quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Sapateira Recheada
























Para terminar o ano em grande nada como uma entrada para o nosso jantar de Revellion também em grande. Optei por marisco. Uma bela Sapateira Recheada.

Ingredientes:
- 1 Sapateira
- 2 Ovos Cozidos
- 2 colheres Sobremesa de Maionese
- 1 colher Sobremesa de Mostarda
- 2 colheres Sopa de Cerveja
- 4 colheres Sobremesa de pão ralado
- 4 colheres Sobremesa de picles picados
- Salsa q.b.
- Sal q.b.
- Pimenta moída q.b.

Preparação:
Coza a Sapateira em água temperada com sal durante cerca de 15/20 minutos. Depois de fria, retire as bocas e patas com cuidado até que fique apenas a carapaça. Abra a carapaça, retire os pulmões (pequenas partes que fazem lembrar penas) e, com a ajuda de uma pequena colher, retire todo interior comestível da mesma e reserve. Pressiionando com cuidado parta a parte interior da carapaça para que esta fique com uma abertura maior pois será mais tarde usada como recipiente. Desfaça o que retirou da carapaça com um garfo e junte 1 ovo cozido picado, 2 colheres sobremesa de maionese, 1 colher sobremesa de mostarda, 2 colheres sopa de cerveja, 4 colheres sobremesa de pão ralado e 4 colheres sobremesa de picles também picados. Tempere com sal e pimenta a gosto. Após obter uma massa consistente, coloque-a na carapaça. Numa bandeja coloque, por fim, a Sapateira Reacheada, ladeada das bocas e patas previamente partida e decorada com quartos de ovo cozido e picles. Acompanhe com tostas ou pão torrado.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Hotel M'Ar De Ar Aqueduto - Évora

Adaptado do antigo Palácio dos Sepúlveda e em pleno centro histórico da Cidade de Évora fica o mais recente Hotel 5 estrelas da cadeia M+Ar De Ar. À data em que me encontrei aqui hospedado, alguns dos serviços ainda se encontravam em acabamentos finais, no entanto, tudo funciona já em prol do bem estar do hóspede e o luxo, comodidade e bom gosto de tudo o que nos rodeia é simplesmente magnifico.
A entrada principal é apelativa e indiciadora do serviço que nos espera. Personalizado, atento e dedicado. É assim que cada pessoa ligada ao M'Ar De Ar nos interpela. Somos como que levados ao colo e isso sabe muito bem.
O M'Ar De Ar conta com apenas 64 quartos para oferta, todavia esta situação apenas nos faz sentir mais aconchegados. A decoração dos mesmos é sóbria, prática e com alguns pormenores de luxo, mas a particularidade que mais me chamou a atenção foi a de todas as noites, enquanto ausentes para jantar, nos preparam o leito de descanso deixando sempre um delicioso rebuçado de Portalegre para adoçar os sonhos. São estas pequenas coisas que fazem a diferença.
O espaço exterior envolvente à piscina parece um daqueles jardins à antiga roma, com o Aqueduto como pano de fundo, muito verde, oliveiras e laranjeiras, sem dúvida um espaço convidativo que mais não pude usufruir devido ao frio que se fazia sentir. Ficou o convite para uma data mais amena.
No fundo, tudo o que se espera de um 5 estrelas pode ser aqui encontrado e embora o SPA ainda não estivesse a 100% será de futuro mais um degrau no alcance da excelência.

Na net: http://www.mardearhotels.com/aqueduto/por/index.asp

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Restaurante "O Sobreiro" - Évora







A
noite estava muito fria e andar não apetecia por isso procurámos um restaurante não muito longe do Hotel onde estávamos alojados. Assim, e quase como que por acaso, demos com uma placa onde se publicitava boa comida tradicional alentejana, bons preços e que era já ali a poucos metros. Nada a perder e após alguns passos estavamos à porta. Espreitámos e estava vazio. Como na entrada dizia que não se servia jantares sem ser por marcação perguntámos se podiamos entrar para jantar e ali ficámos. A sala era pequena, com decoração regional e bastante acolhedora, pelo número de mesas indicava que não iriamos ter muita companhia e quando chegouum grupo de dez pessoas o mesmo ficou cheio. Pequeno mas muito bom. Pedimos um Bacalhau à Braz à Casa e Pernil Assado no Forno. Uma delicia e com a travessa bem recheada. O serviço, embora não sendo nada de especial, extremanente acolhedor e familiar com a própria cozinheira a vir à sala perguntar se estava tudo bom e se queriamos mais. Gentilmente agardecemos, mas recusámos. Não havia espaço e ainda queriamos provar umas sobremesas. E de entre as que haviao Pudim de Presunto foi a que me chamou pela estranhesa do nome, mas que me encantou no sabor. Magnifico. Ainda se encontram destas pequenas pérolas.

Preço médio por refeição: 9 €
Atendimento: Familiar e Acolhedor
Satisfação: 8/10

sábado, 8 de novembro de 2008

Pierre Chanau Sauternes 2006 Late Harvest Branco

Data da Prova: 8 Novembro 2008
Características
Tipo: Branco Colheita Tardia
Castas: -
Região: Bordéus, França
Teor Alcoolico: 13%
Produtor: Pierre Chanau

Acerca do Vinho
Um colheita tardia é um vinho feito a partir de uvas colhidas já bastante depois do tempo normal das vindimas. Os bagos de uva apresentam deste modo um avançado estado de evolução o que produz um vinho extremamente doce e de alto teor alcoolico. Este vinho deve ser servido fresco, a uma temperatura entre os 10º e os 12º e é perfeito para servir como aperitivo ou ainda para acopanhar entradas ou sobremesas.

Prova
A minha primeira prova de um colheita tardia não podia ser tão boa. A uma temperatura de aproximadamente 10º senti um aroma fresco e doce e no palato não enganou. Um branco doce, com laivos a mel, que assentam na perfeição para servir como aperitivo, acompanhando umas entradas, como foi o caso ou numa sobremesa de doces frutados. Posso dizer que fiquei com vontade de provar mais uns colheita tardia numa data próxima.

Companhia
Entradinhas de Queijos e Presunto

Classificação: 84/100

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Massa de Pimentão ou de Pimentos


Tempero de excelência para carnes, a Massa de Pimentão é tradição em terras alentejanas e algarvias e indispensável na cozinha tradicional destas duas regiões de Portugal. Antigamente a Massa de Pimentão era de confecção morosa. Os pimentos maduros e avermelhados eram cortados em metades no sentido longitudinal, retirados o pé e as sementes e depois acamados em caixotes de madeira intervalados com sal em camadas sucessivas até esgotar os pimentos ou a capacidade da caixa. Depois eram pressionados com algo pesado, normalmente pranchas de madeira sobre as quais se colocavam pedras. Assim ficavam durante dois ou três meses enquanto iam libertando liquidos que escorriam através de frestas existentes no fundo dos caixotes. Findo esse tempo eram moídos e guardados em frascos com a massa coberta com azeite e os frascos herméticamente fechados. Duravam cerca de um ano. Como hoje em dia o tempo é escasso aqui fica a receita "tempos modernos", mais rápida e deliciosa na mesma.

Ingredientes para frasco de 0,75 cl:

- 6 Pimentos tamnho médios
- Sal q.b.
- Azeite
- Vinagre q.b.

Preparação:
Cortar os pimentos em quartos no sentido longitudinal e retirar o pé e todas as sementes dos mesmos. Cozer muito bem em água com uma colher de sopa de sal. De seguida, escorrer muito bem os pimentos e picar uma pequena parte grosseiramente e a restante numa picadora. Juntar as duas picagens e envolver com mais duas colheres de sopa de sal e uma colher de sopa de vinagre. Mexer muito bem até se obter uma pasta consistente.
Por fim, colocar num frasco de fecho hermético, cobrir a massa com uma fina camada de azeite e guardar. Está pronto.
Sempre que retirar Massa de Pimentão do frasco volte a repor a camada de azeite. Desta forma ficará conservada por aproximadamente um ano.