sábado, 30 de outubro de 2010

Prova de Vinhos QUINTA de SANT'ANA

Participei hoje, no Restaurante Ribeirinha de Colares, na prova dos vinhos da Quinta de Sant'Ana de Mafra. A prova foi conduzida pelo Tomá Landim da Quinta de Sant'Ana e foram provados os seguintes vinhos: Quinta de Sant'Ana - Verdelho 2009, Quinta de Sant'Ana - Alvarinho 2009, Quinta de Sant'Ana - Sauvignon Blanc 2008, Quinta de Sant'Ana - Rosé 2009, Quinta de Sant'Ana Tinto 2008, Quinta de Sant'Ana - Reserva Tinto 2006, Quinta de Sant'Ana - Baron Gustav von Fürstenberg 2007.
Quinta de Sant'Ana - Verdelho 2009: a surpresa de um verdelho produzido em terras de Mafra, de aroma muito fresco e notas dominantes de lima e limão. Na boca nota para o equilibrio entre a fruta e o nivel de acidez, que embora presente, apenas torna este Verdelho mais elegante;
Quinta de Sant`Ana - Alvarinho 2009: mais uma surpresa de um casta tipicamente de terras do Minho. Com um aroma citrino bem mesclado com algumas notas florais. Na boca continuamos num bom plano de relação entre a fruta e o nivel de acidez. Alguma complexidade a pedir acompanhamento gastronómico;
Quinta de Sant`Ana - Sauvignon Blanc 2008: este é um pouco mais exuberante na parte aromática com fruta citrina em destaque, mas também com notas de maracujá e abacaxi. Na boca aquilo que começo a entender como imagem de marca. Tudo muito correcto com um nivel de harmonia fruta/acidez muito bem conseguido. Um branco que não ficará mal na garrafeira por mais 1 ou 2 anos;
Quinta de Sant`Ana - Rosé 2009: um rosé com pouco intensidade aromática, notas de morango no nariz e boca. Fresco e elegante, na boca demonstra ter capacidade para fazer companhia à refeição. Leve doce final que não causa dissabores;
Quinta de Sant`Ana Tinto 2008: passamos aos tintos com um vinho já meu conhecido. Aromas a fruta vermelha bem madura, com ameixa e cereja. Na boca demonstra boa estrutura, complexidade e equilibrio. Final de boca peristente;
Quinta de Sant’Ana - Reserva Tinto 2006: com o reserva damos um salto em termos de intensidade aromática para os frutos pretos bem maduros, compota mesmo e algo especiados. Na boca temos um vinho corpulente, com boa estrutura, com a madeira bem colocada, com continuidade de fruta e um final longo. Mais um para ter na garrafeira durante algum tempo;
Quinta de Sant’Ana - Baron Gustav von Fürstenberg 2007: este, também conhecido pelo Homenagem, foi para mim o Rei da prova. Desde o plano aromático, com notas bem presentas de frutas vermelha e preta, algumas notas de pimenta e a casta Merlot toda ao de cima. Na boca um vinho cheio, guloso, com complexidade e os meses de barrica pouco marcados. Vinho muito bom a merecer presença na nossa garrafeira ou de imediato na nossa mesa.Faltaram os Quinta de Sant`Ana - Riesling 09 e Quinta de Sant`Ana - Fernão Pires 09 mas ficou o convite para no ECVS terminar a prova.
Deixar ainda o meu agrado ao Ribeira de Colares por fazer existir este tipo de evento fora dos centros como Lisboa e Porto. Sintra acabará por entrar também neste circuito e "eno-eventos" juntando a sua beleza também aos prazeres vínicos.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quinta da Alorna Touriga Nacional & Cabernet Sauvignon Reserva 2008

Quinta da Alorna Touriga Nacional & Cabernet Sauvignon Reserva 2008

Características
Tipo:
Tinto
Castas:
Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon
Região: Tejo
Teor Alcoolico: 14 %
Produtor:
Quinta da Alorna
Preço: 6€ pvp

Acerca do Vinho (Rótulo)
Este reserva de cor purpura tem aromas intensos e corpo equilibrado, redondo e bem casado com a madeira e um final de boca complexo e persistente.

Nota de Prova

Ainda alguém tem dúvidas acerca da subida de qualidade dos vinhos da região Tejo? Eu não. E este é mais um belo exemplar de uma região que este ano foi bastante premiada. Este QA apresenta uma cor rubi, purpura bastante profunda e limpida. No nariz revela a fruta preta como rainha, as amoras, ameixas pretas bem maduras estão muito bem inseridas e harmonizadas com a madeira que não marcu em demasia um aroma bem equilibrado. Na boca alguma complexidade, bom corpo, macio, muita fruta e umas notas mentoladas transferido frescura ao vinho. O final é bastante longo. Que dizer de um vinho de 6 euros?

Classificação: 80/100 ou 16/20

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Prova de Vinhos do Enólogo João Brito e Cunha - CAV

Realizou-se hoje na Coisas do Arco do Vinho uma Prova de Vinhos do Enólogo João Brito e Cunha aos seus Ázeo Colheita Branco 2009, Ázeo Rabigato Branco 2009, Ázeo Reserva Branco 2008, Quinta de S. José Colheita Tinto 2008 e Quinta de S. José Reserva Tinto 2007. Projectos pessoais de João Brito e Cunha onde se apostam em vinhos de qualidade, diferentes, com muita personalidade e garra.
Ázeo Colheita Branco 2009: Viosinho e Rabigato com cerca de 5% de madeira num branco de cor e aromas predominantemente citrinos e notas secundárias florais e minerais. Na boca demonstra frescura, elegância, continuidade de fruta citrina, maça verde. Com boa estrutura e um final longo com bastante frescura.
Ázeo Rabigato Branco 2009: apenas com Rabigato e sem passagem por madeira, apresenta aromas um pouco diferentes do anterior. Ainda citrino, mas mais floral e também mineral. Na boca é mais redondo, mais corpulento mas continuando elegante e com um fim de boca bastante comprido.
Ázeo Reserva Branco 2008: elaborado a partir de vinhas velhas, passou por estágio em madeira de barricas novas e uma parte de barricas usadas. A cor continua a ser citrina mas o aroma é bastante mais complexo que qualquer um dos anteriores, Mais intenso, com fruta citrina e notas especiadas e muita mineralidade. Na boca apresenta-se cheio, untuoso e acidez correcta. Revela grande potencialidade de envelhecimento e sem medo dos anos que podem passar. A frescura continua a ser nota de destaque e puxa a gastronomia.
Quinta de S. José Colheita Tinto 2008: este tinto conseguiu surpreender o meu olfacto. Um conjunto de aromas com a fruta bem madura à cabeça, com notas de frescura, algum mentol, cacau, especiarias e fumados. Na boca um tinto de entrada que bate alguns de topo. Corpo, estrutura, equilíbrio, fruta e um final com persistência admirável. Grande impacto nos meus sentidos.
Quinta de S. José Reserva Tinto 2007: por fim um reserva que já não causou tanta impressão devido a anteriormente termos tido o Colheita 2008. Contudo a mesma personalidade e frescura. Um vinho para apostar para daqui a mais uns anos de garrafa, com um poder de envelhecer bem em potência.
Tal como falado com João Brito e Cunha só é pena haver tão pouco "exemplares" destes verdadeiros néctares por isso é aproveitar enquanto há e nas Coisas do Arco do Vinho... ainda há.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Terra D'Alter 2009 Branco

Terra D'Alter 2009 Branco

Características
Tipo:
Branco
Castas:
Várias Castas
Região: AlentejoTeor Alcoolico: 13 %
Produtor: Terras D' Alter C.V. Lda

Preço: -€ vap

Acerca do Vinho (Rótulo)
Este vinho é cheio de sabor e personalidade, feito a partir das castas tradicionais Portuguesas. As uvas foram colhidas num estado de óptima maturação controlado pelo acompanhamento analítico dos bagos na vinha. Depois de esmagadas as uvas foram prensadas a frio. O mosto obtido repousou 48 horas seguindo-se uma fermentação durante 20 dias a 12-14ºC. O vinho foi mantido em contacto com as borras finas durante 3 meses antes de ser engarrafado.

Nota de Prova
Bonita cor, brilhante, intensa, nariz focado nos frutos tropicais e citrinos, ananás, lima, lichias, leve toque a maracujá. Na boca revela-se pouco complexo, mas suave e equilibrado, acidez no ponto. Simples, mas acolhedor. Há quem diga que as coisas simples são as melhores do mundo. Se este for o seu caso, este é o seu vinho.

Classificação: 15

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Bétula 2009

Características
Tipo:
Branco
Castas: Viognier e Sauvignon Blanc
Região: Douro
Teor Alcoolico: 13,5 %
Produtor: Catarina Montenegro Santos
Preço: 15€ pvp

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à Catarina Montenegro Santos da Quinta do Torgal pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Acerca do Vinho (Rótulo)
Produzido no Lugar do Torgal, no coração da freguesia de Barrô e na margem esquerda do Rio Douro, o Bétula Branco é feito a partir das castas Viognier (50%) fermentado em barricas de carvalho francês e Sauvignon (50%) fermentado em inox a baixa temperatura. A vinificação foi efectuada na 3ª semana de Setembro. De cor citrina, mostra um aroma exuberante e complexo a fruta tropical e vegetais. Na boca é plena de bons sabores frutados e uma boa acidez.

Nota de Prova
Produtor para mim desconhecido até à pouco tempo, passa a ser agora daqueles pelo qual espero mais novidades. Este branco apresenta uma cor amarela citrina, muito límpida e cativante ao olhar, sendo depois no nariz um vinho algo complexo com aromas vegetais, fruta tropical, citrino e algo mineral. Um conjunto bem harmonizado, mas que resulta desta "luta" de castas tão interessante e diferente para o Douro. Muito elegante. Na boca a primeira nota para o toque untuoso e sedoso, com continuidade da fruta bem casada com o nível de acidez, em excelente plano, e a barrica que lhe confere estrutura e tosta ao paladar. Final de boca persistente, fresco e marcante.

Classificação: 85/100 ou 17/20