quarta-feira, 13 de março de 2024

Quinta da Alorna Reserva das Pedras 2017 Tinto

QUINTA DA ALORNA RESERVA DAS PEDRAS 2017 TINTO | TEJO | 13% | PVP  19 €
CASTELÃO
QUINTA DA ALORNA VINHOS, LDA
17,5

Os vinhos da gama Reserva das Pedras nascem de vinhas velhas, plantadas em 1986, na zona da Charneca (um dos três terroirs característicos da Região do Tejo, é um solo arenoso, de textura leve e granulosa, composto em grande parte por areia e argila, muito pobre e que não retém a humidade).
Este 100% Castelão é filho deste terroir, revelando perfil elegante, fresco e expressando a relação de equilibrio com o mesmo. Arestas polidas por alguns anos de descanso em garrafa mostram-no mais domesticado, prazeroso e de enorme presença à mesa com carnes vermelhas bem condimentadas ou com o nosso fiel bacalhau. 
Cor vermelho intenso e luminoso, tonalidade granada, média concentração, límpido e de aparência jovem. Elegante no plano aromático, revelando a fruta vermelha madura, cereja, fruto de bago, barrica bem ligada, algum cacau e mentolados em fundo, boa especiaria, bouquet ligado. Volumoso de boca, com estrutura, texturado, revelando ainda assim uma leveza e frescura que surpreende, acidez bem medida, prolongada e em tensão, fruta bonita, tanino polido, continuando a sentir-se a presença mentolada e fresca também neste plano, terminando longo e persistente.

terça-feira, 12 de março de 2024

Guelra - O Mar Servido à Mesa

O Guelra abriu portas há relativamente pouco tempo em Lisboa, no número 35 da Rua de Belém, apresentando-se como um espaço de cozinha de autor, criativa, mediterrânica e contemporânea, que serve um menu diferenciador exclusivamente de peixe e marisco. Não é uma marisqueira e também não é o típico restaurante com os mais variados tipos de  peixe grelhado, é acima de tudo Mar, produto fresco e de qualidade, juntando-lhe um pitada especial de dedicação e paixão pelo processo criativo em redor de cada prato. 
O lema da casa revela-se logo à entrada, em letras garrafais, onde somos levados a ler OCEAN TO TABLE, ou seja, do Oceano para a Mesa, e não somos enganados em nenhum momento. 
Ao leme, na cozinha, somos levados pelo chef Manuel Barreto e ao seu lado, na sala e no serviço de vinhos, o Diogo Machado num árduo trabalho conjunto onde ambos se unem para encontrar os melhores pairings.
A decoração veste-se em tonalidade marítima, azul e branco, motivos nauticos, à entrada o bar que parece a proa de um barco, muito mar e ainda nem nos sentamos à mesa. No piso de entrada temos lugares ao balcão e a esplanada num registo mais descontraído e informal, enquanto que no primeiro andar, embora também bastante informal, o tradicional setup de mesas tenha sido o escolhido para conhecermos um pouco acerca da oferta da casa.
O menu, sabiamente dividido por entradas, para partilhar e pratos principais, dá primazia à partilha. O intuito é navegarmos acompanhados e desfrutar da viagem em boa companhia.

Na mesa esperava já o couvert composto por uma seleção de pão, entre os quais um brioche japonês e um pão de fermentação lenta, um paté de sardinha feito na casa e azeite. Bem composto, com o paté a pecar por ser pouco para a delícia que estava.
Começamos então pelas entradas, ainda não em modo partilha, mas unitárias. O destaque, nesta primeira fase, vai para o Bacalhau³ (ao cubo) com a Brandade, os sames e as línguas do fiel amigo a proporcionar momento crocante e salino. Tudo é bacalhau e é delicioso; a Tostada de Camarão, já a chamar pela sul americana tortilha de milho azul, com o molho romesco e o ponzu a fazer vibrar o conjunto; e as inovadoras Fish Wings a fazer lembrar um fast food bem apreciado aqui em modo Boca Negra e molho tártaro. Viciantes e cheias de sabor. 

Já a saltar para os momentos partilha, chega à mesa o Tártaro de Atum com maçã verde, aipo alho negro e pitada de wasabi e as coloridas "Nadadeiras" de Alfonsim que mostraram, mais uma vez, o poder criativo da cozinha em apresentar o peixe, cheio de sabor e com novas abordagens.

A experiência já estava a correr muito bem, mas a fasquia estava prestes a subir e desfrutarmos de quatro momentos obrigatórios numa próxima visita, alguns até mesmo em qualquer que seja a visita. 
A começar pela intensidade e sabor do Alfonsim e Gamba da Costa, numa interpretação da moquequa de peixe e camarão,que apetece passar o pão até limpar por completo o prato; depois, o Ensopado de Borrego do Mar, que nos leva ao engano pelo nome, mas que nos faz duvidar dos ingredientes pela complexidade e sabor da Lula, glaciada e grelhada, da tempura de polvo e do caldo de peixe com enchidos (aqui a única carne); com a Moreia Frita chegamos ao momento "Pára tudo!", resmas de tigelas disto. Um verdadeiro torresmo do mar. Estaladiço, salgado o suficiente, viciante; por último, a interpretação da japonesa Katsu Sando, com Atum, perfeito para a pausa a meio da tarde ou como paragem estratégica ao balcão antes de ir aproveitar as noites mais longas  

Para um final doce, um trio que convence, apostando também na experiência de mundo e vertente criativa da cozinha. Vieram as três para a mesa ao mesmo tempo e pudemos pudemos provar  cada uma delas numa primeira fase de reconhecimento e depois dedicarmos atenção àquelas que mais gostámos.
À Tarte de Queijo com Praline de Amendoin e Rebentos de lemon ball, de textura cremosa, sabores intensos e garantia de conforto, seguiu-se seguiu-se o Pudim de Ameixa em diversas texturas e temperaturas, mais fresco e para os amantes dos frutos vermelhos. aliado ao Chocolate branco. O Creme de Arroz Doce com Telha de Arroz Frita, Toffee de Canela e Raspa de Limão ficou para o final e trouxe recordações de momentos bem passados, enquanto miúdo, com uma tigela do arroz doce tradicional na mão. Aqui em várias texturas. Muito bem conseguida.

Final perfeito para uma viagem gastronómica sofisticada e focada essencialmente no sabor, na qual os ingredientes mais frescos, fizeram o par perfeito com a gastronomia contemporânea e criativa. Diz o ditado que "Há mar e mar, há ir e voltar" e também aqui há muito mar, já cá estivemos e temos de voltar.

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GUELRA - OCEAN TO TABLE

Tipo de Cozinha: Peixe, Marisco, Partilha
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Público (Pago e não Pago)
Preço médio sem bebidas: 30€
Horários: Terça-feira a Domingo das 12:00h às 23:00h. Segunda-feira encerrado
 
Morada: Rua de Belém nº 35,
               1300-085 LISBOA
         
Telefone:  +351 939 002 081
Mail: reservas@guelraott.com
Na net: Guelra

segunda-feira, 11 de março de 2024

São Luiz Colheita 2022 Branco

SÃO LUIZ COLHEITA 2022 BRANCO | DOURO | 13% | PVP  6,75€
ARINTO, VIOSINHO, GOUVEIO, RABIGATO
SOGEVINUS FINE WINES, SA
15,5
 
Este colheita continua a mostrar um perfil feito de elegância, boa fruta, acidez afinada e com grande versatilidade na hora de se beber. Naturalmente prefere o peixe branco bem tratado ou o marisco cozido, revelando ser também escolhav adequada para pratos de carnes brancas e entradas mais compostas e desafiantes.
Cor amarelo citrino de média intensidade, tonalidade esverdeada, luminoso, aspecto límpido e jovem. Plano aromático elegante, mostrando fruto de caroço, polpa branca e alguma amarela, citrino evidente e fresco, pitada floral,  num registo muito directo e pronto. Impressiona mais na prova de boca, alguma cremosidade e volume, acidez bem medida, acídula e salivante, fruta sumarenta, conjunto harmonioso e fresco, com final de boca longo.

domingo, 10 de março de 2024

Regueiro Primitivo 2022 Branco

REGUEIRO PRIMITIVO 2022 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP  14,90€
ALVARINHO
QUINTA DO REGUEIRO - PRODUTOR DE ALVARINHO DE MELGAÇO, LDA
17,5

Branco da região dos Vinhos Verdes, sub-região Monção e Melgaço, que brilha desde o momento que sai cada nova colheita, como mostra um generoso potencial de envelhecimento, podendo à mesa, de acordo com a sua idade, fazer companhia  a pratos tão diversos como o peixe grelhado e o marisco cozido, como indo até à mão de vaca com grão de bico, ao peixe assado no forno ou mesmo com  queijos de pasta mole.  
Cor amarelo citrino, tonalidade palha e leves esverdeados, aspecto límpido e jovem. Elegante no plano aromático, revela um casamento feliz entre a fruta citrina fresca, tangerina, laranja e toranja, e as notas salinas, a pedra lascada e ligeira pitada de flor branca. Boca com volume médio, alguma untuosidade, textura macia, com a acidez crocante como aliada, citrica, precisa, sumarenta e de nervo pulsante, terminando longo e persistente.

sábado, 9 de março de 2024

Baías e Enseadas Castelão 2018 Tinto

BAÍAS E ENSEADAS CASTELÃO 2018 TINTO | LISBOA | 11,5% | PVP  19€
CASTELÃO
BAÍAS E ENSEADAS, LDA
17,5

Os anos de guarda fizeram-lhe bem. Se não se olhar para a cor, com leve tonalidade mais tijolo a dar nota de algum tempo, nem nos damos conta desse descanso prolongado. Alegre de fruta, vivaço, salino em fundo a envolver o conjunto, bela secura e uma sensação de conforto que nos faz querer beber mais.  Belíssimo Castelão.
Cor vermelho luminoso, média concentração, leve tonalidade casca de cebola, aspecto límpido. Plano aromático elegante, no qual as notas de fruta vermelha madura se juntam às notas maritimas em fundo, pitada de barrica completamente integrada e especiados finos, exóticos,  conjunto equilibrado e fresco. Boca de médio volume, mais leve e aberto, textura macia, acidez no ponto, leve secura mais duradoura, nuance vegetal, tanino polido e pronto, com final de boca longo.