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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Real Companhia Velha | Quinta das Carvalhas e os Vinhos da Quinta dos Aciprestes

A Quinta das Carvalhas marca de forma espectacular a paisagem na encosta da margem esquerda do Rio Douro, no Pinhão, com as manchas de hectares de vinha intercaladas por frondosas florestas, zona de mato e olivais centenários.
 
Junto ao Rio, cá mesmo em baixo, da casa ainda hoje ocupada pela familia, vislumbra-se uma estrada contorcida, encosta acima, quase a pico, por entre vegetação, arvoredo e vinha, até à bem conhecida Casa Redonda onde, a 550 metros de altitude, é possivel dsfrutar de um vista panoramica sem igual sobre a região. Completamente sem plavras o momento do por do sol.

O potencial da Quinta das Carvalhas extende-se para além da simples produção de vinho podendo o visitante fazer passeios pedestres ou experimentar o programa de birdwatching, para além das expectáveis provas de vinho, visitas à vinha ou, simplesmente, à compra de vinho na loja da Quinta.

Este foi o momento para conhecer melhor a Quinta das Carvalhas junto ao Rio Douro com um almoço na casa da família com uma vista deslumbrante sobre o rio e com a oportunidade de provar, ou direi, beber alguns vinhos produzidos pela Real Companhia Velha na Quinta dos Aciprestes.

Com os olhos na paisagem do Douro na nossa frente, junto à piscina, tempo para degustar algumas delicias regionais com um vinho da gama Séries. Nesta linha de vinhos, a Real Companhia Velha representa a paixão pela inovação e pela procura de novos vinhos, explorando diferentes castas, técnicas e abordagens que sejam possíveis de abordar de forma comercial dependendo do resultado da experiência.

SÉRIES ARINTO 2012 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP 14€
ARINTO
REAL COMPANHIA VELHA
Cor amarelo citrino, aspecto jovem e límpido. Limpo no nariz, fruta citrina, mineralidade e frescura. Boca com acidez estabilizada, com ligeiro untuoso, dimensão de boca e com bastante versatilidade para a mesa. Um Arinto diferente, muito interessante e com apenas 1150 garrafas. Uma pena. Na minha opinião a passar para a gama mais comercial.

Depois, já à mesa, tempo para três vinhos da Quinta dos Aciprestes que fora visitada durante a manhã. Com uma imagem mais limpa e recente e com vinhos mais quentes em relação aos até ao momento provados e com um Grande Reserva Sousão que me deixou encantado.

QUINTA DOS ACIPRESTES 2011 TINTO | DOURO | 14%| PVP 8€
REAL COMPANHIA VELHA
Cor rubi, intenso, violetas definidos e de aspecto limpo. Aromas cheios de fruta vermelha e preta silvestre madura, frescura e directo. Boca com taninos macios, sedosos, preparado para beber, cheio de fruta madura, fresco e com um final de boca extenso.

QUINTA DOS ACIPRESTES GRANDE RESERVA 2011 TINTO | DOURO | 14% | PVP 38€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA
REAL COMPANHIA VELHA
Cor rubi, intenso, concentrado, com nuances violeta e aspecto limpo. Grande intensidade e complexidade aromática, fruta preta silvestre bem ligada com elegantes notas florais, com a madeira bem incorporada, baunilhados, algum toffee e cheio de frescura. Na boca não desilude. Encorpado e complexo, macio, aveludado, cheio de fruta vermelha e preta madura, com um final de boca poderoso. Um vinho que não é produzido todos os anos, apenas naqueles em que lhe é reconhecida qualidade suficiente para ser um Grande Reserva.

QUINTA DOS ACIPRESTES GRANDE RESERVA SOUSÃO 2011 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 40€
SOUSÃO
REAL COMPANHIA VELHA
O vinho que neste almoço me encantou. De cor retinta, concentrado e opaco, com um violeta carregado, cheio de expressão visual. No nariz é daqueles pelo qual nos apaixonamos e nos apetece perder algum tempo nesta fase. Aromaticamente intenso e complexo, com uma fruta vermelha e preta bem presente e viva, a mostrar-se fresca, caixa de charuto, cacau, tosta levemente baunilhada e com grande frescura. Vai mexendo conforme o tempo passa. Na boca é um vinho que arrebata, cheio, com taninos seguros, marcados, com a fruta ainda cheia de vida, harmonioso com as partes e com um final que parece não terminar. Um portento à mesa.

ROYAL OPORTO 20 YEARS OLD TAWNY PORT | 20% | PVP  40€
REAL COMPANHIA VELHA
18  
No final, para acompanhar a sobremesa e uns dedos de conversa, não poderia faltar um Porto. Um 20 anos cheio de personalidade. Cheio de estrutura, elegância, com destaque para os aromas a frutos secos, algum cacau, a mostrar já algumas notas mais meladas e de evolução que tanto se gosta. Excelente opção nesta gama.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Real Companhia Velha | Um Almoço Com História

Caves da Real Companhia Velha em Gaia. Inicio perfeito para uma Tour pelo mundo da Real Companhia Velha num fim-de-semana onde conhecer esta casa histórica na produção de vinho em Portugal não faria sentido sem conhecer a sua história mais afastada.

Após uma breve passagem pela sala das barricas para escolha do vinho de sobremesa do almoço e de degustar umas perfeitas ostras com o Sauvignon Blanc a preceito deste produtor, momento para, no Salão Nobre contíguo à Sala de Eventos, desfrutar de um almoço com uma ementa já com história na companhia de Pedro Silva Reis (Filho), Pedro Silva Reis e Jorge Moreira. 
O aperitivo foi em ligação com o mais recente vinho espumante da Real Companhia Velha. A ligar com a conversa, com o momento e com cada bocadinho picado.


REAL COMPANHIA VELHA ESPUMANTE CHARDONNAY & PINOT NOIR 2012 | DOURO | 12,5 % | PVP 22€
CHARDONNAY, PINOT NOIR
REAL COMPANHIA VELHA
Cor amarelo citrino, definido e de aspecto límpido. Bolha fina e persistente, espuma leve e envolvente, com aromas finos, notas marmelo, fermento, brioche, pão a levedar, muita delicadeza no nariz. Na boca surge com boa acidez, seco, mas com muita elegância, a limpar, com bom comprimento.

Os famosos Filetes de Pescada com Salada Russa juntaram-se ao primeiro branco da refeição. Filetes no ponto para o Evel que mostrou ser um parceiro à altura.
EVEL XXI 2013 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP 11€
VIOSINHO,  ARINTO, RABIGATO
REAL COMPANHIA VELHA
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aberto, de aspecto límpido. No nariz os frutos citrinos dizem presente, mineral, com muita frescura e directo. Na boca acidez estaladiça,  vivaz,  sumarento,  com ligeira untuosidade e bom corpo. Final de boca extenso e fresco.
Dois tintos para o Rosbife com Batata Palha. qual o mais indicado? Votaria no Centenário como o mais pronto no momento, mas sem dúvida que o Celebration me mostrou mais futuro e expectativa.
EVEL XXI CENTENÁRIO 2011 TINTO | DOURO | 14,5% | PVP 40€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
REAL COMPANHIA VELHA
Cor rubi, tonalidades violeta, intenso e concentrado, aspecto limpo.  Aromas intensos, frutos vermelhos e pretos, amoras silvestres maduras, ligeira tosta num perfil fresco. Na boca surge pujante,  cheio de garra, com muita fruta, profundo e final longo. Chama a comida.
QUINTA DE CIDRÔ CELEBRATION 2010 TINTO | DOURO | % | PVP 40€
TOURIGA NACIONAL, CABERNET SAUVIGNON
REAL COMPANHIA VELHA
Cor rubi, intenso, concentrado. Aromas ainda mais contidos,  com fruta preta madura,  traço vegetal, especiado e com a barrica muito bem integrada. Boca austera,  com muito ano pela frente, equilibrado e com estrutura.  Corpulento,  estruturado. Final portentoso.

Na sobrema, com o Porto Vintage, o Bolo de Chocolate tinha de marcar presença.
REAL COMPANHIA VELHA PORTO VINTAGE 2012 | 20% | PVP 50€
Cor vermelhão retinto, opaco e fechado. No nariz a fruta vermelha e preta madura de forma expressiva,  especiarias, pimenta vermelha. Boca cheia,  gulosa,  mastigável,  com notas de cacau, profundo.

domingo, 3 de maio de 2015

Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc 2014 Branco

QUINTA DE CIDRÔ SAUVIGNON BLANC 2014 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP  12€
SAUVIGNON BLANC
REAL COMPANHIA VELHA
87 / 100

Momento pré-almoço, descontracção, informalidade e ostras frescas para acompanhar a conversa. Sobre a mesa o vinho que iria acompanhar esta delicia. O Sauvignon Blanc da colheita mais recente da Quinta de Cidrô. Uma escolha que acertou no alvo. Perfeita harmonização. Ainda com cor muito jovial, citrino e de matizes levemente esverdeadas, começou a conquistar pelo seu aroma fresco. Nariz cheio de elegância, notas vegetais, citrino, com toque mineral e muita frescura. Na boca está sumarento, citrino, muita toranja, tangerina com acidez equilibrada, a secar o palato, muito versátil. Mineral, fresco e final de boca longo. Maravilhoso com as ostras.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Real Companhia Velha | Royal Oporto Colheita 1867, 1900 ou 1931?

A Real Companhia Velha não necessita de longas apresentações. Praticamente todos nós tivemos contacto com pelo menos um vinho produzido por esta empresa histórica. Os seus 259 anos de vida fazem dela a mais antiga e emblemática empresa produtora de Vinhos em Portugal em actividade sem interrupção e daí o atravessar de gerações até hoje ser uma linha contínua com a qual nos habituamos a viver.

Todavia, não é de história que vos quero falar, mas sim da Real Companhia Velha de hoje. De um fim-de-semana memorável, que etiquetei como Real Companhia Wine Tour 2015, e onde tive a oportunidade de conhecer, de fio a pavio, não só o seu passado, como o presente e o que se pretende para o futuro.

Inicio de tour em Vila Nova de Gaia, nas Caves da Real Companhia Velha, com uma pequena surpresa preparada logo para se perceber como iriam ser os próximos dias. O desafio era escolher o vinho que seria servido com a sobremesa do almoço que nos esperava. Tarefa fácil diriam alguns, mas a escolha teria de ser feita entre três opções a provar directamente do "casco":  Royal Oporto Colheita de 1867, 1900 e 1931.

Pensei em fechar os olhos e sussurrar a minha opinião. Preferia continuar com eles bem abertos, aliás, todos os sentidos bem ligados, pois estava perante um momento singular que teria de aproveitar a cada segundo.
Três colheitas divinais a mostrar todo o potencial desta casa neste tipo de vinho do Porto. A escolha recaiu sobre o 1900. No momento aquele no qual a maioria dos presentes votou como o mais pronto, equilibrado e com aquele algo mais que os outros.
Por mim levava uma garrafinha de cada e não se falava mais nisso.

terça-feira, 24 de março de 2015

Real Companhia Velha Séries Samarrinho 2013 Branco

REAL COMPANHIA VELHA SÉRIES SAMARRINHO 2013 BRANCO | DOURO | 13% | PVP  14€
SAMARRINHO
REAL COMPANHIA VELHA
88 / 100

A Real Companhia Velha tem na gama Séries o objectivo de apresentar vinhos de nicho, ensaios, procurando sempre experimentar e mostrar diferentes técnicas, castas ou abordagens que possam vir no futuro a mostrar-se como opções viáveis no âmbito comercial. De produção baixa, muito limitada e apenas para um ano de colheita nesta linha. A procura de novos vinhos e a paixão pela inovação são grandes motores para esta produção.
Assim, este branco da casta Samarrinho,-sim, Samarrinho-, surge como mais uma boa surpresa de apenas 858 garrafas e que promete ser alvo da procura de todo o consumidor de vinho mais atento. Uma casta desconhecida para mim e que me encantou logo desde o inicio.
De cor amarelo citrino, limpo e com esverdadeados jovens. Surge no nariz perfumado, adivinhando-se aos poucos um ligeiro petrolado, bem ligado com as notas de fruta citrina, uma ameixa branca madura, algum alperce passa e mesmo mel. Boca com uma acidez estaladiça, completamente seco, mas com notas adocicadas provenientes da própria casta após evolução na garrafa. Que boca. As possibilidades à mesa são muitas e diversas. A guarda por mais uns anos aconselha-se sem qualquer dúvida. A aposta nesta casta para o futuro pela Real Companhia Velha obrigatória.