segunda-feira, 4 de julho de 2022

Papa Figos 2021 Rosé

PAPA FIGOS 2021 ROSÉ | DOURO | 13% | PVP  6,85€
TINTA RORIZ, TINTA BARROCA,TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA
SOGRAPE VINHOS, SA
16

Vinho rosé com elegância e acidez bem colocada e em tensão, afasta-se dos seus pares mais adocicados e surpreende pela sua estrutura. Vai para a mesa com pratos de peixe com alguma gordura e comporta-se à altura. Bela surpresa.
Cor rosa pálido, tonalidade aberta, casca de toranja, aspecto límpido e jovem. Nariz delicado e elegante, fruta vermelha madura, morango e framboesas, leve floral perfumado, alguma nota pedra lascada, perfil directo e fresco. Boca com textura macia, acidez fina e firme, secura bem medida, boa tensão persistência, fruta sumarenta, ligeiro toque vegetal no final de boca longo e persistente.

domingo, 3 de julho de 2022

In.fi.ni.tu.de Indígena Semillon 2021 Branco

IN.FI.NI.TU.DE INDÍGENA SEMILLON 2021 BRANCO | LISBOA | 12% | PVP  15€
SEMILLON
OSÓRIO & GONÇALVES, SA
17,5

O portefólio deste produtor sintrense era apenas composto por vinhos tintos. A colheita de 2021 marca o nascimento de dois vinhos brancos. O In.fi.ni.tu.de blend branco (do qual também falaremos em breve) e este Indígena feito 100% a partir da casta Semillon que trás consigo tudo o que este terroir único entre mar e serra pode trazer a um vinho.
Marca pela sua acidez vibrante e salina, pelas sua notas hortícolas subtis, mas que tanto lhe acrescentam e a aptidão para o casamento à mesa com peixes mais gordos e pratos mais complexos.
Cor amarelo citrino aberto, ligeiros esverdeados, aspecto límpido e jovem. Aromas bem medidos de fruta citrina, bergamota, limonado, fruto de pomar, fresco, salino marítimo saliente, notas vegetais horticolas em fundo, ervilha, algum tomate verde, perfil fresco. Boca com acidez vibrante, seco, puxa pela gengiva, trabalha, boa tensão, textura mordiscável, nota de mar, salgado, citrino, sumarento, continuando a mostrar um toque vegetal quase imperceptível, mas que está lá, longo final de boca.

sábado, 2 de julho de 2022

Gala Vinhos do Tejo 2022 Os Melhores Em Quatro Iniciativas Distintas

O evento que premeia anualmente os Vinhos do Tejo, os seus agentes económicos e personalidades, a sua harmonização com a gastronomia nacional e internacional, o enoturismo e as valências que mais se destacam na região aconteceu na noite do passado sábado 25 de Junho. 
Promovida pela Comissão Vitivinícola Regional do Tejo e pela Confraria Enófila de Nossa Senhora do Tejo , a Gala Vinhos do Tejo 2022 reuniu mais de 300 pessoas no Hotel dos Templários, em Tomar, tendo voltado ao seu formato de jantar de entrega de prémios. Há galardões que são entregues todos os anos, como os Prémios Vinhos do Tejo e os vencedores do Concurso Vinhos do Tejo. Este ano foi também tempo de levar ao palco os vencedores do concurso de vinhos e iguarias Tejo Gourmet e os eleitos no prémio Tejo Anima.
 
Na sua 12.ª edição, o Concurso Vinhos do Tejo 2022 contou com 166 amostras, de entre as quais se destacaram, com direito a Medalha Excelência, o Zé da Leonor Reserva tinto 2020, da Casa Agrícola Rebelo Lopes; e o Quinta do Casal Monteiro Grande Reserva Fernão Pires branco 2019, da Quinta do Casal Monteiro, que já na edição de 2021 tinha subido ao palco com este mérito, mas atribuído ao seu Grande Reserva tinto. 
Foram 9 os vinhos distinguidos com Grande Medalha de Ouro, com a Enoport Wines a destacar-se com três deles: dois Cabeça de Toiro Grande Reserva, o branco 2019 e tinto 2017, e o Quinta São João Batista Grande Reserva tinto 2018. 
O agente económico Agrovia conseguiu duas medalhas para a sua Quinta da Lapa, atribuídas ao Reserva branco 2019 e ao Touriga Nacional Reserva tinto 2018. O mesmo aconteceu com os vinhos Alvarinho & Viognier Reserva branco 2020 e o Abafado 5 Years Fernão Pires branco 2016 da Quinta da Alorna. Destaque ainda para o 75 1st Collection Reserva tinto 2018, acabado de lançar pela Three Quarters Wines, e para o Paciência Moscatel Graúdo Reserva branco 2018, da Casa Agrícola Paciência. 
Conseguiram o galardão de Ouro 26 vinhos, entre os quais 10 brancos e 16 tintos. Já os diplomas de Prata foram entregues a 4 brancos, 1 rosé e 9 vinhos tintos. Como já é habitual, foram também distinguidos os melhores brancos e rosés da colheita de 2021. Os eleitos foram o Pingo Doce Sauvignon Blanc e Verdelho, o Lagoalva Sauvignon Blanc (também premiado na edição e colheita anterior), e o @batista’s By Pitada Verde Colheita Seleccionada, nos brancos; e o Herdade dos Templários, o Terra de Lobos e o Quinta do Casal Monteiro, nos rosés. 
 
Para reforçar a ligação com os seus agentes económicos, a CVR Tejo atribui os Prémios Vinhos do Tejo, que se destinam aos agentes económicos e não aos vinhos em si, sendo que uma coisa leva à outra. São cinco as categorias e, na edição deste ano, o destaque maior foi para a Enoport Wines, que fez um dueto em dose dupla: arrecadou o prémio nas categorias Enólogo do Ano, no qual levou não um, mas dois enólogos ao palco – Nuno Faria e João Vicêncio – e Empresa de Excelência. 
A empresa Santos & Seixo com a sua operação no Tejo, sob o nome Encosta do Sobral, foi eleita Empresa Dinamismo. O Prémio Sustentabilidade foi entregue à Companhia das Lezírias, que, curiosamente estava de parabéns na noite da Gala, ao celebrar 186 anos. Já o Prémio Carreira foi entregue a Pedro Castro Rego, Grão-Mestre da Confraria Enófila Nossa Senhora do Tejo e Presidente da Federação das Confrarias Báquicas de Portugal. 
 
A 10.ª edição do Tejo Gourmet foi a mais concorrida de sempre, tendo participado 63 restaurantes de Portugal continental e ambas as ilhas, 33 dos quais em estreia. Uma iniciativa que tem como objectivo promover os Vinhos do Tejo e aumentar a sua oferta nas cartas vínicas, sendo a avaliação feita com base em harmonizações enogastronómicas. 
O grande vencedor foi o InPar Restaurante by Aroeira Lisbon Hotel, na Charneca da aparica, ao ser distinguido na categoria Melhor Cozinha Internacional e eleito O Melhor Restaurante’ do concurso. 
Com vários trabalhos de excelência, a categoria de Melhor Promoção premiou quatro restaurantes: o Atlântico View e o Mar Aberto, ambos do grupo Miramar, na Nazaré; e o Beef & Wines e o Chalet Vicente, ambos na Madeira. 
O prémio Revelação foi atribuído em dose dupla, curiosamente duas tabernas: a Taberna Portuguesa 1865, em Rio Maior (que se destacou também com a Melhor Entrada) e a Taberna Zé Cristino, na Urqueira, em Ourém. Também premiados foram os restaurantes Burro Velho, na Batalha (Melhor Prato e Melhor Cozinha Tradicional); Capriola, no Hotel Lusitano, na Golegã (Melhor Sobremesa); Dona Laura Vinhos & Petiscos, em Évora (Melhor Casa de Petiscos); OH!VARGAS, em Santarém (Melhor Carta de Vinhos); e o Razão, integrado no Socalco Natura Calheta, na Madeira (Melhor Cozinha de Autor). 
 
Ao palco da Gala Vinhos do Tejo subiram também os vencedores da iniciativa Tejo Anima, promovida pela Rota dos Vinhos do Tejo e pela Confraria Enófila de Nossa Senhora do Tejo, com o intuito de promover o território e as suas valências de lazer. 
Diferentes de ano para ano, a edição de 2022 destacou três categorias: enoturismo; património e oferta cultural; e natureza. Os vencedores foram, respectivamente, a Quinta da Atela, em Alpiarça; o Castelo de Almourol, em Vila Nova da Barquinha; e as Salinas da Fonte da Bica, mais conhecidas por Salinas do Sal, em Rio Maior. 

Adega de Borba 2021 Branco

ADEGA DE BORBA 2021 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  3,60€
ROUPEIRO, ARINTO, ANTÃO VAZ
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
15
 
Perfil despreocupado, apostado na fruta fresca e sumarenta, no equilibrio do conjunto, uma escolha acertada para o dia-a-dia, acessível e pronto para dias mais quentes. Bebe-se bem sem mais nada a acompanhar, mas também com pratos tipicos de dias de sol como saladas, carnes brancas, peixe branco grelhado e marisco cozido. 
Cor amarelo citrino, tonalidade aberta com nuances esverdeadas, límpido e jovem. No nariz mostra, com exuberância, a fruta tropical madura, bem casada com fruto citrino e ligeiro toque mais vegetal, conjunto fresco e directo. Na boca mostra-se com levez, textura macia e pronta, acidez bem medida, fruta citrina madura, aparecendo a nota vegetal já sentida no plano aromático, final de boca longo e fresco.

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Hugo Mendes Lisboa Vital 2020 Branco

HUGO MENDES LISBOA VITAL 2020 BRANCO | LISBOA | 11% | PVP  20€
VITAL
VOLÁTIL E EXÓTICO UNIPESSOAL, LDA
17

Gostei desta maior tensão e acidez fina com que se apresenta. Continua a ter um perfil muito particular e singular, apostado na leveza e elegância de cada pormenor, mais pronto para o prato e a continuar a precisar que se abra um pouco antes de ser bebido.
Cor amarelo citrino intenso, tonalidades palha e leve esverdeados, aspecto límpido e jovem. Aromas elegantes de fruta de pomar madura, marmelo, maça reineta, citrino verde, bergamota, notas pedregosas, salino até, perfil fresco. Boca com volume e textura mastigável, macio ao toque, acidez bem vincada boa secura, tensão, fruta bem presente e distinta, marmelo, equilibrado, uno, longo no final de boca e a puxar pela comida.