segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Quinta dos Carvalhais Branco Especial 2019 Branco

QUINTA DOS CARVALHAIS BRANCO ESPECIAL 2019 BRANCO | DÃO | 14% | PVP  33€
ENCRUZADO, GOUVEIO, SEMILLON, OUTRAS DA REGIÃO
SOGRAPE VINHOS, SA
18,5

A 4ª edição do Quinta dos Carvalhais Branco Especial, engarrafado em 2019, é um vinho sem ano de colheita, tal como as três edições anteriores, resultado de um lote de vinhos com uma média de 7 anos de guarda e que reforça a região do Dão como de excelência para a produção de grandes brancos e com potencial de guarda extraordinário.
São 8 as colheitas presentes no lote desta edição que empregam um nível de complexidade alto ao perfil do vinho, com um volume que nos preenche o palato, que nos agarra pela sua harmonia, pela sua elegância e frescura.   
Cor amarelo definida, tonalidade palha com nuances douradas, aspecto límpido e brilhante. Aromaticamente complexo e desafiante com notas de fruta amarela madura, algum citrino pronunciado, fruto passa e seco, nozes, pinhão, leve toque chá de limão com mel e especiarias marroquina. Casamentos perfeitos que nos agarram de imediato.
Boca com volume, algo denso e concentrado, toque de seda, texturado, com uma acidez na medida exacta e com a fruta sumarenta  e madura a acompanhar a toda a amplitude, com toque de especiaria exótica, uno, harmonioso, com final de boca longo.
De grande elasticidade à mesa, peixes mais gordos, pratos de carne orientais, queijos de pasta mole e outros. O potencial de guarda continua cá. Para beber já...  se não conseguir guardar por muito tempo. 

sábado, 29 de agosto de 2020

Vital: De Casta Quase Esquecida a Renascida

O meu primeiro contacto com esta casta já aconteceu há alguns anos na companhia de António Ventura, Enólogo à frente da equipa de enologia da Casa das Gaeiras, que, após lhe ter confidenciado a minha surpresa e interesse por conhecer mais vinhos feitos 100% a partir da casta Vital me traçou um cenário pouco risonho para o futuro da casta se continuasse a ser esquecida e preterida nas vinhas por outras castas mais produtivas e menos trabalhosas.
Por entre as suas palavras fácil foi de perceber que a contante diminuição de vinhas plantada e a perca de expressão em vinhos lhe causava alguma tristeza e desânimo, mas que estava ainda mantinha uma esperança que não fosse perdida pois ainda existiam alguns (pouco) hectares de vinha plantada ao redor da Serra de Montejunto que resistiam tal qual a história da aldeia de irredutíveis gauleses da banda desenhada.
A casta é muito vigorosa e produtiva o que neste caso não se pode considerar como algo de bom. Na mesma medida em que é vigorosa e produtiva, também o é de melindrosa e atreita a doenças, requerendo muito trabalho na vinha, como podas selectivas para que os cachos tenham mais circulação de ar, como em tratamentos. Ao minimo descuido e as uvas que ontem estavam perfeitas, podem estar no dia seguida entregues à maleita. Como consequência natural os produtores começaram a arrancá-la e a plantar outras castas.
Actualmente creio estar a assistir a um lento, mas progressivo e positivo regresso à casta Vital. Para além dos três que aqui apresento, todos da colheita de 2018 e disponíveis no mercado, podemos ainda encontrar outros vinhos feitos 100%  a partir da Vital como o Ramilo (Ramilo Wines), o António (Casal Figueira), o Coz's (Quinta dos Cozinheiros) e o Empatia (Adega Cooperativa da Labrujeira) que espero conseguir provar em breve.

CASA DAS GAEIRAS RESERVA VINHAS VELHAS VITAL 2018 BRANCO | ÓBIDOS | 13% | PVP 16€
VITAL
TAPADA DAS GAEIRAS SOC. VITIVINÍCOLA, LDA
Cor amarelo citrino, definido, tonalidade palha, aspecto límpido e brilhante. Nariz delicado, elegante, notas de fruta de caroço madura, pêssego, alperce, algum melão, marmelo cozido, leve toque citrino, alguma tisana, toque mineral, envolvente. Na boca apresenta boa cremosidade, untuosidade bem medida, acidez vivaz, controladora, fruta muito em sequência do já percepcionado nos aromas, harmosioso, elegante, com final de boca longo e persistente.

QUINTA DE PANCAS RESERVA VITAL 2018 BRANCO | LISBOA | 13% | PVP 17€
VITAL
QUINTA DE PANCAS VINHOS, SA
Cor amarelo citrino, dem defindo e intenso, aspecto límpido e brilhante. No plano aromático destacam-se as notas de fruta brancas de pomar com leve toque oxidativo, pêra rocha, marmelo, algum pêssego, alguma lichia mais ténue, notas mais maduronas, que nos desafiam, com traço salino em fundo. Boca com textura, cremosidade gulosa assente numa acidez equilibradora, fruta bem presente, com o estágio em barrica a dar-lhe maior largura, terminando com mais frescura do que inicialmente se esperava, sempre em crescendo e de longo comprimento.

LISBOA VITAL 2018 BRANCO | LISBOA | 10% | PVP 20€
VITAL
HUGO MENDES
Cor amarelo citrino, intenso, laivos esverdeados, aspecto límpido e jovem. Aromas de intensidade média a fruto do pomar, maça reineta, marmelo, pêra rocha macerada, salino. Boca a mostrar acidez equilibrada, fruta madura, maçã, algum limonado, oxidativo, ligeiro casca de laranja, toranja, secura leve, falta aqui um pouco de corpo, final de boca longo e a secar um pouco o final de boca.

Em jeito de conclusão, estes são vinhos são já, assim jovens, reveladores do muito potencial de guarda em garrafa que têm e ponto de partida para se ir à descoberta de outros já com presença no mercado ou das marcas que ainda irão aparecer no futuro.
À mesa revelam uma ser opção para uma grande amplitude de pratos. Devido à sua acidez em novo prioridade à cozinha com alguma gordura, Bacalhau à Lagareiro, Peixe Assado no Forno, como também queijos de pasta mole e sobremesas à base de fruta amarela madura.  
A casta está a ser trabalhada muito bem e merece toda a nossa atenção.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Pensão Sisudo Restaurante - Almoçageme

A caminho da Praia da Adraga, tendo já passado à porta da histórica casa Viúva Gomes, conhecido produtor de vinho  Doc Colares, e deixando para trás o buliço do centro de Almoçageme, eis que à minha direita encontro o restaurante Pensão Sisudo.
A parte exterior convida a entrar e, estacionada a viatura, entrámos e respeitando as regras de segurança sanitária, pedimos a nossa mesa. A decoração da sala está muito bem conseguida, faz lembrar outros tempos, quanse como se de uma antiga tasca se tratasse. O aspecto rústico do mobiliário, a parede com os pratos escritos a giz e o mármore das mesas parece transmitir um conforto familiar que pouco depois é reforçado pelo atendido atencioso, mas de muita proximidade das empregadas de mesa.

Em pleno estado de pandemia, as regras são cumpridas à risca, Distanciamento das mesas ocupadas, gel desifectante, mesas despojadas de artefactos até à chegada dos comensais. Tudo muito bem explicado e claro, demos atenção à ementa. Para a mesa pedimos o pão, estamos em terra de quem o sabe fazer com mestria, acompanhado do habitual couvert com azeitonas e uma manteiga. Juntamos um queijinho de mistura bem saboroso e fomos mordiscando.

A ementa não é longa, mas pedimos um petisco bem tradicional para acompanhar a espera até aos pratos principais. Uns Peixinhos da Horta quentinhos, com polme crocante, seco ec om o feijão a ter sabor. Delicioso.

Para os pratos principais resolvemos pedir um dos pratos do dia, o Arroz de Tamboril, aromático, caldoso, com sabor, a necessitar de uma pitada de sal e um pouco mais de especiaria, mas que me encheu as medidas. A dose não é pequena e se pedir um ou dois petisco de entrada dará perfeitamente para duas pessoas.

O prato de carne foi escolhido da ementa fixa. Costeletas de Borrego Grelhadas.  Não colocando em causa a parte do bicho de onde veio a carne posso afirmar que estava no ponto, suculentas, tempero certo, molho tzatziki e as batatas fritas bem viciantes. Maravilha. Acho que se fosse hoje pedia mais batatas e molho.

À sobremesa chegamos já apenas com a gula de algo doce. As sobremesas são todas feitas na casa e isso é meio caminho andado para não saltar esta parte tão importante da refeição. Os eleitos foram o Crumble de Maçã e a Delícia de Chocolate. Apenas lhes retirava a bola de gelado e não fosse a barriga estar já a encostar na mesa voltava a repetir. Simplesmente divinal.
Quanto ao vinho, embora a carta fosse curta e com poucas referências da região, o que seria aqui de apostar, não deixámos de cumprir o que para nós é de lei. Beber um vinho de um produtor da região. O Patrão Diogo branco, da Adega Viúva Gomes, foi o escolhido e não nos deixou ficar mal.
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PENSÃO SISUDO RESTAURANTE
Tipo de Cozinha: Portuguesa, Mediterrânea
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Sim.
Horário de funcionamento: Segunda-feira a Sábado: Das 12:00h-15:00h e das 18:30h-22:00h; Domingo: Das 12:00h – 15:00h.
Preço Médio p/ Refeição sem vinho: 15€

Morada: Largo Miguel Bombarda, Nº 14 e 15, 2705-029 ALMOÇAGEME
Telefone:  +351 219 291 507
Na net: Pensão Sisudo Restaurante

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Vinha Antiga Escolha 2018 Branco

VINHA ANTIGA ESCOLHA 2018 BRANCO | VINHO VERDE | 13% | PVP  12€
ALVARINHO
PROVAM PRODUTORES DE VINHOS ALVARINHO DE MONÇÃO, LDA
17

A Vinha Antiga, conceito no qual se enquandram vinhedos com mais de 30 anos, faz chegar ao meu copo mais uma prova da versatilidade da casta Alvarinho produzindo aqui um vinho com uma cremosidade e amanteigados inesperados e um trabalho de barrica muito bem feito num conjunto onde apenas a sentem os mais atentos.
Cor amarelo citrino, intenso e definido, ligeira tonalidade palha, aspecto lìmpido e jovem. Aroma intenso a fruta citrina, alguma toranja e tangerina, notas de baunilha e fumado muito leve e completamente integradas, salino, mineral, cascalho de ribeiro. Boca com uma cremosidade muito bem medida, apenas o suficiente para um toque de veludo, com acidez vivaz, acutilante, envolvendo a fruta fresca e sumarenta, saboroso, harmonioso, com final de boca longo.
Não se acanhem de o colocar à prova na mesa com pratos mais robustos e de ligação pouco provável. Recomendo uns ovos rotos ou o bem nosso bacalhau com todos bem regado com azeite, mas desafiem-no.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Montes Claros 2018 Tinto

MONTES CLAROS 2018 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  10€
ARAGONEZ, SYRAH, TOURIGA NACIONAL
ADEGA COOPERATIVA DE BORBA, CRL
15,5

Revela a fruta sumarenta e madura em destaque, num perfil jovem, pronto a beber e a chegar à mesa. Acredito que esteja no melhor momento para se beber embora não tenha dúvidas que mais um ou dois anos de guarda não lhe fará mal. 
Cor vermelho granada intenso, média concentração, bonita auréola violácea, aspecto jovem e límpido. No nariz não se enconde a fruta, mostra-se exuberante, fruta vermelha e preta madura, muito definida, alguma especiaria bem integrada, envolvente e harmonioso. Boca revela boa textura, macio e ligeiro aveludado, equilibrado, tanino polido e maduro, com a fruta a mostrar novamente a sua cor e a sua presença, conjunto uno, com final de boca longo.