domingo, 19 de abril de 2015

Fuga 2010 Tinto

FUGA 2010 TINTO | DÃO | 14% | PVP  4,49€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, JAEN
O ABRIGO DA PASSARELLA, LDA
80 / 100

Regresso a este Fuga que sem dúvida mostra que não devemos fugir dele. Agora em 2015, peguei neste vinho de 2010, e fui ver como estava. Continua bastante jovem. De cor rubi, vermelho bonito, aspecto limpo, parece que os anos não passaram por ele. No nariz, mais uma vez encontra-se bem. De aromas limpos, com boa intensidade, boa fruta, vermelha e preta e frescura. "Fugi" de imediato para a prova de boca. Equilibrado, boa fruta e a continuar fresco e jovem. De venda exclusiva nos supermercados Pingo Doce, para vender a baixo preço e para agradar ao consumidor. Por mim, "continua" aprovado.

sábado, 18 de abril de 2015

Pouca Roupa | O Novo Dress Code da João Portugal Ramos

A João Portugal Ramos apresentou um novo Dress Code para este verão que promete fazer furor tanto nos dias mais quentes como nos mais amenos. O nome é sugestivo e funciona por si só no objectivo do produtor e enólogo. O Pouca Roupa, nova gama de vinhos, em versão Rosé, Branco e tinto, mostra-se de forma simples, mas ousado, com look jovem, a funcionar como um desbloqueador de muitas conversas, a pedir praia, piscina e amigos.

Sem dúvida, o Pouca Roupa, nome que se deve ao Monte Alentejano onde se encontra a vinha que lhe dá a uva, está talhado para o consumidor mais jovem. Assim, não deixa de ser curioso que este seja o primeiro vinho que João Portugal Ramos desenvolve com o seu filho João Maria. Um vinho fácil de beber, criado em partilha com um Enólogo jovem e para um público jovem.

A apresentação decorreu no espaço Embaixada em Lisboa, no Restaurante Le Jardin, ambiente informal, descontraído, ideal para o momento.

POUCA ROUPA 2014 ROSÉ | ALENTEJO | 13% | PVP 3,99€
TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ, CABERNET SAUVIGNON
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
15
Cor rosada claro, nuances salmão, aspecto limpo. Aromas de média intensidade, fruta vermelha, traço vegetal leve e fresco. Na boca é leve, boa acidez, equilibrado, novamente cheio de frescura e directo. Perfeito para rosé de piscina, para inicio de conversa e para refrescar um momento.


POUCA ROUPA 2014 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 3,99€
VIOSINHO, SAUVIGNON BLANC, VERDELHO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
15,5
Cor citrina, nuances esverdeadas, de aspecto jovem e limpo. Nariz de aroma fresco, fruta exótica e citrino, ligeiro toque mineral e leve vegetal. Na boca com muita secura, acidez vivaz, com muita fruta e muito fresco. Bom comprimento de boca. A baixa graduação alcoólica destaca-o dos outros, mostra-se mais leve e de perfil mais consensual.

POUCA ROUPA 2014 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 3,99€
ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
15
Cor rubi, com violetas de média concentração, aspecto jovem e límpido. Aromaticamente intenso, com fruta vermelha, preta e azul, muita cereja, amora silvestre madura, envolvidos por um balsâmico e leve tostado proveniente da barrica. No boca apresenta-se polido, redondo, pronto a beber, com novo destaque para a fruta vermelha, bem colocada, com final de boca longo e persistente. Baixe-lhe a temperatura um pouco antes de servir.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

BSE 2014 Branco

BSE 2014 BRANCO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 12% | PVP  3,99€
ANTÃO VAZ, ARINTO, FERNÃO PIRES
JOSÉ MARIA DA FONSECA VINHOS, SA
79 / 100

Nova colheita, nova imagem o mesmo perfil e conceito que surgiu pela primeira vez em 1947. Leu bem. O BSE já é produzido pela José Maria da Fonseca desde esse longínquo ano. Sem dúvida uma das marcas emblemáticas deste produtor e que apesar de ser um entrada de gama faz sempre nascer aquele sorriso de satisfação por o beber.
Nova imagem em linha com as últimas alterações do produtor. Imagem limpa, sóbria, fácil de fotografar com a câmera e com os olhos.
O vinho continua para se beber novo, com aquele aspecto amarelo citrino limpo e brilhante, aromas apetecíveis a fruta tropical, fruta de caroço e algum citrino, mineral e fresco. Na boca apresenta aquela secura que esperamos, cheio de fruta, equilibrado e com final médio, longo. É um Branco Seco Especial.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vinho de Colares Estrela em Jantar Vínico

O vinho de Colares subiu ao palanque em mais um jantar vínico promovido pela EPAV - Escola de Turismo de Colares, no Restaurante Sarrazola House em Colares.
A EPAV visa assim chamar à atenção para a produção vinícola de Colares, utilizando internamente nas suas acções de formação e na oferta para o público em geral exclusivamente vinhos da região onde se insere, neste caso, o vinho da Região de Colares.

Ao menu, composto por seis pratos e a cargo de seis chefes da escola,  juntaram-se os vinhos dos produtores de vinhos da região. Inicio, ainda em pé, acompanhando as  entradinhas /cocktail de boas-vindas, o Espumante Bruto Rosé 2009 da Fundação Stanley Ho, o primeiro espumante da região à base das castas Pinot Noir e Chardonnay.  Harmonisou com Charutos de Leitão de Negrais, Fofos de Polvo, Camarão Panado com Ervas e Esferificação de Colares do Chefe Bruno Gaspar.





De seguida, já à mesa, Lagostins com Gelificado de Citrinos e Consume do Mar do Chefe Pedro Duarte com o Colares Chitas 2011 Branco. Ligação bem conseguida com o Mar em fundo.

CHITAS COLARES RESERVA 2011 BRANCO | COLARES | 12% | PVP  12,5€
MALVASIA DE COLARES
ARC ANTÓNIO BERNARDINO PAULO DA SILVA
Cor amarelo definido, nuances palha dourada, aspecto limpo e jovem. Aromas pronunciados a mar, salino, notas de fruta de caroço, alguma fruta seca, toque mineral e fresco. Boca com untuosidade citrina, acidez estaladiça, mar, final longo.

O Filete de Salmonete sobre Mix de Legumes Baby e Batatinha Salteada com Ervas do Chefe João Diogo casou, e muito bem, com o Arenae Malvasia 201 Branco da Adega Regional de Colares.

ARENAE MALVASIA COLARES 2011 BRANCO | COLARES | 11,5% | PVP 11€
MALVASIA DE COLARES
ADEGA REGÎONAL DE COLARES, CRL
Cor amarelo citrino, definido, nuances esverdeadas, limpo. Nariz complexo, cheio de pequenas coisas que o tornam maior, floral, com notas de cera, com o salino do mar presente, algum mel, ameixa amarela, muita frescura. Na boca está sumptuoso, com fruta fresca, corpolento, com estrutura e cheio,  cheio de coisas boas. Enche a boca e chama sempre mais um bocadinho.

Com o primeiro prato de carne, o Cabrito no Forno com Migas de Grelos e Broa de Milho pelo Chefe Nuno Fontes, chegou o Collares Reserva tinto de 1969. Em excelente forma e à altura da complexidade deste prato.

COLLARES RESERVA 1969 TINTO | COLARES | 12% | PVP -€
RAMISCO
VIÚVA GOMES DA SILVA & FILHOS
Extraordinária a longevidade deste vinho. Ainda não se dá como vencido na cor, mostrando ainda concentração suficiente para enganar os mais atentos na sua idade. Com toda a carga aromática de um vinho com esta idade, limpo, sem traço de aromas estranhos e cheio de frescura. Na boca está ainda raçudo e vivaz. Continua por mais algum tempo.

O Pinot Noir do Casal Sta Maria 2012 segurou o Medalhão de Novilho com Risoto de Maçã Reineta e Lima do Chefe David Nova. Este ainda sem estar no mercado para a mostrar já toda a sua qualidade. Pinot na cor e na boca. Na nariz um pouco diferente, mais fresco, pitada de mar. Uma casta não tradicional de Colares a ser aqui bem tratada e a mostrar frutos.

A sobremesa brilhou. dá a provar Genoise de Maçã Reineta com redução de Casta Ramisco do Chefe Hugo Florentino muito bem conseguida e acompanhada por uma bebida/cocktail à base de maça Reineta.

Por fim, mais uma novidade, o Pastel de Tinto com Maça Reineta. Comeria uma dúzia em pouco tempo. Deliciosos e viciantes.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Real Companhia Velha | Royal Oporto Colheita 1867, 1900 ou 1931?

A Real Companhia Velha não necessita de longas apresentações. Praticamente todos nós tivemos contacto com pelo menos um vinho produzido por esta empresa histórica. Os seus 259 anos de vida fazem dela a mais antiga e emblemática empresa produtora de Vinhos em Portugal em actividade sem interrupção e daí o atravessar de gerações até hoje ser uma linha contínua com a qual nos habituamos a viver.

Todavia, não é de história que vos quero falar, mas sim da Real Companhia Velha de hoje. De um fim-de-semana memorável, que etiquetei como Real Companhia Wine Tour 2015, e onde tive a oportunidade de conhecer, de fio a pavio, não só o seu passado, como o presente e o que se pretende para o futuro.

Inicio de tour em Vila Nova de Gaia, nas Caves da Real Companhia Velha, com uma pequena surpresa preparada logo para se perceber como iriam ser os próximos dias. O desafio era escolher o vinho que seria servido com a sobremesa do almoço que nos esperava. Tarefa fácil diriam alguns, mas a escolha teria de ser feita entre três opções a provar directamente do "casco":  Royal Oporto Colheita de 1867, 1900 e 1931.

Pensei em fechar os olhos e sussurrar a minha opinião. Preferia continuar com eles bem abertos, aliás, todos os sentidos bem ligados, pois estava perante um momento singular que teria de aproveitar a cada segundo.
Três colheitas divinais a mostrar todo o potencial desta casa neste tipo de vinho do Porto. A escolha recaiu sobre o 1900. No momento aquele no qual a maioria dos presentes votou como o mais pronto, equilibrado e com aquele algo mais que os outros.
Por mim levava uma garrafinha de cada e não se falava mais nisso.