quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Adega de Favaios: Novos Brancos e Clarete, Novas Pistas Sobre o Douro de Altitude

Quando se fala de Favaios, é quase inevitável que se pense em Moscatel, mas a história desta zona do Douro não se fica por aí, e os vinhos brancos têm vindo a ganhar espaço, mostrando que o planalto tem argumentos próprios para dar cartas num território onde a frescura é cada vez mais importante.
Esse é o caminho que a Adega de Favaios decidiu continuar a explorar na marca Casa Velha, agora com novas referências que procuram mostrar o potencial de diferentes castas. Entre elas está a Viosinho, uma variedade que a adega quer afirmar pela vivacidade e elegância, mas também revelando espaço para recuperar castas antigas, como a Samarrinho, numa tentativa de encontrar respostas para os desafios que as alterações climáticas colocam à vinha.
A altitude ajuda a perceber bem esta aposta. Com vinhas acima dos 500 metros, temperaturas médias mais baixas e uma precipitação superior à de muitas outras zonas durienses, Favaios reúne condições particulares para preservar a acidez das uvas e dar origem a brancos frescos e equilibrados. Não é uma garantia automática de bons vinhos, claro, mas é um ponto de partida interessante quando se procuram outras leituras do Douro.
As quatro novidades que se seguem são, por isso, mais do que novos rótulos para acrescentar à lista. São quatro oportunidades para perceber o que a Adega de Favaios está a fazer com as castas e com as condições particulares do seu planalto e para descobrir até onde podem ir os brancos desta zona privilegiada em Altitude no Douro.
 
CASA VELHA SAMARRINHO 2025 BRANCO 
| DOURO | 11% | PVP  11€
SAMARRINHO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
16
Cor amarelo citrino aberto, pálido,  ligeiros reflexos esverdeados, aspecto límpido e jovem. No nariz as notas de futa tropical e de fruta de caroço entrelaçam-se, componente vegetal saliente, traço mineral que percorre o conjunto. Na boca, confirma-se a identidade revelada no nariz. A acidez é fina, vivaz e de recorte citrino, enquanto a veia vegetal mantém presença e dá personalidade ao conjunto. A textura macia, aliada ao sabor e à boa integração dos elementos, contribui para uma prova muito afinada e harmoniosa. O final é longo e persistente.
 
CASA VELHA VIOSINHO 2025 BRANCO 
| DOURO | 12% | PVP  7€
VIOSINHO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
17
Cor amarelo citrino, aberto e luminoso, com esverdeados leves, aspecto límpido e jovem. Nariz intenso e exuberante, notas de fruta citrina, lima, fruto de pomar e polpa amarela, toque floral, a acrescentar subtileza, enquanto as notas de pedra, sílex e pederneira dão ao conjunto um recorte mineral vincado e particularmente interessante. Na boca, mostra-se seco, acídulo e vivaz, com uma acidez vibrante que prolonga a frescura do perfil citrino, ganhando aqui o toque mineral outra dimensão, evocando pedra lascada, num conjunto bem desenhado, preciso e sem dispersões, traço firme terminando longo, persistente e fiel à identidade da casta e do terroir.
 
CASA VELHA GOUVEIO 2025 BRANCO 
| DOURO | 12% | PVP  7€
GOUVEIO
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
16,5

Cor amarelo citrino luminoso, aberto e luminoso, subtil esverdeado, aspecto límpido e jovem. O nariz revela boa intensidade aromática, com a fruta tropical madura a encontrar um bom contraponto num registo floral perfumado, onde sobressaem as flores brancas e a camomila. Surgem ainda apontamentos de tisana, vegetal seco e um recorte mineral que acrescenta profundidade ao conjunto. Na boca, mostra leveza e textura macia, sem perder vivacidade, dono de acidez vibrante e persistente, mantendo a fruta em bom plano e contribuindo para uma prova equilibrada e cheia de frescura, com final de boca longa e persistente.
 
CASA VELHA CLARETE 2025 TINTO 
| DOURO | 13% | PVP  10€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, TINTA BARROCA
ADEGA COOPERATIVA DE FAVAIOS, CRL
17
Cor vermelho rubi de média concentração, luminioso e brilhante, aspecto límpido e atraente. Nariz de perfil elegante, revela notas de frutos vermelhos, acompanhadas por apontamentos de floresta e subtis notas especiadas, muito fresco limpo. Na boca, apresenta corpo leve e taninos muito suaves, num conjunto elegante e fresco, agora mais afinado do que na colheita anterior, destacando-se uma maior harmonia entre os elementos, fruta, volume, acidez e álcool, privilegia a frescura e o equilíbrio, sem perder personalidade. Longo final de boca e apetência natural para ir à mesa.

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