Quando se fala de Favaios, é quase inevitável que se pense em Moscatel, mas a história desta zona do Douro não se fica por aí, e os vinhos brancos têm vindo a ganhar espaço, mostrando que o planalto tem argumentos próprios para dar cartas num território onde a frescura é cada vez mais importante.
Esse é o caminho que a Adega de Favaios decidiu continuar a explorar na marca Casa Velha, agora com novas referências que procuram mostrar o potencial de diferentes castas. Entre elas está a Viosinho, uma variedade que a adega quer afirmar pela vivacidade e elegância, mas também revelando espaço para recuperar castas antigas, como a Samarrinho, numa tentativa de encontrar respostas para os desafios que as alterações climáticas colocam à vinha.
A altitude ajuda a perceber bem esta aposta. Com vinhas acima dos 500 metros, temperaturas médias mais baixas e uma precipitação superior à de muitas outras zonas durienses, Favaios reúne condições particulares para preservar a acidez das uvas e dar origem a brancos frescos e equilibrados. Não é uma garantia automática de bons vinhos, claro, mas é um ponto de partida interessante quando se procuram outras leituras do Douro.
As quatro novidades que se seguem são, por isso, mais do que novos rótulos para acrescentar à lista. São quatro oportunidades para perceber o que a Adega de Favaios está a fazer com as castas e com as condições particulares do seu planalto e para descobrir até onde podem ir os brancos desta zona privilegiada em Altitude no Douro.
CASA VELHA SAMARRINHO 2025 BRANCO | DOURO | 11% | PVP 11€
SAMARRINHO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
16
SAMARRINHO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
16
Cor amarelo citrino aberto, pálido, ligeiros reflexos esverdeados, aspecto límpido e jovem. No nariz as notas de futa tropical e de fruta de caroço entrelaçam-se, componente vegetal saliente, traço mineral que percorre o conjunto. Na boca, confirma-se a identidade revelada no nariz. A acidez é fina, vivaz e de recorte citrino, enquanto a veia vegetal mantém presença e dá personalidade ao conjunto. A textura macia, aliada ao sabor e à boa integração dos elementos, contribui para uma prova muito afinada e harmoniosa. O final é longo e persistente.
CASA VELHA VIOSINHO 2025 BRANCO | DOURO | 12% | PVP 7€
VIOSINHO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
17
VIOSINHO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
17
Cor amarelo citrino, aberto e luminoso, com esverdeados leves, aspecto límpido e jovem. Nariz intenso e exuberante, notas de fruta citrina, lima, fruto de pomar e polpa amarela, toque floral, a acrescentar subtileza, enquanto as notas de pedra, sílex e pederneira dão ao conjunto um recorte mineral vincado e particularmente interessante. Na boca, mostra-se seco, acídulo e vivaz, com uma acidez vibrante que prolonga a frescura do perfil citrino, ganhando aqui o toque mineral outra dimensão, evocando pedra lascada, num conjunto bem desenhado, preciso e sem dispersões, traço firme terminando longo, persistente e fiel à identidade da casta e do terroir.
CASA VELHA GOUVEIO 2025 BRANCO | DOURO | 12% | PVP 7€
GOUVEIO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
16,5
GOUVEIO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
16,5
Cor amarelo citrino luminoso, aberto e luminoso, subtil esverdeado, aspecto límpido e jovem. O nariz revela boa intensidade aromática, com a fruta tropical madura a encontrar um bom contraponto num registo floral perfumado, onde sobressaem as flores brancas e a camomila. Surgem ainda apontamentos de tisana, vegetal seco e um recorte mineral que acrescenta profundidade ao conjunto. Na boca, mostra leveza e textura macia, sem perder vivacidade, dono de acidez vibrante e persistente, mantendo a fruta em bom plano e contribuindo para uma prova equilibrada e cheia de frescura, com final de boca longa e persistente.
CASA VELHA CLARETE 2025 TINTO | DOURO | 13% | PVP 10€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
17
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
17
Cor vermelho rubi de média concentração, luminioso e brilhante, aspecto límpido e atraente. Nariz de perfil elegante, revela notas de frutos vermelhos, acompanhadas por apontamentos de floresta e subtis notas especiadas, muito fresco limpo. Na boca, apresenta corpo leve e taninos muito suaves, num conjunto elegante e fresco, agora mais afinado do que na colheita anterior, destacando-se uma maior harmonia entre os elementos, fruta, volume, acidez e álcool, privilegia a frescura e o equilíbrio, sem perder personalidade. Longo final de boca e apetência natural para ir à mesa.





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