sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Alambre 20 Anos

ALAMBRE 20 ANOS | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 18% | PVP  23€
MOSCATEL DE SETÚBAL
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
18,5

Nascido a partir da casta Moscatel de Setúbal este é um dos que nunca nos deixa ficar mal. Este 20 anos provém de um blend de 19 colheitas onde a mais jovem conta, pelo menos, com 20 anos e a mais antiga cerca de 80 anos.
O resultado deste intervalo de anos é mágico. Complexidade, intensidade aromática, fresco, elegante e com um fim de boca extenso.
Cor âmbar definida, com algumas nuances de esverdeado azeitona, aspecto limpo. No nariz mostra intensidade e complexidade. A laranja cristalizada, a frita passa e alguma fruta seca, melaço, caramelo, muito equilíbrio, harmonia, envolvência e demonstrador de grande frescura. É desafiante e podemos muito bem ficar por ali um bom bocado. Na boca faz com que continuemos lá em cima. Volumoso, untuoso, macio, toque de seda, com toda a fruta e notas de melaço que se esperava, mas com uma acidez e frescura que equilibra todo o conjunto e faz dele um dos eleitos.
Final de boca longo, pleno de finess e frescura.
O preço a este nível acaba por ser também uma óptima opção.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Crasto 2014 Tinto

CRASTO 2014 TINTO | DOURO | 14% | PVP  9,5€
TINTA RORIZ, TINTA BARROCA, TOURIGA FRANCA, TOURIGA NACIONAL
QUINTA DO CRASTO, S.A
16

As castas tradicionais do Douro, o xisto e sem passar pelas barricas. Um tinto que assim atinge os seus objectivos de uma frescura maior, com a fruta em destaque quer no nariz, quer na boca, a não esconder a sua origem e a mostrar ser, desde logo, pronto a beber.
Visualmente de cor vermelho concentrado, fechado, violetas definidos e de aspecto limpo. No nariz mostra aromas da fruta vermelha e preta madura, intenso, ligeiro floral, muito equilibrado e sem cair no campo dos excessos. Na boca segue as indicações já dadas no nariz, com a fruta preta silvestre em bom plano, taninos presentes mas polidos e macios, equilibrado, fresco e fácil de beber.
Termina longo e muito versátil à mesa.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Cervejaria Sardinha (Mané Cigano) - Ponta Delgada, Açores

Quando em Roma, temos de ser Romanos. Ou pelo menos tentar ser o melhor Romano que conseguirmos. Assim, estando por Ponta Delgada, na lindíssima Ilha de São Miguel nos Açores, tivemos de fazer a obrigatória paragem na Meca dos Xarrinhos Fritos com Arroz Assado e Inhame.

Pelo aspecto exterior não lhe gabei a beleza e mesmo já no interior deparamo-nos com um espaço muito pequeno, balcão de inox e mesas dos mesmo material. Sala completamente cheia, mas com a impressão (errada) que era sempre a rodar e a despachar. Esperámos um pouco e ainda bem que o fizemos.
Assim que dois lugares ficaram vagos lá fomos nós. Pelo meio dos clientes já servidos e quase que em comunhão na refeição. Um local disse-nos que não era um restaurante mas sim um sitio para comer, comer bem e sem mariquices ou outros adjectivos gourmet. E assim foi.

O Mané Cigano, outrora sob a designação de tasca, é hoje também conhecido por Cervejaria Sardinha, o seu real nome, mas todos a ele se referem como Mané Cigano, o nome pelo qual ficou conhecido o seu proprietário Manuel Sardinha.
Consta que por aqui se podem comer dos melhores xarrinhos fritos que podemos encontrar pela Ilha e eu, neste momento, já acredito. Para além disso,  o arroz assado é de lamber o prato e a travessa. Com a companhia dos pickles caseiros e da cebola de curtume então o momento é.... fabulástico!

Pedimos também o Entrecosto. Apenas muda a proteína e o tipo de batata. Mais uma vez de comer e ficar feliz. Até nos esquecemos que estamos a comer à mesa com outras pessoas que não conhecemos, ou melhor, que não conhecíamos quando nos sentámos. A boa comida ajuda.

Para terminar com a boca adocicada uma Queijada de Vila Franca do Campo e uma Queijada de Leite. Não dava para mais... vá... talvez mais um Xarrinho ou outro.
___________________________________________
CERVEJARIA SARDINHA - MANÉ CIGANO
Tipo de Cozinha: Regional Açoreana
Copos de Vinho Adequados: Não
Estacionamento: Fácil
Preço Médio Refeição: 9€

Morada: Rua Engenheiro José Cordeiro, Nº 1, 9500-311 PONTA DELGADA
Telefone: + 351 296 285 765
Email: manecigano@gmail.com
Web: Facebook

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Os Prémios Especiais no 10º Aniversário da Revista Paixão Pelo Vinho

Na comemoração do 10º Aniversário da Revista Paixão Pelo Vinho, o Casino da Figueira encheu-se de requinte e glamour para a grande noite de consagração dos 22 galardoados com o Prémio Especial Paixão Pelo Vinho e para as 47 distinções Paixão Pelo Vinho Excelência entregues pelo Secretário de Estado da Agricultura e da Alimentação. 
Empresas e profissionais dos sectores do vinho, da gastronomia e do turismo, reuniram-se nesta noite para consagrar os melhores de Portugal e celebrando, em ambiente de festa, também o 10º Aniversário desta publicação. Na cerimónia foram atribuídos os tão aguardados troféus de 20 categorias galardoadas com o Prémio Especial Paixão Pelo Vinho. 
Foi a primeira vez que a Revista Paixão Pelo Vinho decidiu atribuir este tipo de prémios, mas ficou desde logo a ideia que agora já não se pode parar e que para o ano haverá que repetir a festa. 
Os premiados nas principais categorias foram: 

ADEGA COOPERATIVA | Adega de Cantanhede

ARQUITETURA | Herdade do Freixo

BLOGGER DE VINHOS |  Blog Avinhar

CRÍTICA DE VINHOS | Maria João de Almeida

COZINHEIRO GERAÇÃO XXI | José Avillez e Ricardo Costa

COZINHEIRO DE MÉRITO | Rui Paula

ENÓLOGO DE VINHOS GENEROSOS | João Nicolau de Almeida

ENÓLOGA DE MÉRITO | Sandra Tavares da Silva

ENÓLOGO GERAÇÃO XXI | António Maçanita

ENÓLOGO DE MÉRITO | Osvaldo Amado

ENOTURISMO COM DORMIDA | Monverde - Wine Experience Hotel

ESCANÇÃO | João Chambel

PRODUTOR DE VINHOS ESPUMANTES | Caves Transmontanas - Espumantes Vértice

PRODUTOR DE VINHOS GENEROSOS | Blandy's - Madeira Wine Company

PRODUTOR GERAÇÃO XXI | Lua Cheia em Vinhas Velhas

PRODUTOR DE MÉRITO | Aveleda

REGIÃO VITIVINÍCOLA | Alentejo: Comissão Vitivinícola Regional Alentejana

VITICULTURA | Real Companhia Velha

INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO | Amorim & Irmãos

CATEGORIA ESPECIAL PRÉMIO PAIXÃO PELO VINHO | Leonor Freitas  e António Saramago

Parabéns aos premiados.
Até para o ano.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Casa da Passarella O OEnólogo Vinhas Velhas de 2008 a 2012 em Magnum

A Casa da Passarella tem sido, nos últimos anos, um dos produtores mais activos e dinâmicos da região do Dão. Para além da qualidade dos vinhos que tem vindo a lançar pela mão do seu Enólogo Paulo Nunes, cheios de personalidade, com um cunho muito singular e de apostas diferentes e até arriscadas, tem também revelado uma comunicação jovem e atraente e com desafios que normalmente surpreendem.
Assim foi neste caso. Na apresentação das novidades do produtor para este ano, nada como começar a noite por uma vertical, em garrafa magnum, do Casa da Passarella O OEnólogo Vinhas Velhas de 2008 a 2012. 

Recordo que este vinho, apesar de agora custar cerca de 15€ (o que ainda assim é prova da sua excelente relação preço-qualidade), foi possível de comprar nas primeiras colheitas abaixo da nota de 10€. O que é só e apenas fabuloso!
A prova do Vinhas Velhas em garrafa magnum revelou um vinho com uma capacidade de envelhecimento extraordinária. Mostra que há claramente um fio condutor que os liga a todos, quer seja pela frescura ou  pela fruta, o facto é que nos apresenta um vinho de terroir e que no fundo mostra sem dúvidas que se trata da mesma vinha.
Das colheitas provadas a nota de destaque, em primeiro lugar, para o 2008. Surpreendentemente jovem, cheio de força, frescura e uma fruta muito alegre, bonita para a idade que tem. Depois, para mim o 2011. Incontornável. Está numa forma que até chateia. Chateia não ter mais garrafas em casa, chateia não ter nenhuma magnum, chateia.  Volumoso, complexo, com aquelas notas mais vegetais e uma finess e frescura que nos agarram por completo.
Este é o tipo de momento que nos faz desejar ter um DeLorean na garagem!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

E. Guigal Crozes-Hermitage 2008 Branco

E. GUIGAL CROZES-HERMITAGE 2008 BRANCO | CROZES-HERMITAGE, RHÔNE (FRANÇA) | 13% | PVP  15€
MARSANNE, ROUSSANNE
E. GUIGAL CHÂTEAU D'AMPUIS
16,5

Este vinho já estava na minha garrafeira à cerca de um ano. Apesar de ser um branco e do ano de 2008 não vi grande pressa em abri-lo. Sendo da E. Guigal, um produtor francês bem conhecido e tendo já lido alguma coisa acerca do potencial de envelhecimentos dos seus brancos resolvi esperar e só no final de 2016 a abri.
O desafio, para além de mais alguns brancos na mesa, era casá-lo com queijos portugueses fortes, enchidos e fumados, patés e outras coisas mais dentro do género e que foram surgindo à medida.
De cor palha dourada e de aspecto limpo, mostra um nariz ainda cheio de fruta, maioritariamente de caroço e polpa amarela, citrino bem frescos e um perfumado floral bem ligado com notas mais pedregosas. Na boca revelou ser um branco com muita estrutura, acidez no ponto, corpo redondo, alguma untuosidade, volúpia, muito rico e equilibrado. Final de boca longo.
Cheguei a falar em notas de barrica? Parte deste vinho passou por barrica durante 12 meses. Onde está ela? Está nos pequenos pormenores, completamente integrada e quase despercebida.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O Peso e Formato da Garrafa São Sinónimos de Qualidade do Vinho?

A questão do peso e formato da garrafa de vinho e a qualidade do que lá vem dentro não é, certamente, nova, mas já são inúmeras as vezes com que sou confrontado com situações de afirmação absoluta da qualidade de um vinho quando avaliado, não só o formato da garrafa, como também o seu peso e até o tamanho do buraco no seu fundo. 
O formato mais ou menos excêntrico, com mais ou menos dourados, mais fora do comum e esteticamente apelativa faz soar logo um longo brado de qualidade do produto. Não só qualidade como preço mais elevado e perfeitamente justificado, pois se tem mais qualidade e vem num recipiente tão bonito por certo será e deverá ser mais caro.  
Já o peso da garrafa é um de um efeito olímpico. "Eiche, olha-me só o peso desta garrafa! O vinho deve ser do outro mundo. E até dá para colocar o dedo grande todo no buraco do fundo da garrafa. Fabuloso!". Não há volta a dar. É raro conseguir convencer um consumidor menos conhecedor que nem sempre é assim. Aliás, e que cada vez será menos assim.
Quer num caso, quer no outro, cada vez o mercado é mais inundado com ambas as situações. Questão de marketing dirão uns? Ou mais procura pelo consumidor por este tipo de produto? Por mim pode ter uma justificação qualquer, mas a pergunta que coloco será mesmo se o peso e o  formato da garrafa serão sinónimos de qualidade acrescida num vinho ou mesmo revelador de um produto muito acima da média?
E os grandes vinhos que nos aparecem em garrafas completamente normais? Por qual poder ou magia foram concebidos para chegarem ao patamar de vinhos de excelência sem se mostrarem mais bonitos e pesados?

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