GEWURZTRAMINER
REAL COMPANHIA VELHA, SA
16,5
Esta é uma casta de consenso difícil, cuja exuberância aromática tem o costume de afastar possíveis adeptos, mas que no terroir da Quinta de Cidrô parece ganhar outros argumentos que me despertam a curiosidade.
A casta cumpre aquilo que dela esperava no plano aromático, com rosas e lichias bem definidas, mas o vinho ganha interesse pela componente mineral e, sobretudo, por uma acidez vibrante e tensa que lhe confere frescura e uma expressão mais firme do que é habitual nesta variedade.
Apostaria nele para a mesa com cozinha asiática, sobretudo pratos de inspiração tailandesa, sushi ou ceviche.
Cor amarelo citrina, aberta, luminoso, nuances esverdeadas, aspeto límpido e muito jovem. No nariz, surgem bem vincados os aromas a rosas e lichias, num perfil clássico da casta, como seria de esperar, mas com uma marca mineral que lhe acrescenta identidade e deixa perceber a influência do terroir em que nasce. Perfumado e distinto, confirma na boca as notas florais e de lichia, embora seja a acidez vibrante e tensa a assumir o protagonismo. Seco e com uma expressão mais firme, quase bruta, do que habitualmente associamos à Gewürztraminer, surpreende pela frescura e termina longo, com uma persistência que convida a voltar ao copo.

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