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quinta-feira, 20 de julho de 2023

Messias Garrafeira 1980 Tinto

MESSIAS GARRAFEIRA 1980 TINTO | BAIRRADA | 11,5% | PVP  20€
BLEND CASTAS
SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL DOS VINHOS MESSIAS, SA
16,5

A extraordinária e marcante década de 80 começava e eu, sem ainda contar por anos de idade os dedos das duas mãos, pouco me interessava por vinho. Este, por seu lado, começa a nascer na vindima desse ano, sendo esta garrafa, que já se encontrava por cá desde os meus 17 anos de idade, foi agora finalmente aberta. O tempo passou por ele, marcou-lhe a tez, mas continua um Senhor vinho. À mesa foi a perna de borrego assada no forno que lhe fez companhia. Que bela ligação.
Cor vermelho luminoso, aberto, tonalidade casca de cebola, aspecto límpido aconselhando-se prévia decantação. Nariz com boas notas de evolução, fruta ainda bem presente com notas de ginja, algum erva aromática, bosque, turfa, eucalipto, respirante e fresco. Boca expressiva, cheia de vida, textura mastigável, macio ao toque, acidez vivaz, não esquecendo a fruta, mais reduzida, gastronómico, final de boca longo.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Casa de Saima Garrafeira 2015 Branco

CASA DE SAIMA GARRAFEIRA 2015 BRANCO | BAIRRADA | 13% | PVP  27,90€
BICAL, CERCEAL, MARIA GOMES, VINHA VELHA
GRAÇA MARIA DA SILVA MIRANDA
18

Vinhos pelos quais nos apaixonamos com uma facilidade desmedida. Arrebatam-nos, levam a que sejam bebidos em silêncio ou em euforia, não deixam de nos encantar mesmo com a passagem do tempo. Este é o primeiro Garrafeira branco da Casa de Saima. Os anos passaram muito devagar por aqui. Podemos esperar muito mais.
Cor amarelo citrino intenso, tonalidade esverdeada, aberto, aspecto límpido e ainda jovem. No nariz apresenta-se com elegância, com nota de fruta citrina madura e fresca numa primeira camada, seguindo-se outras com fruta de pomar e algum tropical, flores brancas, com carga salina evidente, sentimos o mar, barrica integrada, vivo e desafiante. Na boca não engana, é um garrafeira, com algum volume, ligeira untuosidade, mostrando acidez equilibrada, ainda assim a secar um pouco o palato, a puxar pela comida e com final de boca longo e sempre elegante. 
Ainda com anos e anos pela frente. Casou com diversos pratos a puxar pela sua frescura e acidez. A sardinha albardada não se queixou e muito menos o coelho frito na púcara e os ovos de codorniz com chouriço.

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Adega de Borba Garrafeira 2011 Tinto

ADEGA DE BORBA GARRAFEIRA 2011 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  22,90€
TRINCADEIRA, ARAGONEZ, ALICANTE BOUSCHET
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
17,5
 
Um vinho que surpreende, principalmente por uma frescura e elegância dificil de prever no Alentejo de Borba, mesmo sabendo dos seus solos potenciadores de frescura. É um 2011, e temos de pensar também nisso, mas cativa desde o primeiro momento e deixa-se beber com prazer. 
Cor vermelho de tonalidade granada, média concentração, lágrima chorosa e aspecto límpido. Grande complexidade no plano aromático, mostrando o fruto preto maduro num patamar de elegância e frescura elevado, acompanhando com notas de pasta de azeitona, leve cacau, fruto seco tostado, especiaria, balsâmico bem medido profundo e cativante, desafiante. Boca com estrutura e volume, textura mastigável, macio, acidez no ponto, ajustada na secura, assente, mais uma vez, na fruta de grande qualidade, fruto de baga e no tanino de qualidade, sedutor, num conjunto uno e com final de boca longo e prazeiroso. 
À mesa não deixe de o juntar a pratos de carne com complexidade, com vida, regional e sem medo do sabores.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

São Domingos Garrafeira 2011 Tinto

SÃO DOMINGOS GARRAFEIRA 2011 TINTO | BAIRRADA | 14,5% | PVP 20€
TOURIGA NACIONAL, CABERNET SAUVIGNON, MERLOT
CAVES DO SOLAR DE SÃO DOMINGOS, SA
17,5

A colheita de 2011 continua a ser considerada como uma das melhores de sempre na produção de vinho em Portugal e este vinho é apenas mais um exemplo disso mesmo. Aberto 10 anos depois continua novo e pujante, complexo tanto na parte aromática como na prova de boca, a fruta continua toda cá, a textura mostra-se como se o tempo não tivesse passado, está em grande forma e será para continuar assim por mais anos. Um Bairrada que sempre colheu as minhas preferências e que, por acaso, não tem a baga no seu blend.
Cor vermelha de tonalidade granada de média concentração, mais aberto no bordo do copo, aspecto límpido e ainda jovem. O plano aromática continua a ser marcado pela boa intensidade da fruta vermelha e preta, mais ameixa, amora silvestre, morango e cassis, com notas florais bem medidas, leve vegetal, terrosos refrescantes, um toque de hortelã da ribeira em fundo, curioso, elegante e fresco. Boca com volume de médio porte, estrutura equilibrada, macio e com textura mastigável, mostrando a fruta em bom plano, com um ligeiro travo mais doce do que o esperado, muito harmónico, cativante e com término de boca longo e persistente.
Somos obrigados a juntar-lhe comida. Seria um crime não o fazer. A maridagem fez-se com uma chanfana feita como reza a receita tradicional e não falhou.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2011 Branco

QUINTA DAS BÁGEIRAS GARRAFEIRA 2011 BRANCO | BAIRRADA | 14% | PVP  16€
MARIA GOMES, BICAL
MÁRIO SÉRGIO ALVES NUNO
17

Chegar a 2018, beber um vinho branco de 2011 e de imediato pensar que o dito está extremamente novo e a precisar de mais um tempinho de descanso na garrafa não é para todos. Os Garrafeira das Bágeiras são assim. Para guardar quando saem e para serem bebidas com o passar dos anos, longos anos.
Cor amarelo citrino, definido, ainda algumas nuances esverdeadas, aspecto jovem, límpido e brilhante. Aromas de fruta amarela madura e citrinos, toranja e tangerina, notando-se a barrica, presente mas encorporada, envolvente e fresco. Na boca mostra raça e juventude, vivaz, acidez a secar o palato,  fruta citrina, toranja, laranja amarga, equilibrado, com volume e untuosidade, corpo e largura.  Final de boca longo.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Quinta dos Roques Garrafeira 2008 Tinto

QUINTA DOS ROQUES GARRAFEIRA 2008 TINTO | DÃO | 13,5% | PVP  40€
TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO, TINTO CÃO, TINTA RORIZ
QUINTA DOS ROQUES, LDA
17,5

Cor vermelho intenso, concentrado, fechado no nùcleo, aspecto limpo, embora aconselhe uma decantação prévia. No nariz é bom encontrar o Dão, pleno de frescura, de notas de bosque, alguma turfa, pinheiro, resina, com envolvente balsâmica, leve nota baunilhada e algum cacau, complexo. Boca volumosa, abraça o palato, com garra, mas também com uma elegância e frescura deliciosa. Final de boca longo, longo, longo.
Daqueles que ainda tem muitos e bons anos pela frente e que só tem a ganhar com mais um pouco de descanso.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Quinta das Bágeiras Garrafeira 2010 Branco

QUINTA DAS BÁGEIRAS GARRAFEIRA 2010 BRANCO | BAIRRADA | 13,5% | PVP  16€
MARIA GOMES, BICAL
MÁRIO SÉRGIO ALVES NUNO
17

São uvas provenientes de vinhas com mais de 75 anos de idade que compõem este branco bairradino vinificado em bica aberta, que passa por antigos tonéis de madeira onde já ocorreram centenas de vinificações e que é engarrafado sem qualquer tipo de filtragem ou colagem.
Um grande branco de guarda conforme é prova este Garrafeira com cerca de 7 anos e com uma juventude e frescura que parece ser da colheita mais recente.
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto jovem, muito jovem para um branco já com alguns anos. No nariz notas de fruta amarela madura e citrinos, toranja e tangerina, ligeira nota de oxidação, perfil mineral, pedra lascada, fresco. Boca com uma vivacidade fabulosa, acidez acutilante, a secar o palato, a puxar saliva, com fruta citrina, toranja, laranja amarga, equilibrado, com volume e textura mordiscàvel. Final de boca longo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Reguengos Garrafeira dos Sócios 2011 Tinto

REGUENGOS GARRAFEIRA DOS SÓCIOS 2011 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  15,90€
ALICANTE BOUSCHET, TRINCADEIRA, TOURIGA NACIONAL
CARMIM
90 / 100

Os anos passaram até que voltasse a este vinho que me habituei a ver como um clássico alentejano. O último havia sido o da colheita de 2004 ainda com Castelão e Aragonês. Hoje só a Trincadeira ficou.
O Garrafeira dos Sócios nasceu em 1982 ano em que foi produzido o vinho que cerca de 3 anos mais tarde viria a dar origem ao primeiro Garrafeira do Alentejo. O principal objectivo de então seria poder oferecer aos associados da CARMIM um vinho que representasse o melhor de cada campanha. No entanto, logo no lançamento, foi comercializada uma pequena parte das garrafas produzidas. E ainda bem.
Cor rubi, média concentração e aspecto limpo. No nariz sobressaem os frutos pretos bem maduros, bem acompanhados por notas especiadas, algum chocolate, caixa de tabaco e com algum coco e baunilha em fundo. Mostra-se já com alguma evolução.
Boca corpulenta, que enche o palato, robusto e confirmando algumas características já notadas na parte aromática. Fruta madura, especiarias,algum cacau, coco ralado e baunilha, num conjunto equilibrado e com boa frescura e acidez. Termina longo e a dizer presente. Foi bom voltar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Casas Altas Garrafeira 2009 Tinto

CASAS ALTAS GARRAFEIRA 2009 TINTO | BEIRAS | 14% | PVP  9€
TOURIGA NACIONAL
JOSÉ MADEIRA AFONSO
89/ 100

Um Touriga Nacional das Beiras que não usa no rótulo esse chamariz. Imagem escura e simples, com uma certa elegância que não deixa de chamar a atenção. Representa um bom valor para a garrafeira ou para beber desde já, com um preço abaixo dos 10€ que faz dele uma boa escolha na sempre difícil relação qualidade-preço. De cor rubi fechada, concentrada e intensa. No plano aromático, as notas florais e de fruta vermelha e preta madura, destacam-se dos restantes aromas com o compõem. Um pouco fechado de início, onde a notas tostadas, boa especiarias e madeira aparecem bem colocadas e sem excessos. Talvez com mais algum tempo alguma madeira mais saliente ainda se incorpore melhor. Na boca está no ponto, vivaz, com taninos algo marcantes, adstringentes e ligeiramente secos. A fruta madura bem ligada com todo o perfil mais floral, completa-se nas notas que lhe chegam via estagio na barrica. Final longo e persistente.