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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Arenae Clarete 2025 Tinto

ARENAE CLARETE 2025 TINTO | LISBOA | 11% | PVP  16,90€
RAMISCO, MOLAR
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
18

Há vinhos que quando nos chegam ao copo trazem consigo mais do que uma região, uma vinha com esta ou aquela particularidade ou esta e aquela casta: trazem também uma memória. O Arenae Clarete 2025 recupera uma antiga forma de fazer vinho em Colares, com a designação de “Monda”, quando a Molar, vindimada mais cedo, ajudava a suavizar a austeridade do Ramisco, e permitia obter vinhos mais leves e prontos a beber. Hoje, essa combinação regressa numa interpretação deliberadamente mais delicada, nascida das vinhas de areia e da influência atlântica, onde frescura, fruta e elegância se sobrepõem à extração e à estrutura. 

"O espanto é o princípio da filosofia."
Platão, Teeteto, 155d

Provei-o com particular entusiasmo e confesso que foi uma agradável surpresa, com a sua pitada de fora da caixa, uma verdadeira lufada de ar fresco até no que habitualmente se encontra vindo da Adega Regional de Colares. Um Clarete que olha para uma tradição praticamente esquecida para propor uma leitura diferente, mais descontraída e muito gastronómica, do terroir de Colares.
No fundo, um tinto perfeito para este verão mais quentinho — até aqui em Sintra —, que dá nova vida a uma antiga tradição dos agricultores e produtores de vinho desta região e que, à mesa, é assustadoramente bom.
Traga para companhia uma bela sardinhada, umas latinhas de conserva, a carne vermelha grelhada ou até o Leitão de Negrais sem abusar do molho.
São cerca de 1000 e poucas garrafas e eu já abasteci.
Cor vermelho rubi intenso, pouco concentrado, luminoso e brilhante, aspecto límpido e jovem. Plano aromático fresco e expressivo, com fruta vermelha de perfil delicado, cereja, romã e ginja, apontamentos florais bem medidos, subtil componente salina, com presença de pinhal, pinhão e leve componente vegetal que lhe acrescentam identidade, sem nunca perder elegância. Na boca é onde mais surpreende com um primeiro ataque de vivacidade, frescura e leveza,  para depois nos abraçar com uma acidez deliciosa que lhe dá tensão e energia, oferecendo a fruta bem definida e taninos finos, discretos e perfeitamente integrados, textura sedosa, embora trincável, sem o peso ou a concentração que normalmente associamos a um tinto, enquanto o final, fresco e persistente, confirma um vinho pensado mais para a elegância e para a mesa do que para a força. Longe de ser simples, um encontro feliz onde a austeridade potencial do Ramisco encontra na Molar a suavidade e a fruta necessárias para construir um conjunto muito equilibrado e surpreendentemente gastronómico.

sábado, 3 de julho de 2021

Serra da Lua Escolha 2018 Branco

SERRA DA LUA ESCOLHA 2018 BRANCO | LISBOA | 13,5% | PVP  4,25€
FERNÃO PIRES, CHARDONNAY, MALVASIA
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
16

Esta é uma novidade da Adega Regional de Colares que assim junta à sua gama Serra da Lua este Escolha num patamar um pouco mais acima do colheita. Acima de tudo é um branco que mostra bem a fruta bem fresca e elegante, com um volume de boca bem interessante e uma capacidade de maridagem com a comida diversificada. Abaixo dos 5€ é sem dúvida uma escolha a ter em conta.
Cor amarelo citrino de tonalidade pálida, esverdeados presentes, aspecto límpido e jovem. No nariz revela o seu perfil assente na fruta de caroço amarela, ameixa, alperce, pêssego, e na fruta citrina fresca, lima e toranja, que em conjunto proporcionam um bouquet equilibrado e apelativo Na boca mostra um volume de boca muito interessante, com toque aveludado e macio, aliado a uma acidez equilibradora, fresca, dando-nos uma fruta sumarenta a fresca, num conjunto uno e com término de boca longo.
A ligação natural ao peixe e marisco da nossa costa, tanto apenas cozido, como juntando-lhe mais complexidade como um peixe no forno ou uns mexilhões à pescador.  

domingo, 21 de junho de 2020

Arenae 2017 Branco

ARENAE 2017 BRANCO | COLARES | 12,5% | PVP  16€
MALVASIA DE COLARES
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
17

Mais uma vez o Arenae da Adega Regional de Colares foi meu companheiro numa visita a uma restaurante em Sintra. Foram duas as garrafas apesar da aparente surpresa do empregado de mesa em me ver escolher um vinho da região. Estando uma referência desta qualidade a 18€ na carta a escolha foi mais do que acertada até porque, em Roma temos de ser romanos.
Visulamente de cor amarelo citrino, intenso e definido, aspecto limpo e jovem. No nariz revela aormas de evidente salinidade e maresia, bem ligadas com notas de fruta de pomar, maça reineta, e frutos citrinos maduros e frescas, as notas marítimas acompanham a prova, com envolvência e frescura. Na prova de boca mostra volume interessante, acidez bem medida, com boa secura, a puxar por algo mais para mordiscar, fruta acídula, bem colocada, também aqui a fazer-se notar a presença do mar no terroir, com final de boca longo e persistente.
Os percebes nem estavam grande coisa, daí que o vinho tenho ficado com o protagonismo todo.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Colares 1973 Tinto

COLARES 1973 TINTO | COLARES | -% | PVP  12,70€
RAMÎSCO
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
15,5

Uma data especial cá por casa e de uma região também ela muito especial. Única. Como os seus vinhos. Este 1973 foi para o decante cerca de uma hora antes de ser bebido. Que diferença fez para o momento em que foi aberto.
Um vinho cuja cor denunciou logo a sua já avançada idade, mais pelas nuances acastanhadas e alaranjadas do que pela intensidade, alguma sujidade, normal, mas o decante resolveu. Aromas um pouco tolhidos de inicio, mas que foram abrindo com o passar do tempo. Notas mais terciárias, os cedros e a ginja continuam por cá. Na boca, mais expressivo do que no nariz, revela ainda estar bem vivo, bela acidez, alguma fruta, ginja com alguns anos e sem sensação alcoólica da mesma, fresco, ainda com bom comprimento de boca.
Tal e qual o aniversariante.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Arenae 2015 Branco

ARENAE 2015 BRANCO | COLARES | 12% | PVP  16,50€
MALVASIA DE COLARES
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
17

O terroir único de Colares dá origem a um branco também ele único. Fresco, elegante, com acidez acutilante e com o mar sempre presente.
Cor amarelo citrino, tonalidades palha seca, intenso e de aspecto limpo. Aromas onde se mostra a maça reineta, exuberante, casca da maça, muito frutado, com notas citrinas frescas, salinos evidentes, muita frescura, maresia, carácter mais oxidativo. Boa presença de boca, com volume médio, sequinho, acidez equilibrada, a mostrar perfil de colares, algo agridoce, longo e persistente.
Natural ligação à mesa com o que venha do Mar.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Chão Rijo 2016 Branco

CHÃO RIJO 2016 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP  3,49€
MALVASIA, GALEGO DOURADO, JAMPAL, FERNÃO PIRES
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
16

Cada vez mais considero este branco uma autêntica hidden Gem do nosso panorama vínico. Não porque esteja escondido ou se queira esconder, mas por continuamos a não querer encontrar um branco com grande frescura citrina, com notas a mar e grande leveza.
Cor amarelo citrino, definido, ligeiros esverdeados e aspecto limpo. Aromas citrinos plenos de frescura, limão, tangerina, casca de laranja, toque tropical, vertente marinha e mineral bem vincada. Na boca mostra algum corpo, ligeiro volume, fruta citrina fresca, muito equilibrado e fresco, com as notas de mar (tanto mar) bem integradas terminando longo.
A comprar.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Chão Rijo 2015 Tinto

CHÃO RIJO 2015 TINTO | LISBOA | 12,5% | PVP  3,99€
CASTELÃO, TINTA RORIZ
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
15,5

Este vinho vale cada euro pago por ele. Maioritariamente castelão e tinta roriz plantadas em Chão Rijo, expressão local para identificar os solos argilo-calcários da região de Colares, e a pouca distância da Costa Atlântica. Belo resultado.
Cor rubi intenso, com nuances violáceas, aspecto jovem e límpido. Nariz com fruta vermelha madura, alguma cereja, muito fresco, caruma, pinhas verdes, salino, perfil muito fresco. Boca com estrutura, bom corpo, com um perfil muito fresco, fruta vermelha em bom plano, acidez no ponto, conjunto equilibrado. Final de boca longo.
A colocar na lista dos vinhos para o dia-a-dia.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Chão Rijo 2014 Branco

CHÃO RIJO 2014 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP  3€
MALVASIA, GALEGO DOURADO, JAMPAL, FERNÃO PIRES
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
15,5

A Adega Regional de Colares produz este vinho a partir de uvas vindas de vinhas em solos argilo-calcários da região. As uvas não provêm das vinhas de solo de areia, mas recebem igualmente a influência dos ventos marítimos, salinos e frescos que marcam a sua presença por muitos quilómetros terra adentro.
Assim é com este branco de cor amarelo citrino intenso, reflexos esverdeados leves, aspecto limpo e brilhante. No nariz sobressaem os aromas a fruta citrina e alguma tropical, salinos frescos e pronunciados, traço mineral, frescura principalmente. Na boca demonstra muita leveza, acidez fina e equilibrada, com um belo mix de fruta citrina, maça verde, salinos e minerais. Final de boca persistente. Sem dúvida uma escolha a explorar sem medo ou receio.
À mesa junte-lhe o peixe, o marisco e os petiscos do mar. .

domingo, 29 de maio de 2016

Colares à Mesa, Colares no Copo

A iniciativa Colares à Mesa promovida pelo Tivoli Palácio de Seteais, no Restaurante Seteais, chegou este ano à sua IVª edição. Durante cerca de duas semanas é feito o convite para o prazer raro da cozinha regional portuguesa, a arte gastronómica do Tivoli Palácio de Seteais e a tradição vinícola de Colares.
Este ano uma ementa pelo Chef António Santos Escudeiro e um selecção de vinhos de Colares e Carcavelos do enólogo Aníbal Coutinho foram as estrelas do programa. Excelente promoção para o valor gastronómico da região de Sintra, vinhos de Colares e Carcavelos.

No almoço de apresentação da iniciativa, oportunidade também para provar as novidades nos vinhos de Colares com um pleno dos produtores desta pequena Grande região vinícola. Apesar do crescimento nos últimos anos de área de vinho e da produção de litros de vinho, existem apenas 20 ha de chão de areia, que tem direito à Denominação Colares; e 40 ha em chão rijo que é considerado vinho Regional Lisboa.  Este crescimento tem sido mais visível na plantação de Malvasia de Colares do que em Ramisco, o que mostra também uma tendência de aposta no vinho branco.
Os brancos foram também os primeiros a ser apresentados, com o tintos logo de seguida e a terminar um vinhos generoso de Carcavelos.

COLARES CHITAS 2012 BRANCO | COLARES | PVP 11€
MALVASIA DE COLARES, JAMPAL, GALEGO DOURADO, ARINTO, DONA BRANCA
ANTÓNIO BERNARDINO PAULO DA SILVA
88 / 100
Com 90% de Malvasia de Colares, elaborado eatravés do método de bica aberta e com fermentação controlada em depósitos de inox é um branco de cor amarelo citrino, media intensidade, limpo. Aromas muito florais, tropical e algum citrino, leve traço salino, quase salubre, alguma rocha, mineral. Boca segura, com estrutura, acidez equilibrada, notas de salinidade, com persistência final longa.

VIUVA GOMES 2012 BRANCO | COLARES | 11,5% | PVP 16€
MALVASIA DE COLARES
92 / 100
Com fermentação em inox, 6 meses em barrica usada e 4 anos em tonel de madeiras exóticas e é um vinho de cor amarelo citrino, definido, de media intensidade e com ligeiros palha dourados. Aromas muito definidos, notas de fruto tropical e citrino, sente-se o mar, o sal, algum iodo, o solo, cheio de frescura e complexidade. Na boca acidez limonada, ligeiro sal, mineral, seca o palato de forma progressiva e elegante, persistente, muito fino.

CASAL STA MARIA 2013 BRANCO | COLARES | 12% | PVP 30€
MALVASIA DE COLARES
92 / 100
Fermentação em barricas de segundo ano de carvalho francês, com battonage e estágio de 8 meses apresenta cor amarelo palha, mais definido, algum esverdeado, aspecto limpo. No nariz aromas onde a barrica ainda aparece com alguma evidência, com notas de baunilha acompanhadas pela fruta citrina e leve floral, com o mar também a aparecer num conjunto pleno de frescura. Na boca a barrica aparece integrada, com volume e textura,grande acidez, salgado, largo, volumoso, algum mel e com um final de boca longo e profundo. A crescer ainda.

FUNDACAO ORIENTE 2013 BRANCO | COLARES | 13,5% | PVP 12€
MALVASIA DE COLARES, ARINTO
QUINTA DAS VINHAS DE AREIA SOC AGRÍCOLA, LDA
88 / 100
Com 95% de Malvasia de Colares, fermentação e inox e estágio em borras finas é um branco de cor amarelo citrino, aberto, média intensidade e limpo. Aromas uma pouco mais florais, mais exuberante e mais adocicado. Muito perfumado. Boca com acidez equilibrada, frutado, muito citrino, com expressão de maresia, fruta branca e longo de final de boca.

MONTE CASCAS 2013 BRANCO | COLARES | 11,5% | PVP 60€
MALVASIA DE COLARES
92,5 / 100
De prensa manual e fermentação em barricas usadas de carvalho francês nasce este branco de cor amarelo citrino, definido, média intensidade e de aspecto limpo. Nariz onde a fruta e a madeira aparecem lado a lado, fruta branca madura bem presente, maça reineta, algum adocicado, mais quente, notas salinas e fresco, perfil mais oxidado. Na boca surge com volume, acidez com equilíbrio, com fruta branca madura, citrinos, o travo salino sempre presente em conjunto com iodados nítidos, enche a boca. Com final persistente.

ARENAE 2013 BRANCO | COLARES | 12% | PVP 12,5€
MALVASIA E COLARES
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
91 / 100
Fermentação em inox durante cerca de 16 dias, com estágio de 12 meses em cuba com bâtonnage e posterior descanso em tonel de madeiras exóticas por mais 6 meses. Cor amarelo citrino, mais amarelado, aspecto limpo. Aromas onde se mostra a maça reineta, exuberante, casca da maça, muito frutado, com notas citrinas frescas, salinos evidentes, muita frescura, carácter mais oxidativo. Boa presença de boca, com volume médio, sequinho, acidez equilibrada, a mostrar perfil de colares, algo agridoce, longo e persistente.

VIUVA GOMES 2007 TINTO | COLARES | 12,5% | PVP 16€
RAMISCO, MOLAR, CASTELÃO
91 / 100
Com 95% de Ramisco, fermentação em inox com estágio em barrica usada durante 1 ano e 6 meses em tonel de madeiras exóticas resulta num tinto de cor rubi, media intensidade, mais aberto, aspecto limpo. Aromas a ramisco, fruta preta madura, algum fruto seca e resina de cedro, madeira bem ligada. Na boca está pronto a ir à mesa. Corpulento, cheio de vida e acidez, com travo marítimo, seco e de final de boca longo.

CASAL STA MARIA 2007 TINTO | 12,5% | COLARES | PVP 30€
RAMISCO
91,5 / 100
Fermentação em lagar e estágio em toneis de 10.000 lts de  madeira antiga. Cor rubi de media intensidade, aberto, aspecto jovem. Aromaticamente complexo e ao mesmo tempo muito limpo, fresco, com cereja fresca, algum húmus, resina de pinheiro, notas de licor, fumados e folhas secas. Austero na boca, cheio de vida e pujança, a secar por completo palato e a trazer a longevidade para cima da mesa. Encortiça a boca, com muita fruta, algum húmus, terroso e especiado. Final de boca persistente e guloso. Está a um grande nível.

ARENAE 2007 TINTO | COLARES | 12% | PVP 12,5€
RAMISCO
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
91 / 100
Resultado de vinificação pelo processo clássico de curtimenda, com fermentação em inox e estágio de 4 anos, primeiro por grandes toneis de madeira exótica, de seguida estágio em barricas de carvalho francês e por último em garrafa.Cor rubi avermelhado de media intensidade. Nariz com mais fruta preta, cereja  madura, ginja, mais salino, menos madeira, com toque a cedro ,conjunto muito pronto. Na boca um pouco mais macio que os anteriores e mesmo do que esperava,parece mais preparado, todavia mantém a robustez, a força e o potencial de longevidade que lhe reconheço. Final de boca seco, mineral e persistente.

FUNDAÇAO ORIENTE 2010 TINTO | COLARES | 13,5% | PVP 17€
RAMISCO
QUINTA DAS VINHAS DE AREIA SOC AGRÍCOLA, LDA
Estágio em barricas de carvalho francês usadas com cor rubi de média intensidade mais fechado que os anteriores. No nariz ainda muitos aromas voláteis, madeira a marcar, algum verniz, óleo de cedro, álcool ainda a sobressair e a mostrar que ainda está em processo de unificação. Amostra ainda de casco a mostrar toda a sua juventude. Ainda terá de passar pelo descanso da garrafa e depois sim cá estaremos para lhe fazer justiça.

MONTE CASCAS 2011 TINTO | COLARES | 10,5% | PVP 60€
RAMISCO
92,5 / 100
Estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês, uma delas nova e as restantes duas de terceiro ano. Cor rubi, avermelho mais evoluído, media intensidade, aberto e de aspecto limpo. Aromas intensos, fruta preta madura, cinja, notas algo terrosas, salino pronunciado, muito fresco e mineral. Está poderoso na boca, bruto, cheio de vida, a secar por completo o palato, a encher a boca, com final longo e persistente. Grande vinho.

COLARES CHITAS 2011 TINTO | COLARES | PVP 12€
RAMISCO, MOLAR, PARREIRA MATIAS
ANTÓNIO BERNARDINO PAULO DA SILVA
89 / 100
Cor rubi, vermelho mais definido, média intensidade, aspecto limpo. No nariz notas mais frutadas, cereja madura, algum couro, madeira com alguma idade, toque salino e resina, bem ligado. Na boca aparece muito pronto, mais redondo, mais polido, com acidez equilibrada e secura mais leve. Final de boca longo e persistente.

VILLA OEIRAS 2004 BRANCO | CARCAVELOS | 17,5% |  PVP 60€
ARINTO, GALEGO DOURADO E RATINHO
MUNICIPIO DE OEIRAS
93 / 100
Cor ambar definido, ligeiros esverdeados, matizes de douradas, aspecto limpo e cativante. Aroma intenso, fruta seca, caramelos subtis, alguma fruta passa, melaço, especiaria fina,  ligeira cola cristal. Grande complexidade. Boca com volume, toque cremoso, seda, melado, com acidez que equilibra o doce, muito elegante e fino. Final persistente. Apenas 1000 garrafas desta preciosidade.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Vinho de Colares Estrela em Jantar Vínico

O vinho de Colares subiu ao palanque em mais um jantar vínico promovido pela EPAV - Escola de Turismo de Colares, no Restaurante Sarrazola House em Colares.
A EPAV visa assim chamar à atenção para a produção vinícola de Colares, utilizando internamente nas suas acções de formação e na oferta para o público em geral exclusivamente vinhos da região onde se insere, neste caso, o vinho da Região de Colares.

Ao menu, composto por seis pratos e a cargo de seis chefes da escola,  juntaram-se os vinhos dos produtores de vinhos da região. Inicio, ainda em pé, acompanhando as  entradinhas /cocktail de boas-vindas, o Espumante Bruto Rosé 2009 da Fundação Stanley Ho, o primeiro espumante da região à base das castas Pinot Noir e Chardonnay.  Harmonisou com Charutos de Leitão de Negrais, Fofos de Polvo, Camarão Panado com Ervas e Esferificação de Colares do Chefe Bruno Gaspar.





De seguida, já à mesa, Lagostins com Gelificado de Citrinos e Consume do Mar do Chefe Pedro Duarte com o Colares Chitas 2011 Branco. Ligação bem conseguida com o Mar em fundo.

CHITAS COLARES RESERVA 2011 BRANCO | COLARES | 12% | PVP  12,5€
MALVASIA DE COLARES
ARC ANTÓNIO BERNARDINO PAULO DA SILVA
Cor amarelo definido, nuances palha dourada, aspecto limpo e jovem. Aromas pronunciados a mar, salino, notas de fruta de caroço, alguma fruta seca, toque mineral e fresco. Boca com untuosidade citrina, acidez estaladiça, mar, final longo.

O Filete de Salmonete sobre Mix de Legumes Baby e Batatinha Salteada com Ervas do Chefe João Diogo casou, e muito bem, com o Arenae Malvasia 201 Branco da Adega Regional de Colares.

ARENAE MALVASIA COLARES 2011 BRANCO | COLARES | 11,5% | PVP 11€
MALVASIA DE COLARES
ADEGA REGÎONAL DE COLARES, CRL
Cor amarelo citrino, definido, nuances esverdeadas, limpo. Nariz complexo, cheio de pequenas coisas que o tornam maior, floral, com notas de cera, com o salino do mar presente, algum mel, ameixa amarela, muita frescura. Na boca está sumptuoso, com fruta fresca, corpolento, com estrutura e cheio,  cheio de coisas boas. Enche a boca e chama sempre mais um bocadinho.

Com o primeiro prato de carne, o Cabrito no Forno com Migas de Grelos e Broa de Milho pelo Chefe Nuno Fontes, chegou o Collares Reserva tinto de 1969. Em excelente forma e à altura da complexidade deste prato.

COLLARES RESERVA 1969 TINTO | COLARES | 12% | PVP -€
RAMISCO
VIÚVA GOMES DA SILVA & FILHOS
Extraordinária a longevidade deste vinho. Ainda não se dá como vencido na cor, mostrando ainda concentração suficiente para enganar os mais atentos na sua idade. Com toda a carga aromática de um vinho com esta idade, limpo, sem traço de aromas estranhos e cheio de frescura. Na boca está ainda raçudo e vivaz. Continua por mais algum tempo.

O Pinot Noir do Casal Sta Maria 2012 segurou o Medalhão de Novilho com Risoto de Maçã Reineta e Lima do Chefe David Nova. Este ainda sem estar no mercado para a mostrar já toda a sua qualidade. Pinot na cor e na boca. Na nariz um pouco diferente, mais fresco, pitada de mar. Uma casta não tradicional de Colares a ser aqui bem tratada e a mostrar frutos.

A sobremesa brilhou. dá a provar Genoise de Maçã Reineta com redução de Casta Ramisco do Chefe Hugo Florentino muito bem conseguida e acompanhada por uma bebida/cocktail à base de maça Reineta.

Por fim, mais uma novidade, o Pastel de Tinto com Maça Reineta. Comeria uma dúzia em pouco tempo. Deliciosos e viciantes.

domingo, 20 de julho de 2014

Collares Reserva 1969 Branco

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Malvasia de Colares
Região: Colares
Teor Alcoólico: 11%
Produtor: Viúva José Gomes da Silva & Filhos
Preço: 15€€ vap

Nota de Prova
Este é sem dúvida um branco que resistiu ao tempo e que nos diz muito do potencial da região de Colares para produzir vinhos que duram e duram, ano após ano. Um pouco esquecido pelo consumidor, ávido por brancos do ano que muitas vezes nem prontos estão, este colheita de 1969 chegou até nós em quantidade suficiente para satisfazer alguns gulosos enófilos. Apresenta já um cor dourada, quase que âmbar e aromas que denunciam já notas terciárias e muita fruta seca. Nota-se o tempo também na boca, um pouco já em declínio, mas ainda com alguma acidez e vivacidade e com aquele travo salino que é tão característico dos vinhos desta região. Um brinde a quem o fez e a quem continua a possibilitar a compra destas verdadeiras preciosidades. E só tem 11% de álcool... e chegou cá.

Classificação: 80/100

domingo, 29 de junho de 2014

Colares Chitas Reserva Velho 1999 Tinto

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Ramisco
Região: Colares
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: ARC - António Bernardino Paulo da Silva
Preço: 12€ vap

Nota de Prova
Os vinhos de Colares começam, hoje em dia, a ser cada vez mais procurados pelos novos amantes do vinho, curiosos e conhecedores. É com satisfação que cada vez mais vejo rótulos de vinhos de Colares aparecerem nas redes sociais e nos copos de cada vez mais enófilos. Uma das suas mais valias é a qualidade com que envelhecem e este 1999 é disso bom exemplo. Apresenta cor rubi, de tonalidades avermelhadas e ainda sem grandes notas de evolução. No nariz, intensidade aromática da fruta vermelha, ginja e cereja fresca, ligeiro toque salino, cedro e mineral. Na boca surpreende com a vivacidade que nos brinda em cada gole, corpulento, boa acidez, secura, com muita vida, notas torrados, algum café. Grande complexidade e um final de boca longo. Chama pela mesa, pela comida tradicional da região, chama pelo cabrito no forno. Grande vinho.

Classificação: 90/100

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Prova de Vinhos de Colares na Adega Viúvas Gomes

A Adega Viúva Gomes é uma casa cheia de história na produção de vinho da região de Colares. Data de 1808 a construção da adega e escritório pela família Gomes da Silva que só viu ser constituída a Sociedade Viúva de José Gomes da Silva & Filhos em 1902, então gerida pelos seus filhos Bernardino e Ludgero Gomes da Silva.

 Em 1920, o edifício, o negócio e marcas foram adquiridos pela Companhia de Vinhos e Azeites de Portugal S.A.R.L. da então José Maria da Fonseca Sucessores Lda, sociedade para a qual todo o património passou corria o ano de 1926. 
Em 1931, a Adega passou novamente de mãos sendo adquirida por Vítor Guedes & Companhia, Sociedade Comercial que na década de setenta deixou de comercializar vinhos, em parte devido ao acentuado decréscimo da produção e também devido aos problemas sociais e laborais existentes na altura em Portugal, pelo que toda a existência foi engarrafada, permanecendo em envelhecimento. 

Inicialmente os vinhos eram produzidos em Almoçageme saindo de carroça para a Praia das Maçãs, onde existia um entreposto. Eram depois carregados em vagonetas que seguiam atreladas ao eléctrico até Sintra, prosseguindo então para Lisboa de comboio.

Em 1988, a Adega e toda a existência foi comprada pela família Baeta, que actualmente continua sua detentora e que iniciou uma nova fase de comercialização dos vinhos, criando e engarrafando novas colheitas de vinhos de Colares, de modo a reestabelecer o prestígio da marca Viúva Gomes.
O período de recuperação das instalações, compra de novos toneis em madeira e recuperação dos existentes, ficando com uma capacidade total de 105.000 litros começou nessa altura até que em 1998 é criado um espaço na Adega destinado a provas de vinhos e eventos diversos, bem como uma pequena loja para venda de todos os produtos engarrafados e provados na Adega. 

Recebidos por José Baeta, que nos cativa desde o inicio pela sua forma apaixonada de transmitir o vinho de Colares e em particular os vinhos Viúva Gomes; e acompanhados por Francisco Figueiredo, Enólogo da Adega Regional de Colares, foi efectuada uma prova de vinhos de Colares que não só demonstrou o enorme potencial de guarda dos vinhos desta região como confirmou que os vinhos de Colares são, de facto, um ícone na produção de vinho em Portugal.
COLLARES 1969 BRANCO | PVP  -€

Cor amarelo dourado, âmbar definido. Aroma delicado, fruta seca e alguma fruta passa, melaço e muita frescura. Boca com grande vivacidade, acidez e secura, novamente alguma fruta seca e com ligeiro salino final.

 
COLLARES RESERVA 1997 BRANCO | PVP 12€
Cor amarelo definido, com nuances douradas leves e aspecto limpo. No nariz hortelã fresca, intenso, viciante, vai ficando um ligeiro toffe e caramelo fino. Na boca está vivaz, seco, com notas de hortelã, sumo de laranja e tangerina, algum café e a terminar longo.

COLARES ARENAE 2004 BRANCO | PVP 11€
Cor amarelo definido, com dourados evidentes, aspecto límpido. Aromas com maça cozida, leve limonado, rebuçado, fino e fresco. Secura de boca elevada, intenso, prolongado. Grande momento de forma.

VIÚVA GOMES COLARES 2006 BRANCO | PVP 12€
Cor amarelo citrino, definido e de aspecto limpo. Aromaticamente muito delicado, fruta citrina leve, maçã, gomas de fruta, alguma cera. Complexo.  Boca larga, seco, prolongado, alguma borracha, elástico. Está um grande branco e pronto a beber.

COLARES ARENAE 2011 BRANCO | PVP 11€
Cor amarelo citrino, limpo e brilhante. No nariz maçã fresca, salino, mineral, limpo e fresco. Boca com frescura, acidez, seco, com maçã sumarenta, toque salino e final de boca persistente.

ADEGA REGIONAL COLARES 2006 TINTO | PVP 12€ (vai ser lançado)
Cor rubi, limpo, aspecto novo. Aromas com ginja madura, alguma resina, pinheiro, fresco. Boca larga, frescura, seco, corpulento, com ginga, faz lembrar o licor, final de boca prolongado. Um Colares novo, mas pronto para o consumidor e ao mesmo tempo pronto para durar.

COLARES CHITAS RESERVA VELHO 1999 TINTO | PVP 12€
Cor rubi, vermelho ainda sem grandes notas de evolução. No nariz ginja e cereja fresco, toque salino, cedro e mineral. Na boca continua com vida, corpo, vivaz, secura, com muita vida, torrados, café. Mais um grande vinho.

VIÚVA GOMES COLARES 1999 TINTO | PVP 12€
Cor vermelho alaranjado, limpo. Aromas mais elegantes que o anterior, cereja e ginja, notas balsâmicas, algum cedro, notas salinas, fresco. Boca nova. Pujante, corpulento, cheio de vida, com secura que nos faz salivar. Persitente. Grande 1999 Tinto.

ADEGA REGIONAL COLARES 1979 TINTO | PVP -€
Cor vermelho atijolado, com núcleo mais intenso e alaranjado no bordo. Nariz com muita frescura, resinoso, balsâmico e salino. Boca cheia de taninos, encortica a boca, ainda cheio de vida.

VIÚVA GOMES COLARES 1969 TINTO | PVP -€
Cor vermelho tijolado mais vivo e mais concentrado. Aroma com notas iodadas, resina de pinheiro, algum verde, toque balsâmico e frescura. Boca bomba. Vivaz, amplitude extraordinária, corpulento, encortiça a boca, mas de uma forma gulosa e macia. Final longo.