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quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Socalco Nature Calheta - Um Paraíso na Terra com vista para o Mar

E
ste é um daqueles locais que criam memórias, boas memórias, daquelas que não iremos esquecer e que nos vão acompanhar para sempre. O Socalco Nature Calheta, na Madeira, é um conceito diferente de alojamento turístico, debruçado para o mar, construído nos socalcos que se parecem precipitar, com os quartos distribuidos pelo socalco acima, pelo meio da vinha, das hortas, dos jardins floridos e dos canteiros de aromáticas, com as levadas de àgua a cortarem o silêncio, rodeados pela naturrza envolvente, pelo chamar das mantas no ar. Alguns dos quartos, os mais especiais e impressionantes, são escavados na própria rocha do socalco, grantindo uma experiencia verdadeiramente única.
 
O bem conhecido Chef Octávio Freitas seguiu o seu sonho e colocou aqui muita da sua energia e alma. Projecto pessoal, familiar, que consegui perceber quando o ouvi falar, há mais de um ano, acerca deste seu menino. O entusiasmo com que cada grão deste Socalco foi descrito demonstrava uma paixão e uma crença inabalável no seu objectivo de alcançar uma simbiose entre o turismo rural, ateliê gastronómico e de agrícultura,  numa experiência única e inesquecível. 

Só ficando alojado no Socalco Nature conseguimos, verdadeiramente, perceber este estado de fogo que arde sem se ver e ficar também enamorado por cada detalhe deste cantinho. Perfeito para descansar, aqui podemos contar com 8 casas isoladas, 10 casas em banda, solário e piscina, um lagar e uma adega, um restaurante (Razão), um honesty bar, zona de relaxamento, zonas agrícolas e levadas e riachos.

Ficámos alojados na Casa da Gruta, cujo nome revela desde logo o que nos esperava. Uma casa dentro de uma gruta, escavada na rocha e em perfeita comunhão com a natureza. As paredes rochosas do quarto transmitem a energia vulcânica da Ilha e cada pormenor parece ter sido feito de propósito para um dia ter este destino, mas o facto é que este era um antigo espaço para animais, ainda com o comedouro bem à vista. 
Todavia, o ambiente relaxante deste espaço, que acalma o estado de espírito, proporciona o merecido descanso. O silêncio no seu interior é revigorante, ideal para casais que procuram o conforto e a tranquilidade de umas férias de natureza e com uma vista mar deslumbrante.

O espaço envolvente é composto por vários terrenos agrícolas onde são cultivados produtos regionais e de onde saem produtos frescos para consumo do restaurante. Ao pequeno almoço, que nos indicaram ser o melhor da Madeira que podemos encontrar em Hotel, ou em refeição, é fácil encontrar diversos desses produtos. Ervas aromáticas para chás e temperos, além de plantas alimentares, leguminosas e árvores de fruto, videiras de várias castas típicas madeirenses crescem livres num resgate à tradição do cultivo de subsistência e auto-sustentável.
 
Aconselhamos que venham com tempo, tempo para desfrutar, este não é um Hotel para dormir, tomar banho e arrancar. Venham com tempo para ficar, para explorar, para sentir os cheiros de cada aromática, para perseguir borboletas com cores vibrantes, para molhar os pés nos riachos. Venham com tempo para desfrutar deste pequeno paraíso, para descansar ao sol, para ouvir os pássaros, para saborear a Madeira. Faltam-me as palavras porque mais do que palavras vale a experiência deste lugar.
 
Quando saímos no derradeiro dia da nossa estadia, a última imagem que fica é a da Calheta ao fundo do socalco, da sua praia, de uma varanda que nos tira o fôlego por uma última vez. Aquele que passei a considerar como um dos melhores sitios para ficar na Madeira, que tanto mostra desta Ilha sem sairmos da Calheta. 
Até ao nosso regresso em breve. 
 
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SOCALCO NATURE CALHETA
Caminho do Lombo do Salão - Nº 13, 9370-174 CALHETA
+351 291 146 910/ +351 925 975 844
info@socalconature.com
https://socalconature.com/

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Tejo Wine Route 118: A Rota de Vinhos do Tejo Que Vamos Querer Percorrer

Imagine-se ao volante da sua viatura e poder percorrer uma estrada na qual pode, sem se desviar muito da mesma, visitar produtores de vinho, efectuar provas de vinho, participar em experiências vínicas e não só, conhecer a gastronomia da região e ainda, nos casos onde possível, pernoitar e disfrutar de toda uma experiência de enoturismo única. Agora já é possivel.
No inicio deste mês de setembro, numa iniciativa da Rota dos Vinhos do Tejo em parceria com a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo) e com o apoio da Turismo do Alentejo e do Ribatejo, foi apresentada oficialmente a Tejo Wine Route 118.

O objectivo da Tejo Wine Route 118 é apostar no desenvolvimento do enoturismo, promovendo o território e os vinhos da região. Recorde-se que a Estrada Nacional 118 foi construída para ser a marginal de toda a margem esquerda do rio Tejo, desde a fronteira, em Marvão, até ao imponente estuário, na capital. A Sul do Tejo, esta é uma estrada estratégica para o país e, em particular, para a região dos Vinhos do Tejo. Se não há dúvidas que a mais famosa estrada do Mundo é a Route 66 e que a mais longa Wine Route é a 62, na África do Sul, a Tejo Wine Route 118 tem tudo para ser uma reconhecida estrada vínica. 
A EN118 é uma das Estradas Nacionais mais fáceis de conduzir, devido ao seu traçado quase sempre plano e rectilíneo. Atravessa a região dos Vinhos do Tejo, na margem esquerda do rio, percorrendo cerca de 150 quilómetros e sete concelhos – Abrantes, Constância, Chamusca, Alpiarça, Almeirim, Salvaterra de Magos e Benavente. 

Com enoturismo, são 14 os produtores de vinho (consultar a lista abaixo) que integram a Tejo Wine Route 118, sendo que a oferta varia entre loja, provas de vinhos, visita às vinhas, visita à adega, refeições e/ou alojamento. 
Curiosidade está também no facto em que o lançamento da Tejo Wine Route 118 surge no momento em que Portugal foi eleito, pela plataforma Momondo, como o melhor entre 31 países da Europa para a realização de uma (boa) road trip. Aqui, viajar de moto, carro ou autocaravana é seguro e uma bela forma de conhecer o nosso país por dentro. E é precisamente na pacatez do interior de Portugal que está a Tejo Wine Route 118. 
Apesar de lhe ter sido dado um nome ligado ao vinho, o facto é que a Tejo Wine Route 118 será também ponto de partida para outras vivências pela região. A gastronomia, que também engloba o vinho, os costumes e tradições locais, as experiências nativas, como passeios a cavalo, viagens de barco no rio Tejo ou sessões de birdwatching são, entre outras, são uma oportunidade ali ao lado às quais vai ser impossível escapar. 
Apostados na divulgação via canais digitais a Tejo Wine Route 118, nesta fase inicial, encontra-se nas páginas de Facebook e Instagram dos Vinhos do Tejo – @vinhosdotejo.tejowines – e vão ser o principal veículo de divulgação desta iniciativa. 
Para facilitar, a pesquisa deverá ser feita por #TejoWineRoute118.
Lista actual de Produtores de Vinhos na Tejo Wine Route 118 (ver no mapa inicial de Norte para Sul) 
1-Casal da Coelheira (Tramagal, Abrantes) 
2-Quinta da Lagoalva (Alpiarça) 
3-Pinhal da Torre (Alpiarça) 
4-Casa Paciência (Alpiarça) 
5-Quinta da Atela (Alpiarça) 
6-Quinta do Casal Monteiro (Almeirim) 
7-Fiuza (Almeirim) 
8-Adega Cooperativa de Almeirim (Almeirim) 
9-Falua (Almeirim) 
10-Quinta da Alorna (Almeirim) 
11-Quinta do Casal Branco (Almeirim) 
12-Adega Cooperativa de Benfica do Ribatejo (Benfica do Ribatejo, Almeirim) 
13-Casa Cadaval (Muge, Salvaterra de Magos) 
14-Companhia das Lezírias (Samora Correia, Benavente) 

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TEJO WINE ROUTE 118 – CONTACTOS
Associação da Rota dos Vinhos do Tejo 
Rua de Coruche, 85, 2080-094 ALMEIRIM 
Contacto: 
Patrícia Costa Mateiro 
243 309 400 / 966 205 783
rota@vinhosdotejo.pt 
https://www.cvrtejo.pt/enoturismo
Todas as fotografias DR.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

17•56 Museu & Enoteca da Real Companhia Velha

No Cais de Gaia, à beira Rio Douro, nasceu há poucos meses o novo centro de visitas da Real Companhia Velha. A mais antiga empresa portuguesa, com actividade ininterrupta há quase 262 anos, vem assim ocupar parte daquele que outrora foi um dos armazéns da própria Companhia transformando-o num espaço no qual qualquer enófilo tem de conhecer.
Um espaço com 3.000 m2, divididos em dois pisos, onde vinho, gastronomia e história se complementam e onde tempo e conforto são palavras-chave.

O nome faz referência ao ano da instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (também denominada por Real Companhia Velha), o mesmo da 1.ª Demarcação do Alto Douro: 1756, mais precisamente a 10 de Setembro.

No piso térreo, lugar ao Museu da 1.ª Demarcação, que em seis capítulos diferentes, se conta a história do Douro, a mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo, indissociável da própria história da Real Companhia Velha.

Uma autêntica viagem no tempo através de inúmeros objectos e documentos pertença do espólio da empresa, onde se destaca o Alvará Régio assinado por D. José I a 10 de Setembro de 1756, sob os auspício do Marquês de Pombal – disponível na versão original, intocável, e em duas versões digitais, passíveis de serem folheadas – e garrafas históricas. Um museu que nos conta também alguns dos mais importantes acontecimentos mundiais em paralelo com o que se ia passando no Douro e no nosso País. No final do caminho existe ainda  uma sala de provas e a loja de vinhos onde é possível encontrar praticamente todas as referências da Casa.

Subimos ao primeiro piso pela escada rolante e à media que vamos subindo há uma certa luz que nos parece cegar momentaneamente vinda dos grandes janelões que proporcionam uma vista fantástica para a cidade do Porto. A luz mostra o caminho e ali chegados parecemos uns putos num parque de diversões. Nesta altura do ano é comum passar um filme nos canais de televisão portuguesa chamado Sozinho em Casa (Home Alone) e eu não deixo de pensar no que eu faria se fosse deixado Sozinho na Enoteca 1756. Até dormia lá num cantinho.

Um espaço magnífico que pretende contribuir para a afirmação do Porto como uma das dez capitais mundiais do vinho e onde a oferta gastronómica é bastante variada, mas o vinho é rei. Não deixa de ser notável que, para além do amplo portefólio da Real Companhia Velha (aqui listado com 300 referências, por ter mais do que uma colheita por vinho), estão ao dispor na carta alguns dos melhores vinhos de Portugal, na secção Carta dos Amigos, e também vinhos das imponentes regiões do Velho Mundo. No total, a carta de vinhos ultrapassa as 500 referências.
O vinho é o foco de todo este projecto, sendo complementado com uma variada oferta gastronómica, na Enoteca 17•56.

Desde a Fromagerie Portuguesa, logo à entrada, que apresenta uma selecção de cinquenta queijos nacionais e internacionais, que podem ser consumidos no local ou comprados para levar para casa, passando pela oferta de cozinha tradicional, peixes e mariscos assegurada por um chefe e equipa da Real Companhia Velha, ou ainda o Reitoria que assegura as sandes gourmet e a steakhouse, com carnes maturadas diversas e terminando no Shiko um raw bar, de inspiração japonesa.

 Este sofisticado espaço contempla ainda uma zona de lounge, um cigar club (para apreciadores de charutos, em harmonia com bons Vinhos do Porto), duas salas privadas e um terraço panorâmico com a tal vista para a cidade do Porto de cortar a respiração.
Sem dúvida um espaço a conhecer e onde nos vamos querer perder durante algum tempo.

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17•56 MUSEU & ENOTECA DA REAL COMPANHIA VELHA
Morada: Cais de Gaia. Alameda da Rua Serpa Pinto, 44B 4400-307 VILA NOVA DE GAIA
Telefone: +351 222 448 500

Horário Museu: 10:30H às 19:00H (Todos os Dias)
Preço Museu: 15€ (com prova de Vinhos Incluída)

Horário Enoteca: 11:00H às 23:00H (Todos os Dias)

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Quinta Madre De Água - Um Refúgio Com Vista Para a Serra da Estrela

A história desta Quinta, nascida de um projecto sustentado que respeita a natureza, o homem, as artes e tradições, parece, de inicio, um pouco irreal e tirada de um daqueles filmes Disney onde a defesa de todos princípios acima indicados como sustentação do projecto são a base do argumento. 
Em 2007, as viagens que o casal Luís e Lurdes fizeram com alguma regularidade à aldeia da mãe da Lurdes – Vinhó, concelho de Gouveia, no sopé da Serra da Estrela – precipitaram a decisão de ali adquirir uma propriedade e fazer um regresso às origens.

O sonho materializou-se com a aquisição da Quinta Madre de Água, com 16 hectares, onde existiam algumas construções em pedra granítica, uma parcela de vinha com 40 anos, muitas oliveiras, carvalhos, castanheiros, pinheiros, cerejeiras centenárias, formações rochosas da era Glaciar e muitos poços de água. Será esta quinta a dar o nome ao projecto Madre de Água, em que o logótipo representa a imagem dos cristais da água.

Assim, recuperando antigas construções na propriedade, construiu-se um hotel de charme com apenas 10 quartos e um restaurante, onde se recebem os hóspedes em ambiente familiar. Sentimo-nos que se estivéssemos num pequeno refúgio, onde o tempo parou para a nossa estadia, onde somos envolvidos por paisagens deslubrantes e para onde podemos sempre levar os nossos animais de estimação. O conforto de sentir que estamos numa segunda casa.

No Hotel, para além do espaço destinado aos quartos existem também espaços de leitura e descontracção, uma piscina para os dias mais quente do verão e o restaurante. Tudo emana um sentido de elegância e charme, como ao mesmo tempo de aconchego e familiar.

O projecto engloba também uma queijaria, que alia a tradição às novas tecnologias na arte de produzir o famoso queijo da Serra da Estrela certificado, um ovil e um rebanho de 500 ovelhas da raça bordaleira e uma coudelaria que enaltece e preserva o cavalo de pura raça Lusitana.

Para além dos prémios já recebidos neste particular que atestam a qualidade dos queijos aqui produzidos, é maravilhoso observar como tudo se faz no seu tempo e com o seu tempo, fazendo com que a experiência do visitante e hóspede seja ainda mais gratificante.

O picadeiro está a ser construído com materiais da região – perfeitamente enquadrados na paisagem – e ali irá desenvolver serviços associados ao cavalo e à arte de bem cavalgar. Futuramente será ainda recuperada e ampliada uma adega centenária onde serão vinificados os vinhos Madre de Água.

Nos terrenos existem também vinhas, oliveiras e pomares onde predomina a pêra rocha, a maçã golden e a bravo Esmolfe, e muitas roseiras com as mais variadas cores. Entretanto foram adquiridas outras quintas vizinhas – Santo António, Regada, Caramuja Nossa Senhora do Porto – que perfazem a área de 60 hectares onde todos estes edifícios estão a ser construídos.

Como produtor de vinho é possível não só passear pelas vinhas, como também provar os vinhos aqui produzidos, efectuar provas com pairing com os queijos também aqui produzidos ou mesmo ter uma experiência mais completa entre a comida e o vinho no próprio restaurante do Hotel.
Um oferta de enoturismo e turismo rural plena de elegância, diferenciadora e muito completa. Impossível deixar aqui todas as imagens deste local pelo que convido a visitar a galeria fotográfica mais completa.
Por último, mas que podia ser muito bem o mote para o inicio deste texto, de referir que não se pode deixar de referenciar que uma das fortes razões para toda esta dedicação e paixão que se sente em cada pormenor vem do o amor de Lurdes pelos animais. Ainda muito nova começou defender a causa animal, com especial enfoque nos cães errantes.

Assim, neste projecto foram criados espaços e condições para acolher animais que hoje fazem parte da rotina diária da propriedade. Senti um aperto no coração de felicidade por tudo o que aqui vi. Passar ao lados de cães e gatos que outrora foram abandonados e que ali, recolhidos por Lurdes, encontraram uma casa. É por tudo isto que também eu me apaixonei por este projecto e aconselho vivamente a visitar a Madre de Água não é só vir a uma simples quinta.
Há muito para ver, sentir e descobrir seja primavera, verão, outono ou inverno.
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HOTEL QUINTA MADRE DE ÁGUA
Morada: Vinhó 6290-651 GOUVEIA (indicações ao longo do caminho)
GPS: 40° 29′ 32” N, 7° 37′ 6” W 
Email: hotel@quintamadredeagua.pt 
Reservas: T: +351 238 490 500
Observações: Hotel Rural Com Enoturismo, Restaurante, Provas de Vinho, Queijaria, Olivais, Vinha, Picadeiro, Equitação, Canil, Aceita Animais de Estimação

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Provas | A Cor das Vinhas em Setembro

Estamos já em pleno mês de Outubro, mas as vinhas continuam com as cores de Setembro. Lembro-me delas um pouco mais despidas nesta altura, mais cansadas pela chuva e pelo frio. Este ano temos estas cores de por do sol até mais tarde e há que aproveitar a sua beleza. Faça uma visita a um produtor e confirme o que escrevi em mais uma publicação no site Enólogo Chef Continente.
"(...)A cor das vinhas em setembro não é igual à cor das vinhas nos restantes meses do ano. Para além das tonalidades mais final de verão e com o outono a bater à porta, a vinha enche-se de vida com o momento para o qual todos quantos nela trabalham ao longo do ano anseiam. A Vindima é o chegar praticamente ao final de uma longa viagem de comboio, com muitas paragens e apeadeiros, repleta de histórias para contar, de tropelias, de acidentes e de momentos de alegria. É o momento de colher a uva, de lhe ver ao cor, de lhe sentir o cheiro e de provar a sua doçura.(...)" continuar a ler aqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

As Cores, Aromas e Sabores do Monte da Ravasqueira

O Monte da Ravasqueira, conhecido produtor de vinhos da região do Alentejo, está localizado no concelho de Arraiolos e está ligado à família José de Mello há várias gerações. Apesar de nem sempre o vinho ter sido o main core desta casa, o facto é que as suas excelentes e particulares condições geológicas e climáticas os impeliram a fazer uma aposta forte em plantação de vinha e num forte investimento em equipamento enológicos diversos, assim como, na própria adega.

Assumindo, claramente, como objectivo principal a produção de vinhos de qualidade distinta, o facto é que não se limita apenas a esta vertente. O enoturismo começa também aos poucos a criar estrutura e tem já disponibilidade de 12 quartos, restaurante e loja na sua propriedade. Aposta na tipicidade da construção, da decoração e de todo um ambiente que pretende ser o mais fiel possível do Alentejo das nossas memórias.

Os quartos estão repletos de pequenas preciosidades. O termo acompanhante aplica-se a cada canto, a cada objecto e a cada pormenor.  O restaurante faz com que se perca tempo a desfrutar cada momento e depois cada sabor de forma autêntica. Sentimos que estamos no sitio certo para uma estadia reconfortante, daquelas que recarregam energias, daquelas que nos ficam na memória.

Lá fora, outra motivo capta a nossa atenção. O Monte da Ravasqueira também são as vinhas que circundam e se avistam do casario. É toda uma biodiversidade que permite actividades ligadas à cortiça, ao azeite, ao mel, à criação de gado bovino e à engorda de porco preto alentejano.

Sentimo-nos abraçados pelo que nos rodeia. Apesar das cores de Outono, a vida na  vinha continua, aqui até mais tarde. Estamos num alentejo diferente. Não me canso de dizer e pensar nisto. O alentejo plano não mora aqui. O alentejo com falta de água não mora aqui. Muita água, barragens, floresta e solo argilo-calcário e algum granito.

A adega, inspirada nas de Napa Valley, Califórnia, está dotada da mais avançada tecnologia. É totalmente gerida através de um programa informático desenvolvido no Monte da Ravasqueira. Dispõe também de sala de reuniões, sala de provas e a sala das barricas.  

Ainda como atracção, senão a mais valiosa de todas ou, pelo menos, a mais singular, o Museu Particular de Arreios e Atrelagens. Uma colecção única, também ela uma forma de relembrar e homenagear a conquista, em 1996, do Campeonato Mundo de Atrelagem, prova que foi ganha por Félix Brasseur, com o Falcão, o Fogoso, o Favorito e o Fraque, cavalos Puro-Sangue Lusitano da coudelaria que existiu, durante largos anos, no Monte da Ravasqueira.

Sem dúvida uma colecção impressionante, que devia ser mais conhecida e valorizada.
O enoturismo do Monte da Ravasqueira representa não apenas um projecto forte nesta área, mas já uma certeza que  tendo vindo a crescer com passos seguros e firme, com uma diversidade de actividades e de abrangência variada. Ver mais fotografias aqui..

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MONTE DA RAVASQUEIRA
ENOTURISMO
Monte da Ravasqueira 7040-121 ARRAIOLOS
Telefone: (+351) 266 490 200
Mail: ravasqueira@ravasqueira.com
Na Net: http://www.ravasqueira.com