terça-feira, 10 de setembro de 2013

22ª Feira do Vinho do Dão em Nelas

No passado fim de semana tive o prazer de visitar pela primeira vez a Feira do Vinho do Dão em Nelas. Vinho, gastronomia e cultura da região num evento ao ar livre e onde os produtores do Dão marcaram forte presença.
Como pontos fortes do evento destaco, em primeiro lugar, uma tantas vezes esquecida. O copo de prova. Copo de prova adequado, com o custo de 1,5€ e que podia ser devolvido no fim com a devida devolução do valor já pago. Para além disso, para o visitante mais distraído que pudesse não reparar no stand dos copos, foi agradável reparar que todos os stands tinham uma alternativa e ninguém iria ficar sem provar o vinho por causa da falta de um copo.

O lado mais comercial da feira também não foi descurado. Provou o vinho? Gostou do que provou? Pretende comprar o mesmo? Era logo de imediato. Todos os vinhos em prova estavam para venda a preços realmente de feira. Em alguns casos cerca de 30% a 40% de diferença do preço a que habitualmente os vejo nas garrafeiras.

Em termos de número de produtores deparei-me com um número considerável deles presentes, com stands chamativos, com muitos vinhos disponíveis, com muita disponibilidade de todos em receber o visitante e com muita descontracção e informalidade. Assim, o vinho aproxima-se de todo o tipo de consumidor.
O único ponto que gostaria de ver mais desenvolvido numa próxima edição será o de tornar a Feira mais "aberta" ao público externo à região. Apesar de melhor preparado que outros eventos do género temos por vezes a sensação que será mais para consumo interno. Com a estação de Caminhos de Ferro mesmo ali ao lado há que potenciar ainda mais o crescimento da Feira.
Para o ano estou lá outra vez. Tenho de conseguir estar lá mais tempo para juntamente com o vinho provar as delicias culinárias de uma região rica e tantas vezes esquecida. 

Para mais fotos ver aqui.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Monte da Ravasqueira 2012 Rosé

Características
Tipo: Vinho Rosé
Castas: Touriga Nacional e Syrah
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 13%
Produtor:  Monte da Ravasqueira - Sociedade Agrícola D. Diniz SA
Preço:
5,50€ vap

Nota de Prova

A noite começa com um rosé que me chama, em primeiro lugar, à atenção pela roupagem renovada da garrafa. Melhor agora. Mais limpa, moderna e atractiva. Depois pela sua cor mais vermelha, intensa e brilhante com que me enche o copo. Bonita. Os aromas são fresco, muita fruta vermelha e fresca como o morango e a framboesa, com um leve toque floral. Na boca apresenta-se fresco, de perfil frutado, com boa acidez e um travo doce escondido que o impede de se tornar chato. Chega a conseguir fazer-nos salivar. Está no ponto. O final de boca é de média persistência e deixa-nos pronto para o vinho seguinte na refeição. 

Classificação: 15,5

Douro Film Harvest

O Douro Film Harvest é um evento que se diferencia por combinar cinema, gastronomia e música de uma forma única. Prima por apresentar algumas das melhores colheitas de filmes no cenário soberbo do Douro e do Porto, ambos Património da Humanidade, contribuindo para a divulgação e desenvolvimento de uma região com características únicas e com um enorme potencial. Em plena época das vindimas, o DFH leva «ao Douro alguns dos nomes mais conceituados da indústria cinematográfica, mediatizando o turismo nacional a nível internacional.

Em competição, estão vários filmes que se integram em diferentes secções: Wine Films; Food Films e as Curtas da Casa (rubrica dedicada a curta-metragens que se relacionem com o Rio Douro e realizadas por cineastas nacionais).
“A Year in Burgundy” (David Kennard); “The Wine of Summer” (Maria Matteoli), em estreia mundial, com Sônia Braga no elenco; “Red Obsession” (David Roach e Warwick Ross), com a participação de Russell Crowe; “SOMM” (Jason Wise) e “O Tesouro” são os filmes em competição na secção “Wine Films”. É a primeira vez que o DFH tem em competição um filme português nesta categoria. “O Tesouro” de Gonçalo Silva e de Marcantonio Del Carlo é um exemplar nacional do que pretende ser a competição “Wine Films”: uma homenagem do DFH à extraordinária ligação que se pode estabelecer entre o cinema e o vinho.

Teremos ainda um Harvest Talk, um momento de tertúlia, no dia 14 de Setembro, dedicado ao “Vinho na Dieta Mediterrânica”, que conta com a participação de Paula Prandini (realizadora de “Vinho de Chinelos”), Jonathan Nossiter, realizador de “Quo Vademus?” da série “Mondovino”. Pedro Graça, da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, irá também expor os seus pontos de vista, numa conversa a ser moderada pelo jornalista Pedro Garcias.

in Oficial Press Release

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Quinta do Ribeirinho Pé Franco, Parte III

"Após grande ansiedade, fizemos a primeira vindima em 1995, 7 anos após a plantação. Em 2006 comemorámos a décima primeira colheita desse arrojo."
in Luis Pato Wines Website

Para terminar a visita em grande nada melhor do que uma vertical do mítico Quinta do Ribeirinho Pé Franco. As garrafas ali, diante de nós, na companhia de Luís Pato, com relato em directo para cada um deles e uma novidade muito, muito limitada do Quinta do  Ribeirinho Pé Franco 2011 de solo argilo-calcário. Alguém quer desvendar o seu rótulo?

Quinta do Ribeirinho 1996 Pé Franco
A segunda colheita. Um vinho a não esquecer. Cor rubi, média concentração, leve nuance atijolada. Aromas com muita cereja madura, ameixa preta madura, muita fruta madura, especiaria fina e fresco. Na boca sente-se ainda uma vida espectacular, taninos presentes e marcantes, guloso e mastigável. Um portento de vinho. Ainda duraria muitos mais anos.

Quinta do Ribeirinho 1999 Pé Franco
Cor rubi de tonalidades impressionantes para a idade. No nariz, em relação ao anterior, mostra-se menos exuberante, todos os predicados do anterior estão lá, mas de forma menos intensa, menos acutilante. No palato mostra volume, quase que se trinca, de perfil seco, com muita fruta fresca. Final longo e cheio de vida. Muitos mais anos pela frente.

Quinta do Ribeirinho 2001 Pé Franco
Cor rubi de média concentração, perfeito, com lágrima espessa. Aromas intensos a fruta vermelha e preta bem madura, com as especiarias e um tostado leve a subirem o conjunto, muito guloso e cheio de frescura. Na boca está com uma finess extraordinária, com taninos presentes, secos, a fruta no sitio, um travo a canela picante. Final de boca que parece não terminar. Não é do outro mundo, é da Bairrada.

Quinta do Ribeirinho 2010 Pé Franco
Cor rubi, intenso, vermelho concentrado. No nariz muita fruta vermelha e preta madura, notas especiadas, atraentes, com madeira bem ligada e tosta leve bem medida. Na boca está redondo, guloso, com volume de boca grandioso. Um conjunto de fruta, especiarias, tosta, frescura e persistência notável. Grandes vinhos.

Quinta do Ribeirinho 2011 Pé Franco (Solo Argilo-calcário)
Cor rubi, intenso e concentrado, com violetas carregados. No nariz, apesar de claramente novo, mostra-se complexo, fruta vermelha madura, toque mineral acentuado, tosta e especiarias em evolução. Na boca surge sumptuoso, pronto a agradar desde já pese embora a sua tenra idade, com muita fruta vermelha fresca e especiados em complemento. O mais polido e pronto a beber e fugindo um pouco `*a linha condutora dos anteriores.   

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Quinta do Gradil Verdelho 2012 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Verdelho
Região: Lisboa
Teor Alcoólico: 11,5%
Produtor: Quinta do Gradil, SA
Preço:
6,49€ vap
 
Nota de Prova

Continuo pelos brancos. Esta onda de calor que nos franze a testa só me faz puxar pelos brancos. Este é mais um excelente exemplo de um branco para este verão, fresco, limonado e com uma graduação alcoólica que nos permite bebericá-lo, sem se tornar demasiado pesado, numa qualquer esplanada à beira mar. De cor citrina e aspecto límpido e brilhante, chega-nos aromaticamente em pés de lã, muito elegante, com boa intensidade da fruta citrina e fruta exótica em fundo,e com ligeiro vegetal refrescante. Na boca um acidez vivaz, com perfil frutado, fresco, muito limonado e notas vegetais no final de boca que mantém-nos ligados durante mais tempo. Como disse, numa esplanada à beira mar estará perfeito, e com comida subirá um patamar acima.

Classificação: 89/100