terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Quinta de Camarate Branco Doce 2010

Características
Tipo: Vinho Branco
Castas: Alvarinho e Loureiro
Região: Península de Setúbal
Teor Alcoólico: 11,5%
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos, SA
Preço: 7 € vap

Nota de Prova
Um branco doce como há poucos em Portugal, muito poucos mesmo, talvez mais 1 ou 2 dentro do género. Produzido a partir de duas castas tipicas da região do Vinho Verde, mas produzidas na Península de Setúbal. Sem dúvida uma escolha acertada.
Apresenta uma cor citrina suave, com laivos muito leves de dourados. Aromas perfumados, doces, com fruta tropical, alguma lima bem casada, rico.  Boca com toque suave e doçura média, leves adocicados, sem se tornar chato, com bom equilibrio entre o doce e o nivel de acidez, fresco. Ideal para um aperitivo, entradas leves ou mesmo a solo. Foi degustado durante a preparação do jantar e inicio do jantar com algumas entradas. Opção muito interessante a ter em conta e já está à venda o 2011.

Classificação: 84/100

segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Quinta do Quetzal Vinho Licoroso 2010

Características
Tipo: Licoroso
Castas: Aliante Bouschet
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 18%
Produtor: Quinta do Quetzal - Sociedade Agrícola Lda
Preço: - € vap

Agradecimento
Uma plavra de agradecimento à Quinta do Quetzal pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Ainda não se encontra à venda, mas pode começar a colocar este licoroso na sua lista de compras para breve. Produzido a partir de uvas sobremaduras da casta Alicante Bouschet com interrupção da fermentação por adição de aguardente alentejana e posterior estágio em barricas de carvalho frances por um período de 16 meses este licoroso vai proporcionar momentos deliciosos.
Cor vermelho sangue escuro, concentrado e de aspecto melado.. No nariz intensidade de fruta vermelha e preto madura, compota, com aromas doces e com leve cacau. Complexidade aromática desafiante. Na boca deixa-se tocar com suavidde, untuoso e meloso nos lábios, a fruta compota continua presente, travo doce mas não em demasia. Sentem-se bem as amoras silvestres. Final intenso.
acompanhou com excelência uma sobremesa à base de chocolate. è verdade. que pena ainda não estar à venda.

Classificação: 89/100

sábado, 25 de Fevereiro de 2012

M Migorra Espumante Rosé Bruto 2010

Características
Tipo: Espumante
Castas: Aragonez
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Henrique José de la Puente Sancho Uva
Preço: 12 € vap

Agradecimento
Uma palavra de agradecimento à Herdade da Mingorra pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Na linha dos produtos MigorraGourmert surge esta novidade, mais uma vez com uma imagem poderosa, atractiva, que recolherá, por certo, mais atenção pelo consumidor feminino, mas não só.
A cor é de um vermelho a fazer lembrar a framboesa madura, um vermelho morango bem maduro, limpido, atrai de imediato pela intensidade da cor, bolha fina e persistente. No nariz continuamos com as notas frescas da framboesa e do morango sempre com muita frescura. Na boca a sensação da espuma de bolha fina invade o palato, cremoso, frutado, fresco, meio-seco e com um acidez atraente. Não marca demasiado a boca e isso agrada.

Classificação: 85/100

quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

Caves da Montanha garrafeira Particular 1957

Características
Tipo: Vinho Tinto
Castas: Baga
Região: Bairrada
Teor Alcoólico: - %
Produtor: Caves da Montanha
Preço: 12 € vap

Nota de Prova
Um Bairrada dos anos 50, Baga 100%, um pouco mal tratado talvez pelo anterior local de repouso ou pelo próprio pessoal da empresa leiloeira. Mas é esta a aparência que se espera para um vinho com esta data, é assim que o queremos, com todas as cicatrizes deixadas pelo tempo e pela mão do Homem.
Com cuidado foi retirada a rolha. Perfeito. Saiu inteira. Pelo afunilado do gargalo um primeiro contacto olfactivo com o vinho. Pouco intenso, algumas notas do tempo, pouco mais. Ficou  descansar por um bom tempo.
Depois, muito bem dirão uns, muito mal afirmarão outros, foi decantado. Apresentava um vermelho atijolado já a perder a cor, ainda assim, límpido e brilhante. Os aromas eram agora também mais intensos. Por entre aromas já terciários, algo licorosos, deambulavam outros um pouco mais estranhos. Ficou em repouso mais um pouco e depois copo e boca com ele. Raios.... completamente intragável. Nuno, fica para a próxima. De certeza que teremos mais sorte.

Classificação: ---/100

quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Alambre Moscatel de Setúbal 2007

Características
Tipo: Licoroso Moscatel
Castas: Moscatel
Região: Península de Setúbal
Teor Alcoólico: 17,5%
Produtor: José Maria da FonsecaVinhos, SA
Preço: 6 € vap

Agradecimento
Uma plavra de agradecimento à José Maria da Fonseca pela atenção demonstrada para com o Blog Comer, Beber e Lazer na oferta para prova desta garrafa.

Nota de Prova
Na continuação dos meus anterior artigos apresento agora um Moscatel de Setúbal. A José Maria da Fonseca será neste âmbito a casa que para mim, e provavelmente para muitos consumidores, simbolizará melhor o Moscatel de Setúbal. Este é sem qualquer dúvida um seu digno representante.
Apresenta cor âmbar dourada algo escura, de aspecto límpido. Aromas onde a laranja, o alperce e as notas de toranja são predominantes, muito bem secundadas por um leve tostado a caramelo e flor de laranjeira. Na boca um primeiro toque de veludo, sedoso e algo untuoso,com corpo, deixando a sensação de melaço. Continuidade de muita fruta doce com um nivel de acidez perfeito e o toque da toranja a dar uma vivacidade e frescura notável. O final é prolongado e prazeiroso.

Classificação: 87/100

terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

Herdade da Calada Clemente de B. Licoroso

Características
Tipo: Licoroso
Castas: Moscatel
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 18%
Produtor: BCH Comércio de Vinhos, SA
Preço: 8,50 € vap

Nota de Prova
Penso que poderei classificar este licoroso como o "Moscatel do Alentejo". Embora não o possa ver como tal, trata-se na verdade de um 100% casta moscatel, mas da região do Alentejo. Experimentei e não me arrependi. Não é com certeza um Moscatel do Douro ou de Setúbal, mas um vinho diferente, próximo do moscatel de Setúbal, mais um licoroso à nossa disposição.
Cor âmbar intensa, aspecto límpido, brilhante e que cativa o olhar. No nariz somos presenteados com aromas a laranja, alperce passa e figo seco, floral, todavia predominância da fruta. Na boca toque untuoso, aveludado, com corpo e bom equilíbrio. Continuidade de fruta com casca de laranja a combinar muito bem com a sensação de figo seco. Final longo, fresco e frutado.
Na minha opinião consegue-se arranjar moscatéis dentro da mesma linha por metade do preço, o que o penaliza um pouco.

Classificação: 79/100

segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Pousada Moscatel

Características
Tipo: Licoroso Moscatel
Castas: Moscatel Galego Branco
Região: Douro
Teor Alcoólico: 17%
Produtor: Manoel D. Poças Junior Vinhos SA
Preço: 3,75 € vap

Nota de Prova
Já algum de vocês deu por este moscatel do Douro por uma dessas escondidas prateleiras de licorosos do Pingo Doce? Costuma estar um pouco escondido, a um preço bastante baixo,  com o nome Pousada e em letras pequenas Manoel d. Poças Junior. Irão encontrar um néctar de cor topázio, brilhante, definido e de aspecto límpido. Aromas típicos da casta, bem casados com notas de madeiras e flor de laranjeira. A boca é onde mais desilude depois das boas indicações de cor e aromas. Parece um pouco desequilibrado, o álcool sobressai à fruta, mas recupera de imediato. Uma agradável surpresa para o preço.

Classificação: 75/100

quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Monte Velho 2010 Tinto

Características
Tipo: Tinto
Castas: Trincadeira, Aragonês e Castelão
Região: Alentejo
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Esporão SA
Preço: 3,75 € vap

Nota de Prova
Digam o que disserem, este vinho continua a ser um nome que não deixa ninguém indiferente. Presença assídua em praticamente todo o mercado e na maioria da restauração deve ser bebido novo e representa um pouco o vinho para consumo do dia a dia. Enquanto jovem é um vinho muito correcto e equilibrado, certinho, com muita fruta no nariz e na boca. Toque aveludado, directo, sem grande complexidade e com leves notas especiadas. Não engana e vale o seu preço. Para o dia a dia sem grandes pretensões, mas também sem desilusões.

Classificação: 75/100

quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Preço e Mais Preços. Metade do Preço? Em Quem Confiar?

Hoje, enquanto folheava as páginas das Revista Visão desta semana, sou surpreendido com uma crónica/nota de prova de José A. Salvador  sob o titulo "Portos, Moscatéis e Madeiras" com alguns espécimes bem meus conhecidos. Um deles ainda bem mais fresco na memória pois comprei-o à pouco mais de uma semana por achar uma excelente compra no capitulo da relação preço/qualidade. Estou a falar do Blandy's Madeira Malmsey 10 anos. Na página 16 do suplemento Visão Sete, o preço para esta garrafa é de 29,90€. Caramba pá. 30€?????? Ou eu enganei alguém ou isto é sem dúvida uma errata pois nos três locais de venda onde aprecei esta garrafa em nenhum passava sequer metade desse valor.

segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Grandes Quintas Colheita 2009 Branco

Características
Tipo: Branco
Castas: Malvasia Fina,Síria e Gouveio
Região: Douro
Teor Alcoólico: 12,5%
Produtor: Sociedade Agrícola Casa D'Arrochella
Preço: 6 € vap

Nota de Prova
Este é um branco que me deixou algo surpreso pela imensa frescura que transmite quer em termos de nariz e boca quer pela própria cor citrina do mesmo. A sua cor citrina, de um amarelo refresco, límpido e cintilante conduz-nos de seguida a aromas também eles de predominância cítrica e com notas minerais bem presentes e leves notas a pão. Na boca é bastante frutado, lima limão, equilibrado e correcto. O final é de média duração. Surpreendeu. Gostei. Mas fiquei com uma sensação de que poderia ter sido melhor. Prima pela frescura.

Classificação: 79/100

domingo, 12 de Fevereiro de 2012

Quinta dos Carvalhais Colheita 2002

Características
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro
Região: Dão
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Sogrape - Vinhos de Portugal
Preço: 11 € vap

Nota de Prova
Este foi um vinho que bebi e gostei o suficiente para posteriormente o dar a provar às cegas e esperar pelo feedback dos convivas. Tal como eu esperava as opiniões foram positivas, algumas bastante, e mesmo no momento de indicação da região houve alguns que foram bem enganados.
Cor de um vermelho tijolo de barro, demonstrando alguma evolução e perca de cor, aspecto límpido e brilhante. Nariz com fruta madura e notas de madeira em predominância sobrepondo-se um pouco a toques de café tostado. Interessante, mas um pouco desequilibrado neste aspecto. Na boca a madeira deixa de se impor como no nariz e sobressai a fruta preta macerada, alguma fruta seca e passa e uma acidez que embora ainda bem viva estará a dar as últimas neste nível. O final é persistente e ainda algo guloso.

Classificação: 81/100

sábado, 11 de Fevereiro de 2012

Quinta dos Quatro Ventos Reserva 2006

Características
Tipo: Tinto
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Região: Douro
Teor Alcoólico: 15%
Produtor: Aliança - Vinhos de Portugal, SA
Preço: 30 € vap

Nota de Prova

A garrafa deste vinho pesa tanto como três ou quatro das normais. Grande, sólida e robusta. Aguçou-me o "apetite" para a abrir. Apresenta uma cor escuro, concentra e opaca. Aspecto límpido e lágrima persistente. No nariz uma revolução de aromas frutados, fruta preta, madura, amoras silvestres, ameixas, ginja já macerada. O casamento com notas tostadas, pimenta branca e preta e os florais é excelente e o alto teor de álcool praticamente não se revela. No palato é untuoso, gordo, enche a boca com suavidade e com um nível de acidez muito bom. A fruta continua presente e os tostados acompanham a prova. Complexo, robusto, óptimo para acompanhar bons prato de carne. O final de boca é longo. Não concordo muito com o preço pois o Quinta dos Quatro Ventos 2006, sem ser reserva, também se encontra a um muito bom nível e custa apenas 10€ e provando os dois, se calhar prefiro comprar 3 da mais barata.

Classificação: 90/100

quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Rolha de Cortiça, Rolha Sintética ou Screw Cap?

Estava eu a preparar um pequeno texto acerca do uso da rolha de cortiça versus a rolha sintética e screw cap quando o Hugo Mendes no seu Blog The Wizard Apprentice publicou "Vedante sintético ou rolha de cortiça?" e veio alterar um pouco a minha opinião acerca do tema. Sim, alterou um pouco. Porque no fundo continuo a ser bastante pro-rolha de cortiça e muito contra screw cap.
Antes de ler o artigo do TWA, tinha um ideia muito definida acerca do assunto. Se um dia fosse confrontado com o poder de decidir entre rolha de cortiça e rolha sintética iria, com 100% de certeza, escolher a rolha de cortiça. Para além do vulgo lugar-comum de que a cortiça é um produto nacional e temos que defender o que é nacional (blá, blá, blá), também a ideia presente de que um boa rolha de cortiça seria sempre o indicado para qualquer tipo de vinho contribuíam para este meu sentido de estabilidade neste pensamento. 
As rolhas sintéticas ainda não as consigo ver como uma opção, embora já tenha levado com elas em alguns vinhos estrangeiros, principalmente brancos, e não tenha visto nenhum impacto negativo no vinho. 
A screw cap apenas a vejo mesmo como uma imposição de alguns mercados, principalmente o do Norte europeu, nada mais. Vamos a ver se alguém me tira esta opinião....
Mas eis que agora entra em campo uma condicional IF que não estava à espera.. E a condicional IF aqui é representada pelo técnico, pelo enólogo. Deve o técnico ter uma palavra a dizer na escolha do tipo de rolha a utilizar? Ou devemos escutar mais o consumidor habitual e continuar a mimá-lo com a tradicional rolha de cortiça?
Penso que continuamos muito ligados à cortiça. Talvez demais para ver o outro lado. Contra mim falo neste aspecto. Sempre que vejo que o vinho que vou abrir não tem rolha de cortiça torço logo o nariz. Com razão?

terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

Quinta do Alqueve Colheita Tardia 2005

Características
Tipo: Branco Colheita Tardia
Castas: Fernão Pires
Região: Ribatejo
Teor Alcoólico: 12%
Produtor: Sociedade Agrícola Pinhal da Torre, Lda
Preço: 16 € vap

Nota de Prova

Mais um colheita tardia, uma boa escolha para acompanhar uma sobremesa ou com um Queijo da Serra. Este acompanhou um arroz doce, bem doce, que este vinho refrescou e duplicou a sensação de prazer sozinhos não alcançariam.
Apresenta cor dourada, palha, bonitos reflexos dourados. Aromas doces, fruta tropical madura, algum mel e fruta de caroço cozida. Na boca toque de veludo, untuoso, bom equilíbrio na relação álcool, doçura e acidez, continuidade da fruta cozida, maças e algum marmelo, com frescura e sem se tornar demasiado doce e enjoativo.

Classificação: 80/100

domingo, 5 de Fevereiro de 2012

Hotel Solar do Castelo - Lisboa

O Castelo de São Jorge, lá no alto, olha para Lisboa. A sua localização estratégica privilegiada fez com que pudesse ser um testemunho relevante de momentos ímpares da história de Lisboa e de Portugal. O Castelo de São Jorge continua ainda nos dias de hoje a albergar no interior das suas muralhas um pequeno núcleo de casario tipico, algum comércio local e o Solar do Castelo como único hotel no seu interior.
Num edifício do século XVIII, o palacete ergue-se no lugar das antigas cozinhas do Paço das Alcáçovas. Lugar de lendas e almas de príncipes, as portas do palacete abrem-se para o pátio nobre onde reina o azul dos pavões. Refúgio sereno debruado pela moldura lisboeta da azulejaria pombalina.
A pequena unidade composta por mansarda e dois pisos pátio nobre e jardim guarda os vestígios da memória do local. A cisterna foi preservada e o conjunto museológico de objectos encontrados durante a renovação dão conta de mais de oito séculos de História.
Tive o privilégio de à pouco tempo pernoitar no Solar do Castelo e perceber a mística do local, a serenidade com que nos acolhe, a paz que nos transmite e o descanso que é ter um hotel neste local. Para se lá chegar, numa primeira vez, pode ser um pouco complicado. Estamos a falar de um Hotel no interior de um Castelo, Património Nacional, e que por isso não está preparado da melhor forma para lá chegarmos de automóvel, mas é algo que se ultrapassa perfeitamente. Quarto confortável, espaçoso, com tecto alto e casa-de-banho alia a antiguidade do espaço à modernidade do nosso tempo em perfeita harmonia.
O pequeno almoço buffet é servido na sala “São Jorge” ou no jardim. Quando na sala "São Jorge" é possivel entre um pedaço de pão com manteiga e uma chavena de chá observar os pavões no jardim a passear e a mirarem-nos com as sua cores garridas.
Seja para descansar do buliço da semana de trabalho ou para o turista que visita Lisboa e quer perder o minimo tempo possivel em viagens para para unidades hoteleiras fora de Lisboa esta é uma escolha acertada.

sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

Portuguese Wine Bloggers: Vertical Adega de Borba Reserva "Rótulo de Cortiça"

Depois da primeira fase da visita e da prova, seguiu-se a tão esperada Vertical Adega de Borba Reserva "Rótulo de Cortiça". Já tínhamos olhado para as garrafas, fixado os anos ( um de cada década), o brilho nos olhos de cada um dos presentes era notório. Foram abertas as garrafas umas horas antes da prova, um a um foram sendo servidos nos copos. Que aroma, que brilho!
Tudo servido. Eis que o Óscar Gato diz sabiamente - agora vamos todos provar estes vinhos, cada um para si, e eu também. A seguir já falamos um pouco. E durante 10/15 minutos foi uma espécie de prazer intimo.

- Adega de Borba Reserva 2008: Cor rubi, jovem e aspecto límpido. Aromas primordiais a fruta vermelha bem madura, ligeiro vegetal, muito especiado, pimenta branca e preta. Boca com continuidade de fruta, equilibrado e com alguma secura.Nível de acidez interessante e final de boca longo..

- Adega de Borba Reserva 1994: Cor já com nota do tempo. Já com laivos castanho-alaranjado de média concentração e de aspecto límpido. Aromas demonstram também já evolução, com presença da fruta bem madura. Boca redonda, mastigável, com presença da fruta já anteriormente presente. Final longo.

- Adega de Borba Reserva 1982: Este mostrou estar em grande plano. Soube envelhecer e manter-se em forma . Cor acastanhado, com rasgos alaranjados e ligeiros esverdeados. Média concentração, cativante ao olhar. Aromas muito parecidos com o ano anterior mas com mais vegetal, pimento verde, especiarias e algumas nozes. Palato com estrutura, enche a boca e torna-se quase como que mastigável. Complexo e com nuances de fruta seca e passa. Um final persistente. 

- Adega de Borba Reserva 1977: Cor com castanhos, alaranjados e esverdeados. Aromas frutados com particularidades vegetais, especiarias e com que fruta seca. Nariz de grande complexidade e desafiante. Boca com um perfil que se vem sentindo em todos, boca larga, untuosa, frescura. É um grande vinho.O final é excelente, longo, ainda com muita frescura e elegância.

- Adega de Borba Reserva 1964: Apresenta cor castanho caramelo, muito límpido e brilhante. no plano aromático é uma verdadeira surpresa, com uma complexidade extraordinária. A fruta seca e passa estão presentes.  Muita noz e avelã, casca de laranja cristalizada, parece um Porto Colheita. Na boca, apesar de já não ter aquela vivacidade para o segurar, revela ainda fruta seca e passa, untuosidade e pronto a beber.

- Adega de Borba Grande Reserva 2009: Por último, uma prova de amostra de barrica daquele que virá a ser o próximo Grande Reserva. E que vinho já estava ali no copo. Se é assim como amostra de barrica será um portento de vinho após descansar um pouco em garrafa.Quer aromaticamente, quer de boca já um vinho pronto a beber e de gama superior. Tenho de fazer  minha reserva. 

Aqui as notas não tiveram lugar. todos eles grandes vinhos, duas grandes surpresas nos Adega de Borba Reserva 1982 e 1977 e uma confirmação para o futuro: o Adega de Borba Grande Reserva 2009. Conclusivo ainda o perfil Adega de Borba Reserva presente em todos os vinhos. Sempre presente e sempre marcante
.

quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012

Portuguese Wine Bloggers: Visita à Adega Cooperativa de Borba

No passado dia 28 de Janeiro, a convite da Adega Cooperativa de Borba, os Portuguese Wine Bloggers tiveram a oportunidade de embarcar numa viagem até ao Alentejo e conhecer melhor esta Adega que nos acompanha desde 1955, palmilhar pela sua história e provar os seus vinhos.
Hoje a Adega Cooperativa de Borba reúne 300 viticultores associados que cultivam cerca de 2.100 hectares de vinha, distribuindo por 70% castas tintas e 30% de castas brancas. Não deixam de viver as preocupações de um Adega Cooperativa, mas procuram sempre reforçar a qualidade dos seus produtos e trazer até nós alguns do símbolos vinicos do Alentejo.
Fomos recebidos e acompanhados pela Márcia Farinha e pelo Enólogo Óscar Gato. Foram os nossos guias num dia memorável, no qual tivemos oportunidade de conhcer a Adega Velha, percorrer recantos cheios de história, pedaços da vida de muitos dos produtores de vinhos da região;e ficar de boca aberta com a grandiosidade da Adega Nova, quase parecia estar a caminhar por entre as filmagens de um novo blockbuster cinematográfico de ficção cientifica. Ainda hoje, quando me lembro de entrar por aquela pequena porta, me arrepio e fico a pensar no investimento necessário para construir uma obra destas. Tivemos ainda oportunidade de efectuar uma prova a algumas das mais recentes colheitas produzidas nesta casa, efectuar uma prova vertical ao icónico Adega de Borba Reserva "Rótulo de Cortiça" e recuperar forças num delicioso almoço oferecido pela ACB, servido com excelência por uma equipa do Restaurante "A Cadeia".
A primeira parte da prova foi então ocupada pelas referências mais recentes da Adega Cooperativa de Borba da qual passo a seguir a dar nota.

- Adega de Borba Rosé 2010: Cor rosa muita claro, suave, de aspecto translúcido e limpido. Boa intensidade aromática a fruta vermelha fresca, morangos e ameixa. Boca em bom plano, equilibrado, respirando juventude e frescura. Persisência final curta, com leve agridoce. 75/100

- Senses Alvarinho 2010: Um Alvarinho Alentejano que não se quer espelho de um Alvarinho do Minho. Apresente uma cor citrina, com ligeiros esverdeados, de aspecto brilhante e límpido. Nariz intenso com muita fruta tropical, alguma fruta de polpa cozida e notas citrinas contribuindo para um conjunto muitos equilibrado. Palato que desperta frescura, ligeira untuosidade, com futa tropical bem madura e notas de baunilha bem casadas. final meio-seco, citrico e com frescura. 81/100

- Senses Verdelho 2009: Cor amarela citrina definida com alguns rasgos esverdeados. Perfume a fruto tropical com ligeiros adocicado, melado, ananás maduro, ligeira lima e notas florais muito interessantes. Na boca continuamos com um vinho jovem e fresco, suave ao toque, boa fruta citrina, boa acidez e com continuidade de notas florais subtis e alguma madeira. 80/100

- Senses Syrah 2010: Um Syrah de apenas 2.500 garrafas. Cor granada violeta escuro, de média concentração, bastante fechado, aspecto límpido e atractivo. Nariz com aromas intensos a frutos vermelhos e pretos bem maduros, quase compota, com a cereja madura e interessante chocolate com a cereja envolta. Por momentos faz lembrar o mon chéri. Também na boca o sentimos, toque aveludado embora ainda seja notória a necessidade de mais algum tempo em garrafa. Não se trata de um vinhão, mas é uma opção a considerar tendo em conta o seu preço. 82/100

- Senses Touriga Nacional 2009: De cor violácea, mais concentrada no núcleo, límpido, brilhante e cativante. Aromaticamente intenso a fruta vermelha bem madura, já compota e com mais doces, bem acompanhadas por delicadas fragância florais. Guloso no nariz, mais ainda na boca. Aqui é corpulento, untuoso, com taninos maduros, cheios, um equilibrio notável e uma acidez no ponto. Final de boca longo. Por 6€ a garrafa. Enorme relação preço-qualidade. 92/100

A vertical do Adega de Borba Reserva "Rótulo de Cortiça" fica para amanhã.

quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Prince de Saint-Aubin Sauternes 2010

Características
Tipo: Branco Colheita Tardia
Castas: Semillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle
Região: Bordéus, Sub-Região Sauternes, França
Teor Alcoólico: 13%
Produtor: Yvon Mau
Preço: 13 € vap

Nota de Prova
Elaborado a partir das principais castas dos vinhedos de Sauternes, este é um digno representante dos colheita tardia franceses tão apreciados em todo o mundo.Apresenta cor amarela palha, de aspecto límpido e jovem. Aromas a fruta cozida como a pêra e a fruta tropical, ligeiro mel, sente um pouco em formação. Na boca, um primeiro toque citrino com ligeiro adocicado, lima com crescendo de mel, água de cozedura de pêras e marmelos, casca de laranja cristalizada.Necessita de ser bebido bem fresco, mas não gelado. Acompanhará bem entradas de queijo, fois grás ou algumas sobremesas à base de fruta.

Classificação: 80/100

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