sexta-feira, 28 de outubro de 2016

MERCADO DE VINHOS DO CAMPO PEQUENO | DE 28 A 30 DE OUTUBRO

Já tem programa para os próximos dias? e hoje? O Mercado de Vinhos do Campo Pequeno são três dias, 120 produtores e 500 marcas. Mais uma vez será a não perder. 
O Campo Pequeno vai receber mais de 120 produtores de vinho de qualidade de várias regiões do país, naquele que já é considerado como um dos mais importantes eventos do panorama vitivinícola nacional.
Para os pequenos produtores, cujos vinhos não se encontram nas grandes superfícies, esta é uma oportunidade de se darem a conhecer a novos consumidores, para além de cimentarem a sua presença junto de um público fiel.
Durante estes três dias, os visitantes poderão provar e comprar uma vasta selecção dos melhores vinhos portugueses. Dos clássicos de sempre às novas estrelas, do Douro ao Alentejo, passando pelo Dão, Península de Setúbal, Vinho Verde, Lisboa, Tejo, e Açores, com destaque para o Algarve, a selecção da quinta edição do Mercado de Vinhos promete agradar até ao mais exigente dos gostos. E para aqueles que não dispensam um petisco para acompanhar o vinho, o Campo Pequeno vai reunir 20 reconhecidos produtores de iguarias típicas portuguesas, como queijos, enchidos, presuntos, pão e azeites, entre outros produtos de excelência.
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MERCADO DE VINHOS DO CAMPO PEQUENO
Data: 28 a 30 de Outubro
Horário: 11h30 às 21h30 (Dia 30 Out. encerra às 20h00)
Preço: 3€ sem copo e 6€ com copo (recebe vale de 2€ para compras de vinho no local)

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Restaurante São Rosas - Estremoz

"(...)Dona Isabel olhou o rei como quem torna dum sonho. O rubor voltava-lhe às faces, o sorriso brincava-lhe de novo nos lábios. E na sua voz melodiosa e pausada, respondeu:
— Enganai-vos, Real Senhor.. O que levo no meu regaço... são rosas para enfeitar os altares do mosteiro!
D. Dinis sorriu com ironia.
— Rosas? Como vos atreveis a mentir, Senhora? Rosas em Janeiro?... Pois ficai sabendo: se aqui estou neste momento… se aqui vim, é porque alguém me garantiu que leváveis dinheiro... Compreendeis agora?
O rosto da rainha não se contraiu sequer, humildemente. E, ante o pasmo e a aflição de quantos a rodeavam, insistiu com firmeza:
— Enganai-vos, Senhor! E enganou-se também quem vos informou. São rosas o que levo no regaço!
D. Dinis cerrou os dentes. Os seus olhos brilhavam de cólera e a sua voz tornou-se ainda mais dura:
— Insistis na vossa mentira, Senhora? Então... mostrai-me essas rosas!
Serenamente, ante o olhar atónito do rei e de todos os que ali se encontravam, a rainha Dona Isabel abriu o regaço e deixou ver um ramo de rosas maravilhosas, enquanto murmurava:
— Vede, Senhor.. Vede com os vossos olhos!  (...)"
in Lendas de Portugal, Gentil Marques, Circulo de Leitores, vol.IV, p.294

Alguns anos passaram desde a última vez que aqui tinha comido. Recordo-me de ter sido uma verdadeira experiência sensorial pelo aromas e sabores do Alentejo. Deixou saudades. O regresso estava há muito marcado, mas só agora se concretizou. Valeu a pena voltar.

O Restaurante São Rosas, cujo nome nasce da lenda da Rainha Santa Isabel, fica situado já dentro do Castelo de Estremoz, junto à Pousada de Estremoz e é já uma referência nacional da gastronomia alentejana.
Uma ementa recheada de iguarias da região tais como os enchidos de porco preto, os pézinhos de xara com salada verde, a sopa de tomate alentejana, a truta com chouriço e poejo, as burras no forno, o borrego assado ou as migas de pão com entrecosto. Esqueçam as dietas.

As escolhas deste dia primaram por tentar ser o mais fiel possível à região e à casa, tendo a mesmo sido harmonizada por um Encruzado alentejano do produtor Tiago Cabaço, cuja acidez, mineralidade e frescura proporcionaram uma maridagem perfeita com os pratos escolhidos.
Na mesa o Entretém composto por Pão Alentejano fatiado, Manteiga, Paté de Fígado de Aves e Paté de Chourição Alentejano. Entreteu muito bem até à chegado do primeiro prato. Os patês são deliciosos.
Seguiu-se a Sopa de Tomate Alentejana. Uma sopa que por si só é um prato principal. Aromas e sabores no ponto, tomate fresco na confecçao e as capelinhas todas presentes. O prato deu para dois sem qualquer problema.

As Migas de Pão Com Entrecosto chegaram à mesa  pouco tempo depois. Mais uma vez delicioso. Sabores que ficam. As migas sem estarem pesadonas ou com muita gordura e o entrecosto cozinhado na perfeição e a carne a descolar do osso à primeira sem deixar de estar suculenta. Serviço atento e sem grandes esperas. Nos tempos certos.  

Por fim, a sobremesa. A escolha era variada e de aparência pecaminosa. Depois de conseguir resistir à tentação escolhemos o Leite Creme Quiemado. A imagem fala por si.

O vinho é aqui bem tratado embora as referências sejam praticamente Alentejo e Douro. Copos e serviço adequado, cuidado com as temperaturas, embora a necessidade de manter o copo do cliente sempre cheio às vezes seja prejudicial.
Aconselho a reserva ou aparecer cedo. É um restaurante muito procurado e com um número de lugares disponíveis não muito elevado.

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RESTAURANTE SÃO ROSAS
Tipo de Cozinha: Regional Alentejana
Copos de Vinho Adequados: Sim
Estacionamento: Fácil
Preço Médio Refeição: 30€
Morada: Largo Dom Diniz, Nº11 Estremoz
Telefone: +351 268 333 345
Na Net: Facebook

domingo, 23 de outubro de 2016

O Alentejo Caiado a Tinto, Branco e Rosé

A gama Caiado, do produtor alentejano Adega Mayor, está de roupa lavada e com nova imagem. Mais actual, mais limpa e mais jovem sem nunca perder a alma e coração alentejano.
Mais uma boa opção para quem acompanha diariamente as suas refeições com vinho e que procura uma solução económica com qualidade.

CAIADO 2015 ROSÉ | ALENTEJO | 13% | PVP 3,99€
ARAGONEZ, CASTELÃO, TOURIGA NACIONAL
ADEGA MAYOR, SA
14,5
Cor rosa intenso, definido, aspecto jovem. No nariz a fruta vermelha madura, destaca-se o morango fresco, num perfil leve e descontraído. Na boca continuamos neste sentido, perfil frutado, poderei dizer alegre, equilibrado e correcto. Final de boca algo guloso a puxar por um momento descontraído.

CAIADO 2015 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 3,99€
ANTÃO VAZ, ARINTO, ROUPEIRO
ADEGA MAYOR, SA
15
Cor amarelo citrino, muito leve, com nuances esverdeadas, aspecto limpo e brilhante. Aromas a fruta tropical e citrina, com as notas de ananás bem definidas, toque mineral e fresco. No boca evidencia boa acidez, pleno de fruta citrina, equilibrado e directo. Termina longo, com boa frescura. 
Um branco muito bem conseguido para esta gama e a poder ser uma escolha para o dia a dia.

CAIADO 2015 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 3,99€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, AFROCHEIRO
ADEGA MAYOR, SA
15,5
Cor rubi intenso, com nuances violeta definidos, aspecto novo. Mostra no nariz fruta vermelha e preta bem madura, compotada, sem exagero e com notas ligeiramente balsâmicas a refrescar o conjunto. Na boca revela alguma densidade e volume, taninos polidos, muito redondo, a cativar, com fruta vermelha bem posicionada e fresca, num equilíbrio sóbrio. Final de boca longo. 
A pedir comida, venha a cozinha alentejana.

sábado, 22 de outubro de 2016

Pôpa 2015 Branco

PÔPA 2015 BRANCO | DOURO | 12,5% | PVP 9,90€
VIOSINHO, GOUVEIO, RABIGATO, FOLGAZÃO
QUINTA DO PÔPA, LDA
16

Citrino com leves esverdeados na cor, aspecto limpo, brilhante e jovem. Revela-se bastante expressivo no plano aromático, com algum destaque para o fruto tropical, fruta de polpa branca, também fruta de caroço e citrino. Complexo e fresco. Na boca mostra-se com boa estrutura, ligeiro volume e cremosidade, acidez num bom plano, fruta citrina e alguma maça verde, num conjunto equilibrado, que termina longo e com cariz mineral.
Um branco muito interessante para o Outono / Inverno e a querer ser puxado para a mesa.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

AdegaMãe Terroir | A Inspiração Atlântica Em Vinhos de Topo

Seis anos após a primeira vindima, a AdegaMãe, produtor da região de Lisboa com casa em Torres Vedras, cumpre mais um passo importante na sua caminhada apresentando os primeiros topo de gama ao mercado e lançando uma nova categoria de vinhos nesta região propondo uma mais exigente interpretação do terroir Atlântico.
A estreia do AdegaMãe Terroir merece este momento de maior atenção e exclusividade pois pretende apresentar vinhos inéditos, quer pela sua complexidade e qualidade , como também pelo caminho singular que efectuar desde a vinha até à adega.

Diogo Lopes e Anselmo Mendes apresentaram as primeiras referências com esta chancela: o AdegaMãe Terroir 2103 Branco e o AdegaMãe Terroir 2012 Tinto. Vinhos de assinatura, de número de garrafas muito limitado e com reedições apenas possíveis em anos de excepcional qualidade.
Destaque ainda para a apresentação das novas colheitas dos Reserva Dory Branco e Tinto. Sem dúvida a reforçar a posição de grandes apostas neste patamar onde a relação qualidade - preço é também nota relevante.

DORY RESERVA 2014 BRANCO | LISBOA | 12,5 % | PVP 12,5€
VIOSINHO, ALVARINHO, CHARDONNAY
ADEGA MÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
16,5
Cor amarelo citrino, leves esverdeados, aspecto jovem e limpo. Nariz onde sobressaem as notas a fruta de caroço, pêssego, alperce, alguma pêra rocha madura, com a barrica bem ligada, algumas notas de mel e mineral. Boca com volume, acidez vibrante, barrica completamente casada, fruta citrina e maçã verde, com grande frescura, elegância e mineralidade. Final de boca longo e fresco.
À mesa junte-lhe o bacalhau, o salmão e porque não o queijo de pasta mole.

DORY RESERVA 2013 TINTO | LISBOA | 14,5 % | PVP 12,5€
TOURIGA NACIONAL, MERLOT, CABERNET SAUVIGNON, PETIT VERDOT
ADEGA MÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
16,5
Cor rubi intenso, concentrado, fechado no núcleo, aspecto limpo e jovem. Nariz com notas perfumadas de violetas, pimenta da terra, pimento vermelho assado, especiaria fina, expressivo e fresco. Boca com presença, com volume, estrutura, com taninos sólidos, muita fruta vermelha e preta madura, especiarias e nota vegetal fresca. Equilíbrio, carácter e com final de boca longo e fresco.
Aqui a carne será a harmonia mais desejada, carnes vermelhas, assados no forno e caça.

ADEGAMÃE TERROIR 2013 BRANCO | LISBOA | 12,5 % | PVP 38€
VIOSINHO, ALVARINHO, ARINTO
ADEGA MÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
17,5
Cor amarelo citrino, média intensidade, nuances esverdeadas leves, aspecto límpido. Aromas muito elegantes a fruta amarela de caroço, fumados leves, salino fino, marítimo, mineral e complexo. Volume boca, cremosidade, untuosidade no toque, acidez equilibrada e precisa, com a fruta aparecer fresca, definida, envolvido em notas salinas e com um final longo, fresco e salino.
O meu primeiro pensamento de maridagem à mesa vai directo para os queijos de pasta mole, mas também para um peixe assado no forno ou o bacalhau da noite de natal.
A curiosidade de saber como estará ele daqui a alguns anos e o prazer que dá neste momento faz com que vá para a lista de prendas no meu aniversário.

ADEGAMÃE TERROIR 2012 TINTO | LISBOA | 14,5 % | PVP 38€
TOURIGA NACIONAL, MERLOT
ADEGA MÃE - SOCIEDADE AGRÍCOLA, LDA
18
Cor rubi intenso e concentrado, violetas escuros, aspecto limpo. No nariz mostra-se a fruta preta madura, fruta do bosque, turfa, pinhal, resina leve, madeira exótica, mineral. Poderoso de boca, vivaz e cheio de garra, taninos a marcar posição, envolvente, a secar o palato e a pedir comida, muito equilibrado e mostrar todo o seu potencial e guarda. Final longo e persistente.
Para além do potencial de guarda os pratos de carne vermelha regionais serão a escolha acertada.