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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Adega Mayor Antão Vaz 2020 Branco

ADEGA MAYOR ANTÃO VAZ 2020 BRANCO
| ALENTEJO | 12,5% | PVP  8,99€
ANTÃO VAZ
ADEGA MAYOR, SA
16,5

Mais um instrumento adicionado à orquestra para nos abrir os sentidos à melodia do vinho. Este Antão Vaz, aqui com a Arpa como instrumento associado, tem na elegância do conjunto o seu principal acorde de fundo, revelando depois um bela acidez e a fruta de qualidade. Versátil e a puxar mais os dias quentes.
Cor amarelo citrino, aberto, tonalidade esverdeada, aspecto límpido e brilhante. Aroma delicado, elegante, notas de fruta tropical e fruta citrina madura, abacaxi, lima, toranja, leve perfumado de flor branca, equilibrado e elegante. Boca com vigor, textura cremosa e envolvente, com muito boa acidez, vivaz, a deambular pela gengiva, alguma tensão, com a fruta saborosa e fresca, num conjunto equilibrado, com término de boca longo e persistente.
Recomenda-se peixe grelhado com alguma gordura, prato de marisco com mais complexidade, como lagosta com molho de coktail ou como companhia às incriveis e versáteis conservas de peixe.  

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Adega 23: Vinho, Arquitetura e Enoturismo

A Adega 23 fica à beira da auto-estrada que lhe dá o nome e pela qual, todos os anos, faço o meu caminho em direção a Carviçais. Notei a alteração na paisagem e a curiosidade foi crescendo, quer com os vinhos, quer com a nova Adega que ali foi crescendo. A primeira colheita foi realizada no ano de 2017 e recentemente fomos conhecer o branco, o tinto e o rosé da colheita de 2018.
 
O projecto Adega23 nasce da paixão que Manuela Carmona encontrou na história e cultura do vinho — àrea de interesse que lhe serviu de escape à sua profissão de médica oftalmologista. O território no qual nasceu (Sarnadas de Rodão/Castelo Branco), com o qual nunca perdeu a ligação, foi onde decidiu implementar este projecto vinícola de grande ousadia, pela originalidade, dimensão e modernidade. O primeiro elemento embaixador destas características é o próprio edifício da Adega23.
 
 
O projecto de arquitectura é assinado pelo atelier RUA, cujos arquitectos revestiram de textura e nuances de dourado o imponente edifício paralelipipédico. O edifício situa-se na cota mais alta dos 12 hectares, pelo que não passa despercebido a quem circula da autoestrada A23, a qual atravessa a vinha. O interior do edifício foi desenhado com igual cuidado para, em primeiro lugar, acomodar as exigências técnicas de vinificação e estágio e, paralelamente, criar uma área social para acolher iniciativas culturais e de enoturismo.
 

Rasgada na cinta dourada que envolve e eleva o corpo principal do edifício sobre a vinha e as serras, a varanda panorâmica é um local que nos transporta para a singularidade deste território — serras a perder de vista. Do Alto Alentejo vemos a serra de São Mamede, e da Beira Interior vemos Talhadas e a Serra de Estrela. Mas as principais influências para as características do terroir são, sem dúvida, a presença da Serra da Gardunha a sul da Adega, e a determinação necessária para produzir vinhos de grande qualidade naquele território.
 
Desde o início, o objetivo principal foi criar vinhos de excelência, autênticos e de grande elegância e, por isso, o projeto conta com um enólogo muito experiente e conhecido, de seu nome Rui Reguinga.  No entanto, foi na companhia do enólogo residente José Dias Hipólito, que fizemos uma visita à adega e vinha e se provaram os três vinhos da colheita de 2018.

Os traços comuns aos três vinhos são, sem dúvida alguma, a sua elegância e frescura, aliada a alguma complexidade e caractér muito particular que expressa a vinha de onde vem o fruto, matéria prima para os néctares.
 
ADEGA 23 2018 BRANCO | TERRAS DA BEIRA | 12,5% | PVP 12€
VERDELHO, ARINTO, VIOGNIER, SÍRIA
ADEGA 23 - AGRO-TURISMO, LDA
16,5
Cor amarelo citrino intenso, tonalidade esverdeada, pouco concentrado, aspecto límpido e jovem. No plano aromático encontramos um bouquet com muita fruta fresca e diversa, notas de citrinos, limonado, fruta de caroço, ameixa amarela, maça verde, uma lichia muito ao de leve fazendo ligação a notais florais, aparecendo, em fundo, algumas notas de pedra lascada. Na boca não conseguimos fugir deste perfil com muita fruta fresca, bem arrumada, com muito boa acidez, ligada a um traço mineral aqui mais evidente, com bom volume, untuosidade e final de boca persistente e longo. 
 
ADEGA 23 2018 ROSÉ | TERRAS DA BEIRA | 12% | PVP 12€
ARAGONEZ, RUFETE
ADEGA 23 - AGRO-TURISMO, LDA
16
Cor rosa intensa, tonalidade vermelho salmonado com alguma concentração, aspecto límpido. No nariz o destaque vai para a fruta vermelha, as notas de framboesa e morangos frescos, mostrando na boca um rosé com textura, com acidez bem medida, muito equilibrado, mostrando novamente uma fruta vermelha muito bem colocada, fruta muito sumarenta, terminando longo e elegante.

ADEGA 23 2018 TINTO | TERRAS DA BEIRA | 12,5% | PVP 12€
ALICANTE BOUSCHET, TOURIGA NACIONAL, ARAGONEZ, RUFETE, SYRAH
ADEGA 23 - AGRO-TURISMO, LDA
16,5 
Cor vermelho rubi, com tonalidade granada, concentrado, aspecto límpido e jovem. Aromas a fruta preta silvestre e fruto azul, amoras maduras, cereja e ameixa preta, mirtilos, com notas bem incorporadas de alguma tinta da china, papel quimico, cacau em pó, tudo bem envolvido por subtis notas respirantes e frescas de hortelã. Conjunto fresco e harmonico. Na boca revela um tinto mais leve e menos concentrado do que se previa, com uma frescura e acidez muito bem colocadas, aliadas à fruta que se mantém sumarenta e bonita, bem como a um traço especiado em final de prova. Término de boca longo e persistente.
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ADEGA 23 
Saída 20 da A23, 6030-113 SARNADAS DE RÓDÃO
+351 910 454 141 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Adega Mayor Sangiovese 2018 Tinto

ADEGA MAYOR SANGIOVESE 2018 TINTO | ALENTEJO | 12,5% | PVP  13,49€
SANGIOVESE
ADEGA MAYOR, SA
16,5

Existem poucos Sangiovese em Portugal, ou não fosse esta uma casta de pronúncia italiana, mas os poucos que conheço nascem do Rio Tejo para sul e não fazem nada má figura. Tal como os restantes este é um vinho que merece ser conhecido, provado e bebido. É diferente do habitual alentejano? Sem dúvida. Mas é uma diferença que vale muito a pena.
Cor vermelho rubi de média intensidade, tonalidade atijolada, aspecto límpido e cativante. Aromas elegantes, delicados, fruta vermelha madura e fresca nítida, com notas fumadas leves e um perfil um pouco terroso,sempre num registo muito elegante e fino. Na boca mantém este sentido, com muito boa acidez, a secar o palato, com levez, mas com tanino muito assertivo, a mostrar alguma nespera, algum alperce mais verde, com final longo e prazeiroso. 
Será dificil não gostar. Fiquei logo a pensar num belo naco de carne vermelha mal passada, um chuleton bem feito e no ponto.


sexta-feira, 10 de julho de 2020

Atlantis Reserva 2017 Branco

ATLANTIS RESERVA 2017 BRANCO | MADEIRENSE | 12% | PVP  33€
VERDELHO 
MADEIRA WINE COMPANY, SA
17

Elaborado a partir de uvas da casta verdelho provenientes de uma vinha parcela única nas encostas vulcânicas da região oeste da Ilhada Madeira este vinho, com a enologia de Francisco Albuquerque e Rui Reguinga, fermentou em barricas de 500 litros de carvalho francês onde depois estagiou durante mais 9 meses. Depois de passado para garrafa dormitou outros 9 meses nas mesmas. Um processo que lhe garantiu a melhor forma para chegar aos nossos copos.
Bebi este 2017 recentemente, numa altura em que o 2018 sai para o mercado. Atentando na forma do 2017 direi ainda que é um branco com um potencial enorme de guarda.
Cor amarelo citrino, definido, esverdeados, aspecto limpo e jovem. No nariz o terroir onde nasceu marca-lhe a fronte, entre as notas de fruta tropical madura e o harmoniosa integração das notas de estágio em barrica, surge as notas salinas, marítimas, um pouco gordas direi até. Complexo, desafiante e em evolução. Na prova de boca não esconde a percepção já vinda do plano aromático, resultando num branco com corpo e volume, untuoso, mas com uma acidez acutilante, que seca o palato e equilibra a prova. Robusto, com textura e com um final de boca que parece não conhecer fim.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Herdade Paço do Conde | As Novidades com Joachim Koerper no Eleven

A Herdade Paço do Conde deu a conhecer as mais recentes novidades da casa no Eleven, com uma ementa preparada pelo Chef Joachim Koerper. José Castelo Branco e Rui Reguinga, Sócio Gerente e Enólogo respectivamente, foram as caras mais activas num momento em que estiveram também presentes, entre outros, Paulo Mauricio (Director de Produção), Pedro Schmidt (Director Geral) e Filipe Castelo Branco (Responsável de Qualidade).

Antes de dar inicio ao evento, tanto José Castelo Branco como Rui Reguinga passaram a mensagem de um futuro ainda com mais qualidade, nunca esquecendo o passado, ainda recente, mas apontando para a frente com vinhos como o Reserva Branco 2014 e o Winemakers Selection 2011 Tinto.

HERDADE PAÇO DO CONDE 2014 ROSÉ | ALENTEJO | 12,5% | PVP 3,69€ 
ARAGONEZ, TOURIGA NACIONAL
SOC. AGR. ENCOSTA DO GUADIANA, LDA
84 / 100
Cor rosada, com nuances petroladas, menos concentrado e estraído. Aromas com boa intensidade a fruta vermelha madura, morango e alguma cereja, envoltos em frescura. Na boca um rosé equilibrado, cheio de fruta, cheio de frescura, descontraído e sério ao mesmo tempo. Bom final de boca.
Serviu para recepção aos convidados, aperitivos e para refrescar na esplanada do calor que se fazia sentir àquela hora.

HERDADE PAÇO DO CONDE 2014 BRANCO | ALENTEJO | 13% | PVP 3,69€
ARINTO, VERDELHO, ANTÃO VAZ
SOC. AGR. ENCOSTA DO GUADIANA, LDA 
84 / 100
O primeiro vinho da refeição a fazer companhia ao Amuse Bouche, um Carpacio de Polvo e Vinagrette de Laranja. Cor amarelo citrino, aspecto novo com ligeiros esverdeados.  Aromas intensos a fruta citrina, mineral, muita pedra. Boca com boa estrutura,  boa acidez e fruta, num perfil fresco.
Boa ligação com o prato.

HERDADE PAÇO DO CONDE  RESERVA 2014 BRANCO | ALENTEJO | 14% | PVP 9,99€ 
ANTÃO VAZ 
SOC. AGR. ENCOSTA DO GUADIANA, LDA
89 / 100
A Surpresa do Chef Joachim Koerper harmonizou com o reserva branco do produtor, um Risoto de Wasabi com Vieira e Lavagante. Cor amarelo citrino,  limpo e de aspecto ainda jovem. Nariz ainda marcado pela madeira,  fruta madura exótica, fumados e entorno mineral. Boca com corpo, ligeira untuosidade, acidez estaladiça,  fruta citrina, maçã verde, melão,  barrica mais ligada e comprimento de boca extenso.
A surpresa do Chef no ponto e o vinho, apesar de novo, a mostrar-se e a deixar um sorriso de canto bem marcado.

HERDADE PAÇO DO CONDE RESERVA 2011 TINTO | ALENTEJO | 14% | PVP 9,99€
SYRAH, ALICANTE BOUSCHET,  TOURIGA NACIONAL
SOC. AGR. ENCOSTA DO GUADIANA, LDA
87 / 100
Passagem aos tintos. O Leitão Confitado Com Chutney de Tomate e Maracujá começou por harmonizar com o tinto reserva. De seguida iria também ser de companhia ao Winemakers selection.
Cor rubi, concentrado no núcleo e mais aberto no perfil do copo. Aromas a fruta vermelha madura,  alguma silvestre,  barrica bem encorporada, a fruta impera. Boca com vida, acidez, bom corpo, taninos presentes e em forma, fruta madura, frescura e bom comprimento de boca.

HERDADE PAÇO DO CONDE WINEMAKERS SELECTION 2011 TINTO | ALENTEJO | 14,5% | PVP 25€
SYRAH, ALICANTE BOUSCHET,  TOURIGA NACIONAL
SOC. AGR. ENCOSTA DO GUADIANA, LDA
90 / 100
Segundo tinto para o prato de carne apresentando cor rubi, média concentração, aspecto limpo.  Aromas a fruta vermelha e preta, cerejas maduras, ameixa preta, um leve  licorado, frescura, suave mentolado, barrica completamente ligada, muito fresco. Na boca mostra-se com grande presença,  taninos marcantes, fresco, com secura que nos faz salivar, cheio, volumoso, envolve o palato de forma gulosa. Final de bica longo.

Para a sobrema, a Desconstrução de Floresta Negra, foi servido o HERDADE PAÇO DO CONDE COLHEITA SELECCIONADA 2013 TINTO, feito a partir das castas Syrah e Touriga Nacional, ainda sem rótulo e sem estar ainda no mercado, ligou na perfeição com uma verdadeira obra de arte da cozinha.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Nova Gama Contemporal Selection

O Continente lançou este mês no mercado a nova gama dos seus vinhos Contemporal: o Contemporal Selection. 
O desafio partiu do Chef Miguel Castro e Silva a três reconhecidos enólogos portugueses. A Anselmo Mendes criar um conceito diferente de vinho verde; a Rui Reguinga criar um vinho alentejano com a frescura das terras altas desta região; e com Jaime Quendera a criação de um branco e um tinto Península de Setúbal e diferentes do que normalmente é produzido nesta região. Conseguir em todos eles potencial gastronómico elevado e garantir um salto qualitativo importante em relação à gama base dos vinhos Contemporal. Para cada um dos quatro vinhos foram produzidas 6000 garrafas.

CONTEMPORAL SELECTION 2012 BRANCO PENÍNSULA DE SETÚBAL | JAIME QUENDERA | 5,99€
ARINTO, ANTÃO VAZ, CHARDONNAY
Cor amarelo citrino, nuances ligeiramente esverdeadas e aspecto limpo. Citrinos com boa intensidade no nariz complementados com notas florais e sensação de frescura. Na boca encontramos bom nível de acidez, equilibrado, com perfil frutado num corpo com ligeiro volume e untuosidade. Final de persistencia média. Versatilidade à mesa. Como aperitivo, com entradas, bacalhau e algumas carnes brancas.

CONTEMPORAL SELECTION 2012 BRANCO MINHO | ANSELMO MENDES | 5,99€
ALVARINHO, LOUREIRO, AVESSO
Cor amarelo citrino, rasgos esverdeados, aspecto límpido e brilhante. No nariz, sem ser uma explosão aromática, conseguimos boas notas minerais, pêssego maduro, fruta citrina, com muita elegância e frescura. Acidez repenicada na prova de boca, perfil seco, com fruta citrina fresca, sumarenta e toque mineral final a conferencia também elegância de boca.
CONTEMPORAL SELECTION 2011 TINTO ALENTEJO | RUI REGUINGA | 6,99€
TRINCADEIRA, ALICANTE BOUSCHET, ARAGONÊS
Cor violeta intenso, concentrado no núcleo e tornando-se mais aberto no bordo do copo. Aromaticamente expressivo, com muita fruta silvestre, amora e ameixa preta bem madura, algumas notas herbáceas leves, com toque especiado e da madeira bem equilibrado num conjunto com frescura. Na boca apresenta-se com bom volume, polido, com boa acidez e vivaz, num perfil com muita fruta madura e algumas notas vegetais e herbáceas no final de boca. Final persistente.
CONTEMPORAL SELECTION 2011 TINTO PENÍNSULA DE SETÚBAL | JAIME QUENDERA ! 6,99€
TOURIGA NACIONAL, CABERNET SAUVIGNON, TINTA MIÚDA
Cor rubi, com violetas intensos, concentrado e opaco. Nariz onde a referência aromática predominante é a floral, bem ladeada por fruta vermelha e preta madura e com o traço de madeira ainda bem presente e marcante. Na boca está pujante, com força, já macio e algo redondo, mas com os taninos ainda bem marcados. Com volume, alguma secura, fruta vermelha e preta presente e bem ligada com o conjunto, algumas boas notas especiadas e fumadas. Final longo, a pedir comida, gastronomia tradicional portuguesa.

Confesso que fiquei surpreso com os vinhos apresentados. Por mais que se diga que o rótulo não influencia ou não deve influenciar a prova acho que é quase impossível fugir a esse pré-condicionamento. E neste caso, principalmente nos tintos, fiquei surpreendido pela qualidade apresentada.