terça-feira, 25 de março de 2008

Restaurante "O Artur" - Carviçais

O Restaurante "O Artur" fica na Aldeia de Carviçais a meio caminho entre Torre de Moncorvo e Mogadouro. Terra natal dos meus pais e de praticamente toda a minha família foi aqui que passei alguns do melhores Verões da minha infância, mas que agora continua a ter estas coisas boas pelas qual vale a pena regressar ou conhecer.
“O Artur” é, quanto a mim, um Restaurante de Aldeia que soube crescer e adaptar-se à evolução do tempo, criando desde sempre a imagem de Restaurante típico, tradicional e de boa mesa. No fundo é isto que encontramos e não vale a pena procurar por mais. Temos um local onde podemos comer da melhor Posta Mirandesa que alguma vez tive o prazer de comer e com outras verdadeiras delicias como o Bacalhau à Lagareiro, a Feijoada à Transmontana, o Cabrito assado ou um Javali estufado. As entradas também não desiludem como as Alheiras de Carviçais, o delicioso Periquito, o Salpicão, o Melão com presunto e Queijo de ovelha da região. Nas sobremesas destaco apenas os doces à base de amêndoa. Tudo isto envolto numa decoração rústica, com os mais variados objectos ligados à Aldeia, à agricultura e à terra a serem expostos pelas paredes e tecto do Restaurante.
Contudo existem alguns pontos negativos que também devo enumerar. A grande falha do Restaurante é de facto a qualidade do Serviço prestado pelos empregados de mesa e afins que não corresponde às nossas expectativas e principalmente às do cliente mais rodado e mais exigente. Alguma desorganização a sentar o cliente, tempos de espera demasiado longos e sem razão aparente, o não ser normalmente apresentada a ementa e esta apenas nos ser ditada pelo empregado e, acima de tudo, nota-se muita falta de experiência nos mesmos quando o número de clientes aumenta. Num dia complicado a experiência pode não ser das melhores.
Preço médio por refeição: 15 €
Atendimento: Algo desorganizado contudo, Familiar
Satisfação: 7/10

quarta-feira, 12 de março de 2008

Hotel Westin - CampoReal Golf Resort & Spa

Apenas 30 minutos, a norte de Lisboa, fica o novo empreendimento hoteleiro de 5 estrelas “The Westin - CampoReal Golf Resort & Spa”. Inaugurado em Outubro do ano passado CampoReal Golf Resort & Spa promete oferecer aos seus clientes a qualidade de serviços que é apanágio da cadeia hoteleira a que pertence.
Recentemente, tive o prazer de ficar hospedado no Hotel e, assim, cumpre-me aqui relatar como decorreu a experiência.
No que respeita aos quartos, fiquei de facto impressionado. Assim que entrei no quarto fui surpreendido pelo espaço disponível, a disposição e bom gosto de cada peça e a impressão de qualidade que cada objecto emana conforta-nos o olhar. Após alguns minutos no quarto, somos também invadidos com a sensação de conforto que o mesmo nos transmite. O único senão é o facto de nos começamos a aperceber, pouco a pouco, da qualidade dos acabamentos que destoa do cenário de 5 estrelas que nos é apresentado. Peças de plástico em falta, cortes no tecto mal disfarçados, chuveiros com fugas de água. Enfim, pequenos pormenores que não tendo impacto na estadia chamam a atenção do cliente mais atento e exigente. À noite, o barulho de objectos a serem arrastados no chão provinientes do espaço de restauração são algo incomodativos e não deveriam existir neste cenário.
O espaço envolvente ao Hotel é magnífico e embora não tenha experimentado o campo de golf ou a piscina exterior, a paisagem é de facto singular e sugere o descanso da vida atarefada do reboliço do dia-a-dia da semanal. A piscina exterior, embora a temperatura não aconselhá-se, puxava ao mergulho nas suas águas, pelo que tive de optar pela piscina interior para “matar” a vontade.
O SPA, que é um dos principais motivos de atracção do complexo, mantém o nível de qualidade alto tanto para o cliente mais habituado como para quem experimenta este tipo de serviço pela primeira vez. Sauna, massagens, jacuzzi e outros primam pela qualidade.

terça-feira, 11 de março de 2008

Restaurante "O Cantinho da Rosa" - Ericeira

O Cantinho da Rosa é um Restaurante de cozinha típica e regional situado na vila saloia do Pobral a meio caminho entre Sintra e a Ericeira. O que me lá levou a primeira vez, alguns anos atrás, foi a vontade de comer cozido à portuguesa e estando ali de passagem resolvi arriscar. Deveria ser sempre assim. Uma delicia. A apresentação do prato deixou-me desde logo água na boca e posteriormente a prova da qualidade das carnes, dos enchidos e da própria guarnição não me deixaram espaço para mais nada a não ser um jarrinho de vinho tinto da casa que também era de se lhe tirar o chapéu. Desde então já por algumas ocasiões lá tinha ido banquetear-me e provar outros pratos que fui sabendo terem também a sua fama na casa sem nunca ter saído insatisfeito.Hoje, tendo passado novamente por lá em passeio e fazendo já algum tempo desde a última vez em que lá havia feito uma refeição, resolvi entrar. O espaço continua o mesmo, acolhedor e decorado com artefactos da região. Os empregados continuam a fazer com que o cliente se sinta em casa e disfrute ao máximo do espaço e da comida. E o Cozido Saloio continua a mesma maravilha. Assim vale a pena voltar. Parecia que ainda a semana passada lá tinha estado.
Preço médio por refeição: 14 €
Atendimento: Familiar/Acolhedor
Satisfação: 9/10

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Restaurante "Petiscos & Granitos" - Monsanto

Em Monsanto, aldeia que é denominada como a mais portuguesa de Portugal, encontrei no passado fim-de-semana um pequeno restaurante, aliás o único do local, que me causou agradável surpresa. Situado a caminho do Castelo, numa pequena casa de pedra típica do aldeamento e com uma porta vermelha de reduzidas dimensões encontramos o Petiscos & Granitos. Segundo sei foi o primeiro geo-restaurante Europeu e alia ementas relacionadas com a região a actividades de promoção do património geológico local. À primeira impressão podemos desde logo pensar "Epá, isto é pequenino! Será que cabemos cá todos?". E a própria reação do empregado quando dissemos "Somos seis." nos levou a pensar que se calhar não iriamos almoçar ali. Mas lá se arranjou maneira.
De ambiente acolhedor e familiar, a ementa apresenta alguns dos pratos tipicos da zona e algumas especialidades da casa como o Bife à Granitos ou as Costeletas de Borrego na Brasa. As entradinhas são também diferentes do habitual prato de presunto ou queijo fresco e azeitonas com umas moelas à casa divinais e um queijo fresco com especiarias também ao mesmo nível. Como refeição realço a alheira à Granitos, o Borrego Assado no Forno e as Migas de pão, grelos e feijão como acompanhamento que estavam uma maravilha.

O único ponto menos positivo que posso assinalar será o nível do serviço às mesas que nos pareceu com bastante falta de experiência e com alguma desorganização, dando mesmo a sensação que pouco perceberão do assunto. O ter de repetir por mais de uma vez alguma coisa, termos de ser nós a arranjar solução para podermos os seis almoçar na mesma mesa e o facto de muitas vezes os mesmos estarem distraídos a ver televisão não abona ao nível de serviço prestado ao cliente, todavia, no geral, aconselho uma visita ao mesmo pois a comida é de facto muito boa e tirando esses pequenos pontos a melhorar é de facto um restaurante a guardar no livro de boas recordações.


Por fim, sugiro que antes de ir almoçar faça a visita à aldeia e ao respectivo Castelo. Verá que a comida vai saber bem melhor...


Preço médio por refeição: 14 €
Atendimento: Familiar
Satisfação: 7/10

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Quinta de Cabriz Reserva 2000 Tinto


Data da Prova: 25 Dezembro 2007

Características
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz
Região: Dão
Teor Alcoólico: 13% vol.
Produtor: Dão Sul

Acerca do Vinho (Rótulo)
A bela cor rubi, os aromas a caruma de pinheiro e flores silvestres e os sabores a frutos vermelhos, são características que, há muito, distinguem os vinhos do Dão que são feitos com o devido cuidado. Foi esse cuidado que procurámos pôr na vinificação deste tinto, feito com Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz. O estágio em barricas de carvalho francês, permite que se beba, desde já, com imenso prazer, embora ganhe grande complexidade com um período de envelhecimento em garrafa.

Prova
Assim que pairou no copo se notou pela cor e pelo aroma que se tratava de um vinho pelo qual a idade passou, mas que apenas o beneficiou. A cor, um pouco mais escurecida pelo passar do tempo, fazia lembrar os frutos de cor mais escura e o aroma fez lembrar os frutos misturados com a madeira de carvalho no qual estagiou. Na boca, de inicio um travo suave mas persistente com um final também muito bom. A garrafa não tinha ainda depósito o fez com que se pudesse aproveitar este néctar até à última gota.

Companhia
Serviu de companhia ao um suculento Peru Assado no Forno.

Nota: 16