quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Quinta de Santiago Alvarinho 2014 Branco

QUINTA DE SANTIAGO ALVARINHO 2014 BRANCO | VINHOS VERDES | 12,5% | PVP  11€
ALVARINHO
NENUFAR REAL SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17

Cada vez mais penso nos vinhos verdes Alvarinho como vinhos de guarda. Por mais prazer que me possam dar no ano em que vão para o mercado, normalmente ainda novos como dita a norma, são cada vez mais aqueles que me surpreendem e me deixam de sorriso largo quando os bebo com o passar de algum tempo em garrafa. Este é, sem dúvida, um dos bons exemplos que ajudam a suportar esta minha opinião. Provei-o assim que foi para o mercado e gostei bastante, mas agora sinto-o muito mais o meu tipo de Alvarinho.
Visualmente mantém ainda as tonalidades citrinas jovens, um pouco mais definido e de aspecto limpo e brilhante. Nariz pleno de elegância e frescura, mostra fruta citrina e algumas notas mais exóticas bem ligadas num conjunto onde o toque de flor e um tostado fino lhe dá maior complexidade.
Boca expressiva, com corpo, frescura e acidez num plano de equilíbrio superior, sem esquecer a fruta fresca, mais acídula, vibrante, que enche palato e preenche os restantes sentidos. Final de boa longo e elegante. À mesa está agora ainda mais abrangente.
Para o verão mais quente não o consigo dissociar de um bom prato de peixe grelhado, mas mesmo com uma boa caldeirada ou mesmo com um peixe no forno não lhe diria que não.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Tendências | De viagem com vinho na bagagem

Fato de banho, camisas, pólos, t-shirts, produtos de higiene, carregadores de equipamentos eléctricos, calçado... falta alguma coisa para colocar na mala de viagem? Claro que sim. Para quem já se habituou a ir de férias sem se esquecer do vinho sabe que falta ainda muita coisa. Para quem ainda não tem esse hábito e está a começar o melhor é ler mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente no qual se podem juntar a mim nesta ligação.
"(...)A caminho de mais uma viagem de férias e desta vez o vinho não pode ficar para trás. Uma semana fora de casa e por mais que se pense que quando se chegar ao destino haverá sempre um supermercado ou uma garrafeira que funcionará como a solução salvadora, sabemos muito bem que nem sempre assim é. Deste modo, nada como aplicar o velho ditado popular, aquele que diz que se vamos para o mar, aviamo-nos em terra.(...)" continuar a ler aqui.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Restaurante Moinho Ibérico - Magoito

A caminho da Praia do Magoito, quase a sentir aquele aroma a mar do Atlântico que tão bem caracteriza esta parte da nossa costa marítima, fica um pequeno restaurante, que quase passa despercebido, que em vez de uma carta com imenso peixe grelhado tem uma carta com imensos tipos de carne grelhada. E que carne. Aqui a carne é a rainha da casa e é tão bem tratada que se percebe o porquê das filas que por vezes se juntam à sua porta.
Engraçado que, quando vamos a um restaurante e lemos a carta raramente temos uma variedade de carnes tão larga como a que temos de peixe. É habitual o bacalhau, a dourada, o carapau, por vezes a sardinha, o salmão, a garoupa e cada vez mais a cavala. Mas quando chegamos às carnes a lista é diminuta e sempre mais do mesmo.

Aqui a conversa é diferente. Sendo o proprietário criador de gado em Lamego e também o homem à frente da grelha sabemos desde logo que estamos em boas mãos. Convém falar com ele antes de escolher. É que a escolha é grande. Há carne de porco, porco preto, javali e vitela e, neste caso, podemos escolher carne de quatro raças autóctones portuguesas: a arouquesa, a barrosã, a maronesa e a mirandesa.

A carne vem sempre no ponto. A receita acaba por ser muito simples. Carne de qualidade, grelha no ponto, mãos sábias na grelha e sal. O único tempero usado.


Enquanto se escolhe e depois se espera há que contar com o cestinho de pão regional e estaladiço que nos obriga a comê-lo com sofregidão e uns queijos frescos de ovelha aos quais não conseguimos dizer que não. Na escolha, e sendo que as doses são bem generosas, optámos pelas meias doses (as fotografias são de meia-doses) e foi mais do que suficiente.

Nos vinhos a escolha não é muito alargada, mas consegue-se beber bom e a preços sensatos, havendo também copos que não estranham o vinho.
Por último, a sobremesa, que normalmente costumo passar e que, numa primeira fase, consegui manter a minha habitual opção. Quem estava comigo, após alguma ponderação, lá escolheu dois doces. Um deles uma fatia de bolo de chocolate que, como o aspecto era bom, lá provei um pedacito. Grande erro! teve de vir mais uma fatia para a mesa. Simplesmente delicioso. Num futuro regresso, esta é a repetir.

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RESTAURANTE MOINHO IBÉRICO
Tipo de Cozinha: Grelhados de Carne
Copos de Vinho Adequados: Sim
Estacionamento: Fácil
Horário: 12:30H-15:30H e 19:30H-23:00H (Fechado à Terça-feira)
Preço Médio Refeição: 15€

Morada: Avenida Moinhos do Arneiro, 110-112 MAGOITO
Telefone: +351 916 343 970
Email: moinhoiberico@hotmail.com
Na Net: Restaurante Moinho Ibérico

domingo, 13 de agosto de 2017

Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2016 Branco

ADEGA DE PEGÕES COLHEITA SELECCIONADA 2016 BRANCO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 13% | PVP  2,99€
ARINTO, VERDELHO, CHARDONNAY, ANTÃO VAZ, FERNÃO PIRES
COOPERATIVA AGRÍCOLA DE SANTO ISIDRO DE PEGÕES, CRL
15,5

A colheita deste ano do colheita seleccionada branco da Adega de Pegões voltou a chamar a minha atenção. Para além do preço bastante baixo para a qualidade do mesmo e, por vezes, ser mesmo possível encontrá-lo a 1,99€, este ano volta a lembrar a colheita de alguns anos atrás, com uma bela acidez, frescura e leveza.
A curiosidade em ver o efeito do Fernão Pires no lote, que não fazia parte do blend até esta colheita, também teve a sua importância.
Cor citrino, definido, com leves nuances esverdeadas, de aspecto límpido e jovem. No nariz mostra grande equilíbrio e leveza, notas de frutas citrinas, tropicais leves, fresco e cativante. Boca com acidez vivaz, algum volume, cremoso e já redondo, boa fruta, ligeiro adocicado que a sua acidez se esforça por manter controlado. Final de boca longo e fresco. Um daqueles para o dia a dia deste verão. .

sábado, 12 de agosto de 2017

Tendências | Enoturismo para as férias

Já tem as suas férias todas planeadas e as malas feitas? Desfaça tudo e volte a planear. Fugindo dos sítios para onde nesta altura rumam todos os que procuram descanso e encontrando direcção para um descanso merecido com uma experiência completamente diferente. Mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente no qual se podem juntar a mim nesta ligação.
"(...)De norte a sul do país as hipóteses multiplicam-se, oferecendo desde as tradicionais provas e visitas guiadas até às estadias completas, com jantares temáticos, passeios de bicicleta pelas vinhas, workshops de fotografia, provas de vinhos, exposições de arte, divulgação e prova de produtos regionais e claro, nunca esquecendo que, estando de férias, também poderá querer dar um valente mergulho na piscina ou ter um pequeno almoço no quarto num horário mais tardio.(...)" continuar a ler aqui.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Tons de Duorum 2016 Branco

TONS DE DUORUM 2016 BRANCO | DOURO | 12% | PVP  3,95€
VIOSINHO, RABIGATO, VERDELHO, ARINTO, MOSCATEL GALEGO BRANCO
DUORUM VINHOS, SA
15,5

Poder contar com um branco do Douro nesta gama de valor e com a qualidade e consistência de cada colheita ano após ano só nos pode fazer sorrir. Um dos verdadeiros blockbusters de vendas, presente nas mais conhecidas superfícies comerciais do País e no qual podemos confiar de olhos fechados.
A colheita 2016 vem no seguimento das colheitas anteriores, mostrando ser um dos bons valores na relação qualidade - preço desta gama.
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas leves, aspecto límpido e brilhante. No nariz apresenta notas aromáticas intensas a fruta tropical, abacaxi, nuances florais e toque citrino num conjunto equilibrado e fresco. Na boca mostra-se de perfil frutado, sumarento, com boa acidez e frescura. Termina longo e fresco.
Mais um daqueles para um verão descomplicado.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Provas | Vinho e Verão. Qual a ligação?

Finalmente o verão. O sol, a praia, o descanso, as noites "mais compridas", o calor, o cheiro a mar, a areia e... o vinho. Mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente no qual se podem juntar a mim nesta ligação.
"(...)O verão acabou de chegar e os momentos descontraídos e de partilha com a família e amigos multiplicam-se. Fator em comum: os dias compridos e de calor. No copo pede-se algo que combata o valores elevados da temperatura e ao mesmo tempo vinhos que casem com o que nos vai passando pelo prato. Vinho e verão, haverá ligação?(...)" continuar a ler aqui.

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