segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Reguengo de Melgaço 2015 Branco

REGUENGO DE MELGAÇO 2015 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP  9,80€
ALVARINHO
HOTEL DO REGUENGO DE MELGAÇO, SA
90 / 100

O Reguengo de Melgaço é um projecto de enoturismo que nasceu em 2001 com o objectivo de proporcionar uma experiência histórica e vinícola aos seus visitantes. Histórica porque a quinta possui um hotel rural, um solar do século XVI com cerca de 13 quartos disponíveis todo o ano e vinícola porque a quinta com os seus cerca de 9 ha, produz vinhos alvarinho de qualidade tendo de momento em mercado este Alvarinho e um Espumante Reserva Bruto também Alvarinho, ambos a 100%.
Cor amarelo citrino, límpido e brilhante. Revela no nariz o fruto tropical bem ladeado e casado com notas de maça verde, algum limonado, flores brancas e fresco mineral. Mostra-se fresco e com acidez acutilante de boca, seca agradavelmente o palato, pleno de fruta fresca e sumarenta, equilibrado e de final longo e fresco.
Uma boa opção a nível de Alvarinho e com boa polivalência à mesa.

sábado, 6 de agosto de 2016

Cabeça de Toiro | Vinhos & Comida na Academia dos Sabores

Qual a melhor forma de combinar vinhos e comida? O final de tarde começou com este questão em plena Academia dos Sabores da Vaqueiro em Lisboa. 
A marca Cabeça de Toiro, que produz vinhos da região Tejo e que deve o seu nome ao touro bravo, tradição na região do Ribatejo (Tejo), terra de planícies com abundância de sol, nas margens do rio Tejo e com um terroir de vinhos de qualidade há mais de 2000 anos veio ajudar a caminhar um pouco mais na direcção da resposta a esta questão.

Num desafio cheio de originalidade a Cabeça De Toiro propôs um Curso de Cozinha Vinhos & Comida, ideal para quem gosta de saborear um bom vinho e para quem gosta de aprender um pouco mais acerca das suas harmonias perfeitas com o vinho.

O curso, orientado pelo Chef Pedro Niny, contou com a presença do enólogo Carlos Eduardo que ao longo do jantar  dirigiu uma prova de vinhos Cabeça de Toiro, com destaque para a apresentação da grande novidade: o Cabeça de Toiro Rosé. 

CABEÇA DE TOIRO RESERVA 2015 ROSÉ | TEJO | 12,5% | PVP 4,99€
TOURIGA NACIONAL, SYRAH
ENOPORT UNITED WINES - CAVES VELHAS
87,5 / 100
Cor rosado claro, ligeiro salmonado, aspecto limpo e brilhante. Aroma com predominância do fruto vermelho maduro e fresco, notas de cereja, morango e framboesa num perfil fresco e sem ser maçador. Na boca mostra-se um rosé com boa acidez, alguma untuosidade que o torna mais cheio, muita fruta fresco, fresco e de final de boca longo. Sem dúvida uma boa escolha para juntar a peixe, marisco, pratos com alguma gordura e um sushi bem feito.

Foi também possível ficar a conhecer as novas colheitas das referências mais habituais da gama e mais conhecidas pelo consumidor. O Cabeça de Toiro reserva 2015 branco e o Cabeça de Toiro Reserva 2012 Tinto.

CABEÇA DE TOIRO RESERVA 2015 BRANCO | TEJO | 12,5% | PVP 5,49€
ARINTO, CHARDONNAY, SAUVIGNON BLANC
ENOPORT UNITED WINES - CAVES VELHAS
90 / 100
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto jovem e límpido. No nariz aromas a fruta tropical e fruta de polpa branca, ameixa e alperce, fresco e equilibrado. Boa estrutura de boca, acidez equilibrada num conjunto cheio de fruta fresca e de final persistente. A ligação ao prato de peixe funcionou em pleno.

CABEÇA DE TOIRO RESERVA 2012 TINTO | TEJO | 12,5% | PVP 4,99€
TOURIGA NACIONAL, CASTELÃO
ENOPORT UNITED WINES - CAVES VELHAS
90 / 100
Cor rubi intenso, com violetas bonitos, aspecto limpo. A fruta vermelha madura preenche as notas aromáticas, tostados leves, algum mentolado refrescante, fresco e envolvente. Mostra no palato a continuidade da boa fruta já revelada no nariz, taninos presentes, polidos e macios, todo ele de grande equilíbrio e pronto a beber. Final de boca fresco e persistente.
A carne será o seu casamento preferido, mas não teria problema de o juntar a algumas pizzas e pratos com mais leveza.

Os prato que acompanharam os vinhos foram: Tostas de Queijo Chévre com Azeitonas, Tomate Cherry e Mel com o Cabeça de Toiro Reserva 2015 Rosé; Tranches de Salmão em Crosta de Broa e Ervas com o Cabeça de Toiro Reserva 2015 Branco; Bife de Vitela com Legumes Estufados e Frutos Secos com o Cabeça de Toiro Reserva 2012 Tinto. A sobremesa, Tarte Folhada de Chocolate em Duas Texturas, fez ligação com um Moscatel de Setúbal também das Caves Velhas.
Ver mais fotografias aqui.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Papa Figos 2015 Branco

PAPA FIGOS 2015 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP  6,49€
RABIGATO, VIOSINHO, ARINTO, CÓDEGA, MOSCATEL
CASA FERREIRINHA - SOGRAPE VINHOS, SA
16

O Papa Figos, até há pouco tempo apenas existente como vinho tinto, tem agora a sua primeira colheita em branco. Confesso que era algo que esperava mais cedo ou mais tarde numa gama em que o tinto começava a saber a pouco e o mercado lhe pedia o seu natural par.
A "mão" do enólogo Luís Sottomayor fez então nascer este Papa Figos bastante atractivo, com bom equilíbrio aromático e um certo nervo de boca que lhe dá pernas para boa maridagem à mesa.
 Cor amarelo citrino com nuances esverdeadas, aspecto limpo e brilhante. Aromaticamente intenso, muita fruta tropical, fruta de polpa, pêssego, alperce, ameixa amarela, perfumado e com toque mineral. Boca com volume, surpreende, acidez vivaz, fruta tropical e algum citrino, com grande frescura e equilíbrio e com um final de boca longo.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Os Pequenos Rebentos de Márcio Lopes

Márcio Lopes, jovem enólogo e produtor de vinhos da região dos Vinhos Verdes, mais concretamente Monção e Melgaço, e mais recentemente também de vinhos do Douro, veio recentemente até Lisboa com o intuído de participar numa prova de Triátlo. 

A seguir a uma manhã que parecia de inverno, tendo passado pelo desgaste de passar por prova de natação, ciclismo e corrida, aproveitou para logo de seguida fazer uma prova de Triátlo dos seus vinhos. Uma vertical de Pequenos Rebentos e outras duas, mais pequenas, dos Douro Permitido e Proibido, provando ainda algumas referências sem rótulo e amostras de barrica.

Deixarei os Douro para outra publicação e lanço agora o foco de luz nos Alvarinho Pequenos Rebentos. 2011, 2012, 2013 e 2014 que mostraram, mais uma vez, todo o potencial de envelhecimento da casta Alvarinho, do potencial do próprio terroir que é a sub-região de vinhos verdes Monção e Melgaço, todo o bom trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no projecto Pequenos Rebentos e ainda todo o seu potencial e versatilidade de ligação à comida.
Ver mais fotos aqui.

PEQUENOS REBENTOS ALVARINHO 2014 BRANCO | VINHO VERDE | 13% | PVP 8,99€€
ALVARINHO
MÁRCIO LÍVIO DUARTE LOPES
17
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aspecto limpo. Aromas marcados pela casta, fruta citrina, maracujá, mineral e fresco. Boca com acidez citrina, sequinha, muito sumarento e limonado, mineral, recto e de final persistente. Muito jovem para poder mostrar todo o seu potencial.
PEQUENOS REBENTOS ALVARINHO 2013 BRANCO | VINHO VERDE | 13% | PVP 8,99€€
ALVARINHO
MÁRCIO LÍVIO DUARTE LOPES
17
Cor amarelo citrino, mais defindo que anterior, mas sem mostrar a sua idade. Limpo e brilhante. No aroma aparecem mais as notas de fruta amarela madura, de polpa e do maracujá aqui mais notado. Boca mais polida, mas sempre com aquele acidez firme e vincada que mostra a sua gana quando novo e o seu desejo de bem envelhecer.

PEQUENOS REBENTOS ALVARINHO 2012 BRANCO | 12,5% | PVP 8,99€€
ALVARINHO
MÁRCIO LÍVIO DUARTE LOPES
17,5
Cor amarelo citrino, definido, limpo. No nariz fruta amarela, madura, algum petrolado e sempre com notas de maracujá. Na boca está, para grande surpresa, mais novo que o 2013. Com mais vida, mais acidez, com secura acutilante, mais largo, untuoso e com um final longo. Grande evolução.

PEQUENOS REBENTOS ALVARINHO 2011 BRANCO | 13% | PVP 8,99€€
ALVARINHO
MÁRCIO LÍVIO DUARTE LOPES
17,5
Cor amarelo citrino, ainda com poucas notas de evolução, aspecto limpo. Aromas fresco, limonados, leve maracujá, mineral, muita frescura. Grande boca. O melhor. Parece juntar todos os outros no que têm de melhor. Mais direito na boca, menos volume e untuosidade, vivaz, equilibrado e com um final de boca que perdura perdura. Com direito a ficar mais algum tempo no descanso da garrafeira só pela curiosidade de ver no que ainda pode dar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Reguengos Garrafeira dos Sócios 2011 Tinto

REGUENGOS GARRAFEIRA DOS SÓCIOS 2011 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  15,90€
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA, TOURIGA NACIONAL
CARMIM
90 / 100

Os anos passaram até que voltasse a este vinho que me habituei a ver como um clássico alentejano. O último havia sido o da colheita de 2004 ainda com Castelão e Aragonês. Hoje só a Trincadeira ficou.
O Garrafeira dos Sócios nasceu em 1982 ano em que foi produzido o vinho que cerca de 3 anos mais tarde viria a dar origem ao primeiro Garrafeira do Alentejo. O principal objectivo de então seria poder oferecer aos associados da CARMIM um vinho que representasse o melhor de cada campanha. No entanto, logo no lançamento, foi comercializada uma pequena parte das garrafas produzidas. E ainda bem.
Cor rubi, média concentração e aspecto limpo. No nariz sobressaem os frutos pretos bem maduros, bem acompanhados por notas especiadas, algum chocolate, caixa de tabaco e com algum coco e baunilha em fundo. Mostra-se já com alguma evolução.
Boca corpulenta, que enche o palato, robusto e confirmando algumas características já notadas na parte aromática. Fruta madura, especiarias,algum cacau, coco ralado e baunilha, num conjunto equilibrado e com boa frescura e acidez. Termina longo e a dizer presente. Foi bom voltar.