinha com idade de cerca de 65 anos e que dá origem a este vinho.
Encontra-se num momento de forma belíssimo e a demonstrar potencial para muitos anos pela frente sem preocupação para quem o quiser guardar na garrafeira. A fruta continua muito definida e presente, perfil elegante, fresco, marítimo e cheio de força.
Visualmente de cor amarelo definido, tonalidades abertas, sem mostrar muito a sua idade, aspecto límpido e brilhante. No nariz a fruta aparece bem delineada, fruta citrina e fruta amarela madura lado a lado, toranja, tangerina e ameixa,  complementados por um toque salino, marítimo e mineral também expressivo e envolvente. Boca com alguma untuosidade e volume, sensação de cremosidade, bem balanceada pela sua acidez vivaz, crocante, cheio de força, a trazer consigo a notas de fruta sentidas no plano aromático, aqui mais o citrino, harmonioso, em conjunto com a marca da proximidade do mar e de um solo puramente granítico, que se sente, que se mostra, já sem pontas soltas, terminado longo e persistente.
Fez-se à festa também com o mar. As ostras e os percebes foram perfeitos para a companhia.