quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Herdade Grande Grande Reserva AML Special Edition 2013 Tinto

HERDADE GRANDE GRANDE RESERVA AML SPECIAL EDITION 2013 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP  70€
HERDADE GRANDE
17,5

O topo de gama deste produtor Alentejano é um vinho de celebração. Uma celebração à vida e ao septuagésimo aniversário de António Manuel Lança o fundador da marca Herdade Grande. Poucas garrafas produzidas, apenas 2000 e numeradas, da quais tive o prazer de beber a com o número 595.
Cor vermelho rubi intenso, concentrado, com violetas ainda muito jovens apenas de estarmos na presença de um vinho de 2013. Aspecto limpo. No nariz encontramos uma fruta preta madura bonita, elegante e sem exageros, com um harmonioso bouquet de aromas provenientes do estágio em barrica, bem integrados, tostados leves, folha de tabaco, alguma pimenta preta e branca, envolvente balsâmico.
Boca com estrutura e corpo, acidez bem medida, com tanino presente, macio, polido e com a fruta muito bem colocada, fresca e sumarenta. Termina longo e com elegância.
Pedirá mais uns anos de garrafa, mas é um vinho já pronto para ir à mesa com alguns dos pratos tradicionais de carne do receituário alentejano... e não só.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Nunes Barata | A Vinha e o Vinho em Cabeção

Em Cabeção, concelho de Mora, no Alto Alentejo mora o projecto vitivinícola Nunes Barata. Fui visitá-lo. Conhecer um terroir de excepção que conta com um distinto historial na produção de vinhos de qualidade e já foi bem conhecido pelos seus afamados vinhos em talha. Talvez com o tempo e com a aposta, cada vez mais visível nos vinhos de talha, se volte também aqui a esse passado de sucesso.

Os irmãos Luís Miguel e José Manuel representam a sétima geração da família Nunes Barata, que sempre teve fortes tradições na vitivinicultura, dando assim seguimento a uma tradição familiar que já vem do início do século XIX. 
Em conversa com Luís Miguel foi possível sentir toda esta história e todo o seu orgulho no passado, que nem sempre foi de facilidades, com algumas quedas e sobressaltos, mas sempre a reerguer-se pleno de força. Os seus avós já aqui produziam vinho desde o ano de 1836 e recentemente, com tecnologia avançada e castas bem adaptadas aliadas a condições particulares do clima e do solo de Cabeção, foi possível regressar à produção de vinho. 

Na vinha, com cerca de 56 hectares, predominam as castas portuguesas. Nas tintas, de lista mais extensa, estão plantadas a touriga nacional, o alicante bouschet, o alfrocheiro, a baga, o cabernet sauvignon, o aragonês, a trincadeira, o tinto cão e o syrah. Quanto às castas brancas o encepamento de apenas duas, ou seja, o arinto, o viognier e o antão vaz. 
Aqui, a vinha e vinho foram, desde sempre, a principal actividade económica e com os investimentos feitos na renovação da adega e nos equipamentos podemos apostar que a vinha e o vinho vão continuar a marcar o dia a dia de Cabeção.

VINHAS DE CABEÇÃO RESERVA 2017 BRANCO | ALENTEJO| 13% | PVP 7,99€ 
ARINTO, ANTÃO VAZ, VIOGNIER 
NUNES BARATA VINHOS, SA
15,5
Cor citrino, esverdeados leves, aspecto limpo e jovem. Aromas citrinos e tropical bem casados,  directo, perfil jovem e objectivo. Na boca boa acidez, com secura equilibrada, perfil sumarento, fruta citrina e amarela de caroço, limpo. Termina longo. 

NUNES BARATA CUVÉE 2017 ROSÉ | ALENTEJO| 13% | PVP 10,49€
TOURIGA NACIONAL, SYRAH 
NUNES BARATA VINHOS, SA
16,5
Cor rosada aberta, salmonado, bastante aberto, limpo. Aromas a fruta vermelha madura fresca framboesa, morangos, toque muito leve tostado, mineral e fresco. Na boca apresenta-se seco, acidez acutilante, fruta citrina, toranja, com um final longo.
Um rosé muito interessante e até um pouco fora do esperado. 

VINHAS DE CABEÇÃO RESERVA 2016 TINTO | ALENTEJO| 14% | PVP 7,99€
TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ, SYRAH, TRINCADEIRA
NUNES BARATA VINHOS, SA
15,5
Cor vermelho intenso, média concentração, violetas jovens, limpo. Nariz com fruta vermelha e preta madura, alguma compota, toque de especiaria. Boca vivaz, jovem, a espernear, muita fruta vermelha, sumarento, longo e persistente. 

NUNES BARATA CABEÇÃO 2017 TINTO | ALENTEJO| 14% | PVP 6€ 
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, ALICANTE BOUSCHET 
NUNES BARATA VINHOS, SA
16
Cor rubi, definido, tonalidades jovens e limpas. Aromas a fruta vermelha e preta madura, intenso, algum floral discreto, elegante, fresco. Boca com corpo, acidez e fruta bem colocados, tanjno redondo, macio, mas a dizer estou cá e com final de boca longo. 

NUNES BARATA RESERVA 2015 TINTO | ALENTEJO| 14,5% | PVP 11,59€ 
SYRAH, TRINCADEIRA, ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL 
NUNES BARATA VINHOS, SA
16,5
Cor rubi, media concentração, aspecto jovem e limpo. Aroma elegante, fruta vermelha madura, algum citrino, bergamota, casca de laranja, especiaria fina, ligeiro cacau, balsâmico fresco. Boca com textura, corpo e boa estrutura, com acidez no ponto, revela boa secura, fruta vermelha madura fresca e boa especiaria. Conjunto harmonioso. Final de boca longo.
Venham os pratos de caça para cima da mesa.

NUNES BARATA GRANDE RESERVA 2013 TINTO | ALENTEJO| 15% | PVP 24,60€ 
ALICANTE BOUSCHET, SYRAH, CABERNET SAUVIGNON 
NUNES BARATA VINHOS, SA
17
Cor rubi, intenso, concentrado, aspecto limpo. Aroma fruta preta e azul, framboesa, cereja, mirtilo, com notas de pimento verde muito ao de leve, tostado composto, especiaria fina, perfil fresco. Boca pujante, cheio de força, a secar o palato, a puxar pela comida, de tanino marcado e cerrado. É um belo tinto do Alentejo que sendo de 2013 ainda se mostra com muito tempo pela frente.

NB FAMILY COLLECTION 180 EDIÇÃO COMEMORATIVA 2015 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP 40€ 
VINHAS VELHA 
NUNES BARATA VINHOS, SA
17,5
Cor amarelo citrino, aspecto limpo, jovem e brilhante. Aromas a fruta citrina e caroço, muito elegante, algum fruto seco e leve traço vegetal, pedra lascada, complexo. Boca com corpo, largo, com untuosidade, acidez e nervo. A fruta mostra-se fresca e limpa, num conjunto harmónico e de final de boca longo.
Daqueles brancos que se sabe poderem trazer ainda mais alegrias com algum tempo de guarda.

NB FAMILY COLLECTION 180 EDIÇÃO COMEMORATIVA 2014 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 48€ 
VINHAS VELHA 
NUNES BARATA VINHOS, SA
18
Cor rubi, vermelho intenso, média concentração, aspecto límpido. Nariz muito elegante e fresco, fruta vermelha e preta madura, perfume floral, notas da barrica muito bem integrada, subtil, ligeiro cacau, balsâmico envolvente. Boca com estrutura, cheio, textura complexa, grande vivacidade e acidez, mordaz, fruta vermelha fresca bem colocada, ainda novo, tanjno macio, mas presente, equilibrado, longo no final de boca.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Na Palheta Com... José Baeta

José Baeta é a primeira figura do Vinho e da Comida em Portugal a participar nesta nova série de conversas. Serão sempre 10 as perguntas e algumas serão comuns a a todos os entrevistados. No fundo, uma conversa descontraída, para ser levada a sério. O ínicio tinha de ser em Sintra!
Estive à conversa com o José Baeta. O Homem à frente da Adega Viúva Gomes é uma das caras mais conhecidas no que à região de Colares diz respeito. Ninguém fica indiferente à forma apaixonada como fala do vinho desta região e eu não sou excepção.
Os Viúva Gomes são vinhos de carácter único pela especificidade do terroir presente na Região Demarcada de Colares. Uma região caracterizada pela sua exposição a ventos salgados, nevoeiros matinais e solos arenosos com vinhas em pé-franco.

A Adega Viúva Gomes conta já com mais de 200 anos de vida. Qual a história do José Baeta neste longo caminho?
O meu percurso inicial começou pela Engenharia Mecânica e só mais tarde (há cerca de 30 anos) pelo interesse nos vinhos e no legado, decidi dedicar-me, juntamente com o meu pai e com o meu tio, à empresa de família. Um negócio fundado em 1898, inicialmente de vinhos e mercearias no centro de Sintra que, mais tarde, se dedicou exclusivamente aos vinhos. A Adega Viúva Gomes, foi adquirida pela família mais ou menos na altura da minha entrada na empresa, quase em estado de abandono.

O futuro do Vinho de Colares é um tema para horas de discussão. Consegue, de forma resumida, transmitir a sua opinião?
Sim, sem dúvida. É quase impossível prever o futuro, pois há sempre factores que não controlamos. No entanto, tenho a certeza que a região está para durar, dado os esforços de todos os intervenientes, acompanhado por um notável despertar do interesse dos consumidores por estilos diferentes e novas sensações no que toca ao produto que é o vinho. Claro, nunca atingirá as dimensões de um Alentejo ou um Douro, por uma limitação geográfica e até porque, apesar do crescente interesse, o perfil dos vinhos não o permite – serão sempre vinhos de nicho.

Se tivesse de escolher apenas uma casta qual seria? Malvasia de Colares ou Ramisco? Porquê?
Esta é difícil, não consigo eleger uma em detrimento da outra. Ambas apresentam características maravilhosas, embora o Ramisco possa ser mais desafiante pelo estágio que lhe damos a par da evolução que vai apresentando ao longo dos anos.

O consumidor do Vinho de Colares é maioritariamente português ou estrangeiro? 
Actualmente exportamos cerca de 60% da nossa produção, entre vinhos de chão de areia e de solos argilo-calcários. No entanto, a procura ao nível nacional tem aumentado bastante nos últimos anos.

Os vinhos em Portugal são baratos? 
De mais! Por vezes não consigo perceber como é que se faz vinho tão barato. A relação qualidade-preço esta muito muito favorável. Temos imensa sorte.

Os vinhos de Chão Rijo prometem grandes sorrisos nos próximos anos ou já nos conseguem fazer sorrir?
Acho que cada vez nos fazem mais sorridentes, há um potencial enorme. A Viúva Gomes anda aí a preparar umas novidades.

Que sugestões de harmonização à mesa com os vinhos da Adega Viúva Gomes? 
Não sou a melhor pessoa a fazer harmonizações. Gosto muito de acompanhar uma refeição com vinho, sabe sempre muito melhor, mas, pelo menos para mim, desfoca-me do vinho e da comida. De qualquer modo os nossos vinhos estão muito feitos para a gastronomia da região: Um peixe gordo grelhado ou umas amêijoas (ali do Restaurante da Adraga) para os brancos e umas Queijadas de Sintra ou um leitão dos Negrais para os tintos. Então uma queijada com um tinto dos antigos é maravilhoso.

As redes sociais têm ou podem ter um papel importante na divulgação do vinho em Portugal? 
Sem dúvida! Hoje em dia são uma via de comunicação com grande peso em tudo e os vinho não são excepção, pois conseguimos estar mais perto dos nossos clientes e parceiros numa lógica amigável e directa.

Onde se podem comprar os vinhos Viúva Gomes e se quisermos visitar a Adega como é possível fazê-lo? 
Vai ficar alguém esquecido e ainda vou ouvir! Mas assim com maior peso, em Sintra estamos na Garrafeira Incomum, Cantinho Gourmet e Bar do Binho. Em Lisboa, Garrafeira Nacional, Estado d’Alma, Garrafeira de Santos, Garrafeira Internacional e Comida Independente. No Porto, Prova Wine Bar e Tio Pepe.
Também é possível passar aqui na loja da adega, para provas temos o “Open Day” às quartas e ao primeiro Sábado de cada mês.

Quando bebe um copo do seu vinho e fecha os olhos em que pensa e que imagens lhe ocorrem? 
É inevitável não pensar/comparar com anos anteriores e de que forma irá evoluir. Depois disso é “sit back and relax”.

Resta-me agradecer ao José Baeta pela disponibilidade e longa vida para a Adega Viúva Gomes e os vinhos de Colares.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Almocreve Reserva 2016 Tinto

ALMOCREVE RESERVA 2016 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP  2,99€
ARAGONEZ, TRINCADEIRA, ALICANTE BOUSCHET
HERDADE MONTE DA CAL, SA
14,5

Cor vermelho intenso de média concentração, mais aberto mo bordo do copo, aspecto limpo. Aromas a fruta vermelha e preta madura, notas de fruta silvestre, envolvente fresca. Na boca mostra-se macio e aveludado, de corpo médio, tanino polido e pronto a beber. Final de boca persistente.
Um vinho que pode ser um opção para o dia a dia, para beber sem grandes formalismos e com uma relação preço-qualidade honesta.
Como companhia sugiro a comida italiana, massas e pizzas, alguma comida levemente picante e grelhados de carne.

Espírito do Côa Reserva 2016 Tinto

ESPÍRITO DO CÔA RESERVA 2016 TINTO | DOURO | 13% | PVP  5,99€
TOURIGA NACIONAL, TINTA RORIZ, TOURIGA FRANCA
RUI ROBOREDO MADEIRA VINHOS, SA
15

Cor granada, violetas escuros, média concentração, aspecto limpo. No nariz mostra fruta vermelha e preta madura, amora silvestre, notas florais, ligeiro herbaceo, giesta verde, perfil fresco. Na boca mostra boa textura e acidez, boa secura, tanino polido e pronto, fruta vermelha madura, ligeiro especiado num final de boca longo.
Um vinho que à mesa irá casar bem com pratos de carne com alguma complexidade, assados no forno, cabrito e porco em particular.

Vila Real Premium 2017 Branco

VILA REAL PREMIUM 2017 BRANCO | DOURO | 13,5% | PVP  3,99€
MALVASIA FINA, VIOSINHO, GOUVEIO
ADEGA COOPERATIVA VILA REAL, CVC CRL
15,5

Alguns vinhos exclusivos do Lidl são rótulos que desconhecemos, mas queremos conhecer e que merecem ser conhecidos. Ficam três de seguida. Este branco, um tinto do Alentejo e outro do Douro.
Cor amarelo citrino, esverdeados abertos, aspecto limpo e brilhante. No nariz a fruta citrina e de caroço com polpa amarela a mostra-se fresca e com boa intensidade, alguma notas leves de ervas aromáticas e traço mineral em fundo. Boca com algum volume e untuosidade, acidez equilibrada, citrina e sumarenta, com boa tensão e final de boca longo.
Uma boa opção nesta gama de preço, mostra-se boa aptidão para a mesa onde uma posta de salmão grelhada ou umas tiras de entrecosto no forno lhe farão boa companhia.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Estrelas Michelin Portugal 2019 | 32 Estrelas em 26 Restaurantes

Confesso que esperava mais. Sinceramente sou da opinião que merecíamos bastante mais. Todo o trabalho que tem vindo a ser feito nos últimos anos mostra a capacidade dos Chefs Portugueses e dos Restaurantes Portugueses. Pé ante pé lá vamos aos poucos.
Novidades apenas três.  A Cozinha em Guimarães (Chefe António Loureiro), G Pousada em Bragança (Chefe Óscar Geadas) e Midori em Sintra (Chefe Pedro Almeida) que mostram uma abertura mais ampla ao território nacional. Subida de uma para duas Estrelas, apenas uma para o Alma em Lisboa (Chefe Henrique Sá Pessoa). Ainda do lado positivo o facto de nenhum restaurante ter perdido a sua Estrela do ano transacto.
Parabéns a todos!

RESTAURANTES COM ESTRELA MICHELIN EM PORTUGAL
(por ordem alfabética)

DUAS ESTRELAS MICHELIN
Alma - Lisboa (chefe Henrique Sá Pessoa)
Belcanto - Lisboa (chefe José Avillez)
Il Gallo d’Oro - Funchal (chefe Benoît Sinthon)
Ocean - Porches (chefe Hans Neuner)
The Yeatman - Vila Nova de Gaia (chefe Ricardo Costa)
Vila Joya – Praia da Galé (chefe Dieter Koschina)

UMA ESTRELA MICHELIN
A Cozinha – Guimarães (chefe António Loureiro)
Antiqvvm - Porto (chefe Vítor Matos)
Bon Bon – Carvoeiro - (chefe Louis Anjos)
Casa de Chá da Boa Nova - Leça da Palmeira (chefe Rui Paula)
Eleven - Lisboa (chefe Joachim Koerper)
Feitoria - Lisboa (chefe João Rodrigues)
Fortaleza do Guincho - Cascais (chefe Miguel Rocha Vieira)
G Pousada – Bragança (chefe Óscar Geadas)
Gusto by Heinz Beck – Almancil (chefes Heinz Beck e Daniele Pirillo)
Henrique Leis - Almancil (chefe Henrique Leis)
LAB by Sergi Arola - Sintra (chefe Sergi Arola)
L’ And - Montemor-o-Novo (chefe Miguel Laffan)
Largo do Paço – Amarante (chefe Tiago Bonito)
Loco - Lisboa (chefe Alexandre Silva)
Midori – Sintra (chefe Pedro Almeida)
Pedro Lemos – Porto (chefe Pedro Lemos)
São Gabriel - Almancil (chefe Leonel Pereira)
Vista – Portimão (chefe João Oliveira)
William - Funchal (chefes Luís Pestana e Joachim Koerper)
Willie’s - Vilamoura (chefe Willie Wurger)

VI Concurso Melhores Vinhos do Alentejo 2018 | Premiados Já São Conhecidos

A sexta edição do Concurso Melhores Vinhos do Alentejo, organizada pela Confraria dos Enófilos do Alentejo em colaboração com a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) decorreu este mês e distinguiu 24 vinhos da região entre rosés, brancos e tintos.
Com o objetivo de distinguir a qualidade da produção do Alentejo e dar a conhecer aos consumidores o que de melhor é produzido na região, 121 vinhos foram analisados por um júri composto por enólogos, escanções, jornalistas e bloggers da especialidade.
À semelhança daquilo que já é habitual, o Concurso foi dirigido aos vinhos produzidos no Alentejo, certificados como Denominação de Origem Controlada Alentejo (DOC) ou Indicação Geográfica Alentejano (IG). Não houve restrições quanto ao número máximo de vinhos por produtor, tendo apenas de estar devidamente engarrafados e legalmente rotulados, com informação relativa ao ano de colheita e ostentando os correspondentes selos de certificação.

PRÉMIO DE EXCELÊNCIA
Scala Coeli – Touriga Nacional tinto 2015, Fundação Eugénio de Almeida
Valcantrina by Santos Lima Rosado 2017, Casa Santos Lima – Compª. das Vinhas, SA
Vidigueira - Grande Escolha branco 2016, Adega Coop. de Vidigueira, Cuba e Alvito, CRL


MEDALHA DE OURO
Scala Coeli – Touriga Nacional tinto 2015, Fundação Eugénio de Almeida
Rocha Rosa tinto 2012, Falcon Land – Sociedade Vinícola, Lda.
Monsaraz – Touriga Nacional tinto 2017, CARMIM – Coop. Agrícola de Reguengos de Monsaraz, CRL
Adega Mayor (Pai Chão) – Grande Reserva tinto 2014, Adega Mayor – Soc. Vitivinícola, Agrícola e Enoturistica, SA
Comenda Grande – Touriga Nacional tinto 2015, Monte da Comeda Agroturismo, Lda.
Perescuma (N.º 1) – tinto 2015, Sociedade Agrícola Perescuma, SA
Quetzal Reserva tinto 2015, Quinta do Quetzal – Soc. Agrícola, Lda.
Quid Pro Quo – Reserva tinto 2016, Casa Santos Lima – Compª. das Vinhas, SA
Vinhas da Ira – tinto 2014, H. Uva, SA
Folha do Meio – tinto 2013, Terrenus Veritae Actividades Agr. e Turísticas, SA
Valcantrina by Santos Lima Rosado 2017, Casa Santos Lima – Compª. das Vinhas, SA
Vidigueira - Grande Escolha branco 2016, Adega Coop. de Vidigueira, Cuba e Alvito, CRL
Porta da Ravessa – Reserva branco 2017, Adega Cooperativa de Redondo, CRL
Régia Colheita – Reserva branco 2017, CARMIM – Coop. Agrícola de Reguengos de Monsaraz, CRL
Tiago Cabaço Vinhas Velhas de Estremoz – branco 2017, Tiago Mateus Cabaço e Cabaço
Tapada do Chaves – branco 2017, Tapada do Chaves Sociedade Agrícola e Comercial, Unipessoal Lda.
Poliphonia – Reserva branco 2017, Granacer – Administração de Bens, SA.


MEDALHA DE PRATA
Planura – tinto 2014, Unicer – Vinhos, SA
Herdade de São Miguel - Reserva Tinto 2015, Casa Agricola Alexandre Relvas, Ldª.
Herdade das Servas – Reserva tinto 2015, Serrano Mira, SA
Morais Rocha – Reserva tinto 2013, JJMR – Sociedade Agrícola Lda.
Monte Penedo Gordo – Reserva tinto 2013, António Manuel Esteves Monteiro
Poliphonia – Reserva tinto 2015, Granacer – Administração de Bens, SA
Valcatrina by Santos Lima - Tinto 2017 – Syrah, Caça Santos Lima-Compª. das Vinhas, SA

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Monte da Raposinha | A Crescer e no Bom Caminho

A Raposinha está a crescer. Este ano fomos conhecer as novidades do jovem casal directamente ao Monte da Raposinha. Em Montargil, na zona mais a norte da região do Alentejo e a um passo da bem conhecida barragem com o mesmo nome, fica a propriedade da família Ataíde onde se produz vinho no ano de 2007. Ainda um jovem nestas andanças, são apenas 11 anos, mas o caminho tem um rumo definido e está a ser bem feito, pelo que, só podemos esperar coisas boas.

João Nuno Ataíde e a sua mulher Paula Bragança são as caras à frente do projecto, ele como gestor e ela como Enóloga tendo como suporte neste campo a bem conhecida Enóloga e Produtora Susana Esteban que neste dia ainda conseguiu juntar-se à apresentação num almoço digno de programa Masterchef onde o João desempenhou o papel à frente do "fogão" e a Paula o serviço de mesa.

Antes da prova dos vinhos e do almoço foi tempo para ver as instalações. Ainda pequena em tamanho e estrutura, mas com tudo arrumado e no sitio certo, com passos seguros em direcção ao futuro.

NÓS 2017 BRANCO | ALENTEJO | 12% | PVP 5,5€ 
ANTAO VAZ, ARINTO, SAUVIGNON BLANC
MONTE DA RAPOSINHA, LDA
15,5
Cor amarelo citrino, esverdeados jovens, limpo. No nariz mostram-se os aromas citrinos, alguma fruta amarela madura, alguma relva acabada de cortar, perfil fresco. Na boca revela boa acidez,  equilíbrio, fruta citrina em bom plano, fresco, ligeira untuosidade e com final de boca longo.  

MONTE DA RAPOSINHA 2017 BRANCO | ALENTEJO | 12% | PVP 7,90€ 
ANTAO VAZ, ARINTO, VIOSINHO
MONTE DA RAPOSINHA, LDA
16,5 
Cor amarelo citrino, limpo e jovem. Aromas intensos, fruta citrina, polpa amarela de carpço e algum tropical a formar um conjunto equilibrado, fresco e alegre. Na boca tensão e volume num bom plano, boa acidez, sumarento e elegante. Final de boca longo e com uma finess muito interessante.
Brancos em boa forma.  

ATHAYDE RESERVA 2017 BRANCO | 13% | PVP 14,5€ 
CHARDONNAY
MONTE DA RAPOSINHA, LDA
17 
Cor amarelo citrino, esverdeados abertos, brilhante e de aspecto limpo. No nariz a fruta está muito bem acompanhada pela notas leves e bem ligadas que vêm do estágio em barrica. Elegante e fino, desafiante e ao mesmo tempo muito delicado. O branco que se começa a gostar desde logo.
Na boca apenas confirmamos as nossas expectativas. Um branco com algum volume e largura, cremosidade no toque e com acidez a equilibrar muito bem o conjunto. A fruta revela frescura e em harmonia com as notas de barrica mais opulentas. Termina longo e a pedir refill rápido.
Um belo branco do alentejo, um branco de mesa, com potencial de guarda e a um preço apetecível.

MONTE DA RAPOSINHA 2017 ROSÉ | ALENTEJO | 12% | PVP 7,90€ 
TRINCADEIRA, TOURIGA NACIONAL
MONTE DA RAPOSINHA, LDA
16,5
Cor rosa petrolado intenso, aberto e de aspecto limpo. Aromas florais, com a fruta vermelha num plano muito discreto e sem grandes excessos, infusão de frutos vermelhos, fresco. Bonita acidez no palato, envolvente e com alguma estrutura, fruta fresca bem colocada e com bom  bom comprimento final.
Um rosé cuja colheita anterior me tinha deixado alguma saudade e que se mostrou à altura da expectativa. 

NÓS 2016 TINTO | ALENTEJO | 13,5% | PVP 5,5€ 
ARAGONES, SYRAH, TRINCADEIRA
MONTE DA RAPOSINHA, LDA
15,5
Cor vermelho intenso, média concentração, jovem e limpo. No nariz caminho privilegiado para a  fruta vermelha madura, alguma fruta preta de árvore, ligeiro toque vegetal num conjunto com frescura. Boca onde a fruta vermelha madura e sumarenta tem lugar de destaque, tanino redondo, macio e equilibrado. Termina longo e com alguma garra.
 

MONTE DA RAPOSINHA 2016 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 8,40€ 
TOURIGA NACIONAL, SYRAH
MONTE DA RAPOSINHA, LDA
16 
Cor vermelho com nuances violeta, média concentração, aspecto jovem e límpido. A fruta vermelha madura, alguma preta silvestre mostra-se em destaque no plano aromático, floral perfumado e fresco. Boa estrutura de boca, volume e corpo, tanino presente, polido,  com ligeira secura,  mostrando uma fruta bonita e muito limpa. Final de boca longo.

ATHAÍDE GRANDE ESCOLHA 2015 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 18,50€ 
ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL, SYRAH
MONTE DA RAPOSINHA, LDA
17
Cor rubi com violetas escuros e definidos, concentrado, aspecto limpo. No plano aromático destaque para a fruta vermelha e preta e as notas florais perfumadas, tostado leve, ligeiro toffee, especiaria fina, num conjunto muito harminioso. Na boca mostra raça, jovialidade, cheio de vida, com estrutura, volume, largura, de tanino sólido, composto e com final de boca longo e persistente.
Sem dúvida para se fazer chegar à mesa com pratos mais complexos e do Nosso receituário tradicional.

FURTIVA LÁGRIMA 2015 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 45€ 
ALICANTE BOUSCHET
MONTE DA RAPOSINHA, LDA
17,5 

Cor vermelho intenso, concentrado, violetas cerrados, escuros, aspecto limpo. Elegante de aromas, fruta preta, sem estar madurona e compotada, muito equilíbrio, com um bouquet aromático mentolado, ervas aromáticas, alguma nota de bosque, nuances fumadas leves, fresco e complexo. Boca com estrutura, opulento, muita frescura, tanino presente, marcado, potente e envolvente, a secar a boca e a pedir por comida. Final de boca longo, fresco e elegante.
O Alicante Bouschet mostra-se, mais uma vez, raínha do monocasta alentejano e com um potencial de guarda enorme. Uma vertical desta referência deve libertar muito sorriso de prazer. 

domingo, 18 de novembro de 2018

Adegga WineMarket | Em Marvila, Com Seis Chefs, 500 Vinhos e Novidades

O Adegga WineMarket Lisboa chega a Marvila no dia 1 de Dezembro com 70 produtores, 500 vinhos, 6 Chefs e muitas novidades para provar com o SmartWineGlass. 
No ano em que dá início às comemorações de 10 anos do projeto, a equipa Adegga apresenta novidades no programa e aposta no destaque de uma região e de alguns dos seus vinhos de referência: a Região dos Vinhos do Tejo é a primeira região a ser convidada para o evento. 
O Adegga WineMarket é o único evento onde é possível comprar todos os vinhos em prova e no qual os visitantes só têm de escolher o que querem receber em casa: se o bilhete “Prova” dá acesso aos 500 vinhos presentes, o bilhete “Loja” permite a mesma experiência com a possibilidade de transformar o valor da entrada (40,00 euros) em vinhos entregues na morada indicada. 
Experimentar vinhos biológicos, de ânfora e em ascensão Na edição de final de ano, o evento aposta na segmentação de experiências e apresenta o Adegga Ânfora - um espaço dedicado aos vinhos com estágio ou fermentação em ânforas de barro ou talhas - e o Adegga Bio, que destaca os vinhos biológicos, biodinâmicos, sustentáveis e naturais presentes no evento. 
Para os mais curiosos, o Adegga Rising Stars dá a conhecer novos projetos e enólogos em ascensão, contando já com confirmações como Álvaro Martinho (Douro), Arribas Wine Company (Trás-os-Montes), Herdade da Anta de Cima (Alentejo), Hugo Mendes (Lisboa), Portugal Boutique Winery (Douro), Rosa da Mata (Dão) e Titan of Douro (Douro) e Vale dos Ares (Monção e Melgaço). 
Tejo é a primeira Região convidada e sobe ao Palco Adegga Pela primeira vez, o Adegga WineMarket convida uma região de vinhos a mostrar algumas das suas referências num espaço próprio dentro do evento. Os vinhos do Tejo convidam 14 produtores a apresentar uma seleção de vinhos com diferentes perfis. Duas provas comentadas - “Os brancos de Fernão Pires do Tejo” e “Três Terroirs do Tejo” - sobem ao Palco Adegga, um espaço novo criado para dar voz aos temas que se integram na experiência do evento. 
Sala Premium: vinhos raros pela mão dos sommeliers Ivo Peralta e Francisco Oliveira Num evento em que há vinhos entre os 5 e os 50 euros, a Sala Premium é o ponto de encontro de apreciadores de vinhos raros e especiais, materializando-se numa área exclusiva que terá provas de brancos e tintos topo de gama, vinhos do Porto, Madeira e Moscatel de Setúbal antigos, servidos pelos sommeliers Ivo Peralta (Restaurante Epur) e Francisco Oliveira (Mundo do Vino) que estão disponíveis para esclarecer qualquer dúvida. Uma experiência inesquecível, que acontece numa zona especial dentro do evento com acesso limitado a reserva antecipada. 
Após 26 edições, o Adegga WineMarket passou já por destinos como o Porto e o Algarve, internacionalizou-se em Estocolmo, Bruxelas e Berlim, mas regressa sempre ao lugar onde tudo começou: Lisboa. Nesta edição, o evento muda-se para Marvila e dá protagonismo ao vinho num dos bairros mais icónicos da cidade. 
Os bilhetes e informações adicionais estão em https://adegga.com
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ADEGGA WINEMARKET LISBOA 2018
Armazém 16, Marvila, Lisboa
Sábado, 1 de Dezembro de 2018
Horário: 14:00H às 21:00H
Preços: Prova 15€ online / 20€ à porta, 40€ Loja, 60€ Loja Duplo, 50€ Sala Premium

sábado, 17 de novembro de 2018

Quinta do Gradil Tinta Roriz 2015 Rosé

QUINTA DO GRADIL TINTA RORIZ 2015 ROSÉ | LISBOA | 12% | PVP  €
TINTA RORIZ
QUINTA DO GRADIL SOCIEDADE VITIVINÍCOLA, SA
15,5

Um vinho com uma história especial. Apenas 1000 garrafas produzidas e resultante da casta tinta roriz vindimada a 19 de setembro de 2015 no evento da Festa das Vindimas da Quinta do Gradil e com a participação de vários convidados.
O rótulo foi desenhado pelas crianças que nesse dia também estiveram presentes nessa bonita festa.
Cor salmão intenso, com nuances alaranjadas, aspecto limpo. No nariz conserva ainda as notas a frutos vermelhos maduros, morango e framboesa em destaque, num conjunto com boa frescura e equilíbrio. Boca com algum volume, acidez vivaz, mais seco, com a fruta vermelha a mostrar-se mais uma vez em bom plano e com um final de boca longo.
Um rosé de 2015 aberto em 2018 e que ainda mostra estar em forma. Muito bem.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Restaurante The Mix - Cascais

O restaurante The Mix, situado praticamente em cima do mar de Cascais no Farol Hotel, convida a experimentar os sabores tradicionais da cozinha portuguesa sob a influência mediterrânica da frescura dos alimentos, com um twist de cozinha de autor e aliado a uma vista soberba para o Atlântico. Quando visitámos o Sushi Design deitámos desde logo o olho ao The Mix, por isso, cá estamos agora para contar a história do vizinho do lado.
Confesso que este Restaurante deve originar duas experiências completamente diferentes dependendo da hora em que o visitemos. Se ao almoço, com todo aquele azul do mar e do céu a entrar pelas paredes totalmente em vidro, toda aquela luz natural a fazer com que a escolha à mesa recaia em pratos mais leves. À noite, como foi o nosso caso, com o misterioso do mar sob o céu estrelado e o ambiente mais intimista no interior, faz com que se queira demorar mais no que temos no prato e pedir pratos mais quentes.

Como primeira surpresa da noite, assim que olhamos para a ementa, o nome do Chef Miguel Paulino. Anteriormente no Panorama do Sheraton Lisboa e ainda com poucos meses de casa, nada como começar com aquela sensação de confiança no que está para vir.
Mesa minimalista e clean, com serviço simpático e atencioso, serviço de vinhos sem falhas, quer nas temperaturas, quer na escolha dos vinhos para cada momento e boa explicação de cada prato.

O couvert é trazido para a mesa pouco depois de escolhermos a nossa refeição. Uma Selecção de Pão (Pão Branco, Pão de Sementes e Pão de Azeitona), Manteigas (Manteiga com Sal e de Beterraba) e Azeite Dop que foi servido à nosSalada de Funcho e Shot de Papaia Fresco, leve, equilibrado. Sabores consensuais e de ligação clássica.sa frente e mostrada a garrafa.  Para completar umas linhas de Sal dos Himalais e Flor de Sal. Perfeito para entreter de início, com as manteiga de beterraba a recolher a preferência e o azeite, com travo verde, perfeito para ir alternando com a manteiga.

Alguns minutos passados, chegava à mesa o Amouse Bousche do Chef. Salada de Funcho e Shot de Papaia. Fresco, Simples, leve, equilibrado. Sabores consensuais e de ligação clássica.


Pouco depois, como entrada, o Creme de Carabineiro. Ponto de cozedura perfeito, sabores super equilibrados, manga ripada e a refrescar cada momento uma erva aromática e ficou cá marcada, mas da qual não se conseguiu o nome. Acompanhado pelo rosé Lima Mayer de 2016 num belo momento de harmonização. 

Os pratos de peixe vieram de seguida. produtos nacionais que são quase obrigatórios à mesa dos portugueses. O bacalhau e o polvo.
O Bacalhau Confitado, com Texturas de Ervilha, Abóbora Salteada com Hortelã, Telha de Broa e Azeitona e o Polvo Grelhado com Puré de Batata Doce, Mel e Canela, e Cuscus de Bróculos. Dois pratos com a cozedura no ponto, sabores genuínos e equilibrados e de difícil escolha como o melhor. O casamento no copo com a acidez e frescura do Cidrô Chardonnay branco de 2017 foi perfeito. Cada vez mais o branco para o bacalhau  e o polvo.

Os pratos de carne trouxeram também à mesa dois sabores clássicos da cozinha portuguesa. O leitão assado e o borrego.
O Leitão Assado, Laranja Caramelizada, Chips de Batata Doce, Cremoso de Cherovia e Cebolo grelhado e uma Ballontine de Borrego Com Molho de Laranja, Rosti de Maça e Salada de Cogumelos Silvestres. Confesso que se pudesse ainda lá estava a petiscar naquele borrego. Que prato magnífico. Adoro estes sabores de Outono. O Leitão aqui perdeu perante tão opulento adversário, por isso o melhor é não juntar os dois novamente. No copo o Ninfa tinto de 2013 a revelar estrutura, acidez e frescura para levar os pratos até ao final.

Por fim as sobremesas, numa escolha com momento completamente distintos. Os sabores do Chocolate por um lado e do Chá Verde do Outro.  O Chef Pasteleiro Michael Rocha tomou aqui o protagonismo.
Os sabores mais asiáticos da Mousse de Chá Verde, Citrinos, Texturas de Sésamo Preto e Wasabi, quase neutros por um lado, intensos com aparecia o wasabi, uma verdadeira montanha russa de sensações e os sabores do Paifait de Chocolate de São Tomé com Chocolate Negro de São Tomé, Banana, Caramelo e Laranja sem dúvida uma recomendação para os mais gulosos.

Um visita nesta altura do ano é aproveitar o calor e conforto destes pratos e sempre com o mar presente do outro lado do vidro.
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RESTAURANTE THE MIX - FAROL HOTEL
Tipo de Cozinha: Autor, Mediterrânea
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Sim
Estacionamento: Com Parqueamento no Hotel
Horário: Todos os dias das 12:30h às 15:00h e das 19:30h às 22:30h 
Preço Médio p/ Refeição: 45€

Morada: Farol Hotel - Avenida Rei Humberto II de Itália, Nº 7 2750-800 CASCAIS
Telefone:  +351 214 823 490
Na net: https://farol.com.pt/pt/restaurante-the-mix

São Miguel Espumante Blanc Des Blancs Bruto 2013 Branco

SÃO MIGUEL ESPUMANTE BLANC DES BLANCS BRUTO 2013 BRANCO | BAIRRADA | 12,5% | PVP  18€
CHARDONNAY
SOCIEDADE AGRÍCOLA E COMERCIAL VINHOS MESSIAS, SA
16,5

A nova referência da Messias na Bairrada começa aos poucos a aparecer mais nas garrafeiras e eventos e a mostrar-se ao consumidor de vinho. Imagem a cortar com o mais tradicional da Messias, mais moderno, cativa e é difícil não reparar nela.
Este é um dos espumantes São Miguel. Elegância, Leveza e frescura, um grande espumante da Bairrada.
Cor amarelo citrino, definido, com bolha persistente e bolha finíssima. Delicado e fino de aromas, fruto citrino amparado e envolvido em leves notas de pão torrado, fruto seco e algum biscoito de manteiga. Na boca revela mousse suave, leve e fresca, com acidez crocante, mais seco, conjunto pleno de equilíbrio e elegância.
Acompanhou, com distinção, uma entrada de Foie Gras com compota de cebola vermelha.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Marquês de Borba 2017 Tinto

MARQUÊS DE BORBA COLHEITA 2017 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP  5,49€
ALICANTE BOUSCHET, ARAGONEZ, TRINCADEIRA, TOURIGA NACIONAL, PETIT VERDOT, MERLOT
J PORTUGAL RAMOS VINHOS, SA
16

Cor rubi intenso, média concentração, aspecto limpo e jovem. No nariz brilham os aromas a fruta vermelha madura, fresco e limpa, especiaria fina, leve tostado, perfil fresco. Na boca mostra bom corpo, volume médio e alguma untuosidade, taninos frescos, polidos e macios, fruta vermelha sumarenta, equilibrado e com final de boca longo. Um valor seguro.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Caminhos Cruzados | Vinhos Modernos, Complexos e Autênticos

Visitei pela primeira vez a Quinta da Teixuga no final deste verão que se esticou quase até finais de Outubro. Situada em Vilar Seco, concelho de Nelas, no distrito de Viseu e em pleno coração da região do Dão, está rodeada por maciços montanhosos, como a Serra da Estrela e Caramulo.
Sem dúvida, uma localização privilegiada que permite excelentes amplitudes térmicas para uma boa maturação das uvas levando a que o seu lento amadurecimento produza vinhos de aromas ricos e boa acidez.
A Adega impressiona logo à entrada. Sem dúvida uma obra que marca, que mostra a identidade e autenticidade deste produtor, desenho arquitectónico de cariz moderno, arrojado e que "decalca" o logótipo da Caminhos Cruzados na própria paisagem. Inaugurada em 2017 tem uma capacidade de vinificação de cerca de 400.000 litros.

Recebidos por Paulo Santos, o homem que concebeu e idealizou todo o projecto Caminhos Cruzados, sua filha Lígia Santos que se encontra à frente da Empresa e é a sua cara mais visível e pelo Enólogo Manuel Vieira, foi possível efectuar uma visita rápida à Adega e conhecer três novos vinhos.

CAMINHOS CRUZADOS FAMILY EDITION 2015 BRANCO | DÃO | 13% | PVP 30€ 
ENCRUZADO, BICAL, MALVASIA 
CAMINHOS CRUZADOS, LDA
17,5
Em garrafa magnum (1,5L), mostra ser um daqueles brancos que nos causa o terrível dilema entre o beber já ou deixar a garrafa esquecida mais uns anos no fundo da garrafeira. Fica a certeza porém de que dará sempre imenso prazer seja ela qual for a nossa escolha.
Cor amarelo citrino, esverdeados leves, aberto e de aspecto jovem. Muito elegante de aromas, discreto, com a fruta muito ao de leve, mineral, salino, silex, complexo e fresco. Boca com frescura, largo, envolvente, fruta muito bem posicionada, muito fruta de caroço, acidez equilibrada, final longo. 

CAMINHOS CRUZADOS DESCARADA 2017 BRANCO | DÃO | 11,5% | PVP 15€
CHARDONNAY, SEMILLION
CAMINHOS CRUZADOS, LDA
16
Para aqueles que já conhecem o conceito do Late Harvest aqui está o que bem poderá ser chamado de Early Harvest, evidentemente sem o fungo da podridão nobre. Grande trabalho de enologia a partir do que podia ser uma colheita perdida.
Cor amarelo dourado, aberto, aspecto limpo e jovem. Aromas a pêssego maduro fresco, alperce, ligeiro toque a fruta passa e fruto seco, muita frescura. Na boca doce equilibrado, longe das texturas pastosas, embora rico e com ligeiro corpo, fruta de polpa amarela madura, algum citrino, equilibrado e longo de final. 

TITULAR EDIÇÃO SEM NOME 2015 TINTO | 14% | DÃO | PVP 20€ 
TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO, TINTA RORIZ
CAMINHOS CRUZADOS, LDA
17
O vinho que nasceu sem nunca ter tido um nome e num momento em que era mandatório tê-lo, em virtude de ter sido levado para uma prova no Brasil, ter ficado o Sem Nome 2015 com a possibilidade de  mais tarde se pensar em algo mais "a sério". Todavia, durante a mesma prova, toda a gente começou a pedir o Sem Nome para provar e a dizer que não se lhe podia mudar o nome. E assim ficou. 
Apenas cerca 3000 garrafas, com uvas da chamada "Vinha do Patrão" - em frente à casa de Paulo Santos, um field blend, com descanso de18 meses em barricas usadas. 
Cor rubi, vermelhos intensos, média concentração, violetas bonitos, aspecto limpo. Fruta preta madura, floral, violeta, tosta leve, especiaria fina, fresco, respirante, balsâmico. Boca vivaz, envolvente, estrutura, bela secura, tanino presente, mas já muito composto, com toda a parte de fruta bem colocada, complexo e longo.

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