terça-feira, 24 de março de 2015

Real Companhia Velha Séries Samarrinho 2013 Branco

REAL COMPANHIA VELHA SÉRIES SAMARRINHO 2013 BRANCO | DOURO | 13% | PVP  14€
SAMARRINHO
REAL COMPANHIA VELHA
88 / 100

A Real Companhia Velha tem na gama Séries o objectivo de apresentar vinhos de nicho, ensaios, procurando sempre experimentar e mostrar diferentes técnicas, castas ou abordagens que possam vir no futuro a mostrar-se como opções viáveis no âmbito comercial. De produção baixa, muito limitada e apenas para um ano de colheita nesta linha. A procura de novos vinhos e a paixão pela inovação são grandes motores para esta produção.
Assim, este branco da casta Samarrinho,-sim, Samarrinho-, surge como mais uma boa surpresa de apenas 858 garrafas e que promete ser alvo da procura de todo o consumidor de vinho mais atento. Uma casta desconhecida para mim e que me encantou logo desde o inicio.
De cor amarelo citrino, limpo e com esverdadeados jovens. Surge no nariz perfumado, adivinhando-se aos poucos um ligeiro petrolado, bem ligado com as notas de fruta citrina, uma ameixa branca madura, algum alperce passa e mesmo mel. Boca com uma acidez estaladiça, completamente seco, mas com notas adocicadas provenientes da própria casta após evolução na garrafa. Que boca. As possibilidades à mesa são muitas e diversas. A guarda por mais uns anos aconselha-se sem qualquer dúvida. A aposta nesta casta para o futuro pela Real Companhia Velha obrigatória.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Quinta da Pellada Primus 2007 Branco

QUINTA DA PELLADA PRIMUS 2007 BRANCO | DÃO | 13% | PVP  26€
ENCRUZADO, CERCEAL, BICAL
ALVARO MANUEL A. F. CASTRO
93 / 100

Alguns vinhos brancos, conforme vão envelhecendo, ou melhor, com o passar dos anos em garrafa vão crescendo, crescendo de tal forma que quando decidimos bebê-los temos muitas vezes de admitir a excelência que é um branco com idade. Este é, sem dúvida, o caso.
As vinhas velhas da Quinta da Pellada são o berço deste Primus que apresenta cor amarela já com nuances palha dourada e aspecto limpo. Apaixona desde logo pelos seus aromas. Impacto inicial floral, alguma cera de abelha, lima, algum melado bem equilibrado pela sua mineralidade e frescura. Espantosa complexidade que nos agarra por completo. Na boca continua a impressionar. Com fruta ainda fresca, vivaz e com todas as peças a encaixarem na perfeição. Ai que bem que calhava com um queijinho de pasta mole dali bem perto.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc 2012 Branco

QUINTA DE CIDRÔ SAUVIGNON BLANC 2012 BRANCO | DOURO | 13% | PVP  7€
SAUVIGNON BLANC
REAL COMPANHIA VELHA
86 / 100

Nascido no Douro, numa casa onde a tradição na produção de vinho é antiga, surge um sauvignon blanc cheio de carácter, frescura e características que nos remetem para esta casta. Ainda jovem, de cor amarela definida, aspecto limpo e brilhante. No nariz surge intenso, com notas de pimento, toranja, relva cortada, fresco e mineral. Um reboliço para o olfacto. Na boca continua a manter um certo perfil herbáceo, citrino com ligeiro travo amargo final, cheio de vida, acidez mordaz e um final de boca persistente.

terça-feira, 17 de março de 2015

Endógenos | O Carolo De Milho Pelo Chef Alexis Gregório

O Carolo de Milho foi a estrela da 9ª edição do Projecto Endógenos que decorreu no restaurante Adega Machado em Lisboa. Espaço histórico, entretanto reaberto após obras profundas de remodelação, que para além da gastronomia portuguesa é casa para se ouvir Fado.

Um espaço moderno, um pouco diferente dos habituais restaurantes ou casas dedicadas ao Fado, mas que todo ele respira Fado. Ambiente cuidado, aconchegante, com elegância e onde cada canto faz referência ao mundo do Fado.

Uma pequena curiosidade que me deixou encantado é o facto de haver uma pequena sala de espera, onde os clientes podem aguardar antes de entrar para a sala, que é um verdadeiro mimo. Garrafeira de um lado, fotografias alusivas ao Fado de outro e uns apetecíveis cadeirões que nos chamam a cada olhar. Perfeito.
A estrela da noite não foi o Fado, mas o Carolo de Milho. O desafio apresentado ao Chef Alexis Gregório era aliciante e exigente. Servir uma refeição onde o Carolo de Milho fosse o ingrediente em destaque em cada prato. Desde a mais pequena entrada até à sobremesa. O resultado foi surpreendente.
O meu contacto com o Carolo de Milho apenas existia através de um doce feito pelos meus Pais, que por sua vez já era feito pelos meus Avós e que por sua vez já vinha de seus antepassados. Doce que era e ainda é  presença obrigatória na mesa de Natal e à qual sempre ouvi chamar de "Milhos". Um manjar doce, barato e que faz as delicias de todos nesta festiva quadra.
Pensar no Carolo de Milho como ingrediente para uma série de pratos era, para mim, de inicio um pouco desafiante e difícil de imaginar, mas o Chef Alexis Gregório respondeu com mestria e o resultado foi a todos os níveis surpreendente.
O Projecto Endógenos visa promover e valorizar produtos endógenos portugueses da terra e de mar e suas regiões de origem criando novas interpretações de experiências enogastronómicas. Reavivar produtos de excelência que, por uma razão ou por outra, foram caindo no esquecimento e assim tomam um pouco do lugar que deveriam ter na nossa mesa.

Amuse Bouche: Massa de Sêmola de Milho e Sementes com Recheio de Cogumelos sobre rede de Milho Frita.

Sopa: Olhó Passarinho! Consomé de Codorniz, Carolo de Milho e Poejo

 Entrada: Milho Malhoa. Soufle de Carolo de Milho, Queijo de Nisa e Chouriço.

Prato de Peixe: Fado dos Trópicos. Carabineiro do Algarve, Farofa Com Massa Leveda de Carolo, Funcho e Aipo

Prato de Peixe: Falsa Baiana. Robalo da Costa Portuguesa, Falso Xerém com Ameijoas Desidratadas, Funcho e Laranja.

Prato de Carne: Donde Vens Amália? Cachaço de Porco Preto, Milho Frito, Legumes Glaceados e pipoca doce com mel.

Sobremesa: A Doce Maria de Lourdes. Perfeita harmonização entre o doce e o acido. Gelado de Milho artesanal, com um puré defrutos vermelhos e crumble delicioso.

Ver mais fotografias aqui.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Outeiro 2010 Tinto

OUTEIRO 2010 TINTO | ALENTEJO | 15% | PVP  22€
SYRAH, PETIT VERDOT
TERRAS DE ALTER CV, LDA
89 / 100

A selecção das melhores uvas destas castas vindas da Vinha da Boavista produzem ano após ano este tinto alentejano de elevada qualidade. Apesar de já se encontrar no mercado a colheita de 2011, este continua novo e com condições de se aguentar por mais uns anos num bom nível. Apresenta cor rubi, intenso e concentrado, ai da com poucas notas da passagem dos anos. Aromas onde as notas da fruta vermelha e preta dominam, madura, compotada mesmo, com notas bem integradas do estágio em barrica, especiarias, algum cacau e grão de café torrado. Boca que mostra estrutura, corpulência, continuação das notas a fruta vermelha e preta bem madura, com grande equilíbrio, embora conforme vai aquecendo se vá notando mais o álcool e acabe por lentamente se tornar um pouco mais pesado. Ainda assim, com boa presença, bom conjunto e um final de boca longo.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Crooked Vines 2009 Branco

CROOKED VINES 2009 BRANCO | DOURO | 14% | PVP  16€
GOUVEIO, VIOSINHO, RABIGATO
GR CONSULTORES, LDA - SECRETSPOTWINES
80 / 100

Com alguma expectativa provei este vinho. Gosto muito do rótulo, da imagem e do próprio nome que mesmo sendo em inglês tem aquele dom de dizer logo tudo de uma só vez. Do vinho esperava mais. Esperava mais vivacidade e mais frescura apesar do ano ido da colheita. Mais boca. Não deixa de ser um bom vinho, mas faltou ali qualquer coisa mais tendo em conta o que esperava dele.
Cor palha dourada, amarelo definido, aspecto limpo. Aromas exuberantes a fruta tropical, fruta de caroço, com notas da barrica presentes, dando complexidade, mas marcando-lhe o perfil, traço mineral final. No palato sinto-o um pouco mais gordo do que esperava, complexo e untuoso, a acidez está lá, mas já com alguma falta de força, a fruta vai sendo o garante da frescura que ainda tem. Final longo. A beber o quanto antes. Terei tido azar na garrafa?

quarta-feira, 11 de março de 2015

Villa Oliveira 2009 Tinto

VILLA OLIVEIRA 2009 TINTO | DÃO | 13,5% | PVP  32€
TOURIGA NACIONAL
O ABRIGO DA PASSARELLA, LDA
93 / 100

Sem dúvida alguma um dos grandes Touriga Nacional. O topo de gama da Casa da Passarella mostra-se já bem preparado para ser bebido embora, caso sejamos exigentes, ainda o consideremos novo. Com muitos anos pela frente com toda a certeza. Um vinho que pela cor parece ser ainda de colheita recente, rubi intenso e fechado, de aspecto limpo e lágrima escorreita. Aromas intensos, onde a fruta madura tem frescura e elegância, as notas florais e as de estágio em barrica aparecem bem ligadas, leves, complementando o vinho na sua raiz e não alterando-o. Boca com estrutura, está cá tudo, mas com grande elegância e frescura, taninos presentes, algo polidos,com cada coisa no seu lugar e a fazer o seu papel. A beber já ou a guardar por mais alguns anos. Um Dão fresco, elegante e sem a garra marcante da madeira em excesso.

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