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domingo, 9 de fevereiro de 2020

O Inverno Sabe Tão Bem No Tacho em Coimbra

Regresso, mais do que apetecido, ao restaurante No Tacho, em Coimbra, para conhecer as novidades da ementa para os dias frios de Inverno. Passado mais de um ano após a nossa primeira visita, soube bem regressar. Em termos estéticos, quase nada parece ter mudado, espaço cuidado, aspecto clean e confortável, com aquela sensação de conforto e uma certa intimidade, mas esperavamos novidades em termos de pratos e esses estavam à nossa espera.
A ementa de inverno aposta, nesta altura, mais em pratos de tacho, sendo trazidos para a mesa assim mesmo, continuando-se todavia a apostar na qualidade do produto, na sua singularidade, na sua minuciosa procura e escolha e na construção de pratos baseados no receituário tradicional da região onde cada um nasce. Não se inventa. Apenas somos servidos com o melhor.
O Chef Vitor Oliveira continua a ser a cara desta casa e a incutir o seu cunho pessoal a tudo o que sai da cozinha. Tem de sair perfeito. Senão não vale a pena.

A verdade, é que ao comer o Arroz de Entrecosto em Vinha D'Alhos ou o Arroz de Fumeiro confesso que me senti transportado para outro tempo, para recordações do tempo dos aromas e sabores quentes familiares da minha vida e acabei mesmo por me lembrar daquela mítica cena do filme "Ratatouille" em que o rígido crítico gastronómico Anton Ego prova o prato de Remy, o pequeno ratito Chef e regressa às memórias de infância. Fabuloso. É tão bom ir a um restaurante e encontrar sabores assim, qe nos fazem recordar, que nos fazem tão bem à alma.

Da ementa provamos o Arroz de Fumeiro, o Arroz de Entrecosto em Vinha D'Alhos e o Arroz de Cabidela com Galinha do Campo. Autênticas perdições. Ficou na vontade a Chanfana à Bairrada, mas ainda conseguimos provar o Peito de Galo Celta Com Puré de Couve Flor e Cenoura, um novidade exclusiva que chega directamente da Galiza e que encaixa que nem uma luva no conceito mais quente e reconfortante da ementa para o dias mais frios.

Nas sobremesas também há novidades. O Morgado do Bussaco e o Pudim de Gemas e Vinho do Porto são a companhia perfeita para um final de refeição perfeito.
A partir do momento em que se começa é díficil resistir a tentar provar os restantes pratos, por isso, aqui o desafio é conseguir fazer por lá paragem mais do que uma vez.
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RESTAURANTE NO TACHO
Tipo de Cozinha: Portuguesa. Mediterrânea
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Com Parqueamento Pago a 500 m
Horário: Todos os dias das 12:30h às 15:30h e das 19:30h às 22:15h Excepto Domingo e Segunda-feira (Fechado)
Preço Médio p/ Refeição: 25€

Morada: Rua da Moeda Nº 20, 3000-282 COIMBRA
Telefone:  +351 911 925 961
Na net: http://www.notacho.pt/

domingo, 26 de agosto de 2018

Restaurante No Tacho - Coimbra

Percorro as ruas estreitas do centro histórico de Coimbra sempre com a mira apontada aos locais de restauração pelos quais vou passando na ânsia de encontrar poiso para almoçar. Procuro locais que desconheça, mas não procuro o preço mais baixo, quero algo que me faça aquele click e que seja a melhor relação qualidade-preço-satisfação.

Ao passar pelo No Tacho, de ementa do dia descriminada cá fora e de porta semi-cerrada, percebemos, após breve espreitadela para o interior, que seria ali o nosso almoço. Espaço cuidado, de aspecto muito clean, mas a puxar aos pequenos restaurantes de outrora, com mesas que apesar de simples e minimalistas nos chamaram de imediato e com uma sensação de conforto, charme e intimidade que ainda não tínhamos encontrado na nossa demanda.

Entrámos. Fomos recebidos com muita simpatia, ainda havia a possibilidade de escolher a mesa o que foi bom, mas fomos aconselhados a marcar mesa numa próxima ocasião. O espaço é pequeno e costumam encher muito rápido. Na ementa, com a confecção a cargo do Chef César Vieira,  basicamente pratos com ingredientes bem conhecidos do receituário português. Para além disso, foi-nos indicado que o conceito base da casa passa por trabalhar os melhores produtos nacionais sempre com os frescos do mercado local. A ementa não é gigantesca, porém a qualidade parece assegurada. O Chef Vítor de Oliveira é a cara por trás do conceito, na idealização de cada prato e na forma como cada palha é movida.

Após feito o pedido, na mesa o pão, a manteiga, as azeitonas, o azeite virgem extra Terras Dazibo e o vinagre Moura Alves. Delicioso para ir começando a picar até chegar à mesa, acabadinhos de fazer, os Bolinhos de Bacalhau. Perfeitos. Crocantes por fora, com a textura certa no interior, com os fios do bacalhau a fazerem uma teia enquanto os abria ao meio.

Também para ir picando e chegou à mesa uma Tabúa de Queijos, Enchidos e Fumados. Aqui é mesmo arrepiar caminho. Queijos tradicionais portugueses de diversas curas e origens, enchidos, alguns vindos de terras de nuestros hermanos, e entre outros, o presunto de vaca do Joaquim Arnaurd que até faz esquecer o tradicional de porco.

Depois começámos pelos pratos principais, sempre em modo partilha para ir provando tudo. Este é um dos meus conselhos se puderem e tiverem o tempo extra para isso. Peçam um ou dois pratos de cada vez, vão partilhando pois não devem perder pitada.
O Bacalhau da Islândia Confitado com Citrinos e Pimentas foi o primeiro. Bacalhau no ponto de cozedura, ainda com aquela goma e macio, numa bela ligação com os citrinos, leves, e as notas mais apimentadas.

Seguiu-se um prato que classifico como Must Taste. O Arroz do Mondego Com Peixe da Nossa Costa é de comer e chorar por mais. Mais uma vez confirmo que a qualidade do arroz faz muita diferença em qualquer prato com este ingrediente, todavia, todo o caldo e intensidade de sabor supera as expectativas. Que o diga a minha filha que num silêncio momentâneo soltou um convincente "Isto está muito bom!". 
Do peixe para a Carne. A nossa Marinhoa, uma carne de excelente qualidade em que o principal papel do Chef é conseguir não estragar um produto que por si só já brilha. Mais uma vez o ponto de cozedura está perfeito, com todos os sucos a serem aproveitados, sem grandes "mariquices" a envolver o prato. Keep it Simple.

Para terminar, o Lombinho de Porco Alentejano. Bela apresentação, dose farta e que sabor. Assim vale a pena. Sem se apresentar seco, com sabores muito equilibrados, talvez lhe coloca-se mais umas areias de sal marinho, mas isso sou eu que neste tipo de prato adoro sentir o explodir do sal em mistura com a carne.

Para sobremesa, e sempre para partilhar pois, apesar de bem almoçados, a gulodice falou primeiro, um pecaminoso Pudim de Gemas e Vinho do Porto e um pratos de Queijos mesmo para finalizar. Confesso que há muito tempo não me sentia tão satisfeito de corpo e alma com uma refeição.

Por último, tenho de destacar a enorme qualidade existente na garrafeira do restaurante. Não tem uma lista exaustiva, mas tem uma lista capaz de convencer o mais exigente. Até os vinhos dos Açores estão cá presentes e os preços do vinho a copo decididamente conseguiram afastar-me de outro tipo de bebidas.
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RESTAURANTE NO TACHO
Tipo de Cozinha: Portuguesa. Mediterrânea
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Com Parqueamento Pago a 500 m
Horário: Todos os dias das 12:30h às 15:30h e das 19:30h às 22:15h Excepto Domingo das 12:30h às 15:30h e Segunda-feira (Fechado)
Preço Médio p/ Refeição: 25€

Morada: Rua da Moeda Nº 20, 3000-282 COIMBRA
Telefone:  +351 911 925 961
Na net: http://www.notacho.pt/