domingo, 4 de outubro de 2015

Quinta do Rol Sauvignon Blanc 2011 Branco

QUINTA DO ROL SAUVIGNON BLANC 2011 BRANCO | LISBOA | 13,5% | PVP  4,80€
SAUVIGNON BLANC
SOCIEDADE AGRÍCOLA QUINTA DO ROL, LDA
84 / 100

Cor amarelo citrino, palha seca, aspecto límpido. Aromas frescos, muito vegetal, pimento verde, herbáceo, ameixa branca verde, mineral salino e fresco. Na boca grande acidez, palpitante, secura boa, ameixa verde, algum pimento verde, fresco, com bom comprimento final. Tendo em conta o ano não deixa de ser uma bela surpresa, pela vivacidade, acidez e fruta fresca. Um Sauvignon Blanc que se bebe muito bem.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Avô Do Poeta 2013 Branco

AVÔ DO POETA 2013 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  3,49€
ANTÃO VAZ
WP WHITEPORT, LDA
80 / 100

Um novo branco alentejano que nasce com o objectivo primário de comercialização no mercado externo e particularmente focado no consumidor norte americano.
Cor amarelo palha definido, aspecto limpo e brilhante. No nariz presença de fruta citrina, lima, leve tropical, biscoito caseiro, uma certa untuosidade mesmo no nariz, com perfil muito fresco Boca com ligeiro untuoso, de corpo médio, algum verde, fruta citrina, enche a boca e final de boca prolongado. Com a temperatura a subir salta um pouco mais o álcool.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Quinta da Alorna | Visita e Prova de Novidades

A Quinta da Alorna, produtor de Vinho da Região Tejo bem conhecida de todos, é um daqueles produtores que desde cedo se cruzaram no meu caminho. Em pequeno, aquando das longas viagens até terras transmontanas, parando por ali algumas vezes para espreitar, com curiosidade, por entre as grades, um palácio escondido mais ao fundo. Mais tarde, pelas viagens diárias para e de Vila Nova da Barquinha onde tentava abraçar um carreira no ensino e que por vezes também por lá parava para comprar uma ou outra garrafinha. Mais tarde, num inicio mais atrevido como Blogger, quando visitei o produtor e fui recebido pela Martta Simões, uns meses antes de ser Mãe pela primeira vez, e que me mostrou pela primeira vez o que estava para lá do alto muro junto à estrada.

Este ano, a convite, voltei a visitar a Quinta da Alorna e voltei a ser recebido pela Martta Simões que hoje assume o papel de responsável pela enologia desta casa. A surpresa neste dia foi ter o prazer de efectuar uma prova de vinhos e depois desfrutar de um almoço no interior deste magnifico Palácio mandado construir em 1725 por D.Pedro de Almeida Portugal, o 1º Marquês de Alorna.

Após visitar a Adega, lugar ao Palácio e a prova de vinhos.

QUINTA DA ALORNA 2014 BRANCO | TEJO | 12,5% | PVP 3,89
ARINTO, FERNÃO PIRES
SOCIEDADE AGRÍCOLA DE ALORNA, SA
84 / 100
Cor amarelo citrino, nuances esverdeadas, aspecto limpo. Aromas citrinos, com fruta exótica, alguma banana e floral, leve mineral num perfil fresco. Na boca, acidez equilibrada, limão e lima, fruta bem colocada, com bom comprimento de boca e mesmo algum corpo. Relação qualidade-preço a ter em conta.

MARQUESA DA ALORNA GRANDE RESERVA 2013 BRANCO | TEJO | 13,5% | PVP 14€
SOCIEDADE AGRÍCOLA DE ALORNA, SA
88 / 100
Cor amarelo citrino, aspecto límpido, nuances esverdeadas. Nariz aromático, fruta citrina e tropical com envolvente nas notas de barrica, algum coco e cheio de finura. Boca com boa acidez, corpo com largura, leve untuoso, barrica ainda um pouco sentida e a pedir um pouco mais de garrafa. Ainda assim um grande branco a ter em consideração.

QUINTA DA ALORNA TN & CS 2011 TINTO | TEJO | 13,5% | PVP 6,49€
TOURIGA NACIONAL, CABERNET SAUVIGNON
SOCIEDADE AGRÍCOLA DE ALORNA, SA
84 / 100
Cor rubi, violetas definidos e aspecto limpo. Aromas a fruta vermelha, sem ser exuberante e maçudo, notas de pimento vermelho, pimento assado, leve, com bom floral, conjunto fresco e mineral. Boca com muita energia, taninos evidentes, marcados, ainda com tempo pela frente para continuar, com boas notas especiadas e final de boca longo e fresco. Mais um bom valor na relação qualidade-preço.

QUINTA DA ALORNA 2012 TINTO | TEJO | 13,5% | PVP 3,89€
TINTA RORIZ, CASTELÃO, SYRAH, ALICANTE BOUSCHET
SOCIEDADE AGRÍCOLA DE ALORNA, SA
82 / 100
Cor vermelho definido, de média concentração, mais aberto, aspecto limpo e novo. Aromas com fruta vermelha madura, fresca, directo e fresco. Na boca surge com mais estrutura do que esperado, com boa acidez, perfil frutado, fruta vermelha fresca, redondo e pronto a beber. Bom final de boca.

MARQUESA DA ALORNA GRANDE RESERVA 2011 TINTO | TEJO | 14% | PVP 18€
SOCIEDADE AGRÍCOLA DE ALORNA, SA
90 / 100
Tal como no Marquesa de Alorna Grande Reserva Branco as castas não são reveladas. Faz parte do objectivo do produtor ter um grande vinho sem haver ligação às castas que o compõem.
Cor rubi, média concentração, aspecto limpo. Aromas cheios de elegância, com as notas de barrica muito bem casadas, equilibrado, com fruta vermelha e preta madura, ligeiro tostado e notas leves de cacau, complexo e fresco. Boca cheia, corpulento, com grande equilíbrio, acidez em grande plano, estrutura e volume. Termina longo, cheio de finess e elegância. Grande momento.

De seguida, o almoço, na mesa de Família, com alguns pratos da região, a acompanhar com vinhos da Quinta da Alorna.

Como entrada, um prato fresco de Salmão Fumado Laminado onde o QUINTA DA ALORNA 2014 ROSÉ, elaborado a partir da casta Touriga Nacional, mostrou estar à altura. Fresco, correcto, de acidez pronta e fina.

Lugar depois à Sopa de Melão e Presunto. Feita com base numa receita caseira, fria, cheia de sabor e a ligar muito bem com o QUINTA DA ALORNA VERDELHO 2014 BRANCO. Equilíbrio na ligação, com a fruta e o salino do presunto a criarem um bom conjunto.

Para o QUINTA DA ALORNA ARINTO & CHARDONNAY RESERVA 2014 BRANCO um Folhado de Farinheira com Queijo de Cabra. A gordura do prato bem equilibrada pela acidez do vinho. Um branco que continua, ano após ano, a mostrar elevada qualidade.

Seguiu-se a sobremesa. A Mousse de Lima ligou de forma extraordinária com o QUINTA DA ALORNA COLHEITA TARDIA 2012. De facto, uma ligação perfeita que não estava à espera. A repetir.
Por último, a acompanhar o Pampilho, o ALORNA ABAFADO 5 YEARS que é, na minha opinião, um vinho que devia ser mais conhecido e provado. Fez aqui uma bela hramonização com o doce regional, mas com o café ou a solo também não se deixa ficar nada mal. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Wine In Azores 2015 | 16 a 18 de Outubro de 2015


A 8ª edição do “Wine in Azores”, um dos maiores festival de vinhos a nível nacional, decorre entre 16 e 18 de Outubro, numa oportunidade para os visitantes poderem provar os melhores vinhos do país, assistir a showcookings e deliciarem-se com degustações dos melhores produtos açorianos.
O Parque de Exposições da Associação de Agricultores de São Miguel, em Ponta Delgada, será o palco daquele que é o maior evento empresarial dos Açores. 
O Wine in Azores é essencialmente uma feira de promoção de vinhos onde os melhores produtores vêm dar os seus vinhos à prova. Ano após ano, este festival tem sido um sucesso, sendo que só o ano passado recebeu mais de 10 mil visitantes e mais de cem expositores participaram no evento. Para a presente edição, contabilizam-se cerca de 120 produtores e uma expectativa de visitantes superiores 12.500. 
Apesar de o Wine in Azores ser um festival sobre vinho, o evento tem também uma forte componente gastronómica, este ano sob o lema “degustar do vinho entre a terra e o mar”.

12 Chefes, 3 estrelas Michelin
No espaço de showcooking, para a edição de 2015, já estão confirmadas as presenças de 12 chefes, entre eles três já distinguidos com uma Estrela Michelin, casos de Leonel Pereira, Pedro Lemos e de Ricardo Costa.
Os visitantes vão ainda poder provar pratos confeccionados por António Alexandre, conhecido por ser mentor do projecto Endògenos e professor no programa da RTP "Chef Academy", André Magalhães, Diogo Rocha, Francisco Gomes, Nuno Dias, Paulo Matos, Tiago Santos e Dalila e Renato Cunha. 
Outro espaço imprescindível inclui as já habituais "Tascas Gourmet", onde se podem saborear a carne e o peixe dos Açores, conhecidos pela sua qualidade e frescura de excelência. 
O Wine in Azores é baseado no conceito de "Business & Pleasure", mostrando que a organização se preocupa tanto com a parte promocional e comercial dos produtos, como também com o bem-estar dos visitantes. Ño primeiro caso, a área coberta de 4.000 metros quadrados é completada por uma zona exterior com empresas de diversos sectores, interessada em comercializar e fazer negócio em paralelo com a gastronomia. 
O evento arranca no dia 15 com um jantar de inauguração no Pavilhão de Expositores de São Miguel para a receção dos expositores e jornalistas. No dia de inauguração do evento ao público, na sexta-feira, dia 16, o pavilhão abre às 15h30 e as provas de vinho começam às 16h00 e terminam às 22h00. Nos dias 17 e 18, as provas de vinho começam uma hora mais cedo e terminam às 21h00. 
No espaço da feira, vão ter lugar ainda espectáculos de cozinha e shows nas Tascas Gourmet, onde chefes irão confeccionar deliciosos pratos, sobremesas e cocktails, que poderão ser saboreados pelos visitantes. Decorrerão ainda provas de destilados, cocktails, gins tasting e provas de azeites. 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Casa da Passarella | A Magia da Vindima das Vinhas Velhas Centenárias

A Casa da Passarella, produtor na região do Dão, é um daqueles nomes cheios de história no Portugal do Vinho, incontornável e inseparável do Dão e que tem mostrado, nos últimos anos ser um dos grandes players do panorama nacional neste momento. Uma marca cheia de vigor, energia e ideias novas que por vezes podiam não encaixar na sua idade já avançada.

Nos seus cerca de 100 hectares de terreno existem hoje cerca de 45 hectares de vinhas, sendo que, as suas Vinhas Velhas ocupam 4,5 hectares, vinhas de onde vem a uva para o Villa Oliveira; e ainda, à parte destas, algumas parcelas de Vinha Centenária que, apesar da baixa produtividade, foram agora aproveitadas para produzir uma nova gama de vinhos desta casa à imagem do que se fazia no passado.

Foram estas Vinhas Centenárias e as Vinhas Velhas que um grupo de amigos do produtor foram ajudar a vindimar.

No primeiro momento, em plena Vinha Centenária, num vinhedo de desenho estranho, por meio de pedras de grandes dimensões e com cachos de diversas cores, foi fácil perceber que se estava a viver um momento especial, cheio de magia. Por entre cachos de uva branca e tinta, a curiosidade marcava posição. Tinha de ir provando cada um que me parecia diferente. Alheava-me de tudo. Observava cada curvatura das videiras e pensava no vinho que dali saíra.

Depois, a uma centena de metros de distância, após passar por entre floresta de pinheiro, a vez das Vinhas Velhas de onde é produzido a gama Villa Oliveira. Já lá estavam os trabalhadores da casa. A vindima era feita com afinco e o Sol queimava já um pouco mais alto no céu. Nada nos impediu de avançar e  tivemos mais um momento especial. Espero pelo vinho daqui a uns tempos.

A vindima foi neste dia um momento que perdurará na lembrança de todos. A história continua a ser escrita com vinho.