Mostrar mensagens com a etiqueta Escola de Formação Turismo e Hotelaria dos Açores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Escola de Formação Turismo e Hotelaria dos Açores. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de março de 2016

Portugal De Norte a Sul | Sabores Açoreanos Aqui Tão Perto No Restaurante Terraço do Tivoli Lisboa

A iniciativa Portugal de Norte a Sul de Fátima Moura continua agora com os Açores à mesa. Sob o lema dos Sabores Açoreanos Aqui Tão Perto, com a colaboração da Escola de Formação Turística  e Hoteleira de Ponta Delgada e com a participação de alguns dos produtores de vinho mais conhecidos do Arquipélago.

O Restaurante Terraço, no Tivoli Lisboa, foi, mais uma vez, o palco de eleição para mais uma noite em que a gastronomia, neste caso dos Açores, brilhou.

Numa primeira fase, num petiscar informal pelas delicias que nos iam saindo ao caminho tais como as extraordinárias lapas de conserva ao natural ou, como na fotografia, numa espuma da própria água da conserva; o fabuloso Queijo São Jorge com mais de 24 meses de envelhecimento; ou ainda, continuando em modo conserveira dos Açores, os três tipos de atum em conserva da Fábrica Santa Catarina.

Numa segunda fase, o jantar, que contou com a supervisão do Chef Cláudio Pontes, onde foram apresentados sabores dos Açores interpretados de forma magnifica e a trazer algumas memórias da última minha última estadia em São Miguel.

Inicio de refeição com a Manteiga das Flores, a Pimenta da Terra e Queijo de Cabra da Conteira com a companhia da Massa Sovada e do Bolo Lêvedo.

Depois, algo diferente e ao mesmo tempo viciante. O Creme de Nabos de Santa Maria Com Espadarte. Os nabos de Santa Maria, com o seu sabor único e aqueles cubinhos por entre o creme fizeram brilhar este prato.

Seguiram-se os Chicharros, Inhame e Pimenta da Terra com a ligação vínica pelo Curral Atlantis, Arinto dos Açores 2015 branco. Simples, para comer mesmo à mão e limpar o palato com a acidez e frescura dada pelo Arinto dos Açores.

O prato de peixe principal surgiu com o Boca Negra, Arroz de Lapas e Açafora muito bem casado com o Terras de Lava 2014 branco. Um peixe delicioso, as lapas a trazerem mais mar ao prato e a açafora.

Por fim a carne. Ou a sopa. Lugar às Sopas do Espírito Santo e do Tinto Vulcânico 2014 da Azores Wine Company. Um prato que só com os aromas ficamos deliciados. Intenso e genuíno.

Antes da sobremesa tempo ainda para a degustação de alguns queijos dos Açores. São Jorge, Morro Curado e Pico.

Na sobremesa o Pudim de Feijão Com Sorbet de Maracujá e o peculiar licoroso Czar 2009 que tanto gosto e que aqui mostrou bem a sua versatilidade à mesa. A última vez que o tinha bebido havia acompanhado um charuto dos Açores. Belo!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Vinhos do Pico em Lisboa


Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha. Se não vamos à Ilha do Pico conhecer os vinhos produzidos nesta ilha do Arquipélago dos Açores, então os vinhos vêm até Lisboa dar-se a conhecer. Este foi, sem dúvida, o objectivo da apresentação dos vinhos do Pico em Lisboa, com jantar de degustação no 100 Maneiras Bistro a cargo do Chefe Ljubomir Stanisic, e promovido pela ACIP (Associação Comercial e Industrial da Ilha do Pico ) em parceria com a Escola de Formação Turismo e Hoteleira dos Açores.
Quantos de nós, portugueses, conhecemos o vinho produzido no Pico? Quantos de nós, portugueses, consumimos vinho produzido no Pico? E quantos de nós, portugueses, já bebemos vinho produzido no Pico? A resposta será muito poucos.
Esta foi para mim uma oportunidade única para não só conhecer melhor os vinhos, mas também a sua história; perceber a qualidade dos seus brancos e dos seus licorosos; conhecer o potencial gastronómico de uma região e a espantosa harmonia entre os vinhos e a mesa.

A apresentação começou com António Maçanita a conduzir os convidados por entre um misto entre Formação em Vinhos dos Açores e uma prova cega de vinhos dos Açores em comparação com os mais conhecidos Vinho Verde, Xerez e Madeira. O resultado foi surpreendente, as aproximações mais que muitas e as dúvidas foram-nos assaltando à medida que a prova avançava. Como leigo no vinhos desta região limitei-me a absorver o máximo de conhecimento possível e também a ficar surpreendido com o nível de qualidade dos vinhos dos Açores apresentados.

Seguiu-se depois o jantar de degustação, no qual o Chefe Ljubomir Stanisic fazendo jus aos produtos dos Açores, confeccionou uma ementa num perfeito equilíbrio e ligação com vinhos do Pico. 

Um Clássico Contemporâneo! com 
CURRAL ATLÂNTIS 2005 LICOROSO | VERDELHO, ARINTO DOS AÇORES
O prato consistia num foie gras fresco salteado com ananás confitado e creme de tomate inglês onde a ligação entre a acidez do ananás e do tomate ligavam na perfeição com a gordura do foie gras. O vinho, de cor âmbar definido e aromas delicados a maresia ligava ao prato pelo seu perfil seco e com alguma doçura de boca. Funcionou como um colheita tardia e não se sentiu cá a sua falta.

Pureza do Mar com
INSULA PRIVATE SELECTION 2013 BRANCO | ARINTO DOS AÇORES
Ostras e Cracas dos Açores com kiwi e espuma do mar a mostrar uma frescura e uma sensação a mar estupenda. A ligação vínica esteve à altura. De cor citrina, aromas finos, com muita frescura e mineralidade e uma boca com muita maça verde, lima e marmelo a tornar todo este prato uma verdadeira experiência de mar.

São poucos os que se dão com espargos... com
CURRAL ATLÂNTIS 2013 BRANCO | VERDELHO, ARINTO DOS AÇORES
Um viciante risoto de espargos com salada do mesmo, salmonete e maracujá em ligação com um branco de cor amarelo citrino, aromas com notas a maracujá, toque salino e mineral e na boca a soltar toda a sua acidez e secura para uma ligação perfeita ao espargo e ao toque mais untuoso do risoto. Perfeito!

Bairrada à moda do Pico com
FREI GIGANTE 2012 BRANCO | ARINTO DOS AÇORES, VERDELHO
Crocante leitão enrolado em linguiça e acompanhado com inhame cozinhado de várias formas tendo como companhia um branco de cor citrina e brilhante, com aromas intensos, maracujá, algum vegetal e herbáceo e notas mineral, salinas e com frescura. Na boca um citrino acutilante, seco e ligar com as propriedade mais gordas do leitão e da linguiça.

From Russia With Love com
CZAR 2008 LICOROSO | VERDELHO, ARINTO DOS AÇORES, TERRANTEZ DO PICO
Brilhou aqui a tarte de bolo de véspera com queijo do Pico, fruta, Neveda e compota de tabaco numa ligação com o licoroso que arrebatou quem esteve presente. Cor âmbar intensa e definida. Aromas frescos, com fruta seca e fruta passa, nozes, uva passa, alperce e figo seco, um conjunto complexo e desafiante. Na boca, não tendo aguardente vinica adicionada, surpreende pela estrutura, pelo seu equilíbrio e pela cremosidade que apresenta. Que pena existirem poucas garrafas.

Mais fotografias aqui.