domingo, 24 de junho de 2018

Quinta da Alorna Sauvignon Blanc 2017 Branco

QUINTA DA ALORNA SAUVIGNON BLANC 2017 BRANCO | TEJO | 13% | PVP  4,99€
SAUVIGNON BLANC
SOCIEDADE AGRÍCOLA DA ALORNA, SA
16

Belo Sauvignon Blanc do Tejo. E vem mesmo a calhar para este verão que tardou a começar, mas que agora vai, com certeza, ficar por muito tempo com este calor que nos faz pedir vinhos com este perfil. Nestes dias de calor soube-me que nem ginjas.
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, limpo e de aspecto jovem. No aroma mostra com subtileza e elegância com notas mais vegetais, bom espargo, algum pimento, folha de tomateiro, num enlace muito harmonioso com alguma fruta tropical e citrina,  traço mineral e fresco. Na boca mostra boa acidez, intenso, ligeiro salino, com fruta citrina e maça verde, equilibrado e com final de boca longo e fresco.

sábado, 23 de junho de 2018

Quintas de Melgaço | O Alvarinho Em Destaque

Quando no mesmo local e à mesma hora se juntam a um produtor de vinho, dois Chefs portugueses reconhecidos com as famosas Estrelas Michelin, então sabemos que vamos para um momento especial e inesquecível.
As Quintas de Melgaço, produtor de vinhos da região dos Vinhos Verdes, mais propriamente Monção e Melgaço, apresentaram as suas mais recentes colheitas com um almoço de harmonização com os Chefs Michelin Vítor Matos, do Vidago Palace e João Rodrigues, do Restaurante Feitoria onde se realizou o evento.

Um menu exclusivo que Élio Barreiros, enólogo das Quintas de Melgaço, aproveitou para apresentar as novidades do produtor, quer as novas colheitas de marcas já existentes, que nas colheitas dos vinhos que agora nascem como o Quintas de Melgaço Rosé (o único que não é 100% Alvarinho) como o Vindima Tardia Superior.

ESPUMANTE QM RESERVA BRUTO 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 12% | PVP 11€
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA
16,5
Cor amarelo citrino, leve esverdeado, bolha muito fina e persistente, aromas delicados e leves, citrino, flor branca, leve toque de panificação, fino e fresco. Na boca mostra uma mousse muito leve e cremosa, com secura leve, acidez equilibrada, persiste no palato e mantém-se fresco e leve até ao final.
Serviu com excelência dois momentos distintos. Numa primeira fase como welcome drink, onde a frescura e leveza se destacaram e depois no casamento com uma série de snacks conforme as fotos acima com Polvo e Batata Doce, Tarte de Favas E Papada de Porco Alentejano, Pedras Vivas e uma Língua de Bacalhau, Colagénio e Salsa (JR).

QM ALVARINHO ROSÉ | REGIONAL MINHO | 12,5% | PVP 8,50€ 
ALVARINHO, SOUSÃO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17
Cor rosado claro, salmão leve, aspecto limpo e brilhante. Aromaticamente intenso, perfumado, muita fruta vermelha, groselha e framboesa, floral composto, mineral, pedra lascada. Boca com algum volume, envolvente, com acidez acutilante, cremoso, com ligeira secura, com ligeiro doce em final de boca.
A primeira novidade onde Alvarinho e Sousão se juntam para pela primeira vez fazer nascer o rosé das Quintas de Melgaço. Acompanhou o que já descrevi como divinal Peixe de Rio, Amêndoa e Nabo (JR).

QM ALVARINHO 2017 BRANCO | VINHO VERDE | 13% | PVP 8,99€ 
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17
Cor amarelo citrino, esverdeado leve, aspecto jovem e límpido. No nariz mostra a fruta num patamar de elegância bem alta, o citrino e o fruto de caroço madura e fresco, lima, traço mineral vincado, frescura que envolve o conjunto. Acidez acutilante na boca, mantém a carga citrina e mineral que agarramos nos plano aromático, equilibrado e com um fnal de boca longo.
Revela um crescimento extraordinário de colheita para colheita, sendo, sem dúvida alguma, um Alvarinho para constar na lista de compras. A maridagem fez-se com o mar, digo, com as Memórias do Algarve (VM), um prato que estimula a nossa memória das ondas e dos aromas salinos da nossa costa. Belíssimo. 

QM VINHAS VELHAS 2017 BRANCO | VINHO VERDE | 13% | PVP 17,50€ 
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17,5
Cor amarelo citrino, aberto, aspecto jovem e limpo. Aromas um pouco fechados de inicio, mas que rapidamente se revelam e mostram a tipicidade da casta com um fundo mineral muito interessante. Na boca surge com estrutura e corpo, acidez equilibrada e secura mais fina, alguma untuosidade leve, mais complexidade e com a fruta tropical mais sentida. Final de boca longo e elegante.
À mesa juntou-se ao Arroz Carolino de Algas, Sacrocórnia Queimada e Bivalves (JR) numa ligação subtil e onde mais uma vez o conjunto saiu realçado.

QM HOMENAGEM RESERVA 2015 BRANCO | VINHO VERDE | 12,5% | PVP € 
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17,5
Cor amarelo citrino, aspecto límpido, com nuances palha seca, aspecto jovem. Nos nariz a boa intensidade dos aromas a frutos citrinos, alguma laranja, tangerina, flores brancas, com notas de estágio em barrica bem ligadas, carga mineral e muita frescura. Na boca, de sabor característico da casta, de corpo cheio, acidez no ponto, volume de boca, barrica contida e a caminho da integração completa. Final de boca longo e persistente.
Com o Imperador dos Açores no prato Descobrimentos (VM) mostrou toda a sua capacidade para desafios mais complexos à mesa. 
QM NATURE 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 12,5% | PVP 15,90€ 
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto límpido e brilhante. No nariz continua a mostrar-se a fruta citrina, a fruta de polpa branca, com algum fruto exótico e temperada com notas de sensação de água a correr, a fazer rolar a pedra na margem, com leve tisana e de muita frescura. Na boca causa primeiro impacto pela sua tensão e nervo, de acidez acutilante, a fazer salivar, com a fruta citrina a fazer a sua marca, final de boca longo e cheio de força. Um reprovar destes vinho e uma confirmação da sua longevidade. Parece que acabou de sair.
O único prato de carne ficou-lhe reservado, mas não lhe virou a cara. A Arouquesa, Batata Olho de Perdiz, Cogumelos, Tutano e Acelga (JR) mostrou que o Alvarinho é uma casta versátil nos vinhos que de si resultam e nos pratos que acompanha à mesa.

QM ALVARINHO VINDIMA TARDIA 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 12,5% | PVP 29€ 
ALVARINHO 
QUINTAS DE MELGAÇO, AGRICULTURA E TURISMO, SA 
17
Cor âmbar novo, ligeiramente mais escuro, aspecto limpo. No nariz mostra-se a casca de laranja cristalizada, as notas de melaço, algum figo seco, alperce em passa, intenso e envolvente.  Boca com volume, cremosidade,  com notas de uva passa, fresco, ligeiro chá com limão e mel, citrino, tangerina, casca de laranja, com bela frescura mineral e final de boca longo.
A sobremesa, um Tributo Ao Abade De Prisco (VM), juntou-se-lhe na perfeição.

domingo, 17 de junho de 2018

Monte Velho 2017 Branco

MONTE VELHO 2017 BRANCO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  4,99€
ANTÃO VAZ, ROUPEIRO, PERRUM
ESPORÃO, SA
15,5

Cor amarelo definido, palha seca, aspecto limpo e jovem. Aromas frescos e intensos a fruta madura fresca, citrinos, fruta de polpa branca e amarela, tufo bem casado e harmonioso. Na boca mostra equilibrio, fruta fresca sumarenta, citrino com boa acidez, pronto a beber e de final longo. Assustou-me ver os 14,5% de álcool no rótulo antes de abrir a garrafa, mas depois nunca mais me lembrei disso.
Muito versátil à mesa de pratos primavera e verão.

sábado, 16 de junho de 2018

Monte Velho 2017 Tinto

MONTE VELHO 2017 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  4,99€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, TOURIGA NACIONAL, SYRAH
ESPORÃO, SA
15

Cor rubi intenso, com violetas bonitos, aspecto jovem e limpo. No nariz somos inundados pelo perfume das frutas vermelhas e pretas, da amora silvestre, morango e framboesa, com uma pitada de especiaria e de perfil fresco.
Na boca revela-se macio e envolvente, de volume médio, tanino polido, fruta vermelha fresca, equilibrado e com final de boca longo.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

EA Reserva 2015 Tinto

EA RESERVA 2015 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  8,49€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, SYRAH, TOURIGA NACIONAL
FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA
15,5

Cor rubi intenso, de média concentração, aspecto jovem e límpido. No nariz destacam-se os aromas a fruta vermelha, alguma fruta preta como a ameixa e a amora silvestre, algum licor, toque floral leve e tostado e baunilhado a compor.
Na boca mostra volume, boa textura, macio, polido, com a fruta vermelha fresca, ligeiro travo mais adocicado, mas mostrando-se prazeiroso à mesa. Final de boca longo.
Em companhia com uma lasanha de carne não se fez esquisito. Bela ligação.

terça-feira, 12 de junho de 2018

João Portugal Ramos Alvarinho 2016 Branco

JOÃO PORTUGAL RAMOS ALVARINHO 2016 BRANCO | VINHO VERDE | 13,5% | PVP  8,49€
ALVARINHO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16,5

Descansou cerca de um ano esquecido na garrafeira, na certeza que o encontraria mais composto e mais ao encontro do que espero de um Alvarinho. Um Senhora casta branca que sabe envelhecer quando bem tratada.
Cor amarelo citrino, ligeiros esverdeados, aspecto limpo e brilhante. Aromas contidos, fruta citrina e tropical, maracujá, lima, pedra lascada, ligeiro biscoito de manteiga em fundo, areias, envolvente fresca. Boca com algum volume e textura, corpo aveludado e acidez equilibrada, com a fruta em bom plano, pleno de frescura, elegante e final de boca longo e persistente.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Azeite | Sabemos o Básico?

O Azeite, autêntico ouro liquido produzido com qualidade de excelência em Portugal, é constantemente “maltratado” por nós portugueses. Sabemos sempre tudo sobre o Azeite, sabemos sempre qual é o melhor e achamos sempre que é um produto demasiado caro. Mas sabemos realmente tanto como pensamos saber? 
De origem no vocabulário árabe e significando sumo de azeitona, o azeite (Az-Zait), era em 2000 a.c., no antigo Egipto, usado para fins estéticos com aplicação na pele e cabelo. Só mais tarde, sobretudo pelos fenícios e romanos, a cultura do azeite acabou por ser difundida, por exemplo, em Itália, Norte de África e Península Ibérica. 
Em Portugal, sempre desempenhou um papel muito importante não só na nossa gastronomia, como também na nossa economia sendo que, actualmente, a produção de azeite em Portugal representa cerca de 3% da produção a nível mundial, exportando grande parte do que produz e tendo o Brasil como principal destino. 
À imagem do que acontece no vinho, os azeites podem ser monovarietais, ou seja, feito a partir de apenas uma variedade de azeitona, sendo a Galega a variedade mais difundida no nosso país; também podem ser blends, com a utilização de diferentes variedades de azeitona como a já mencionada Galega, mas também como a Cobrançosa, a Cordovil, a Negrinha de Freixo, a Madural, aVerdeal de Trás-os-Montes, entre outras. 
No território português existem seis Denominações de Origem Protegida em termos de azeite, nomeadamente Azeite de Trás-os-Montes, Azeite da Beira Interior, Azeite do Ribatejo, Azeite do Norte Alentejo, Azeite do Alentejo Interior e Azeite de Moura, infelizmente muito pouco conhecidas e/ou divulgadas e representando muito pouco em termos de mercado de azeite. 

Deixei para último, neste breve resumo, as diferentes categorias de azeite. Sabemos quais são e quais as diferenças entre elas
Os azeites virgem extra são os de mais elevada qualidade. Com acidez igual ou inferior a 0,8%, com sabor e cheiro a azeitona sã e sem defeitos organolépticos. 
De seguida, em escada decrescente de qualidade, os azeite virgem, ainda de boa qualidade, igualmente com sabor e cheiro a azeitona sã, mas com acidez igual ou inferior a 2%, podendo apresentar ligeiros defeitos sensoriais. 
Por fim, temos o denominado Azeite. Este contém Azeite Virgem e Azeite Refinado, que não é mais do que o aproveitamento dos azeites lampantes (acidez superior a 2% ou com graves defeitos sensoriais) que passam por um processo químico de refinação, sendo-lhe depois adicionado um pouco de azeite virgem. 
O que nós, comum dos portugueses entendemos como sendo Azeite, isto é, um sumo de azeitona, no mercado “Azeite” não é isso, pelo que devemos sempre preferir os “verdadeiros e naturais sumos de azeitona”, isto é, o Azeite Virgem Extra e/ou Azeite Virgem.

A concluir e não menos importante, deixo o esclarecimento para 2 mitos que rodeiam o azeite quer na sua acidez, quer na sua cor.
A acidez é indetectável em prova, isto é, quando provamos um azeite não conseguimos saber a sua acidez. Quanto à cor do azeite dizer que esta não é um parâmetro avaliado e não representa qualquer qualidade para um azeite. Por exemplo, os copos de prova do azeite são de cor azul, impedindo assim que a cor influencia a sua avaliação.

Temos então muito ainda para aprender acerca deste produto usamos no nosso dia a dia, sobretudo ao nível do uso do mesmo na nossa gastronomia, isto é, se hoje em dia bebemos um vinho com um determinado prato, porque não fazer o mesmo com o azeite, utilizando azeites distintos para pratos distintos?

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