sábado, 5 de julho de 2025

Varanda de Lisboa - Tradição e Modernidade à Mesa com vista privilegiada sobre o coração de Lisboa

 
O Chef Executivo Celso Padeiro, propõe uma fusão entre tradição e modernidade, reforçando o papel da cozinha de sala, elevando o sabor em cada detalhe e homenageando a essência da gastronomia portuguesa

O emblemático Restaurante Panorâmico Varanda de Lisboa,  agora com assinatura do novo Chef Executivo Celso Padeiro, propõe uma fusão entre tradição e modernidade, reforçando o papel da cozinha de sala, elevando o sabor em cada detalhe e homenageando a essência da gastronomia portuguesa. Oferece ainda, a quem o visita, uma das melhores vistas sobre o coração de Lisboa, sendo um local privilegiado para, numa viagem sensorial de praticamente 360º, poder admirar locais únicos como o Castelo de São Jorge, passar pela Baixa Pombalina e terminar no Bairro Alto. 

Ao final do dia, apaixona pelo incrível por do sol com que nos brinda para início de um jantar a dois e pela imensidão de luz que abraça toda a sala. Regressar a um local onde já fomos muito felizes é sempre um prazer.

O Varanda de Lisboa passou recentemente por um processo de total renovação pelo que o fomos encontrar de cara lavada, com uma decoração elegante, mantendo uma linha de conforto, reforçando o carisma e identidade do espaço e reforçando a condição de detentor de um ambiente único e diferenciado, refletindo o melhor da vida urbana contemporânea.

À entrada o nosso olhar cai de imediato na garrafeira envidraçada, quase como montra do que de melhor de pode ali beber, seguindo-se o bar de serviço, ao centro, quase como dando as boas-vindas a quem espera por lugar. Linhas sóbrias, metais dourados, sofisticação e ambiente que envolve ao invés de nos tratar como intrusos.

Na mesa um couvert simples, mas que fala português e cheio de sabor. Pão de alfarroba, pão de centeio e pão branco, azeite virgem extra, azeitona britada e manteiga de chouriço alentejano. O pão brinca com todos sem excepção sem tropelias. 
A cozinha de sala é uma das novas apostas propostas, pelo que nada melhor do que começar pelo já  icónico Bife Tártaro de Novilho "à Varanda de Lisboa" para testar o conceito e confirmar que a peça está bem oleada, sendo tudo feito à nossa frente, com interacção em momentos de decisão a gosto e fazendo crescer a água na boca até o prato estar ao nosso lado.  

A dose é generosa e as tostas, de crocância deliciosa, são perfeitas no acompanhamento. Perfeito para entrada partilhada enquanto aguardamos pelos pratos principais. Entretanto, o final do dia aproxima-se do momento principal e as cores criadas no céu e nos edifícios lisboetas pelo por-do-sol criam o ambiente de sossego interior e predisposição ideal para desfrutar do prato e da experiência. Perfeito! 

O fiel amigo juntou-se a nós com o Bacalhau Lascado com Picadinho de Tomate, Azeitonas e Ovo Estrelado. O bacalhau chega um pouco escondido pelo ovo, mas não desilude em confecção e sabor. Lascas bem definidas, textura no ponto, sem estar seco ou com o sal fora de pé. As camadas provam-se juntas, a harmonia acontece em pleno. Seguro e de conforto. 

O prato de carne também trouxe o ovo estrelado à mesa. Mais uma vez, gema n ponto que foi pedido. A aposta foi novamente num clássico lisboeta e bem português. O Bife da Vazia à Portuguesa com ovo Estrelado a cavalo com aquele molho sedutor que pede desde logo o regresso do pão à contenda.  
Terminamos os pratos quentes com a certeza de que mais do que o plano estético, existe o plano do sabor e da gastronomia portuguesa muito bem interpretada. 

O momento doce foi partilhado por duas viagens sensoriais distintas. A primeira, o Creme Brûlée de Baunilha com Frutos Vermelhos, foi um verdadeiro regresso ao passado e às primeiras visitas ao Varanda de Lisboa de outros tempos. Com expectativas elevadas, fez-se silêncio e provamos. Apesar de não ser exactamente o mesmo doce, este é sem dúvida um creme brûlée dos melhores que comemos nos últimos tempos.
De seguida, o Nosso Pastel de Nata "Armado em Bom", surpreende pelo jogo notável de texturas e temperaturas, ao mesmo tempo que o sabor nos encaminha os sentidos para o tradicional Pastel de Nata. Conclusão, não é só "armado em bom", é mesmo bom.
 
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VARANDA DE LISBOA PANORAMIC RESTAURANT

Tipo de Cozinha: Clássica, Portugal, França e Espanha
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Parque Privado (Hotel) / Parque Público (Pago)
Preço médio sem bebidas: 40€ à carta / Menu Executivo 24€
Horários: Segunda-feira a Domingo. Almoço das 12:30h às 15:00h e Jantar das 19:00h às 22:30h
 
Morada: Hotel Mundial
              Praça Martim Moniz, Nº 2
              1100-341 LISBOA
         
Telefone:  +351 218 842 000

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Argilla 2019 Branco

ARGILLA 2019 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP  8,90€
ALVARINHO, VERDELHO, VIOSINHO
ANTA DE CIMA - SOCIEDADE AGRÍCOLA UNIPESSOAL, LDA
16,5

Sempre me atraiu pela imagem muito bem conseguida e por nascer num Alentejo peculiar, mais fresco, de solos argilosos e temperaturas mais amenas ao longo do ano. A sua acidez evidente, aliada a um registo mais largo e com grande capacidade de boa presença à mesa conquista e o preço é uma bela surpresa. 
Cor amarelo intenso, tonalidade palha, luminoso e brilhante. Plano aromático expressivo, mostrando a fruta tropical e citrina maduras, num registo de equilíbrio, notas de maracujá e toranja, casca de laranja, fino recorte vegetais, com apontamento a erva aromática e tez mineral envolvente. Boca de médio volume, cheio, textura macia e aveludada, acidez vibrante, aguerrida, bela tensão, seco, com a fruta citrina em destaque, muito vertical e longo no final de boca.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Montes Ermos 2022 Tinto

MONTES ERMOS 2022 TINTO | DOURO | 13,5% | PVP  3,95€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ
ADEGA COOPERATIVA DE FREIXO DE ESPADA À CINTA, CRL
15,5

Abaixo da linha dos 5€ esta será, sem dúvida, uma das opções acertadas quando pensar em vinho tinto. Prima pela oferta da fruta vermelha madura e fresca, especiaria e notas da curta passagem por barrica muito bem integradas num conjunto descontraído, mas sério e pronto para se juntar à mesa de forma feliz.
Cor vermelho com tonalidade violácea, concentrado, de auréola luminosa, límpido e jovem. No nariz coloca o foco na fruta vermelha e preta maduras, amora, cereja e ameixa preta, floral bem medido, pitada especiada, alguma torrefação, seguro. Boca com mais estrutura e corpo do que o esperado, textura macia, acidez be m colocada, equilibradora, deixando também neste plano, deixar brilhar a fruta, tanino polido, pronto e com final de boca longo e persistente.

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Pintas 2011 Tinto

PINTAS 2011 TINTO  | DOURO | 14,5% | PVP  109€
VINHAS VELHAS
WINE & SOUL, LDA
18,5

Mais de uma década, entretanto passou e o registo de elegância e precisão, enquanto não nos faz esquecer que é um Douro nascido de uma vinha com mais de 80 anos, impressiona toda a mesa. Marcado ainda pela sua juventude, embora acariciado pela passagem do tempo, tem na expressão da fruta e no equilíbrio da sua ligação com as notas da passagem por barrica de carvalho francês o seu Às de trunfo na hora de nos conquistar.
Conta ainda com o dom de brilhar à mesa, de preferência com pratos de carne que não tem pressa de nos chegar ao prato. Assados no forno, uma suculenta perna de borrego assada com batata nova, grelos e boa molhanga.
Cor vermelho de tonalidade granada, média concentração e com auréola mais aberta, aspecto límpido e cativante. Plano aromático rico e complexo, num registo expressivo, mas ao mesmo tempo elegante, com a fruta preta madura e as notas florais bem envolvidas em notas de especiaria mais exótica, algum couro, balsâmico fresco, pedregoso, desafiante e com notável frescura. Boca com volume e estrutura, embora mais polido e sem arestas, continuando a pautar a prova pela sua finesse, pelo seu pé ante pé silencioso de cada pormenor, acidez fina e prolongada, secura no ponto, com a fruta ainda a participar activamente, tanino polido, conjunto preciso e num ponto de forma notável, terminando longo e persistente.

terça-feira, 1 de julho de 2025

Burmester White Reserve Helmsman

BURMESTER WHITE RESERVE HELMSMAN  | PORTO | 19,5% | PVP  16€
MALVASIA FINA, RABIGATO, ARINTO, VIOSINHO
SOGEVINUS FINE WINES, SA 
17

Os dias mais quentes pedem também mais frescura no copo, seja num momento de refeição ou apenas de pura descontração com o vinho a solo. Este Porto Branco é decididamente para se levar à mesa. Num conjunto harmonioso entre a doçura, a sua acidez e frescura, num registo rico e complexo, será com comida que a experiência se completa. O pairing testado foi à sobremesa com um pudim de ovos que me pareceu demasiado doce para ser um casamento perfeito. Diria que uma tarte de frutos secos seria mais indicada. No entanto, esta mais frescura do Porto Branco será ligação mais do que acertada para início de refeição, com presunto finamente fatiado, com amêndoas torradas com sal e com frituras leves ou ainda com cozinha asiática. Esta ligação doce-salgado só me traz felicidade.
Visualmente atrativo, cor amarelo-dourado intenso, luminoso e brilhante. No plano aromático encontramos notas de fruta passa e de fruto seco, alperce, pêssego, amêndoa e avelã torradas, algum melaço e uma fina linha mais citrina, discreta, fresca, num blend desafiante e complexo. Boca com volume, num apontamento mais fresco, textura aveludada e untuosidade bem medida, doce equilibrado com acidez vivaz e com bom prolongamento, perfil elegante, preciso e com final de boca longo.