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terça-feira, 25 de março de 2025

Adegamãe 221 2020 Branco

ADEGAMÃE 221 RESERVA 2020 BRANCO | IVV | 12% | PVP  30€
ALVARINHO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
18

Apenas a terceira vez que vê a luz do dia. Digo "apenas" porque é um vinho com o qual me apetece cruzar mais vezes, ir de encontro a ele assim de forma inesperada, ser surpreendido por um Alvarinho a quatro mãos, que se conhecem quase como se fossem pertença do mesmo corpo, embora à distância de duas regiões e terroirs distintos.
Depois de 2015 e 2017, eis que nos chega o 2020, mantendo o registo de superior qualidade com que também nos brindou na colheita anterior, num registo de complexidade, riqueza e ao msmo tempo elegância, um Alvarinho mais salgado, com a passagem por barrica a dar-me largura e curvas, acidez de rasgo, pronto para nos fazer companhia à mesa. Maridagem de luxo com uma mista de peixe frito do mar e um caldoso arroz de tomate.
Cor amarelo citrino de tonalidade palha, reflexos dourados, aspecto límpido, jovem e brilhante. Perfil aromático no qual a fruta citrina se mostra muito bem casada com fruta de pomar madura, num registo elegante e com a presença da barrica completamente integrada, com notas de cera de abelha, citronela, marca salina, pedra lascada, expressivo e desafiante. Vibrante na prova de boca, corpo mais cheio e textura macia, acidez vivaz, cheia de nervo, a compor o conjunto ao lado da fruta sumarenta e do salgado bem evidente, oferecendo boa secura, crocante, num conjunto uno, dando um prazer imenso a beber, terminando longo e persistente.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Adegamãe 221 2017 Branco

ADEGAMÃE 221 2017 BRANCO | IVV | 12,5% | PVP  25€
ALVARINHO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
18

O regresso de um vinho que nasceu para surpreender. Os enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes criaram, com a colheita de 2015, um vinho a partir de duas expressões distintas da casta Alvarinho. Vinhas de Monção e vinhas da região de Lisboa. Duas regiões, dois enólogos, um vinho. 
Esta segunda colheita está um patamar acima da anterior. Um branco de luxo que encanta já quem o quiser beber e que se assume como uma excelente opção de guarda.
Cor amarelo intenso de tonalidades douradas, aspecto límpido e brilhante. No nariz evidencia a fruta citrina com alguma evolução, casca de laranja, juntando-se a fruta amarela bem madura, notas de melaço, infusão de limão e mel, barrica completamente ligada, notas fumadas, revelando complexidade e riqueza. Na boca continua a dar prazer descobrir, com bom volume e estrutura, aliada a uma acidez vivaz, envolvente, com traço salino evidente e uma fruta citrina de grande qualidade, uma toranja muito afinada e fresca, afastando-se dos limonados, num conjunto harmonioso, com textura e com um final de boca longo e persistente. 
À mesa é um prato para sabores forte e receituário com alguma complexidade. Faço-lhe logo casamento com uma caldeirada de peixe ou uma cataplana de tamboril e marisco servido num restaurante aqui bem perto de minha casa.

sexta-feira, 31 de março de 2017

AdegaMãe 221 Alvarinho 2015 e a Lampreia by Anselmo Mendes

Duas regiões, dois enólogos, um vinho. Os enólogos Anselmo Mendes e Diogo Lopes criam um vinho a partir de duas expressões distintas da casta Alvarinho. A casta Alvarinho com origem em vinhas de Monção e outra com origem em vinhas da região de Lisboa.

Expressões diferentes da mesma casta que, apesar da distância entre as regiões onde nascem, mostram, no caso do Alvarinho de Monção, uma constante confirmação da elevada qualidade dos vinhos que dela resultam e, no caso do Alvarinho do terroir de Lisboa, um constante reconhecimento e afirmação do qualidade do vinho ali produzido.

ADEGAMÃE 221 2015 BRANCO | VINHO DE MESA | 12,5% | PVP 25€
ALVARINHO
ADEGAMÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17
Um blend 50/50 da casta Alvarinho de Monção e de Lisboa com fermentação independente em barricas de carvalho francês.
Cor amarelo citrino, aberto, esverdeados leves, aspecto limpo e brilhante. No nariz revela muita complexidade, desafiante, com citrinos, toranja definida, algum melaço e um aroma a pedra molhada, toque salino e envolvência fresca. Expressivo de boca, mostra-se ainda muito jovem, irreverente, com volume, mastigável, com a fruta citrina e de polpa amarela madura bem colocada, traço mineral, novamente algum salino, a mostrar futuro, potencial de guarda e com um final de boca duradouro.

Mas o nervosismo só começaria após a apresentação do vinho. A harmonização ia ser feita com a famosa lampreia. Um arroz de lampreia cozinhado pelo "Chef" Anselmo Mendes, que não teve qualquer dúvida ou receio em afirmar que este momento o deixava mais nervoso do que o lançamento do 221.

Lampreias fêmeas, limpas e preparadas a preceito, com saber familiar, que chega à mesa em fumegantes travessas. Com vinagre a gosto no momento, passou claramente o teste dos convivas pois, no final, nem lampreia, nem arroz. Parabéns também aqui pelo prato e pelos conselhos na preparação desta iguaria de terras minhotas.

A ligação 221 com a lampreia foi casamento abençoado. Muito equilibrado e sem haver um roubar de protagonismo quer de um lado quer do outro. O vinho permite que toda a complexidade do prato seja muito bem incorporada pelos sentidos e nos faça continuar no vinho e no prato sem haja enfado.