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domingo, 13 de fevereiro de 2022

Andresen Porto Branco 10 Anos

ANDRESEN PORTO BRANCO 10 ANOS | PORTO | 20% | PVP  17,90€
MALVASIA FINA, CÓDEGA, RABIGATO, ARINTO,
J. H. ANDRESEN SUCCS, LDA
17,5
 
A Andresen, fundada por Jann Hinrich Andresen em 1845 quanto tinha apenas 19 anos de idade, é uma das Casas de Vinho do Porto tradicional, mantendo-se orgulhosamente independente, sendo uma das poucas 100% familiares e portuguesas. 
Os Portos Colheita, os Tawny envelhecidos e os Portos Brancos são as estrelas da casa num portefólio vasto e onde este 10 Anos Branco representa uma porta de entrada de elevada qualidade para este Mundo e com um preço bastante democrático. Uma excelente escolha.
Cor âmbar intenso e definido, reflexos dourados, aspecto límpido e brilhante. No plano aromático brinda-nos com notas de frutos secos, alguma fruta passa e fruta cristalizada, com algum mel, caramelo equilibrado, algum torrado, complexo e desafiador. Boca com textura macia, cremosa, com uma untuosidade bem medida, travo doce sem exageros, acidez fina, fruta passa, mel, notas torradas, muito harmónico e com final de boca longo.
Servido à sobremesa como companhia de uma Tarte de Amêndoa caramelizada e uns Celestes de Santa Clara de outra galáxia. Belas ligações.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Masterclass Old & Rare White Ports | Os Portos Brancos Velhos Têm A Palavra

Os Vinhos do Porto Branco com idade ou velhos, como queiramos dizer, são símbolos do Douro vinhateiro em toda a sua essência, mostrando-se únicos, plenos de autenticidade, história, singularidade e atingindo a eternidade. Talvez pelas minhas raízes familiares estarem ligadas ao Douro recordo-me desde sempre da existência do Porto Branco, havia sempre uma garrafinha lá por casa, fosse ele o mais doce ou o mais seco, mas havia sempre por lá uma ou outra garrafa. Bebia-se sem mais nada adicionado e à temperatura ambiente da adega que, mesmo em dias de inferno, eram sempre bem frescas.
Todavia, ainda causa muita surpresa no consumidor de vinho a existência do Porto Branco. Conhecem e reconhecem o valor aos Vintage, LBVs, Colheitas, Tawnys e mais não sei o quê, mas quando se fala do Branco por vezes até se pensa que é uma invenção.
Estranho ou talvez não, a verdade é que actualmente continua a ser maioritariamente divulgado apenas e só pelo seu potencial enquanto jovem e para se juntar a uma água tónica, limão e um dose de gelo a gosto e os que envelhecem têm sido sempre um pouco esquecidos quando comparados com as restantes categorias.
No final de 2018, a poucos dias do Dia de Natal, Paulo Cruz, dono do Bar do Binho e um dos poucos Port Educator Certified  ainda existentes em todo o mundo, organizou a Masterclass Old & Rare White Ports em Seteais e conseguiu deixar todos os que participaram a repensar o Vinho do Porto Branco.

Nos nossos copos começaram a cair os néctares. O ar da sala tornou-se ainda mais respirável tal magnificência dos aromas que em pouco tempo tomaram conta da mesma. Visualmente de tonalidade âmbar, com maior ou menor intensidade, de aspecto limpo e cativantes ao olhar.
No nariz viajou-se pelas notas de fruto seco, pela avelã, o pinhão e a noz, pelo fruto passa, do alperce e do figo seco, da uva passa, passando pelas notas de caramelo, de chocolate e de biscoito de manteiga, notas mais citrinas, de casca de laranja, resinas, passando pelo mel, pelo melaço, caramba! Uma viagem sensorial do caraças!
Quando na boca não foi possível evitar, de quando em vez, fechar os olhos. A volúpia deste vinhos é encantadora. Macios e aveludados, envolventes, de equilíbrio notável, doçura harmoniosa, um sem fim de boca. Andamos muito distraídos.
Kopke 50 Anos Dry Old White, Rozés 1968 Dry Old White Golden, Palmer 1962 Old White, Quinta da Devessa 1970 Old White, Vista Alegre 40 Anos Old White, Vasques de Carvalho VV Old White, Andresen 40 Anos Old White, Dalva 1963 Old White Golden, Quinta Levandeira Very Old White (50 anos), Rozés 1940 Old White Golden, Quinta das Lamelas 60 Anos 4 Gerações e Quinta do Mourão 90 Anos Very Old White foram os vinhos que tivemos o privilégio de provar ou, direi melhor, de beber e conhecer. Não são vinhos para provar e cuspir, são antes vinhos para beber, para nos apaixonarmos e criarmos memórias em volta do vinho.

Também previsto no programa, um pequeno workshop, uma espécie de "how to make your own blend Vasques de Carvalho White Reserva", a partir de três lotes. Num primeiro lote, um Porto branco 2013/2014 do Baixo Corgo; segundo lote um 20 anos meio seco do Cima Corgo e num terceiro lote, um vinho velho matriz. Conduzidos pelo Jaime Costa embarcamos numa experiência enriquecedora e que podia ser mais vezes repetida em outras ocasiões. Mostrem-se os protagonistas.

A surpresa chegou numa caixinha pequena, mas também ela grande na ligação aos vinhos. Não sei como nasceu a ideia, mas parece que estou a imaginar o Paulo Cruz a falar com o Nuno Jorge da Cacao Di Vine: "- Nuno... apetece-me algo" e não foi preciso dizer mais nada.
Nuno Jorge preparou seis chocolates para harmonizar com seis dos vinhos escolhidos para a Masterclass. O de Yuzo e Shiso Green para o Kopke 50 Anos Dry Old White; o de Açafrão e Laranja para o Palmer 1962 Old White; o de Caramelo Salgado para o Vista Alegre 40 Anos Old White; o de Avelã e Framboesa com o Dalva 1963 Old White Golden; o de Sete Especiarias com o Rozés 1940 Old White Golden e o de Azeite e Alho Negro com o Quinta de Mourão 90 Anos Very Old White. Ligações para todos os paladares, todas elas vencedoras.

Com certeza que vale a pena arriscar. Sair da zona de conforto. Apostar no cavalo menos provável. O Vinho do Porto Branco mostrou aqui todo o seu potencial de envelhecimento, toda a sua qualidade e toda a sua singularidade. Para continuar.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Portuguese Wine Bloggers: Visita ao Porto: Andresen

Ainda continuando este magnifico dia no Porto, depois do almoço foi necessário ganhar forças para a visita programada à Andresen. Ponto de encontro, a Estação de Caminhos de Ferro de Gaia. Sempre a subir. Lá tivemos de largar uns euros e ir de táxi. à nossa espera estava Carlos Flores dos Santos, descendente de Albino Pereira dos Santos, que no ano de 1942 havia comprado a Jann Hinrich Andresen a Andresen Porto. Após alguns minutos a aguardar que todo o grupo chegasse, partimos então para a Andresen.No primeiro momento da visita fomos conhecer toda a linha de produção, exceptuando a parte da vinha, desta grande empresa. Desde a simples báscula de pesagem até à maior da barricas na Adega tudo foi visto e explicado ao pormenor. Em primeiro lugar o espaço onde o vinho é engarrafado, rotulado, pesado, embalado e guardado em armazém. Esta a zona de construção mais recente que iríamos ver. Depois passamos à Adega propriamente dita. O local onde as barricas moldavam a paisagem.Barricas e grandes balseiros mostravam-se imponentes, silenciosos, frios e com tanta história para contar. Daqueles locais que já viram muito. Seguimos para a oficina de tanoaria própria da Andresen. Parecia que tínhamos viajado em alguma espécie de máquina do tempo. As ferramentas artesanais, o cheiro, o ambiente, tudo nos fez voltar no tempo. Por último, o local de lavagem das barricas. Também com direito a viagem no tempo. O aspecto artesanal do Vinho do Porto está bem enraizado na Andresen.A visita foi longa e quando passamos para o momento da prova já Álvaro Van Zeller nos aguardava com tudo pronto para mais um momento que ficará na nossa memória. Foram colocados à nossa disposição os seguintes vinhos:
Andresen Colheita 1997
Andresen Colheita 1995
Andresen Colheita 1992
Andresen Colheita 1991
Andresen Vintage 2007
Andresen Branco Datado 1o anos
Andresen Branco Datado 2o anos
Andresen Vintage 2008
Andresen Colheita 1982
Andresen Colheita 1980
Andresen Colheita 1975
Andresen Colheita 1968
Andresen Colheita 1910
Todos eles especiais, mas a minha preferência para o Andresen Colheita 1968 e o Andresen Colheita 1910. O primeiro com um conjunto aromático de excelência, com um equilíbrio irrepreensivel, um conjunto de boca harmonioso e com um nivel de acidez distinto. O segundo, a deixar-me completamente pasmado. Grande Porto. Quer a nível aromático, quer na boca tudo com notável sentido de correcção, equilíbrio e frescura. um Porto de 1910 e ainda com este vigor, muito gordo, meloso e um final interminável.O meu muito obrigado à Andresen, ao Carlos Flores dos Santos e ao Álvaro Van Zeller pela tarde magnifica que nos proporcionaram.