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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Félix Rocha Vital & Jampal 2023 Branco

FÉLIX ROCHA VITAL & JAMPAL 2023 BRANCO | ALENQUER | 11,5% | PVP  14,90€
VITAL, JAMPAL
SOCIEDADE AGRÍCOLA FÉLIX ROCHA, LDA
17
 
As castas Vital e Jampal são duas castas de uvas brancas autóctones nacionais, historicamente cultivadas na região de Lisboa, nomeadamente em Alenquer e Cheleiros, embora atualmente, por diversas razões, tenham pouca expressão no encepamento total do País. Ambas são consideradas castas históricas e raras, recuperadas por alguns produtores que acreditam no seu potencial.
Tendo Alenquer como berço, a Félix Rocha lançou recentemente este blend que me chamou a atenção. Confesso não ter a certeza ou dados, mas não existirão muitos vinhos em Portugal com esta receita, pelo que é sempre de aplaudir a aposta do produtor.
Destaco-lhe a bela acidez e tensão com que nos recebe na prova de boca, estimulando o palato e equilibrando o seu corpo mais volumoso e cheio. Entende-se muito bem à mesa com peixe grelhado ou assado, complementando desta forma, a gordura de peixes como o robalo, a dourada, o salmão ou a garoupa com este perfil vivaz e de harmonia entre acidez e corpo.
Cor amarelo citrino, tonalidade esverdeada, aspecto límpido, brilhante e jovem. No plano aromático lugar às notas de fruta de pomar, maça, marmelo e pera, com pitada tropical e citrina a compor o bouquet, perfumado floral bem medido, flor de laranjeira, e vinco mineral evidente. Boca com volume e textura macia, num registo elegante garantido pela sua frescura e acidez vibrante, com tensão e prolongamento, fruta fresca e, novamente, com presença mineral, salina, bem integrada. Final de boca longo e persistente.

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Lés-a-Lés Quinta das Marés Colheita Tardia 2021 Branco

LÉS-A-LÉS QUINTA DAS MARÉS COLHEITA TARDIA 2021 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP  19,95€
JAMPAL, VITAL, PETIT MASENG
PEDRO LUÍS DA CÂMARA SANTA BÁRBARA
17,5

Um colheita tardia com 30 meses de sono de beleza em barricas de carvalho francês e um blend de castas único neste tipo de vinho doce são razões suficientes para chamar à atenção até do mais distraído enófilo e simples apaixonado por um colheita tardia. Mostra-se, de forma corajosa, pois em Portugal não é fácil fazer bons colheitas tardias, mas convence desde o primeiro contacto. Elegância num registo doce que também se procura, sem cair no campo da densidade exagerada ou em camadas meladas e doces sem fim. Agarra-nos com conforto e parece crescer quando o juntamos a queijo azul, diria qualquer um, mas o pouco Stilton que cá tinha por casa foi pouco para o prazer que deu no casamento. 
Cor amarelo âmbar, tonalidade dourada, reflexos luminosos, límpido, brilhante e cativante. No nariz não de esconde tanto a podridão nobre, como a fruta passa, com alguma exuberância, mas também com equilíbrio, no qual as notas de fruta, alperce e tangerina se juntam a notas de mel, fruto seco, pitada floral e um toque fresco mais herbáceo, bouquet harmonioso, rico e intenso. Na boca apresenta-se com uma camada untuosa, macia, quase veludo, acidez marcada, vivaz, que não esconde a doçura, mas que a completa, que lhe dá alegria, que a equilibra e lhe dá sentido para nos manter interessados até ao final, longo e guloso.

domingo, 14 de junho de 2020

Manzwine | De Cheleiros Para O Mundo

Viagem até Cheleiros para conhecer um pouco mais acerca do projecto Manzwine que já não visitava desde o ano de 2014. Nessa altura havia ficado com uma frase de Bruno Manz na memória que, após mais uma visita, continua a fazer sentido, ou seja, "Não quero fazer muito vinho. Quero é fazer bom vinho!".

Hoje, a Manzwine cresceu. Para além do Museu e da Loja na pitoresca vila de Cheleiros, conta agora com uma nova adega onde a capacidade de produção aumentou significativamente, sendo, todavia, mais importante, o crescimento das condições de produção.

Mantém a escola antiga como a casa das barricas onde, perservada a estrutura e traça de outrora, é possivel uma mais fácil estabilização das temperaturas ideiais para a longo sonolências dos vinhos. Ainda no mesmo espaço e em jeito de homenagem ao local de aprendizagem de outros tempos, foi deixado num canto uma réplica da sala de aula. Belas memórias para as gentes da terra que tendo por ali passado agora lá podem regressar.

Actualmente com cerca de 14 rótulos de diversas gamas no mercado, a Manzwine centra a sua produção na vila de Cheleiros de onde saem os vinhos regionais de Lisboa, entre os quais o único monocasta Jampal em todo o Mundo.
O portfólio é ainda enriquecido com vinhos da região da Península de Setúbal e da região do Douro. Da região de Lisboa foram provados 8 vinhos, entre os quais 1 espumante enquando da região da Península de Setúbal e do Douro 2 vinhos de cada.

MANZ ESPUMANTE EXTRA BRUTO RESERVA 2016 BRANCO | LISBOA | 12,5% | PVP 32€
JAMPAL
MANZWINE, LDA
16
Cor amarelo citrino, aspecto limpo e jovem, com bolha fina e de cordão persistente. Perfil aromático onde as notas frutadas se destacam, citrino e algum tropical pontual, alguma nota de fruta passa, ligeira tisana com mel. Na boca revela espuma leve, bolha ligeiramente crocante, com a fruta em continuidade, harmonioso de de final seco e elegante.

MANZ PLATÓNICO 2018 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP 6,25€ 
FERNÃO PIRES, ARINTO 
MANZWINE, LDA
15
Cor amarelo citrino, aberto, aspecto limpo e brilhante. Aromas fruta citrina e de polpa amarela madura, ligeiro salino envolvente, directo e cativante. Boca com alguma cremosidade, acidez bem medida, fruta madura fresca, conjunto equilibrado finalizando com bom comprimento final. 

MANZ 2018 ROSÉ |  LISBOA | 13% | PVP 6,50€ 
CASTELÃO
MANZWINE, LDA
15,5
Cor rosado, tonalidade salmão aberto, mármore rosa, aspecto limpo. Delicado no nariz, fruta vermelha madura fresca com destaque para notas de morango e framboesa. Na boca mostra um perfil seco, com acidez acutilante, novamente com a fruta vermelha em destaque, equilibrado e comligeiro doce num final de boca longo. 

DONA FÁTIMA  JAMPAL 2018 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP 16€ 
JAMPAL
MANZWINE, LDA
17
Cor amarelo citrino, aberto, esverdeados leves, aspecto límpido. Nariz intenso, fruta citrina, laranja, toranja, fruta amarela de caroço, alperce, ameixa amarela, toque leve de coco, notas salinas frescas, elegante. Boca com uma textura e acidez cativantes, ligeira untuosidade, largura de boca, boa amplitude, fruta madura fresca, citrina, persistente no final boca. 

DONA FÁTIMA JAMPAL RESERVA 2017 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP 21,50€ 
JAMPAL
MANZWINE, LDA
17,5
Cor amarelo citrino, ligeiros esverdeados, intenso, límpido e brilhante. No nariz mostra a fruta citrina e tropical bem casada, juntando-se-lhes também a fruta de caroço, ameixa amarela madura, notas bem medidas de fruto seco, algum pão torrado, leve manteiga, notas de barrica bem integradas, adicionando complexidade ao vinho. Boca com volume, com alguma untuosidade e cremosidade, amplo, sempre com a acidez mais vibrante ao lado, mantendo a fruta bem colocada e fresca, conjunto uno, complexo e com final de boca longo... longo. 

MANZ PLATÓNICO 2017 TINTO | LISBOA | 13,5 | PVP 7,5€ 
TOURIGA NACIONAL, SYRAH, ARAGONEZ, CASTELÃO
MANZWINE. LDA
15,5
Cor rubi, intenso, média concentração, aspecto limpo e jovem. No nariz muita fruta vermelha e preta madura, fruta silvestre, floral perfumado em harmonia com o lado frutado, envolvente fresca e cativante. Na boca mostra-se com estrutura média, tanino polido e pronto, com a fruta vermelha em bom plano, sumarenta, conjunto equilibrado, bem feito, com término de boca longo.   

MANZ POMAR DO ESPÍRITO SANTO 2016 TINTO | LISBOA | 14% |  PVP 10,50€
TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ, CASTELÃO
MANZWINE, LDA
16,5
Cor rubi, média concentração, aspecto límpido. No nariz destacam-se as notas de fruta vermelha e preta madura, floral delicado, com notas de especiaria e tostado integrado, elegante. Boca com estrutura, volume, acidez viva, tanino firme, polido ainda assim, com a fruta bem posicionada, num conjunto harmonnioso e com final longo. Bom valor na relação qualidade-preço. 

MANZ POMAR ESPÍRITO SANTO RESERVA 2016 TINTO | LISBOA | 14,5% |  40€
TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ, CASTELÃO
MANZWINE, LDA
17,5
Cor vermelho rubi intenso, média concentração, bonita aureola de tonalidades violeta, aspecto jovem e de lágrima chorosa. Aromaticamente complexo, com a fruta preta e azul em destaque, bem integrado com o lado mais especiado e rústico, nota de bosque, alguma turfa, caruma verde, elegante e harmonioso. Boca com estrutura, apetece mordiscar, macio ao toque, denso, tanino presente, polido, com a fruta a mostrar-se mais uma vez em grande forma, muito definida, equilibrado, com especiado em fim de boca, longo e persistente final.

MANZ CONTADOR DE ESTÓRIAS 2017 TINTO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 14,5% | PVP 10,50€
TOURIGA NACIONAL, SYRAH, PETIT VERDOT
MANZWINE, LDA
16,5
Cor vermelho granada intenso, concentrado, aspecto limpo e jovial. No nariz mostra a fruta vermelha e preta madura, perfil algo mais mais quente, mais internacional, com notas especiadas, algum terroso e couro em fundo.  Mostra na boca um pouco mais de músculo do que os aromas deixavam antever, bom volume e acidez equilibradora, tanino presente, polido, agarrado à fruta, com final de boca longo. 

MANZ CONTADOR DE ESTÓRIAS RESERVA 2016 TINTO | PENÍNSULA DE SETÚBAL | 14,5% | PVP 40€
TOURIGA NACIONAL, SYRAH, PETIT VERDOT
MANZWINE, LDA
17
Cor vermelho de tonalidade granada intenso, concentrado e fechado, aspecto limpo. No plano aromático revela a fruta vermelha e preta madura, algo concentrada, com alguma casca de laranja bem interessante, notas de especiaria, algum cacau, mais quente e complexo. Boca a mostra grande estrutura, gordo, opulento, cheio, com tenaz vivacidade, tanino mais músculado, fruta sumarenta, toque mais adocicado,  terminando longo e persistente.

MANZ DOURO 2015 TINTO | DOURO | 14% |  PVP 16,50€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ
MANZWINE, LDA
16,5
Cor rubi de média concentração, nuances violáceas, aspecto límpido e jovem. No nariz as notas de fruta vermelha e preta madura aparecem bem casadas com os perfumados florais da violeta e da esteva, alguma nota mais compotada, envolvente e convidativo. Boa estrutura de boca, sedoso ao toque, com tanino presente, macio e polido, com a fruta bem posicionada, sumarenta e vivaz, com final de boca longo e persistente.

MANZ DOURO RESERVA 2016 TINTO | DOURO | 16% | PVP 80€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ
MANZWINE, LDA
17,5
Cor vermelho de tonalidades violáceas, concentrado, fechado, de aspecto limpo e jovem. Aromaticamente complexo, mostrando em primeiro plano a fruta preta madura, a amora silvestre, ameixa preta e cereja, com as notas florais e de campo bem ligadas e presentes, notas de barrica bem casadas, especiado fino, balsâmico revigorante, alguma folha de hortelã, desafiante e provocador. Vivaz de boca, pujante, com grande estrutura e corpo, enche o palato, deixa-se morder, tanino presente, ainda que bem delineado parece querer descansar mais um tempo, fruta madura, conjunto harmonioso, a deixar esquecer um pouco aquele 16% redondo no rótulo da garrafa. Termina longo, persistente. Potencial de guarda imenso.

sábado, 2 de novembro de 2019

Dona Fátima 2017 Branco

DONA FÁTIMA 2017 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP  14€
JAMPAL
MANZWINE, LDA
17

Um dos brancos que me dá muito prazer a beber. Apesar de já não me passar pelo copo há algum tempo, assim que o vi na prateleira foi logo para o cesto. A ideia foi juntar-lhe como companhia um bacalhau confitado em azeite, só para ver como seria a batalha. Belíssimo na harmonização.
Cor amarelo citrino, aberto, esverdeados leves, aspecto límpido. Nariz intenso, fruta citrina, laranja, toranja, fruta amarela de caroço, alperce, ameixa amarela, toque leve de coco, notas salinas frescas, elegante. Boca com uma textura e acidez cativantes, ligeira untuosidade, largura de boca, boa amplitude, fruta madura fresca, citrina, persistente no final boca.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Chão Rijo 2016 Branco

CHÃO RIJO 2016 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP  3,49€
MALVASIA, GALEGO DOURADO, JAMPAL, FERNÃO PIRES
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
16

Cada vez mais considero este branco uma autêntica hidden Gem do nosso panorama vínico. Não porque esteja escondido ou se queira esconder, mas por continuamos a não querer encontrar um branco com grande frescura citrina, com notas a mar e grande leveza.
Cor amarelo citrino, definido, ligeiros esverdeados e aspecto limpo. Aromas citrinos plenos de frescura, limão, tangerina, casca de laranja, toque tropical, vertente marinha e mineral bem vincada. Na boca mostra algum corpo, ligeiro volume, fruta citrina fresca, muito equilibrado e fresco, com as notas de mar (tanto mar) bem integradas terminando longo.
A comprar.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Chão Rijo 2014 Branco

CHÃO RIJO 2014 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP  3€
MALVASIA, GALEGO DOURADO, JAMPAL, FERNÃO PIRES
ADEGA REGIONAL DE COLARES, CRL
15,5

A Adega Regional de Colares produz este vinho a partir de uvas vindas de vinhas em solos argilo-calcários da região. As uvas não provêm das vinhas de solo de areia, mas recebem igualmente a influência dos ventos marítimos, salinos e frescos que marcam a sua presença por muitos quilómetros terra adentro.
Assim é com este branco de cor amarelo citrino intenso, reflexos esverdeados leves, aspecto limpo e brilhante. No nariz sobressaem os aromas a fruta citrina e alguma tropical, salinos frescos e pronunciados, traço mineral, frescura principalmente. Na boca demonstra muita leveza, acidez fina e equilibrada, com um belo mix de fruta citrina, maça verde, salinos e minerais. Final de boca persistente. Sem dúvida uma escolha a explorar sem medo ou receio.
À mesa junte-lhe o peixe, o marisco e os petiscos do mar. .