quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O Regresso do Dão Único da Quinta dos Carvalhais

A terceira edição do topo de gama da Quinta dos Carvalhais, sucedendo às colheitas de 2005 e 2009, chega pela mão da Enóloga Beatriz Cabral de Almeida.  Produzido apenas em anos de qualidade excepcional, quando a Natureza assim o permite, este é um vinho que, segundo a Enóloga da casa, transmite toda a pureza agreste da região, expressando a dedicação e o amor da equipa de enologia e viticultura a este lugar e à sua identidade.
A colheita de 2015 de ÚNICO vem perpetuar o papel de Quinta dos Carvalhais enquanto embaixadora da superior qualidade dos vinhos da região, confirmando todo o seu potencial e a emergência de um novo Dão.
Apenas 5.746 garrafas de um vinho... Único.

QUINTA DOS CARVALHAIS ÚNICO 2015 TINTO | DÃO | 14% | PVP 80€
TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO, FIELD BLEND
SOGRAPE VINHOS, SA
18
Cor rubi, vermelho intenso, concentrado, bonito e de aspecto limpo e lágrima escorreita, chorosa. No nariz a fruta preta silvestre e de bosque muito elegante, nota floral bem ligada, elegante e respirante, com notas carnudas, notas frescas de bosque, algum pinheiro, resinas e turfa. Na boca mostra-se com grande estrutura, robusto, volumoso, ao mesmo tempo com uma elegância e finess espantosas. De tanino macio, veludo, sem ferir, a mostrar o perfil de Dão elegante e fresco. Termina longo.
Um grande vinho do Dão que deverá merecer a devida atenção durante os próximos (longos) anos.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Masterclass Old & Rare White Ports | Os Portos Brancos Velhos Têm A Palavra

Os Vinhos do Porto Branco com idade ou velhos, como queiramos dizer, são símbolos do Douro vinhateiro em toda a sua essência, mostrando-se únicos, plenos de autenticidade, história, singularidade e atingindo a eternidade. Talvez pelas minhas raízes familiares estarem ligadas ao Douro recordo-me desde sempre da existência do Porto Branco, havia sempre uma garrafinha lá por casa, fosse ele o mais doce ou o mais seco, mas havia sempre por lá uma ou outra garrafa. Bebia-se sem mais nada adicionado e à temperatura ambiente da adega que, mesmo em dias de inferno, eram sempre bem frescas.
Todavia, ainda causa muita surpresa no consumidor de vinho a existência do Porto Branco. Conhecem e reconhecem o valor aos Vintage, LBVs, Colheitas, Tawnys e mais não sei o quê, mas quando se fala do Branco por vezes até se pensa que é uma invenção.
Estranho ou talvez não, a verdade é que actualmente continua a ser maioritariamente divulgado apenas e só pelo seu potencial enquanto jovem e para se juntar a uma água tónica, limão e um dose de gelo a gosto e os que envelhecem têm sido sempre um pouco esquecidos quando comparados com as restantes categorias.
No final de 2018, a poucos dias do Dia de Natal, Paulo Cruz, dono do Bar do Binho e um dos poucos Port Educator Certified  ainda existentes em todo o mundo, organizou a Masterclass Old & Rare White Ports em Seteais e conseguiu deixar todos os que participaram a repensar o Vinho do Porto Branco.

Nos nossos copos começaram a cair os néctares. O ar da sala tornou-se ainda mais respirável tal magnificência dos aromas que em pouco tempo tomaram conta da mesma. Visualmente de tonalidade âmbar, com maior ou menor intensidade, de aspecto limpo e cativantes ao olhar.
No nariz viajou-se pelas notas de fruto seco, pela avelã, o pinhão e a noz, pelo fruto passa, do alperce e do figo seco, da uva passa, passando pelas notas de caramelo, de chocolate e de biscoito de manteiga, notas mais citrinas, de casca de laranja, resinas, passando pelo mel, pelo melaço, caramba! Uma viagem sensorial do caraças!
Quando na boca não foi possível evitar, de quando em vez, fechar os olhos. A volúpia deste vinhos é encantadora. Macios e aveludados, envolventes, de equilíbrio notável, doçura harmoniosa, um sem fim de boca. Andamos muito distraídos.
Kopke 50 Anos Dry Old White, Rozés 1968 Dry Old White Golden, Palmer 1962 Old White, Quinta da Devessa 1970 Old White, Vista Alegre 40 Anos Old White, Vasques de Carvalho VV Old White, Andresen 40 Anos Old White, Dalva 1963 Old White Golden, Quinta Levandeira Very Old White (50 anos), Rozés 1940 Old White Golden, Quinta das Lamelas 60 Anos 4 Gerações e Quinta do Mourão 90 Anos Very Old White foram os vinhos que tivemos o privilégio de provar ou, direi melhor, de beber e conhecer. Não são vinhos para provar e cuspir, são antes vinhos para beber, para nos apaixonarmos e criarmos memórias em volta do vinho.

Também previsto no programa, um pequeno workshop, uma espécie de "how to make your own blend Vasques de Carvalho White Reserva", a partir de três lotes. Num primeiro lote, um Porto branco 2013/2014 do Baixo Corgo; segundo lote um 20 anos meio seco do Cima Corgo e num terceiro lote, um vinho velho matriz. Conduzidos pelo Jaime Costa embarcamos numa experiência enriquecedora e que podia ser mais vezes repetida em outras ocasiões. Mostrem-se os protagonistas.

A surpresa chegou numa caixinha pequena, mas também ela grande na ligação aos vinhos. Não sei como nasceu a ideia, mas parece que estou a imaginar o Paulo Cruz a falar com o Nuno Jorge da Cacao Di Vine: "- Nuno... apetece-me algo" e não foi preciso dizer mais nada.
Nuno Jorge preparou seis chocolates para harmonizar com seis dos vinhos escolhidos para a Masterclass. O de Yuzo e Shiso Green para o Kopke 50 Anos Dry Old White; o de Açafrão e Laranja para o Palmer 1962 Old White; o de Caramelo Salgado para o Vista Alegre 40 Anos Old White; o de Avelã e Framboesa com o Dalva 1963 Old White Golden; o de Sete Especiarias com o Rozés 1940 Old White Golden e o de Azeite e Alho Negro com o Quinta de Mourão 90 Anos Very Old White. Ligações para todos os paladares, todas elas vencedoras.

Com certeza que vale a pena arriscar. Sair da zona de conforto. Apostar no cavalo menos provável. O Vinho do Porto Branco mostrou aqui todo o seu potencial de envelhecimento, toda a sua qualidade e toda a sua singularidade. Para continuar.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Cabeça de Toiro Castelão Reserva 2016 Tinto

CABEÇA DE TOIRO CASTELÃO RESERVA 2016 TINTO | TEJO | 13,5% | PVP  6,5€
CASTELÃO
ENOPORT PRODUÇÃO DE BEBIDAS, SA
15,5

Esta é uma edição limitada produzida 100% a partir da casta Castelão que se mostrou pronto a beber, de tanino redondo e de perfil fresco. Mais uma boa opção para esta gama de preço.
Cor rubi intenso, concentrado, violetas definidos, lágrima chorosa, aspecto limpo. Aromas intensos a fruta preta madura, amora silvestre, amaeixa preta, mirtilo, cereja, face terrosa, fresca. Na boca mostra volume médio, macio, de tanino presente, polido e aveludado, boa expressão da fruta preta, ameixas em destaque, bom comprimento final.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Colecção Privada DSF Moscatel de Setúbal Superior 2002

COLECÇÃO PRIVADA DSF MOSCATEL DE SETÚBAL SUPERIOR 2002 | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 17,5% | PVP  25€
MOSCATEL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
17,5

Domingos Soares Franco prossegue com o entusiasmo e com a paixão de sempre a desenvolver experiências enológicas que me (nos) dão muito prazer. Nesta edição limitada foi utilizada aguardente da região de Armagnac conferindo subtileza, frescura, complexidade e equilíbrio ao resultado final.
Cor âmbar definido, nuances douradas, cativante e de aspecto límpido. No nariz intensidade elegante de fruta passa, alperce, laranja confitada e alguma fresca, uvas passa, melaço, perfil fresco, algum fruto seco, nozes e avelãs. Boca com untuosidade, macio ao toque, com bela acidez, conjunto harmónico e fresco, novamente com o toque dos frutos secos, final longo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Beyra Reserva Quartz 2017 Branco

BEYRA RESERVA QUARTZ 2017 BRANCO | BEIRA INTERIOR | 13,5% | PVP  6,5€
SÍRIA, FONTE CAL
RUI ROBOREDO MADEIRA VINHOS, SA
16

Cor amarelo citrino, aberto, tonalidades esverdeadas, aspecto limpo e brilhante. No nariz a intensidade da fruta citrina, tangerina, casca de toranja, da fruta branca de caroço, alguma pêra, e pedra lascada, ligeiro salino, elegante e fresco. Boca onde se revela acidez acutilante, a secar o palato, citrino verde, sumarento, algum volume, final de boca longo.
Com nova imagem, mais apelativa, mostra ser uma boa opção para o preço e com versatilidade à mesa, embora o aponte para desafios onde existe alguma gordura para brincar com a sua acidez.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Na Palheta Com... Joana Santiago

Para mais uma sessão de Palheta descontraída e após uma bela conversa com o José Baeta, viajámos de Colares até Monção para uma animada conversa com a Joana Santiago da Quinta de Santiago. O conceito foi o mesmo. 10 perguntas, algumas comuns à primeira entrevista, e de forma descontraída conhecer um pouco mais acerca do vinho em Portugal e acerca das pessoas que o fazem.
Poderia tecer alguns comentários prévios, mas vou deixar a Joana falar. Sim porque sempre releio a entrevista parece que a estou a ouvir à minha frente com todo aquele entusiasmo e alegria contagiantes.

Qual a história dos Vinhos da Quinta de Santiago que conhecemos hoje? 
A Quinta de Santiago, em Monção ( Sub-região de Monção e Melgaço) é propriedade da família Santiago desde 1899. Em 2009, da determinação e paixão por vinhos dos filhos e netos e da então proprietária, a Avó “Mariazinha”, nasceu o projeto Quinta de Santiago "boutique winery".
Foi o desafio desta minhota, que dedicou toda a sua vida à vinha e ao vinho, que esteve na génese dos vinhos da Quinta de Santiago. “Quando uma avó empreendedora de 86 anos, cheia de energia e vontade de viver, desafia a família a deixar de vender uva e a criar vinhos com marca própria o que é que a família faz?
O filho e nora, bancário e professora respetivamente reformam-se, a neta, então advogada muda de vida e todos regressam às suas raízes, pela terra e para a terra onde cresceram.” Com o projeto Quinta de Santiago a avó deixou o seu legado e assegurou-se que a família se mantinha unida por uma paixão comum onde a tradição e conhecimentos da geração mais antiga se associou à modernidade e entusiasmo da geração mais jovem, na criação de vinhos autênticos “feitos à moda sua moda”, que refletem a riqueza do terroir e ao mesmo tempo expressam de forma fiel a casta autóctone portuguesa Alvarinho e os sucessivos anos de colheita nos nossos terrenos em terraços aluviais. Apostamos por essa razão numa pequena produção de Alvarinho de 7.5ha como estado de espírito e ideia de negócio focada na qualidade e no respeito pela natureza. Uma filosofia que permite conhecer e controlar apaixonadamente todos os momentos da produção da uva e do vinho, cada videira, cada garrafa, garantindo um produto exclusivo e cuidadosamente criado até ao embalamento. Este é o nosso projeto de vida e é isso que nos motiva a fazer mais e melhor, sempre com autenticidade! Há que descomplicar o vinho e vive-lo mais do que descreve-lo, uma visita à Quinta é por isso uma viagem pelas histórias da família por entre vinhas e vinhos.

Monção e Melgaço é "O Terroir"?
Monção e Melgaço é o terroir de excelência para a produção da casta alvarinho cuja dedicação e experiência secular dos viticultores na produção de monovarietais de alvarinho tornou esta casta extremamente adaptada à sub-região. Dentro da conjugação de fatores humanos e naturais que constituem o terroir, decisivo é o nosso micro-clima. Um território rodeado de montanhas, com alguma influência atlântica permite verões com dias muito quentes e noites frias. Um micro clima de transição atlântico / continental que torna os vinhos aqui produzidos únicos.

A tua energia e sorriso sempre pronto são uma imagem de marca dos vinhos da Quinta de Santiago? 
Quando começamos o nosso projeto sentimos que fazia todo sentido que uma marca tivesse um rosto, o rosto que representaria a nossa família e que os consumidores fossem reconhecendo e criando laços! Afinal de contas esta não era mais uma marca no mercado mas sim a nossa marca, o nosso trabalho, o nosso projeto de vida, o nosso lifestyle, que tanto queríamos partilhar!
Eu minhota de gema e a mais jovem do projeto, passei a ser a imagem de marca da Quinta de Santiago de uma forma muito natural, simplesmente, porque representava a Quinta em todo lado ! Já no que diz respeito à energia, alegria de viver e a positividade, essas nascem ( ou não ) connosco! Eu tive a sorte de ter sido presenteada com essa riqueza. Pode estar um dia cinzento bem escuro, eu vou encontrar sempre um lado solarengo! Pode ser um dia mau, eu vou encontrar sempre algo de positivo! A energia, já diziam os meus amigos de liceu, é inesgotável como a “ formiga atómica” !!
Acresce que, quando mudei o meu percurso de vida da advocacia para o vinho também encontrei uma grande paixão no que faço e, como é óbvio, isso ajuda ao sorriso estampado no rosto quando falo e apresento os nossos vinhos. Esta costela simpática e energética não foi herdada pela “Avó Mariazinha”, mas pela minha mãe ! Quem já a conheceu em eventos bem sabe que ela é a mestre e eu a aprendiz! As duas juntas … um furacão! Hoje é um facto que a imagem da Quinta de Santiago e da Joana Santiago são praticamente indissociáveis e por essa razão, sim a energia e sorriso são uma imagem de marca!

As Mulheres do Vinho estão cada vez mais fortes?
As mulheres do vinho sim, estão cada vez mais fortes, querendo com isto afirmar que têm maior expressão em número no setor, sejam elas enólogas, produtoras, adegueiras, comerciais, gestoras, nas CVR, etc. E se é verdade que o mundo dos vinhos é ainda predominantemente um universo masculino, não é menos certo que há um número crescente de mulheres a fazer a diferença.

Os vinhos em Portugal são baratos?
Considero os vinhos portugueses muito baratos face à qualidade que apresentam e à capacidade de produção do país. De facto, muitos produtores assentaram a sua estratégia em comercializar os seus vinhos com preço baixo (abaixo até do justo valor). Acredito até que não o tenham feito por vontade mas por não terem ainda conseguido vender ao preço mais justo face ao reduzido reconhecimento dos vinhos Portugueses, em relação a outros países com maior e mais longínqua tradição na produção de vinhos.
Uma das nossas preocupações enquanto produtores deve passar sempre por ... Não vender mais mas vender melhor (em qualidade ou em preço) e do nosso país um esforço conjunto de promoção da nossa qualidade e autenticidade.

O Alvarinho é a Casta das Castas brancas? 
O que ainda podemos esperar dela? A casta alvarinho é na minha opinião a casta das castas brancas portuguesas, pela sua versatilidade e longevidade. Reúne trunfos na componente ácida, no volume, na riqueza aromática, complexidade de sabor, corpo e teor alcoólico, para criar vinhos com uma longevidade surpreendente (que vamos começando a perceber). Pela sua versatilidade podemos esperar tudo dela, sempre com uma elegância e complexidade tão própria da casta e conscientes que é uma casta com uma personalidade muito forte, difícil de " domar" e por isso tão desafiante e enriquecedora!

Qual o teu prato preferido para um Alvarinho? 
Vivo perto do mar, adoro peixe fresco acabado de pescar ( um privilégio que o nosso país nos oferece) e por isso nada como um belo peixinho do nosso mar, só “au salt”, uma batatinha a murro com um bom azeite português, alho e legumes da horta!

As redes sociais têm ou podem ter um papel importante na divulgação do vinho em Portugal? 
As redes sociais mudaram a forma como as pessoas se relacionam no mundo. São, sem sombra de dúvida, uma das melhores inovações trazidas pela internet enquanto plataformas de excelente visibilidade para empresas, pessoas e produtos. Desta forma têm no setor, um papel importante na divulgação do vinho, seja porque possibilitam um contato mais direto e personalizado com as suas `` personas`` ao contrário dos modelos de comunicação tradicionais, seja porque criam uma ligação com um público segmentado e interessado. Permitem a expansão do mercado, uma oportunidade para encontrar e interagir com potenciais consumidores/compradores, encontrar e interagir com outras empresas que podem vir a ser parceiros e ainda chegar até aos media! Hoje em dia conseguimos acompanhar o dia a dia de um produtor ou uma marca de vinho quase em tempo real criando uma ligação próxima com as pessoas e marcas!

Onde se podem comprar os vinhos Santiago e se quisermos fazer uma visita diretamente na Quinta como é possível fazê-lo? 
Os vinhos da Quinta de Santiago, sejam eles os Alvarinhos colheita e reserva, o rosé, o espumante de Alvarinho, o alvarinho/loureiro ou o rascunho podem ser encontrados um pouco por todo o país em garrafeiras, lojas gourmet, wine bars e restaurantes, mas com maior predominância em Porto, Aveiro, Coimbra, Lisboa e Algarve. Desta forma sempre que queiram saber onde podem encontra os nossos vinhos, de uma forma rápida e prática, basta mandarem-nos uma mensagem no Instagram, facebook, linkedin ou email ( wine@quintadesantiago.pt) e desde logo informamos a loja mais próxima! Pelas mesmas vias e ainda através do telefone 917557883 podem efetuar, de uma forma descontraída a marcação de uma visita individual ou em grupo! Na quinta serão sempre recebidos pela família ou pela nossa enóloga residente e são vários os programas disponíveis, desde o passeio e visita com prova simples até ao almoço eno--gastronómico, passando pelo piquenique nas vinhas ou prova com tapas locais !

Quando bebes um copo do seu vinho e fechas os olhos em que pensas e que imagens te ocorrem?
Penso em comida porque um não vive sem o outro no meu pensamento! Hehehe ! Na verdade revivo, todo o caminho daquele vinho até ali, todo o processo desde a uva ao vinho e desde a primeira vez que o provei até ao momento em que o estou a beber, passando pelas suas diferentes fases e alguns dos momentos partilhados! São estas imagens e memórias que maior parte das vezes trazem uma bela conversa para a mesa ... o vinho é mesmo isso, uma partilha!

Agradeço à Joana a disponibilidade que teve para me aturar, principalmente numa época aterefada, com Natal e Final de Ano pelo meio.

Fotografia: DR

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Hugo Mendes Lisboa 2017 Branco

HUGO MENDES LISBOA 2017 BRANCO | LISBOA | 12,5% | PVP  15€
ARINTO, FERNÃO PIRES
HUGO MENDES
16

A segunda colheita do Lisboa de Hugo Mendes tráz consigo algumas afinações em relação à colheita de 2016 e dá a ideia de estar mais pronto a beber, mais redondo, um pouco mais cremoso e quente. Neste momento, e provados os dois, continuo a preferir o 2016, não tão exuberante e feito como este, mas mais a olhar os anos vindouros.
Cor amarelo citrino, aberto, de leves nuances esverdeadas, aspecto jovem e limpo. Aromaticamente intenso, vai abrindo rapidamente, fruta citrina, limão e limas, com as notas florais mais notadas, um tostado muito leve e perfil fresco. Na boca mostra volume, untuosidade, mais gordura, com acidez equilibrada, fruta citrina, assente numa boa estrutura, fresco e com elegância, terminado longo e persistente.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails