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terça-feira, 7 de julho de 2026

À Mesa com o Tejo: A experiência sofisticada do Bonança na Doca de Belém


Peixe fresco, esplanada, vista panorâmica e o Tejo como testemunha. O restaurante Bonança atracou na Doca de Belém e transformou a histórica Associação Naval de Lisboa num ponto de encontro mais sofisticado no qual se pode encontrar o equilíbrio perfeito entre pratos de autor, ambiente descontraído e uma lufada de ar fresco para os amantes da boa mesa à beira Rio.

Se a pressa e o reboliço turístico costumam ditar o ritmo de Belém, o Bonança surge como o antídoto perfeito. Esqueçe as filas intermináveis e o barulho dos elétricos. Aqui, o ritmo é outro: é o das marés, o do bater suave dos barcos na doca e o do tilintar dos copos que celebram o início de uma refeição sem pressas. 
Instalado no edifício da Associação Náutica mais antiga da Península Ibérica, o espaço conseguiu a proeza de honrar o peso da história sem se deixar ficar preso ao passado. O resultado? Uma atmosfera que equilibra uma elegância contemporânea com aquela descontração desarmante de quem tem o pé na areia ou, neste caso, o olhar fixo no rio.

Ao cruzar a porta de entrada, após passar pela esplanada, percebemos imediatamente que a viagem começa muito antes dos pratos chegarem à mesa. O restaurante aproveita a escala monumental do edifício histórico, distribuindo-se por dois pisos repletos de contrastes. O rés-do-chão acolhe-nos com a amplitude do antigo hangar e estaleiro de barcos do clube naval, sendo dominado pelo imponente mural de 1940, assinado por Miguel Barrias, que foi meticulosamente restaurado para servir de eixo visual a quem entra. Já a subida ao primeiro andar revela o verdadeiro segredo e a dualidade do espaço. 

É ali que se esconde a mítica sala antiga dos sócios, mantida praticamente sem alterações, envolta em tons de azul-escuro profundos que preservam as madeiras originais, os quadros históricos e o ambiente rústico de uma autêntica cápsula do tempo. A contrastar lado a lado com esta memória intocável, o novo primeiro piso abre-se em espaço e luz funcionando como um mezanino suspenso com uma varanda aberta e vista privilegiada para o Tejo. 

A esplanada, estrategicamente posicionada, serve de camarote de primeira fila para ver o Padrão dos Descobrimentos e o recorte da Ponte 25 de Abril ao fundo.

Mas vamos ao que realmente importa nesta nossa história: a mesa. O Bonança não se apoia apenas na sua localização privilegiada para conquistar o cliente. A verdadeira viagem faz-se através da ementa, uma autêntica ode ao Atlântico e à nossa costa que ganha vida pelas mãos e criatividade do chef Pedro Amendolas. Na cozinha, a liderança do chef reflete um respeito absoluto pela matéria-prima. A frescura do marisco salta imediatamente à vista, mas é o toque contemporâneo da sua equipa que rouba as atenções, provando que o rigor da alta gastronomia não precisa de ser cinzento ou formal demais.
 
Sob a mão precisa do Chef Pedro Amendolas, os pratos tradicionais são elevados a um nível de sofisticação invulgar. Na nossa visita tivemos oportunidade de, numa primeira parte e em modo partilha, várias opções de entrada, como o saboroso e suculento Pica-Pau, o clássico Ameijoas à Bulhão Pato, a vibrante Crudo de Lírio dos Açores, com água de tomate, uva e pinhão e o fresco Carpaccio de Atum Rabilho, com um creme de rábano, alcaparras fritas e azeite aromatizado de pimentos. 
 
Tradição e criatividade. Há técnica, há assinatura de autor, mas acima de tudo há sabor português puro, sem camuflagens escusadas. Numa segunda fase, escolhemos a Tranche de Peixe do Dia Grelhado – Robalo – com legumes assados que trouxe à mesa o peixe inteiro para partilha pelos comensais. A frescura do Robalo e o ponto na grelha fizeram magia. Era preciso algo mais?
 
Na parte mais doce da refeição lugar a duas sobremesas completamente inesperadas, mas também quisemos arriscar. Em primeiro lugar a Mousse de Matcha, Figo Fumado e Amêndoas e depois, o arrojado Pudim Abade de Priscos, Merengue, Frutos Vermelhos e Hibiscus que é uma maravilha e se come sem olhar para trás.
 
A experiência gastronómica ganha ainda mais força quando estendemos o olhar para o copo. A pensar nos finais de tarde que convidam a prolongar a partilha, a carta de cocktails - desenhada pelo Chef de Bar Filipe Ventura - propõe um mergulho em sabores inovadores e curados ao detalhe. 
 
Desde reinterpretações de clássicos a criações de autor que casam na perfeição com a brisa salgada, onde cada bebida é pensada para ser o par ideal, quer para abrir o apetite antes da refeição, quer para desfrutar na varanda enquanto vê o sol esconder-se no horizonte ou, como no nosso caso, para fazer uma pausa entre as entradas e o prato principal. As escolhas recaíram sobre o Atlântico Noir, que é uma excelente alternativa ao meu preferido Negroni embora menos intenso e no best Seller da casa, mais doce, mas com frescura incrível. 
 
Seja para um almoço de negócios que se quer produtivo, mas inspirador, ou para um final de tarde em que o casaco já começa a fazer falta, mas a conversa flui melhor do que nunca, o Bonança cumpre o que promete. É um porto seguro para os amantes da boa mesa que não abdicam da sofisticação, mas que dispensam qualquer tipo de pretensiosismo. Em suma: uma lufada de ar fresco nesta Lisboa à beira-rio.

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BONANÇA - ASSOCIAÇÃO NAVAL DE LISBOA

Tipo de Cozinha: Cozinha Portuguesa Contemporânea
Na Cozinha: Chef Pedro Amendola
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Gratuito no Parque da Estação Fluvial de Belém ou facilitado a partir das 20:00h no parque interior da Marina (com acesso pela Estação Fluvial de Belém).
Preço médio sem bebidas: Carta: 25€ a 50€; Menu Executivo: 24€ (inclui couvert, prato, bebida e café).
Horários: De segunda-feira a quinta-feira das 12:00h às 00:00h; de sexta-feira a sábado das 12:00h às 02:00h; ao domingo das 12:00h às 16:00h
 
Morada: ANL - Doca de Belém 
                1400-038 LISBOA
         
Telefone:  +351 916 884 669

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Touta - Uma viagem sensorial pela cozinha libanesa de Cynthia Bitar


Uma experiência na cozinha libanesa contemporânea, afastando-se do clássico "kitsh" do Médio Oriente, num conceito de "cozinha libanesa livre" e criativa no qual os sabores tradicionais são reinterpretados pelas mãos sábias e apaixonadas da chef Cynthia Bitar.

Inspirado na alcunha de infância da Chef Cynthia Bitar, o Touta é uma homenagem às memórias, viagens e momentos que moldaram a sua voz culinária, uma viagem de sabores, ao mesmo tempo nostálgicos e intemporais. 
Em virtude disso encontramos um espaço que foge ao conceito tradicional de restaurante étnico, talvez por ser também constituído por diversas salinhas que permitiram criar um conceito intimista e acolhedor, misturando a sofisticação do fine dining com o conforto de uma casa libanesa, num registo muito informal, agraciando-nos com uma decoração moderna e clean, sem sermos inundados com referências ao berço da cozinha.

Ostra do Algarve: Gaspacho de fattoush, pão libanês frito
A experiência no espaço divide-se em diferentes ambientes começando logo à entrada pela sala principal e cozinha aberta que nos permite observar a Chef Cynthia e equipa a trabalhar sem segredos; logo depois, uma zona de Bar, sendo um espaço mais pequeno e dedicado a cocktails e à seleção de vinhos libaneses; segue-se a sala de jantar comunitária, uma área maior com uma mesa comunitária, ideal para partilhar pratos e conversas, refletindo a hospitalidade típica do Líbano e depois, a derradeira sala, a mercearia, um dos elementos visuais que mais marcam a visita, uma pequena loja com as prateleiras repletas de conservas, compotas, infusões e fermentados feitos na casa, que os podemos comprar para levar. O espaço perfeito que nos vai obrigar a sair do Touta de saquinho na mão.

Bombons de queijo: Massa filo, queijo Akkawi de leite de vaca, sementes de nigela

Zlebieh: Assado no forno com zaatar, Labneh, Makdous de azeitona e folhas frescas
As salas são diferentes, mas com fio condutor contemporâneo, optando por cores terrosas, iluminação suave e com fotografias de pessoas e de várias regiões do Líbano que decoram as paredes. 

Croquete de Batata: Carne e cebola, pinhões, couve, ketchup de beterraba
A carta de vinhos é um dos pontos fortes e motivo de grande curiosidade do espaço, focando-se especialmente em vinhos libaneses, embora também inclua referências portuguesas sendo habitual  a sugestão de vinhos específicos que estão a ser servidos naquela semana para harmonizar com os pratos sazonais da Chef Cynthia Bitar.


Kafta: Tártaro de novilho maturado a secoy, folhas frescas, batatas fritas em gordura de vaca
Para além do vinho, ainda podemos encontrar outras opções de bebidas típicas e criativas como  a Araq, a tradicional aguardente de anis libanesa; cocktails de assinatura; cerveja, têm a libanesa Almaza e bebidas caseiras como a deliciosa e fresca ginger beer, a kombucha de zaatar e tepache de cardamomo.

Arnabieh: Peixe do dia cozinhado lentamente (Corvina), arroz branco, tahini e citrinos, cebola doce glaceada

Shawarma Roll: Porco Preto alentejanogrelhado, pil-pil, chimichurri de biwaz, pão da casa
A recepção é feita com um sorriso rasgado pela Rita Ballouta, sócia-gerente e directora de marketing, mas também presença assídua no serviço de mesa, assim como não será estranho ver a própria chef Cynthia Bitar a fazê-lo, a trabalhar na cozinha aberta ou a explicar os pratos detalhadamente e a forma correcta de os comer. Para além do foco na cozinha, no dar vida a uma reinterpretação moderna de receitas libanesas com ingredientes locais, a atenção ao cliente é também um objectivo primário, recebendo-o de forma acolhedora e fazendo com que se senta como em sua casa.

Mhalbieh: Pudim de leite, mastika e flor de laranjeira, coulis de alperce seco

Chocorange: Valrhona 70% chocolate negro, creme de cardamomo, biscoito brownie, Cointreau, caramelo salgado
No final, jantar no Touta não é apenas sobre saciar o apetite, mas participar numa narrativa gastronómica que ganha vida através da forma como a chef Cynthia Bitar interpreta a sua herança cultural: não como um conjunto rígido de regras, mas como uma linguagem viva que se adapta ao peixe fresco da costa portuguesa e aos produtos sazonais do mercado. 
Ao fugir dos circuitos turísticos de massa, o Touta consegue manter uma aura de exclusividade e autenticidade, onde cada prato é uma ponte entre o Mediterrâneo Oriental e o Atlântico.

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TOUTA

Tipo de Cozinha: Libanesa de Assinatura, Médio Oriente
Na Cozinha: Chef Cynthia Bitar
Distinções: 1 Sol Guia Repsol 2026
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Parque Público Pago
Preço médio sem bebidas: 30€ 
Horários: Terça-feira a Sábado: 19:00h às 23:30h
                Domingo e Segunda-feira: Fechado
 
Morada: Rua Domingos Sequeira 38, 1350-122 Lisboa
              1350-122 LISBOA
         
Reservas: Site Oficial ou The Fork
Telefone:  +351 960 494 949

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Akla - A Mesa do Chef Eddy Melo Com Inspiração e Ousadia Criativa

 
A nova carta do Akla é resultado de um momento de inspiração e ousadia criativa do Chef Eddy Melo na qual se propõe dar corpo às suas memórias em pratos plenos de emoção. Uma viagem sensorial gastronómica que aposta e respeita a qualidade do produto, dando palco ao sabor, acompanhando com a estética e beleza da composição

No lobby do InterContinental Lisbon, quase como passando despercebido, encontramos o restaurante Akla que, no primeiro contacto, nos surpreende pela amplitude do espaço, design moderno, disposição das mesas que permitem lugares de conforto e uma decoração elegante, com painéis de azulejo que nos transportam para um ambiente tipicamente português. 
 
Do nosso lado direito, dados os primeiros passos após a entrada, uma magnífica mesa com vista e posição priveligiada para uma estação de cozinha, chama a atenção. A Mesa do Chef. Será aqui que vamos desfrutar de uma combinação gastronómica entre os sabores locais e as experiências internacionais do Chef Eddy Melo, num conceito de partilha de sabores e momentos.
 
Nascido nos Açores, o Chef Eddy Melo fez o seu percurso profissional entre o Canadá, os Estados Unidos e a Jamaica, intercalado com passagens pela Europa. 
O desafio estava lançado e foi prontamente aceite. Conhecer um conceito repleto de boa comida, com pratos típicos portugueses, pensados de forma única e aproveitando o know-how de quem já correu o mundo pela gastronomia.

A experiência inicia-se com um couvert simples, mas sublime em texturas e sabores que nos servem de alerta para os restantes momentos. Dele fazem parte uma selecção de pão e de manteigas composto por Pão Integral, Broa de Milho e Açafrão com Noz, uma viciante Focaccia com Pecorino Trufado, Creme de Queijo S. Jorge 36 meses, Húmus de Abóbora e Manteiga da Britânia com Natas Maturadas. Simplicidade com inovação. 

Seguiram-se as entradas, em modo de espevita palatos, nas quais a ousadia criativa do Chef e a suas vivências passadas começam a marcar o andamento. O Aveludado de Pastinaca com Leite de Ervilha e Azeite DOP Monsaraz impressiona pela delicadeza de sabores aliada à cremosidade envolvente da pastinaca. O Azeite DOP Monsaraz imprime a sua assinatura pela subtileza e frescura que aporta ao prato. Ideal para os primeiros passos.

Viragem em sentido completamente diferente nas entradas seguintes. O Croquete de Camarão de Moçambique Selvagem, Esfera de Trufa, Coulis de Pimenta da Terra e Azeite DOP Monsaraz abraçou sabores mais ousados e intensos. Fomos a Moçambique e passamos pelos Açores, num verdadeiro Mar e Terra que nos fez sorrir de imediato.
Perdemo-nos pelos sabores Açoreanos no Atum dos Açores, Batata Doce, Espinafres, Pimenta da Terra e Cebola de Curtume. Uma paragem completa no Arquipélago a trazer tantas e boas memórias.  
 

Passamos aos pratos principais. Aqui fomos descobrir as carnes, onde a matéria prima é escolhida ao pormenor, onde a tradição é reinventada e a confeção aprimorada. Do Frango Label Rouge às Costoletas de Porco Preto e às Costeletas de Borrego da Irlanda, passando pelo irresistível T-Bone Steak com 50 dias de maturação, tudo grelhado no Josper, que confere aquele toque fumado inconfundível e delicioso. 

O difícil é escolher qual o preferido, embora as Costeletas de Borrego da Irlanda nos tenham feito fechar os olhos por alguns segundos, desacelerando o batimento cardíaco e fazendo-nos desfrutar do momento de forma muito sôfrega e íntima. Por outro lado, O Frango Label Rouge impressiona pela forma como mantém os sucos essenciais para que não se torne seco e garantindo sabor perfeito. 
Nas Costeletas de Porco Preto foi possível confirmar que a qualidade da carne associado ao fumado do Jorper são casamento perfeito. Há pratos que inspiram, aromas que se revelam e surpresas cativantes no que julgávamos ser menos diferenciador e afinal se mostra singular e único.
 
Obrigatório falar ainda do T-Bone Steak com 50 dias de maturação que tão bem foi tratado enquanto passou pelo Josper. Ponto irrepreensível. Textura, suculência e sabor. Verdadeiramente fechar com chave dourada. Nota para os caramelizados da gordura, temperados pelos sucos da peça e subtil pedra de sal. Magnífico.
Nas guarnições destaque par ao Carolo de Milho Amarelo, Leite de Cabra e Queijo da Ilha 36 meses, os Cogumelos Marron Salteados com Manteiga e Salsa e os Bimis Salteados em Azeite e Alho com Parmesão.  

Para adoçar o menu, as sobremesas do Akla parecem saídas de um devaneio artístico do Chef, quer do ponto de vista visual, como de texturas e sabores. Tal como na Arte o conjunto faz todo o sentido e facilmente acabamos por admirá-las.
A Pedra Proibida, um dos tesouros gastronómicos desta nova carta, encanta visualmente e no paladar surpreende, numa combinação de Mousse de Abacate e Grand Marnier, Cereja Amarena, Pistáchio, Lima e Gel Branco. 
Já o Yellow Velvet, que nos hipnotiza desde o momento em que chega à mesa com o seu aspeto aveludado, resulta num verdadeiro must taste, sendo uma simbiose de Mousseline de Mirtilo, Ganache de Pistáchio, Ganache de Manga e Maracujá, Biscoito de Pistáchio e Spray Velvet.
 
Quando cada prato é uma obra de arte gastronómica que apela a todos os sentidos, fica difícil resistir às mais recentes criações do Chef Eddy Melo. Mais do que uma refeição, esta nova carta convida a saborear tempo e beleza, num ambiente elegante, acolhedor e com o selo de qualidade que o InterContinental Lisbon preserva em cada detalhe.
 
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AKLA

Tipo de Cozinha: Portugal e Internacional
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Parque Privado (Hotel) / Parque Público (Pago)
Preço médio sem bebidas: 60€ à carta / 68€ Mesa do Chef 
Horários: Segunda-feira a Domingo. Almoço das 12:00h às 15:00h e Jantar das 19:00h às 22:30h
 
Morada: Hotel InterContinental Lisbon
              Rua Castilho, Nº 149
              1070-050 LISBOA
         
Telefone:  +351 213 818 700
Endereço Eletrónico: akla.restaurant@ihg.com

sábado, 5 de julho de 2025

Varanda de Lisboa - Tradição e Modernidade à Mesa com vista privilegiada sobre o coração de Lisboa

 
O Chef Executivo Celso Padeiro, propõe uma fusão entre tradição e modernidade, reforçando o papel da cozinha de sala, elevando o sabor em cada detalhe e homenageando a essência da gastronomia portuguesa

O emblemático Restaurante Panorâmico Varanda de Lisboa,  agora com assinatura do novo Chef Executivo Celso Padeiro, propõe uma fusão entre tradição e modernidade, reforçando o papel da cozinha de sala, elevando o sabor em cada detalhe e homenageando a essência da gastronomia portuguesa. Oferece ainda, a quem o visita, uma das melhores vistas sobre o coração de Lisboa, sendo um local privilegiado para, numa viagem sensorial de praticamente 360º, poder admirar locais únicos como o Castelo de São Jorge, passar pela Baixa Pombalina e terminar no Bairro Alto. 

Ao final do dia, apaixona pelo incrível por do sol com que nos brinda para início de um jantar a dois e pela imensidão de luz que abraça toda a sala. Regressar a um local onde já fomos muito felizes é sempre um prazer.

O Varanda de Lisboa passou recentemente por um processo de total renovação pelo que o fomos encontrar de cara lavada, com uma decoração elegante, mantendo uma linha de conforto, reforçando o carisma e identidade do espaço e reforçando a condição de detentor de um ambiente único e diferenciado, refletindo o melhor da vida urbana contemporânea.

À entrada o nosso olhar cai de imediato na garrafeira envidraçada, quase como montra do que de melhor de pode ali beber, seguindo-se o bar de serviço, ao centro, quase como dando as boas-vindas a quem espera por lugar. Linhas sóbrias, metais dourados, sofisticação e ambiente que envolve ao invés de nos tratar como intrusos.

Na mesa um couvert simples, mas que fala português e cheio de sabor. Pão de alfarroba, pão de centeio e pão branco, azeite virgem extra, azeitona britada e manteiga de chouriço alentejano. O pão brinca com todos sem excepção sem tropelias. 
A cozinha de sala é uma das novas apostas propostas, pelo que nada melhor do que começar pelo já  icónico Bife Tártaro de Novilho "à Varanda de Lisboa" para testar o conceito e confirmar que a peça está bem oleada, sendo tudo feito à nossa frente, com interacção em momentos de decisão a gosto e fazendo crescer a água na boca até o prato estar ao nosso lado.  

A dose é generosa e as tostas, de crocância deliciosa, são perfeitas no acompanhamento. Perfeito para entrada partilhada enquanto aguardamos pelos pratos principais. Entretanto, o final do dia aproxima-se do momento principal e as cores criadas no céu e nos edifícios lisboetas pelo por-do-sol criam o ambiente de sossego interior e predisposição ideal para desfrutar do prato e da experiência. Perfeito! 

O fiel amigo juntou-se a nós com o Bacalhau Lascado com Picadinho de Tomate, Azeitonas e Ovo Estrelado. O bacalhau chega um pouco escondido pelo ovo, mas não desilude em confecção e sabor. Lascas bem definidas, textura no ponto, sem estar seco ou com o sal fora de pé. As camadas provam-se juntas, a harmonia acontece em pleno. Seguro e de conforto. 

O prato de carne também trouxe o ovo estrelado à mesa. Mais uma vez, gema n ponto que foi pedido. A aposta foi novamente num clássico lisboeta e bem português. O Bife da Vazia à Portuguesa com ovo Estrelado a cavalo com aquele molho sedutor que pede desde logo o regresso do pão à contenda.  
Terminamos os pratos quentes com a certeza de que mais do que o plano estético, existe o plano do sabor e da gastronomia portuguesa muito bem interpretada. 

O momento doce foi partilhado por duas viagens sensoriais distintas. A primeira, o Creme Brûlée de Baunilha com Frutos Vermelhos, foi um verdadeiro regresso ao passado e às primeiras visitas ao Varanda de Lisboa de outros tempos. Com expectativas elevadas, fez-se silêncio e provamos. Apesar de não ser exactamente o mesmo doce, este é sem dúvida um creme brûlée dos melhores que comemos nos últimos tempos.
De seguida, o Nosso Pastel de Nata "Armado em Bom", surpreende pelo jogo notável de texturas e temperaturas, ao mesmo tempo que o sabor nos encaminha os sentidos para o tradicional Pastel de Nata. Conclusão, não é só "armado em bom", é mesmo bom.
 
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VARANDA DE LISBOA PANORAMIC RESTAURANT

Tipo de Cozinha: Clássica, Portugal, França e Espanha
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Parque Privado (Hotel) / Parque Público (Pago)
Preço médio sem bebidas: 40€ à carta / Menu Executivo 24€
Horários: Segunda-feira a Domingo. Almoço das 12:30h às 15:00h e Jantar das 19:00h às 22:30h
 
Morada: Hotel Mundial
              Praça Martim Moniz, Nº 2
              1100-341 LISBOA
         
Telefone:  +351 218 842 000