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quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Dona Matilde Vinha do Pinto | O Carácter e Elegância da Vinha Velha Sem Barrica

A nova edição do Dona Matilde Vinha do Pinto, colheita 2021, apresentou-se pronto a desafiar as leis do vinho contradizendo-as quando afirmam que um grande vinho tinto tem de ter passagem obrigatória por barrica. Talvez não seja realmente uma lei, mas é sem dúvida um estigma que assombra a maioria dos consumidores e enófilos de todo o mundo.
O Vinha do Pinto junta ainda a particularidade de nos oferecer um tinto sem barrica cuja vinha quase centenária encerra em si cerca de 30 castas diferentes e cujo field blend dá origem a este vinho, expressão pura da vinha, recatada dos exageros do Douro numa encosta virada a nascente e que oferece ao produtor frutos de um equilíbrio e harmonia surpreendentes. 
Mais do que provar a nova colheita foi possível ainda voltar no tempo e provar, numa fase posterior, 2019 e 2021 lado a lado, esclarecendo as dúvidas acerca do caminho deste Grande Vinho, reconhecendo-lhes o potencial de guarda e de comportamento de excelência à mesa. Em momentos diferentes de forma, mas ambos a dar grande prazer a beber.
Oportunidade para conhecer a também novidade Dona Matilde 2019, num registo de consistência de qualidade à qual nos habituou nas últimas colheitas e o Porto Vintage 2016 num perfil de elegância e frescura notável, com o tempo a passar por ele devagar. 

DONA MATILDE 2019 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  10€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, TINTO CÃO, TINTA FRANCISCA
QUINTA DONA MATILDE VINHOS, LDA
16,5

Cor vermelha de média concentração, tonalidade granada, aspecto límpido e jovem. No nariz notas de fruto vermelho e preto maduro, bem ligado com o perfumado floral fino, leve nota fumada, mato seco, giesta, balsâmico respirante, pitada de pimentas e envolvente com interessante fresco mentolado. Boca com volume e estrutura amédia, textura macia e aveludada, leve rugosidade, acidez fina e persistente, com boa secura, apoiando a fruta generosa, tanino polido e longo final de boca.

DONA MATILDE VINHA DO PINTO 2021 TINTO | DOURO | 14% | PVP  50€
VINHAS VELHAS
QUINTA DONA MATILDE VINHOS, LDA
18

Cor vermelha de tonalidade granada, média concentração, aspecto límpido e jovem. No plano aromático entrega-nos a fruta vermelha e preta madura muito pura e fresca, fruto de bago azul, com elegantes notas florais a seu lado, esteva e violeta, apontamento vegetal, notas de bosque, caruma, turfa húmida, elegância notável. Boca com volume e estrutura, cheio, texturado, que se mastiga, toque macio e aveludado, acidez fina, que se prolonga, transmitindo secura bem medida, ligada à fruta muito bonita e cheia de sabor, com tanino presente, seguro e presente, num conjunto pleno de equilibrio, largo, pronto para se chegar à mesa, terminando longo e persistente.
 
DONA MATILDE VINHA DO PINTO 2019 TINTO | DOURO | 15% | PVP  42€
VINHAS VELHAS
QUINTA DONA MATILDE VINHOS, LDA
18
 
Cor vermelho intenso, média concentração, tonalidade mais aberta, luminoso, límpido e jovem. No nariz continua a mostrar a fruta vermelha e preta madura muito pura e fresca, fruto, com as notas florais bem medidas e nuances vegetais encostadas à presença de bosque, caruma e cogumelos num perfil que continua fresco e elegante. Na boca mostra mais calor e volume, cheio, textura macia e aveludada, com acidez no ponto, persistente, com boa secura, fruta vermelha sumarenta e mais presente, com tanino polido, mais opolento, perfil uno e harmonioso, expressando o ano e com final de boca longo e persistente.
 
DONA MATILDE PORTO VINTAGE 2016 | PORTO | 20% | PVP  63€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA AMARELA, TINTA BARROCA, RUFETE
QUINTA DONA MATILDE VINHOS, LDA
18

Cor vermelho concentrado, opaco no núcleo, mostraando auréola luminosa, límpido e ainda jovem. Plano aromático rico e complexo, com a fruta preta madura em casamento feliz com as notas florais bem definidas do perfil, com a esteva e a violeta em parceria equilibrada, juntando-se algum chocolate,  especiados finos e respirante aromático em fundo. Na boca mostra-se em boa forma, vivaz e cheio de garra, perfil elegante, textura macia e voluptuosa, acidez fina e doçura bem medida, mais fresco, menos pesado, com longo final a puxar ligações à mesa à base de fruto silvestre, chocolate ou queijos.

sábado, 2 de setembro de 2023

São Luiz Winemaker’s Collection Trio Rufete: À Descoberta de uma Casta Única

Os vinhos da gama São Luiz Winemaker's Collection têm mostrado ser bem mais do que uma colecção de vinhos com produção limitada, apontando a uma Filosofia que se quer seguir baseada no experimentalismo que busca propostas diferenciadoras e capazes de surpreender, cativar e seduzir quem os bebe.

A ousadia e criatividade de quem os idealiza percebe-se facilmente quando na nossa visita temos o prazer de sermos guiados pelo Winemaker que assina os vinhos. Mente irrequieta, a fervilhar de ideias por entre conceitos, estilos de fermentação, castas pouco conhecidas, barricas de váriados tipos e tudo e mais um pouco que a nós só faz sentido depois de provar e conhecer. Esta triologia inédita é mais uma prova deste caminho.
Na base, uma casta única. A Rufete, presente sobretudo no interior norte do País, de modo particular nas regiões de Trás-Os-Montes, Douro, Dão e Beira Interior, é conhecida por dar lugar a vinhos mais leves e frescos, mais abertos de cor, mostrando de forma distinta a fruta vermelha e notas florais e excelente para nos fazer companhia à mesa. Na verdade, a casta também reconhecida com o Tinta Pinheira, cistuma ser utilizada tipicamente para a produção de vinhos tintos. Nesta edição temos, naturalmente, o tinto, mas também o branco e o rosé.
A dose de experimentalismo necessária para esta gama não termina, todavia, aqui. Seria pouco. Ricardo Macedo coloca também o seu dedo na arte do estágio. Ânfora, barrica de carvalho nacional e de castanheiro. Um parte em ânfora, onde o tinto fica 12 meses, enquanto o branco e o rosé apenas durante 6 meses. A outra parte, em barrica, metade em carvalho nacional e a outra metade em castanheiro. Mais uma vez com 12 meses no tinto e 6 meses no branco e no rosé.
O resultado é surpreendente com o lançamento de 3 vinhos completamente distintos, embora da mesma casta, numa edição de apenas 1100 garrafas de cada e que apenas pode ser adquirida em trio por 60€. Faz todo o sentido fazer a viagem pelos três de uma só vez.  

SÃO LUIZ WINEMAKER'S COLLECTION RUFETE 2022 ROSÉ | DOURO | 13% | PVP  20€
RUFETE
SOGEVINUS FINE WINES, SA
17
Cor salmão aberto, luminoso, aspeto límpido e jovem. Nariz elegante e delicado, com a fruta vermelha madura a aparecer muito bem ligada às notas florais de sensação ligeiramente mais doce, discreto terroso em fundo com apontamento mineral. Na prova de boca mantém o perfil de elegância, com médio volume, textura macia e cremosa, acidez fina, fruta vermelha, boa largura de boca, conjunto harmonioso, com longo final.
Perfeito para sinal de partida numa refeição, com capacidade de resposta a variados desafios, desde fumados fatiados e conservas de peixe podendo sem problema constinuar refeição a dentro com a companhia de marisco. 

SÃO LUIZ WINEMAKER'S COLLECTION RUFETE 2022 BRANCO | DOURO | 13% | PVP  20€
RUFETE
SOGEVINUS FINE WINES, SA
17,5
Cor amarelo citrino, pálido, aspecto límpido e jovem. No plano aromático demonstra, desde o inicio, finura e complexidade, com a fruta madura numa primeira camada, revelando logo de seguida um floral cativante, ligeira tisana, frutos seco tostado muito ao de leve, alguma pimenta branca, frescura aromática, desafiante. Boca segura, de médio volume, textura macia, acidez vivaz, fina e persistente, fruta fresca,lichias, belo equilibrio, final de boca longo e persistente.
À mesa prefere a companhia de pratos cujo produto principal chegue do mar, no entanto, é também escolha acertada para carnes brancas. Experimentámos com o arroz caldoso de bacalhau do Chef Vitor de Olveira. Magnífico!

SÃO LUIZ WINEMAKER'S COLLECTION RUFETE 2021 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  20€
RUFETE
SOGEVINUS FINE WINES, SA
18
Cor vermelho rubi de média concentração, tonalidade granada, luminoso, aspecto límpido e jovem. Aromas a fruta vermelha e preta madura, fruto de bago, framboesa, mirtilo, cereja e ameixa, fresca e bem definida, algum terroso, ligeiro bosque, especiaria marroquina, desafiante e elegante. Boca com textura macia, ligeiro granulado fino, acidez vivaz, com a fruta novamente definida, sumarenta e bonita, aninhada no tanino polido, presente, mas sem fazer alvoroço, bastante frescura de perfil, equilibrado, terminando longo e persistente.
Deixemos que brilhe com receituário à base de carne vermelha, grelhados só com uma pedra de sal ou, polvo e bacalhau à Lagareiro.

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QUINTA DE SÃO LUIZ

E.N. 222 - Adorigo, 5120-012 TABUAÇO
913 984 201
visitas.saoluiz@sogevinus.com

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Adega 23: Vinho, Arquitetura e Enoturismo

A Adega 23 fica à beira da auto-estrada que lhe dá o nome e pela qual, todos os anos, faço o meu caminho em direção a Carviçais. Notei a alteração na paisagem e a curiosidade foi crescendo, quer com os vinhos, quer com a nova Adega que ali foi crescendo. A primeira colheita foi realizada no ano de 2017 e recentemente fomos conhecer o branco, o tinto e o rosé da colheita de 2018.
 
O projecto Adega23 nasce da paixão que Manuela Carmona encontrou na história e cultura do vinho — àrea de interesse que lhe serviu de escape à sua profissão de médica oftalmologista. O território no qual nasceu (Sarnadas de Rodão/Castelo Branco), com o qual nunca perdeu a ligação, foi onde decidiu implementar este projecto vinícola de grande ousadia, pela originalidade, dimensão e modernidade. O primeiro elemento embaixador destas características é o próprio edifício da Adega23.
 
 
O projecto de arquitectura é assinado pelo atelier RUA, cujos arquitectos revestiram de textura e nuances de dourado o imponente edifício paralelipipédico. O edifício situa-se na cota mais alta dos 12 hectares, pelo que não passa despercebido a quem circula da autoestrada A23, a qual atravessa a vinha. O interior do edifício foi desenhado com igual cuidado para, em primeiro lugar, acomodar as exigências técnicas de vinificação e estágio e, paralelamente, criar uma área social para acolher iniciativas culturais e de enoturismo.
 

Rasgada na cinta dourada que envolve e eleva o corpo principal do edifício sobre a vinha e as serras, a varanda panorâmica é um local que nos transporta para a singularidade deste território — serras a perder de vista. Do Alto Alentejo vemos a serra de São Mamede, e da Beira Interior vemos Talhadas e a Serra de Estrela. Mas as principais influências para as características do terroir são, sem dúvida, a presença da Serra da Gardunha a sul da Adega, e a determinação necessária para produzir vinhos de grande qualidade naquele território.
 
Desde o início, o objetivo principal foi criar vinhos de excelência, autênticos e de grande elegância e, por isso, o projeto conta com um enólogo muito experiente e conhecido, de seu nome Rui Reguinga.  No entanto, foi na companhia do enólogo residente José Dias Hipólito, que fizemos uma visita à adega e vinha e se provaram os três vinhos da colheita de 2018.

Os traços comuns aos três vinhos são, sem dúvida alguma, a sua elegância e frescura, aliada a alguma complexidade e caractér muito particular que expressa a vinha de onde vem o fruto, matéria prima para os néctares.
 
ADEGA 23 2018 BRANCO | TERRAS DA BEIRA | 12,5% | PVP 12€
VERDELHO, ARINTO, VIOGNIER, SÍRIA
ADEGA 23 - AGRO-TURISMO, LDA
16,5
Cor amarelo citrino intenso, tonalidade esverdeada, pouco concentrado, aspecto límpido e jovem. No plano aromático encontramos um bouquet com muita fruta fresca e diversa, notas de citrinos, limonado, fruta de caroço, ameixa amarela, maça verde, uma lichia muito ao de leve fazendo ligação a notais florais, aparecendo, em fundo, algumas notas de pedra lascada. Na boca não conseguimos fugir deste perfil com muita fruta fresca, bem arrumada, com muito boa acidez, ligada a um traço mineral aqui mais evidente, com bom volume, untuosidade e final de boca persistente e longo. 
 
ADEGA 23 2018 ROSÉ | TERRAS DA BEIRA | 12% | PVP 12€
ARAGONEZ, RUFETE
ADEGA 23 - AGRO-TURISMO, LDA
16
Cor rosa intensa, tonalidade vermelho salmonado com alguma concentração, aspecto límpido. No nariz o destaque vai para a fruta vermelha, as notas de framboesa e morangos frescos, mostrando na boca um rosé com textura, com acidez bem medida, muito equilibrado, mostrando novamente uma fruta vermelha muito bem colocada, fruta muito sumarenta, terminando longo e elegante.

ADEGA 23 2018 TINTO | TERRAS DA BEIRA | 12,5% | PVP 12€
ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ, RUFETE, SYRAH
ADEGA 23 - AGRO-TURISMO, LDA
16,5 
Cor vermelho rubi, com tonalidade granada, concentrado, aspecto límpido e jovem. Aromas a fruta preta silvestre e fruto azul, amoras maduras, cereja e ameixa preta, mirtilos, com notas bem incorporadas de alguma tinta da china, papel quimico, cacau em pó, tudo bem envolvido por subtis notas respirantes e frescas de hortelã. Conjunto fresco e harmonico. Na boca revela um tinto mais leve e menos concentrado do que se previa, com uma frescura e acidez muito bem colocadas, aliadas à fruta que se mantém sumarenta e bonita, bem como a um traço especiado em final de prova. Término de boca longo e persistente.
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ADEGA 23 
Saída 20 da A23, 6030-113 SARNADAS DE RÓDÃO
+351 910 454 141 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Quinta dos Termos Vinhas Velhas Reserva 2017 Tinto

QUINTA DOS TERMOS VINHAS VELHAS RESERVA 2017 TINTO | BEIRA INTERIOR | 13,5% | PVP  9€
TRINCADEIRA PRETA, JAEN, RUFETE, MARUFO
QUINTA DOS TERMOS, LDA
17,5

Esta garrafa foi pouco para uma refeição a dois na qual apenas eu bebi. Um prazer imenso a beber. É produzido a partir de vinhas velhas plantadas em 1931, quase 100 anos de vida, onde aparecem as castas mais tradicionais desta região em destaque. Estagia depois cerca de 12 meses em barricas, num equilibrio entre novas e usadas, de carvalho francês. Chega às prateleira a 9€. Não há desculpas para não conhecer.
Cor vermelho rubi intenso de média concentração, tonalidade violácea, aspecto límpido e jovem. No nariz a fruta vermelha e preta madura destaca-se pela sua pureza e definição, fruta silvestre, bagas, com especiria fina, balsâmico refrescante, algum fumado, leve, desafiador, envolvência, queremos continuar. Boca com volume, untuosidade e toque de veludo, com acidez bem medida, tanino polido, envolvente, aconchegante, mais uma vez com a fruta muito bonita e limpa, com frescura, harmonioso, barrica completamente integrada, com término de boca longo e elegante.
À mesa com certeza, mas dei por mim a bebê-lo sem mais nada e nem sequer me importar com isso. Valor seguro. Daquelas compras a repetir.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Quinta da Falorca 2002 Tinto

QUINTA DA FALORCA 2002 TINTO | DÃO | 13,5% | PVP  9,5€
TOURIGA NACIONAL, RUFETE, JAEN, ALFROCHEIRO
QUINTA VALE DAS ESCADINHAS SOC AGRÍCOLA DE SILGUEIROS, SA
15,5

Em tempos de recolhimento por aqui bebem-se as novidades, mas também se vai bebendo o que temos parado na nossa garrafeira. Este foi um desses casos.
Um vinho curioso. A vindima deste vinho ocorreu em final de setembro de 2002 e foi apenas engarrafado após 34 meses de estágio em agosto de 2005. Uma loucura para um vinho a este preço.
Cor vermelhos com nuances ligeiramente alaranjadas, ainda boa concentração no núcleo, aspecto limpo. Aromaticamente complexo, a fruta preta madura ainda aparece, mais concentrada, alguma ginja, mas destacam-se as notas de bosque, dresina, pinheiro, turfa húmida, muito fresco. Em boca continua a mostrar boa forma, espevitado, com tanino polido amaciado pelo tempo, mas seguro, presente,  com bela acidez, num conjunto harmonioso e com comprimento final de boca longo.
Brilhou à mesa com carne assada no forno. Quando com pratos destes pode-se dizer que joga em casa.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Quinta dos Termos Reserva 2016 Tinto

QUINTA DOS TERMOS RESERVA 2016 TINTO | BEIRA INTERIOR | 13,5% | PVP  8€
RUFETE, MARUFO, TRINCADEIRA PRETA, JAEN
QUINTA DOS TERMOS, LDA
16

Raios! Nem tourigas, nem syrahs, nem nenhuma daquelas castas tão habituais nos blends tintos por esse País fora. Quatro castas pouco sonoras e apelativas nos rótulos, tradicionais da Beira Interior, nascidos num terroir agreste de solos graníticos pobres e com condições  excepcionais para a cultura da vinha. Que bela harmonização fez com uma grelhada mista e um boa conversa entre amigos.
Cor vermelho rubi de média concentração, mais denso no núcleo, aspecto limpo e jovem. No nariz revela aromas a fruta preta madura, fruta de bosque, sem excessos de maturação, com notas especiadas bem colocadas, áurea balsâmica e fresca. Na boca volta a mostrar a frescura do seu perfil, com a fruta num patamar muito bonito, equilibrado, com estrutura par aguentar mais uns anos de garrafa e com um término de boca longo e persistente.
Belo valor para se ter na garrafeira.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Assobio 2016 Rosé

ASSOBIO 2016 ROSÉ | DOURO | 13,5% | PVP  7,49€
TOURIGA NACIONAL, TINTO CÃO, TINTA RORIZ, RUFETE
MURÇAS, SA
16

A curiosidade neste rosé duriense aponta para a inclusão da casta rufete proveniente de uma vinha de cota mais alta e com cerca de 30 anos de idade. Não fosse a idade mais jovem das vinhas de onde vêm as restantes castas e até poderíamos estar a falar de um rosé vinhas velhas.
Cor rosa salmonado, aberto, aspecto limpo e jovem. No nariz mostram-se o aromas a fruta vermelha fresca, morango, framboesa, alguma cereja, elegante, leve e fresco. Na boca expressa boa acidez, boa acidez, seca, por breve momento, o palato, revela corpo e pede por companhia de comida. Final de boca longo, fresco e elegante.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Quinta Vale do Ruivo Reserva 2011 Tinto

QUINTA VALE DO RUIVO RESERVA 2011 TINTO | BEIRA INTERIOR | 14% | PVP 8,90€
RUFETE, BAGA, FOLHA FIGUEIRA
JOSÉ MADEIRA AFONSO
88 / 100

José Madeira Afonso, produtor do Casas Altas, apresenta-nos aqui um tinto de altitude, produzido a partir de vinhas centenárias e enologicamente trabalhado ao mínimo para se poder evidenciar o terroir e a frescura do mesmo.
Cor granada intensa e concentrada, núcleo fechado e de aspecto limpo. Nariz onde predomina a fruta silvestre, amora madura, fruta azul, cassis e mirtilo, algum vegetal, herbáceo, azeitona verde cortada, com álcool a notar-se um pouco, mas com boa frescura. Na boca surge com alguma secura, adstringente, boa acidez, com fruta preta madura a sobressair, amora e cereja preta, algum doce e licorado, com final de boca longo.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

DoisPontoCinco Rufete Vinhas Velhas 2011 Tinto

DOISPONTOCINCO RUFETE VINHAS VELHAS 2011 TINTO | BEIRA INTERIOR | 14% | PVP  9€
RUFETE
2.5 VINHOS DE BELMONTE, LDA
86 / 100

Em Roma temos de ser Romanos. E em terras de vinhos da região Beira Interior a minha escolha no restaurante não poderia fugir muito da que fiz. Aliás, a comida regional de cada lugar tem ligação natural com os vinhos produzidos na região. Este soube-me pela vida com um Arroz de Zimbro delicioso.
Apresenta cor rubi de tonalidade granada, média concentração, violetas definidos no bordo do copo, aspecto limpo. No nariz começa a cativar a minha atenção.A fruta está lá, mostra-se madura e fresca, amora silvestre bem presente, especiarias, fumados e tostados leves completam o bouquet. Na boca um rufete com mais garra do que o habitual, desafiador o malandro, com fruta vermelha, algo sumarento, com taninos polidos, macios, mas a dizer presente e até algo secos. Com final longo. Bravo!

sábado, 31 de maio de 2014

Rufia 2012 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional, Rufete e Jaen
Região: Dão
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Quinta da Boavista - João Tavares de Pina
Preço: 8,00€ vap

Nota de Prova
Este é um Rufia brigão. Do caraças mesmo. Daqueles que foge às regras do docinho e maduro, rebelde idealizado e nascido e com espaço para mais tropelias. Aquela cor violácea escura e concentrada chama a atenção, mas é no plano aromático e na sua ligação à comida que o faz brilhar. No nariz parece que estamos a entrar num bosque, com a frescura harbórea e vegetal a surpreender. As notas de terra e cogumelos estão também presentes e o floral da Touriga aparece quase a medo. Na boca prova-se a rebeldia aromática, taninos marcantes, secura de boca, grande acidez, vegetal e direi... fresco. Fantástico na ligação à comida. Desde a carne a uma sobremesa bastante doce com tudo fez casamento feliz.

Classificação Pessoal: 90/100

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Desnível Colheita Seleccionada 2010

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Touriga Nacional, Rufete e Tinta Amarela
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: António Santos Pinto
Preço: - € vap

Uma palavra de agradecimento à Produtor pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Um Douro composto pelas castas de Rufete e Tinta Amarela proveniente de vinhas velhas em socalcos e Touriga Nacional de vinhas novas em patamares, diferentes altitudes, diferente exposição solar, com vinificação em lagar e estágio em barricas de carvalho francês. Um casamento eficaz, que chama por gastronomia tradicional e que nos diz que com algum descanso em garrafa poderá ainda melhorar.
Cor rubi muito bonita, concentrado e opaco no núcleo, de aspecto límpido. Aromas intensos a fruta vermelha madura, fruta silvestre, um jovial floral, com notas leves a especiaria e tosta muito bem ligadas. Na boca gostei da força com que se apresenta e ao mesmo tempo da sua maciez  e frescura. Boa acidez, muita fruta madura, ligeiro toque mineral e um final longo.
Reforço sem dúvida alguma o perfil gastronómico deste vinho.
Classificação Pessoal: 89/100

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Series Rufete 2010

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Rufete
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Real Companhia Velha
Preço: 6,90€ vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à Real Companhia Velha pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
A Real Companhia Velha aposta no lançamento, sob a marca "Series", de uma linha de vinhos de castas durienses com o objectivo de estudar e recuperar antigas castas do douro. O Rufete é a primeira referência. Esta é uma casta muito antiga e comummente presente nas vinhas velhas do Douro que se encontra praticamente abandonada pelo seu perfil de pouca cor, estrutura e volume de boca.
No aspecto visual chama desde logo à atenção pelas tonalidades violeta e média concentração que apresenta. Aspecto límpido. No nariz destaco a presença de fruta silvestre, fruta madura fresca, sensação de leveza, faz lembrar o lagar, trás boas recordações. Na boca é um tinto diferente. Não costumo beber muitos com este perfil. Leve e pleno de frescura, com toda a fruta bem presente. Com vida e convida a beber mais um pouco. Macio no toque e com final de boca de média duração.
Um tinto de verão. Para beber à temperatura de um branco. 

Classificação: 85/100