segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Douro Film Harvest

O Douro Film Harvest é um evento que se diferencia por combinar cinema, gastronomia e música de uma forma única. Prima por apresentar algumas das melhores colheitas de filmes no cenário soberbo do Douro e do Porto, ambos Património da Humanidade, contribuindo para a divulgação e desenvolvimento de uma região com características únicas e com um enorme potencial. Em plena época das vindimas, o DFH leva «ao Douro alguns dos nomes mais conceituados da indústria cinematográfica, mediatizando o turismo nacional a nível internacional.

Em competição, estão vários filmes que se integram em diferentes secções: Wine Films; Food Films e as Curtas da Casa (rubrica dedicada a curta-metragens que se relacionem com o Rio Douro e realizadas por cineastas nacionais).
“A Year in Burgundy” (David Kennard); “The Wine of Summer” (Maria Matteoli), em estreia mundial, com Sônia Braga no elenco; “Red Obsession” (David Roach e Warwick Ross), com a participação de Russell Crowe; “SOMM” (Jason Wise) e “O Tesouro” são os filmes em competição na secção “Wine Films”. É a primeira vez que o DFH tem em competição um filme português nesta categoria. “O Tesouro” de Gonçalo Silva e de Marcantonio Del Carlo é um exemplar nacional do que pretende ser a competição “Wine Films”: uma homenagem do DFH à extraordinária ligação que se pode estabelecer entre o cinema e o vinho.

Teremos ainda um Harvest Talk, um momento de tertúlia, no dia 14 de Setembro, dedicado ao “Vinho na Dieta Mediterrânica”, que conta com a participação de Paula Prandini (realizadora de “Vinho de Chinelos”), Jonathan Nossiter, realizador de “Quo Vademus?” da série “Mondovino”. Pedro Graça, da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, irá também expor os seus pontos de vista, numa conversa a ser moderada pelo jornalista Pedro Garcias.

in Oficial Press Release

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Quinta do Ribeirinho Pé Franco, Parte III

"Após grande ansiedade, fizemos a primeira vindima em 1995, 7 anos após a plantação. Em 2006 comemorámos a décima primeira colheita desse arrojo."
in Luis Pato Wines Website

Para terminar a visita em grande nada melhor do que uma vertical do mítico Quinta do Ribeirinho Pé Franco. As garrafas ali, diante de nós, na companhia de Luís Pato, com relato em directo para cada um deles e uma novidade muito, muito limitada do Quinta do  Ribeirinho Pé Franco 2011 de solo argilo-calcário. Alguém quer desvendar o seu rótulo?

Quinta do Ribeirinho 1996 Pé Franco
A segunda colheita. Um vinho a não esquecer. Cor rubi, média concentração, leve nuance atijolada. Aromas com muita cereja madura, ameixa preta madura, muita fruta madura, especiaria fina e fresco. Na boca sente-se ainda uma vida espectacular, taninos presentes e marcantes, guloso e mastigável. Um portento de vinho. Ainda duraria muitos mais anos.

Quinta do Ribeirinho 1999 Pé Franco
Cor rubi de tonalidades impressionantes para a idade. No nariz, em relação ao anterior, mostra-se menos exuberante, todos os predicados do anterior estão lá, mas de forma menos intensa, menos acutilante. No palato mostra volume, quase que se trinca, de perfil seco, com muita fruta fresca. Final longo e cheio de vida. Muitos mais anos pela frente.

Quinta do Ribeirinho 2001 Pé Franco
Cor rubi de média concentração, perfeito, com lágrima espessa. Aromas intensos a fruta vermelha e preta bem madura, com as especiarias e um tostado leve a subirem o conjunto, muito guloso e cheio de frescura. Na boca está com uma finess extraordinária, com taninos presentes, secos, a fruta no sitio, um travo a canela picante. Final de boca que parece não terminar. Não é do outro mundo, é da Bairrada.

Quinta do Ribeirinho 2010 Pé Franco
Cor rubi, intenso, vermelho concentrado. No nariz muita fruta vermelha e preta madura, notas especiadas, atraentes, com madeira bem ligada e tosta leve bem medida. Na boca está redondo, guloso, com volume de boca grandioso. Um conjunto de fruta, especiarias, tosta, frescura e persistência notável. Grandes vinhos.

Quinta do Ribeirinho 2011 Pé Franco (Solo Argilo-calcário)
Cor rubi, intenso e concentrado, com violetas carregados. No nariz, apesar de claramente novo, mostra-se complexo, fruta vermelha madura, toque mineral acentuado, tosta e especiarias em evolução. Na boca surge sumptuoso, pronto a agradar desde já pese embora a sua tenra idade, com muita fruta vermelha fresca e especiados em complemento. O mais polido e pronto a beber e fugindo um pouco `*a linha condutora dos anteriores.   

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Quinta do Gradil Verdelho 2012 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Verdelho
Região: Lisboa
Teor Alcoólico: 11,5%
Produtor: Quinta do Gradil, SA
Preço:
6,49€ vap
 
Nota de Prova

Continuo pelos brancos. Esta onda de calor que nos franze a testa só me faz puxar pelos brancos. Este é mais um excelente exemplo de um branco para este verão, fresco, limonado e com uma graduação alcoólica que nos permite bebericá-lo, sem se tornar demasiado pesado, numa qualquer esplanada à beira mar. De cor citrina e aspecto límpido e brilhante, chega-nos aromaticamente em pés de lã, muito elegante, com boa intensidade da fruta citrina e fruta exótica em fundo,e com ligeiro vegetal refrescante. Na boca um acidez vivaz, com perfil frutado, fresco, muito limonado e notas vegetais no final de boca que mantém-nos ligados durante mais tempo. Como disse, numa esplanada à beira mar estará perfeito, e com comida subirá um patamar acima.

Classificação: 89/100

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Luis Pato Wines - Visita e Vertical Vinha Formal Branco, Parte II

"Os nossos Vinhos aliam a precisão técnica do Novo Mundo com a tradição secular do Velho Mundo. Em todas as colheitas fazemos algo de novo, e por vezes realizamos alguns dos nossos sonhos."
in Luís Pato Wines Website

Na continuação da visita à Luís Pato Wines, e após conhecermos as instalações e provarmos alguns dos vinhos que nos irão acompanhar num futuro próximo, subimos ao piso térreo para prosseguir a visita com uma vertical de Vinha Formal branco.

A longevidade destes brancos foi colocada à prova e, num misto de surpresa e confirmação das expectativas, foi possível aferir da qualidade, frescura, vivacidade e personalidade destes brancos 100% Bical que desenhariam um sorriso na face de qualquer enófilo do mundo.

Vinha Formal 1998 Branco
Os dourados brilhantes pintam o copo. Cor definida, manga madura e aspecto limpo. No nariz é intenso a fruta amarela madura, ameixas brancas bem maduras acompanhando com fruta seca, notas florais e bons químicos. Na boca está bem definido, linear, com fruta fresca em boa forma, boa acidez, volume e alguma untuosidade. Viciante.

Vinha Formal 2001 Branco
Continuamos nas tonalidade douradas, manga madura, alaranjado definido, de aspecto límpido e sem dúvida cativante. Os aromas surgem agora mais tropicais, com notas de massa de pão e fermento, com notas de nozes em fundo. No boca destaque para o volume, corpulento, largo, com fruta seca e fruta fresca em harmonia. O final afunila um pouco, mas não deixa de surpreender.

Vinha Formal 2003 Branco
Cor amarela, laivos de palha seca, dourados, límpido, com lágrima persistente, chorosa e gorda. Aromas mais quentes e sedutores. Perfil mais floral com notas de fruta amarela - ameixa - fresca. Ligeiras notas de fruta seca. Na boca mostra vivacidade, boa acidez, perfil frutado, com maça verde e alguma secura. Deixa-nos salivar. Deixa-nos pedir por mais. O final é longo.

Vinha Formal 2005 Branco
Último desta série e continuação de um perfil. Sabíamos que não haveria lugar à decepção. Cor de nuances douradas, aspecto límpido e lágrima espessa e definida. Aromaticamente mais delicado, notas florais e de fruta amarela de caroço com menor doseamento que os anteriores, muita frescura. Na boca o mais elegante, menos gordo, com acidez no ponto e de secura média. Linear do inicio ao fim.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Fonte da Serrana 2012 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Antão Vaz e Arinto
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor:  Monte da Ravasqueira - Sociedade Agrícola D. Diniz SA
Preço:
2,99€ vap

Nota de Prova

Com uma imagem limpa e renovada, mais atraente. A cor é de um branco jovem e apelativo para o combate aos dias de calor. No nariz um pouco mais exuberante do que esperava, com muito ananás, perfume floral intenso e uma citrina lima em menor quantidade. Parece-me um vinho que irá agradar ao consumidor mais descontraído, à procura de algo fresco, leve e directo. Na boca arrebita um pouco em frescura, muita fruta citrina madura e pronto a beber. É uma boa opção a este preço. O baixo teor alcoólico reforça o seu perfil de consumo.



Classificação: 14,5