segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Duas Quintas 2024 Branco

DUAS QUINTAS 2024 BRANCO | DOURO | 13% | PVP  14,90€
VIOSINHO, RABIGATO, ARINTO
ADRIANO RAMOS PINTO VINHOS, SA
16,5

A Quinta de Ervamoira (150 metros de altitude) e da Quinta dos Bons Ares (600 metros de altitude) são o berço das uvas que dão origem a este branco emblemático do Douro, num registo bastante moderno, vibrante e equilibrado, que consegue expressar a frescura da vinha de altitude da Quinta dos Bons Ares e a estrutura da Quinta de Ervamoira. 
Muito fino e elegante, costuma ser escolha acertada para pratos de peixe, mariscos de concha mais complexos e cozinha asiática. Nunca causa arrependimento.
Cor amarelo citrino, muito luminoso e brilhante, reflexos esverdeados, aspecto límpido e jovem. Aromaticamente mostra-se pela fruta madura e fresca, citrinos e fruta de polpa amarela de caroço, pitada tropical, subtil perfumado floral, flores brancas e quase impercetível nota tosta e fumada. Na boca mantém o registo de grande equilíbrio, algum volume, textura macia, acidez vivaz e fina, fruta sumarenta, saborosa, componente mineral e final de boca longo e persistente.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Burmester Late Bottled Vintage Port 2019

BURMESTER LATE BOTTLED VINTAGE PORT 2019 | PORTO | 20% | PVP  16,39€
TOURIGA NACIONAL, TOURIGA FRANCA, TINTA RORIZ, TINTA AMARELA, OUTRAS
SOGEVINUS FINE WINES, SA
17

Ainda bem jovem e expressão fiel desta categoria de Vinho do Porto, com um toque de sofisticação e frescura evidente, com a fruta vermelha e preta madura bem marcada, especiado precioso, bela companhia, nesta fase, para sobremesas à base de chocolate e frutos silvestres, queijos de pasta mole ou, baixando-lhe a temperatura, com um belo naco de carne de vitela mal passada e apenas com sal de tempero. 
Cor vermelho retinto, tonalidade violácea-roxo escuro, concentrado, opaco, lágrima escorreita, aspecto límpido e jovem. Exuberante e intenso de aromas, com destaque para as notas de fruta preta madura,  amora silvestre, ameixa e cereja preta, subtil perfumado floral, notas de chocolate preto, muita especiaria, um fresco mentolado, casca de eucalipto. Boca com volume e estrutura, textura macia, aveludada, com doce equilibrado e elegante, casando com a fruta preta, bonita e jovem, tanino polido, mas firme, conjunto uno e com final de boca longo e persistente.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Justino's - As Novas Joias da Coroa com o Futuro no Horizonte

E
m Sintra costumam acontecer coisas muito estranhas associadas ao mundo dos fortificados nacionais. Conta o mito urbano que Paulo Cruz, um apaixonado por este tipo de vinho e proprietário do Bar do Binho, localizado bem no centro da Vila, terá criado eventos de ocorrência regular, como o Porto Extravaganza e o Madeira Wine Experience, eventos do melhor que se faz no mundo, mas em Sintra. 
Talvez por isso a Justino's, uma das mais antigas e renomadas produtoras de Vinho da Madeira, fundada em 1870, conhecida pela sua qualidade e presença global, tenha escolhido o Bar do Binho para apresentar as suas mais recentes colheitas especiais. 
 
À nossa espera Rui Viegas, Wine Educator da Justino's, apresentou as 6 novidades. O Verdelho 20 anos, o Terrantez e o Boal 30 Anos, o Tinta Negra 40 anos, o Malvasia 50 anos e um Sercial com mais de 50 anos. Um privilégio ter a oportunidade de numa manhã conseguir provar e conhecer mais de perto, distintos estilos de Vinho da Madeira com as principais castas para a produção do mesmo. 
O mais jovem e mais delicado de aromas é sem dúvida o Verdelho 20 anos, sendo também aquele que aconselho para começo de conversa a quem diz que ainda não percebe muito bem este perfil de vinho mais salino e de acidez saliente que se intromete na sensação mais untuosa e doce do Madeira. Parece crescer com o tempo e mostra bem o mar. A ligação com o queijo de cabra curado funciona com mestria. 
Aquele que mais me impressionou foi sem dúvida o Sercial com + 50 anos, de uma riqueza e complexidade incrível, mas oferecendo este néctar numa bandeja de elegância e frescura notável para a idade do blend. É um vinho de contemplação sensorial e o último vinho da prova, até porque, a seguir a ele, não queremos mais nada senão perdurar o momento. 
Ao Tinta Negra 40 anos endereço o prémio surpresa. Sabia, de antemão, que esta é a casta mais plástica e com grandes resultados nos vários perfis de Vinho da Madeira, sabia também que cada vez é mais bem trabalhada e encarada como uma Next Big Thing, mas não sabia que ia levar uma chapada de prazer deste nível ao prová-lo. Deixou para trás o registo mais caramelizado e mostra-se com uma finesse e frescura distinta, mais bolo inglês e especiaria exótica, doce equilibrado e acidez vibrante. Ficou de baixo de olho. Estes vinhos saíram para o mercado no início de janeiro deste ano.
 
JUSTINO'S 20 YEARS OLD VERDELHO | MADEIRA | 19,5% | PVP 170€
VERDELHO
JUSTINO'S MADEIRA WINES, SA
ENGARRAFADO 05/2025
18 
Cor âmbar jovem, luminoso, reflexos dourados, aspecto límpido e cativante. Muito fino e elegante de nariz, delicado e envergonhado a início de conversa, vai crescendo à medida que o ar lhe dá expressão e mais exuberância, revelando notas de fruto seco, alguma casca de laranja, melaço,  salgado evidente, embora menos iodado que o habitual, sensação de leveza e frescura. Boca num registo de feliz conjugação entre a elegância do registo e a sua complexidade e riqueza, com textura acetinada, uma gordurinha boa envolvente, acidez crocante e salgada, mostra-se a fruta, vivaz, passeia pelos sentidos, termina longo e persistente.
Belíssima ligação com o queijo de cabra com pouco tempo de cura ou para ir picando umas amêndoas torradas e levemente salgadas, mas é fazer chegar-lhe uma conserva de ventresca de atum em azeite para facilmente nos fazer sorrir.
 
JUSTINO'S 30 YEARS OLD TERRANTEZ | MADEIRA | 19,5% | PVP  250€
TERRANTEZ
JUSTINO'S MADEIRA WINES, SA
19
Cor âmbar mais escura, com leve esverdeado e acastanhado mogno, intenso, límpido e brilhante. Nariz exuberante, com notas de fruto seco torrado, faceta mais terrosa com componente de torrefação, madeira avinhada, exótica, figo seco, envolvente marítima e iodados bem medidos, finesse e complexo e complexidade de mãos dadas. Boca com menos sensação de doçura que o anterior, acidez bem vincada, com a presença das barricas mais evidente, mais longo, muito fino, mostrando também aqui registo de torrefação, muito preciso e com um final de boca que dura, dura e dura.
 
JUSTINO'S 30 YEARS OLD BOAL | MADEIRA | 19,5% | PVP  210€
BOAL
JUSTINO'S MADEIRA WINES, SA
19 
Cor âmbar definido, mais escuro e denso, com ligeiros esverdeados, aspecto límpido, brilhante e luminoso. Aromaticamente intenso e exuberante, com notas de fruto seco torrado, figo seco, encontrando aqui mais a vertente especiada, especiaria doce, noz-moscada e pimenta, bolo inglês, fruta cristalizada, algum caramelo, harmonioso e o mais directo ao perfil. Ataque de boca mais doce, com volume e textura envolvente e acetinada, vestindo-se de sedução, mostrando boa acidez no combate à percepção de doçura e à especiaria mais destacada, mantendo um caminho de elegância e equilíbrio notáveis, com as notas salgadas bem integradas e um final de boca longo, seco e fino.
 
JUSTINO'S 40 YEARS OLD TINTA NEGRA | MADEIRA | 19% | PVP  290€
TINTA NEGRA
JUSTINO'S MADEIRA WINES, SA
19
Cor âmbar escura, tonalidade azeitona com reflexos esverdeados e dourados, aspecto límpido e brilhante. Intenso e exuberante de aromas, revelando a fruta passa num primeiro plano, oferecendo um bouquet rico e complexo bem casado com apontamento de especiaria doce, fruta desidratada, bolo inglês, avelã tostada, desafiante e pleno de elegância. Boca volumosa, untuosidade envolvente, registo com alguma doçura, equilibrada com acidez proeminente e balanceada, com vertente especiada bem evidente, salino e iodado integrado, prazeroso e com longo final de boca.
 
JUSTINO'S 50 YEARS OLD MALVASIA | MADEIRA | 19% | PVP  22€
MALVASIA
JUSTINO'S MADEIRA WINES, SA
19,5
Cor âmbar definida, mais escuro, com esverdeado evidente, límpido, luminoso e cativante. No nariz, o primeiro contacto aponta a sensação mais doce e cheia, mas longe de esconder a elegância e finesse com que se apresenta desde logo, com uma nota vegetal subtil que se destaca de forma singular neste bouquet muito arrumado e onde a fruta seca e passa, as notas de bolo inglês e a especiaria se parecem casar na perfeição. Boca com largura, notória gordurinha e untuosidade glicérica, num jogo de perpétuo balanço com acidez fina, duradoura, impositiva que envolve cada segundo da prova, sente-se mais concentração, mas nem lhe damos atenção, apenas desfrutamos e seguimos num término de boca longo e de grande persistência.

JUSTINO'S MORE THAN 50 YEARS OLD SERCIAL | MADEIRA | 19,5% | PVP  380€
SERCIAL
JUSTINO'S MADEIRA WINES, SA
ENGARRAFADO 05/2025
19,5
Cor âmbar mais densa e escura, com reflexos esverdeados e acobreados a disputarem a atenção, aspecto límpido e hipnotizante. Plano aromático de extrema riqueza e complexidade, com as notas iodadas e o vinco salino próprio bem vincados e a envolver o restante bouquet, subtil acético, notas de verniz e acetona, fruto seco torrado, café e bolo de mel, harmonioso e desafiante. Boca com volume, cheio de vida e pujante, textura aveludada, envolvente, acidez vibrante, a secar a boca, a colocar tudo a mexer, uma verdadeira revolução sensorial, mostrando muito a proximidade ao Atlântico da casta, com um final de boca que parece interminável.  

A Justino´s tem feito uma aposta e um esforço meritório para ganhar tempo e lugar de relevo que havia perdido há muitos anos, ou seja, era reconhecido como o maior produtor, em volume, mas não se dedicava ao reconhecimento neste tipo de gama especial. 
Só em 2025 lançou 21 novas referências entre vinhos tranquilos, vinhos de parcela e edições especiais. Um esforço reconhecido e cada vez mais um nome a ter em conta nesta gama de Vinho da Madeira. Os meus sinceros parabéns.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Pieve Santa Restituta 2017 Tinto

PIEVE SANTA RESTITUTA 2017 TINTO | BRUNELLO DI MONTALCINO (ITA) | 14,5% | PVP  115€
SANGIOVESE
GAJA
17,5

No ano de 1994, o produtor Gaja, um dos mais conceituados e revolucionários produtores de vinho da Itália e reconhecido mundialmente por elevar a qualidade dos vinhos de Piemonte, adquire a histórica adega Pieve di Santa Restituta, em Montalcino. Destas vinhas, plantadas num terroir especial para o desenvolvimento da casta Sangiovese, chega ao nosso copo um Brunello di Montalcino elegante, intenso e equilibrado, com grande potencial de envelhecimento e com presença à mesa de luxo com pratos de carne vermelha, caça e queijos curados. 
Cor vermelho, tonalidade granada de média concentração, média com um toque de tijolo na borda. No plano aromático encontramos a fruta vermelha madura, fruto silvestre com ligeira nota de cereja mais passa, componente de bosque,  barrica integrada, folha de tabaco, tisana de chá preto, respirante e fresco. Corpo de média estrutura e volume, mantendo o registo mais fresco e sóbrio, textura macia, secura fina, com prolongamento demorado e paciente, tanino polido, firme, com a especiaria a mostrar-se mais em final de boca, longo e persistente. 

Tubarão Frisante NV Branco

TUBARÃO FRISANTE NV BRANCO | IVV | 11,5% | PVP  14,50€
LOUREIRO
RICARDO JORGE CARDEAL GARRIDO
16,5

Um branco frisante sem ano de colheita, num registo levemente oxidativo, que no início se estranha, mas que vai ganhando terreno à medida que o bebemos e que lhe juntamos comida. A agulha é quase impercetível e acaba por passar a segundo ou terceiro plano, ficando o rico jogo de aromas e uma secura bem colocada, salivante, à procura de comida e baixo álcool. Faz parte daquele tipo de vinho que nunca será consensual à mesa, mas que em presença da comida certa será motivo de alegria.
Jogou com uma conserva de cavala e azeite e , de seguida, uns lagartos na brasa. Acabou por surpreender. 
Cor amarelo intenso, com tonalidade palha e reflexos dourados, aspecto límpido e cativante. No nariz revela um perfil levemente oxidativo, notas de casca de laranja e limão, toranja vermelha, perfumado com flores brancas, folha de louro fresca, algum feno e mel, vinco mineral, pedra lascada. Boca expressiva, agulha quase impercetível, acidez vibrante, seco, reforçando o carácter oxidativo, fruta com tempo, ligeiro amargo, membrana branca da casca de toranja, salivante, salino, persistente e com longo final de boca.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Quinta dos Castelares Extra Bruto 2021 Rosé

QUINTA DOS CASTELARES EXTRA BRUTO 2021 ROSÉ | DOURO | 12,5% | PVP  24,95€
PINOT NOIR
CASA AGRÍCOLA MANUEL JOAQUIM CALDEIRA, LDA 
17

As vinhas plantadas a 700 metros de altitude da Quinta dos Castelares imprimem neste espumante toda a identidade de um terroir duriense com menos presença do efeito das cotas baixas do Rio Douro e mais próximo do enorme rochedo que se ergue sobre a margem direita do rio Douro, em Freixo de Espada à Cinta, chamado de Penedo Durão.
Lá no alto voa o Grifo e, na Primavera, o Abutre do Egipto, um pouco abaixo, para o lado contrário ao Rio Douro, as vinhas e a imagem da propriedade. Parece outro rio, mas de vinhas. Um local idílico.
O espumante prima pela finesse e elegância com que nos presenteia com fruta vermelha aninhada em notas subtis de brioche, tosta, panificação e nos agarra, na prova de boca, pela sua acidez vibrante e registo bem seco. Mais uma excelente opção para começar com ele a solo e rapidamente o levar também à mesa.
Cor rosada com tonalidade salmão aberta e luminosa, bolha fina e cordão persistente. No plano aromático revela a fruta vermelha fresca, com pitada citrina, subtil presença de notas de brioche e fruto seco torrado, delicado e fresco. Boca com mousse envolvente e fresca, agulha fina, acidez vibrante, perfil seco, bem seco, a puxar por algo à mesa, a conquistar-nos com esta vivacidade e final de boca longo e persistente.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Conversas de Comer, Beber e Lazer | Podcast T1 - EP 5

O 5º episódio desta bela aventura já se encontra disponível.  Este será mais um episódio a calcorrear Portugal. Iniciamos a viagem em solo açoreano, de onde nos chegam duas novidades da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, edições limitadas e especiais, ambas expressão singular deste terroir insular, um branco de 2021, 100% Verdelho do Pico, Arcos Vulcânicos; e um licoroso de 1998, com 27 longos anos de maturação, com a curiosidade de poder nunca lhe ter sido adicionada aguardente vínica. Logo de seguida, aterramos em Lisboa e vamos conhecer o mais recente projecto do Chef Vitor Sobral no Carvoaria, um sitio de bem comer onde as brasas e a alma da cozinha tradicional portuguesa marcam presença. Subimos à região do Tejo, em Vla Chã de Ourique, para conhecer duas novidades da região do Tejo para o nosso copo, mais precisamente da ODE Winery e com a assinatura da enóloga Maria Vicente. Por último, já pelo Alto Alentejo, lugar de destaque ao Gin português com alma japonesa com as novidades da marca de gins ultra-premium acional Beneficio.
É ouvir até ao fim.

  • Da Ilha do Pico Com Amor
  • Brasas e Tradição no Carvoaria
  • ODE Assinatura de Enóloga
  • O Alto Alentejo no Gin Benefício

Podcast no Apple Podcasts: Conversas de Comer, Beber e Lazer

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Herdade Grande Grande Reserva 2021 Branco

HERDADE GRANDE GRANDE RESERVA 2021 BRANCO | ALENTEJO | 12,5% | PVP 23,49€
VIOSINHO, ROUPEIRO, RABIGATO, VERDELHO
HERDADE GRANDE - ANTÓNIO MANUEL LANÇA
17,5

"Vinho bom em pequenas quantidades, acorda para a vida aquele 
que, por defeito do coração, está meio moribundo."
Olivier de Serres (1539-1619.) Agrón. e Escritor Francês - no contra-rótulo 

O terroir da Vidigueira tem o condão de nos oferecer brancos de distinção, resultado de uma singular união entre frescura e estrutura que a proteção da Serra do Mendro lhe garante contra os ventos quentes do Alentejo central. Estamos perante um Grande Reserva com a fruta envolvida na delicadeza da presença das notas de barrica, dono de complexidade e equilíbrio, dando volume e untuosidade ao mesmo tempo que nos presenteia com acidez fina e prolongada. Lugar cativo à mesa na companhia de pratos mais elaborados como posta de garoupa em molho de manteiga e limão com amêndoa torrada. Divinal. 
Cor amarelo citrino, luminoso, tonalidade esverdeada, aspecto límpido e jovem. No nariz não esconde a sua complexidade e perfil mais rico, mostra o fruto citrino e o fruto tropical fresco bem casado com as notas que lhe chegam pela passagem em barrica, integradas e subtis, toranja, goiaba, ligeira baunilha, vinco mineral e pedregoso. Boca com volume médio, untuosidade envolvente, textura macia, acidez fina e ajustada, com a fruta bem sumarenta ao lado de delicado tostado, fumado, harmonioso,  com final de boca longo e persistente.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Joaquim Arnaud Álvaro Pequenino 2022 Branco

JOAQUIM ARNAUD ÁLVARO PEQUENINO 2022 BRANCO | IVV | 12% | PVP  14,90€
ALVARINHO
X PREMIUM, LDA
17
 
Deixamos de estar no campo da novidade e damos lugar à certeza. O Álvaro Pequenino, assinado a três mãos, -Joaquim Arnaud, Abel Codesso e Jorge Páscoa-, revela consistência ano a após ano e reforça o perfil de versatilidade à mesa e a abordagem feliz à casta fora do seu berço de ouro.
Num registo um pouco mais volumoso, embora sem passagem por barrica, com a fruta a brincar com as notas salgadas do mesmo, mostrando acidez bem medida, salivante, num conjunto uno e harmonioso. Juntem-lhe pratos de peixe e marisco como companhia certeira.
Cor amarelo citrino luminoso e de tonalidade levemente esverdeada, aspecto límpido e jovem. No nariz oferece a fruta fresca e madura, fruta citrina, raspas de casca de laranja,  elegante na ligação às notas de flor branca e ao lado salino bem medido e temperador. Boca com algum volume e untuosidade, textura macia, com acidez bem medida e duradoura, a secar o palato, a pedir a comida, com boa fruta, sumarenta, num conjunto equilibrado, com término de boca longo e persistente.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Tongobriga Ruína Romana Alvarinho 2021 Branco

TONGOBRIGA RUÍNA ROMANA ALVARINHO 2021 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP  10,70€
ALVARINHO
MARIA CAROLINA BARBEDO MENDES 
17

A casta Alvarinho é uma das variedades brancas com maior potencial de evolução em garrafa, encantando com o seu perfil vibrante e frutado quando jovem e surpreendendo com a sua complexidade e elegância com o passar dos anos. Este Tongobriga, da sub-região dos Vinhos Verdes Amarante, revela bem o poder desta casta para agarrar os efeitos benéficos do tempo de descanso em garrafa. 
Agarra desde o primeiro contacto e acresce a seu potencial quando com companhia à mesa. A inusitada ligação com um prato de iscas de cebolada mostrou-se de equilíbrio e de escolha acertada.
Cor amarelo intenso, tonalidade palha com reflexos dourados, aspecto límpido e denotando o passar de anos.  Elegante de aromas, mesmo revelando um bouquet rico e complexo que parece ter ganho com o tempo de garrafa, não escondendo a fruta, citrinos, fruta de polpa amarela e maracujá, apontamento de mel com limão, carácter mineral mais profundo, salino, mais vincado, muita frescura e delicadeza ao mesmo tempo. Boca de médio volume, ligeira untuosidade a envolver o palato, textura macia, acidez vibrante, salivante e prolongada, notas de laranja mais madura, conjunto harmonioso e final longo e persistente.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Prémios Mesa Marcada - Conheça os Grandes Vencedores de 2025


Com novas entradas nos Top 10, maior presença feminina e distinções atribuídas a projetos emergentes e consolidados, a edição de 2025 reflete uma fase de renovação profunda do sector, sem perder de vista o reconhecimento dos percursos históricos.

O Centro de Congressos do Estoril foi ontem, dia 2 de fevereiro, palco de mais uma edição da gala dos Prémios Mesa Marcada. O evento realizou-se em Cascais, que calorosamente recebeu a gala, contando com o apoio exemplar das entidades locais, em especial do Turismo de Cascais. Cerca de 500 convidados, provenientes de todo o país, marcaram presença, reforçando o estatuto desta que é, há 17 anos, uma das noites de prémios mais aguardadas da gastronomia nacional.
A edição de 2025 dos Prémios Mesa Marcada distingue-se por um conjunto de indicadores relevantes que ajudam a enquadrar os resultados agora anunciados. Desde logo, pelo regresso de nomes históricos aos lugares de topo dos rankings de Restaurantes e de Chefes, num ano em que a análise das classificações revela também uma renovação expressiva em vários níveis, a par da consolidação de novos projetos e percursos.
A dimensão do painel de votação volta também a ser um dos elementos distintivos dos Prémios Mesa Marcada. Em 2025, o júri alargado contou com 309 votantes, o número mais elevado de sempre, reunindo chefs, profissionais da restauração e hotelaria, jornalistas, comunicadores e gastrónomos de todo o país. Para além desta votação transversal, foram igualmente atribuídos, como é habitual, diversos Prémios Especiais decididos por painéis de júri mais restritos e especializados, adequados à especificidade de cada distinção.

Um dos aspetos mais relevantes desta edição é o facto de 2025 ser o ano com maior número de mulheres premiadas na história dos Prémios Mesa Marcada. Pela primeira vez, há duas mulheres no Top 10 Chefes, bem como uma presença feminina reforçada no Top 10 Restaurantes, a que se juntam distinções atribuídas em áreas como a pastelaria, bares, restauração do dia-a-dia, e comércio alimentar especializado.
Outra novidade deste ano é a Mesa de Honra, criada para equilibrar reconhecimento e renovação num prémio com mais de uma década e meia de história. A Mesa de Honra integra os vencedores de 2024 das categorias Os 10 Restaurantes Preferidos, Os 10 Chefes Preferidos, Mesa Diária, Loja Gastronómica e Evento do Ano, que ficam fora da respetiva votação durante dois anos. Assim, nesta edição, passaram a integrar a Mesa de Honra os vencedores das categorias votadas pelo júri alargado na edição anterior: Canalha, vencedor de Os 10 Restaurantes Preferidos do Mesa Marcada em 2024; João Rodrigues, vencedor de Os 10 Chefes Preferidos do Mesa Marcada em 2024; Os Papagaios, distinguido com o Prémio Especial Mesa Diária 2024; Queijaria, vencedora do Prémio Especial Bom Sucesso Loja Gastronómica do Ano 2024; e o Chefs on Fire, vencedor do Prémio Especial Nutrifresco Evento do Ano 2024. 
Os vencedores destas categorias passam, durante dois anos, a não integrar a respetiva votação, criando espaço para que outros projetos e equipas possam ser considerados, sem retirar valor às escolhas feitas em anos anteriores

Esta 17ª edição assinala o regresso de José Avillez e do Ocean ao 1º lugar dos rankings de Chefes e de Restaurantes, respetivamente. Avillez já tinha liderado esta tabela por várias vezes, quer enquanto chef, quer com o Belcanto, enquanto o restaurante de Hans Neuner, o Ocean, regressa ao topo depois de ter vencido a categoria de restaurantes em 2022.

Analisando o Top 10 Restaurantes, apurado a partir da votação do júri alargado — que contou este ano com 309 elementos — destacam-se três novas entradas. 
O Fifty Seconds, de Rui Silvestre, em Lisboa, foi o que registou a maior subida, ao ganhar 16 posições (do 22.º para o 6.º lugar), evolução que lhe garantiu o Prémio Especial Estrella Damm Restaurante Destaque do Ano 2025. O Boubou’s, de Louise Bourrat, protagonizou igualmente uma ascensão significativa, entrando diretamente no Top 10 após subir 14 lugares (do 21.º para o 7.º). Já o Marlene, de Marlene Vieira, integrou pela primeira vez o grupo dos dez primeiros, alcançando a 9.ª posição, depois de ter ocupado o 15.º lugar na edição anterior.

Nos lugares de topo, o Belcanto ganhou duas posições e ocupa agora o 2º lugar, enquanto o Prado manteve a sua 3ª posição. Seguem-se o Essencial e o Euskalduna, ambos com uma progressão de um lugar face ao ano anterior. Mais abaixo, a Cozinha das Flores, de Nuno Mendes, e o Sála, de João Sá, fecharam o Top 10, nas 8ª e 10ª posições, respetivamente, repetindo as classificações da edição anterior.
No Top 10 Chefes, o maior destaque vai para a chef Louise Bourrat, que ganhou 13 posições até ao 7º lugar (era 20ª), conquistando o Prémio Especial Makro Chefe Destaque do Ano 2025, em reconhecimento do seu trabalho no Boubou’s, em Lisboa, num ano particularmente desafiante para a chef, que abriu também o Gancho, desenvolvido em parceria com Marco Cossu.

Rui Silvestre, do Fifty Seconds, destacou-se ao subir 16 posições até ao 10.º lugar do ranking, numa lista liderada por Hans Neuner, em 2.º, seguido de Nuno Mendes e Marlene Vieira, ambos a subir três lugares para o 3.º e 4.º postos.

Paralelamente a esta votação transversal, foram também atribuídos, como habitualmente, vários Prémios Especiais, definidos por painéis de júri mais reduzidos e especializados, ajustados à natureza de cada distinção. No total, esta edição envolveu a votação de 517 restaurantes e 340 chefs. Num universo desta dimensão, alcançar não só o Top 10, mas mesmo posições cimeiras, representa um reconhecimento particularmente significativo no contexto da gastronomia nacional. Esta lista completa poderá ser consultada no site do Mesa Marcada. 

Entrando nos prémios especiais, o Prémio Especial Quinta dos Carvalhais Restaurante Novo do Ano 2025 foi atribuído ao Broto, de Pedro Pena Bastos, em Lisboa. Já o Prémio Especial Vista Alegre Chefe Revelação do Ano 2025, distinção destinada a chefs até aos 35 anos que tenham subido consideravelmente nas posições cimeiras ou entrado de forma expressiva no ranking, foi para Rafaela Ferreira, do Exuberante (Altis Porto), no Porto.

Ainda entre as distinções decididas pelo painel alargado do júri, destacam-se o Prémio Especial Mesa Diária 2025, conquistado pelo Tati, em Lisboa, enquanto o Prémio Especial Bom Sucesso Loja Gastronómica do Ano 2025 foi atribuído ao Talho das Manas, em A-dos-Cunhados. Por fim, o Congresso de Cozinha, o mais antigo e emblemático encontro profissional do sector realizado em Portugal, conquistou o Prémio Especial Nutrifresco Evento do Ano 2025.

Liderado por Tiago Penão, o Kappo manteve a distinção do ano passado, com o Prémio Especial Restaurante do Ano Cascais 2025. O vencedor resultou da votação de um júri composto por 49 pessoas com ligação à região de Cascais, incluindo chefs, proprietários e outros profissionais da restauração e hotelaria, bem como jornalistas, comunicadores e gastrónomos locais.

Para além do prémio local atribuído em Cascais, o concelho anfitrião da gala, vários painéis de jurados especializados distinguiram outros profissionais do setor. O Prémio Especial H. Blin Serviço de Sala do Ano 2025 foi atribuído ao Vista, na Praia da Rocha, e o O Prémio Especial Lexus Empresário de Restauração do Ano 2025 foi atribuído a Miguel Garcia, do Grupo São Bento. Na área da pastelaria, Lara Figueiredo recebeu o Prémio Especial Nescafé Chefe de Pastelaria do Ano 2025, pelo trabalho desenvolvido no Macam Museum Hotel, em Lisboa.

Já o Prémio Especial S.Pellegrino / Acqua Panna Escanção do Ano 2025 foi entregue a João Wiborg, do Ocean, em Porches, numa votação que reuniu 54 votantes, sobretudo colegas de profissão, jornalistas, clientes enófilos, produtores e outros agentes ligados ao vinho e à restauração.

O conceito de restaurante clássico pode assumir diferentes formas, da cozinha tradicional às casas de autor que, ao longo de décadas, se afirmaram como referências incontornáveis sem perder identidade. É neste enquadramento que se destaca o Vila Joya, de Dieter Koschina, com 30 anos consecutivos de estrelas Michelin e um percurso que o mantém como uma das casas mais marcantes da gastronomia nacional. Este trajeto levou o júri — composto por 35 chefs distinguidos ou integrantes do Top 10 dos Prémios Mesa Marcada nos últimos cinco anos — a atribuir-lhe o Prémio Especial Alug’Aqui Restaurante Clássico do Ano.

O Prémio Especial Cutipol Carreira 2025, anunciado previamente, foi atribuído a Luís Baena e Nuno Diniz, reconhecendo um percurso profissional longo e determinante na restauração portuguesa. A decisão este a cargo de um painel de 35 chefs, todos eles distinguidos ou integrados no Top 10. Painel esse que atribuiu ainda o Prémio Maria José Macedo – Produtor / Fornecedor do Ano 2025 à Vivid Farms, de Santarém, pelo sólido contributo para a valorização do produto e pela relação próxima e consistente com a restauração nacional.

Como habitualmente também anunciado em antecipação, o Prémio Especial Studioneves de Sustentabilidade 2025 voltou a distinguir projetos nas categorias Ambiente Rural e Ambiente Urbano, avaliados segundo critérios de práticas ambientais, sociais e de governação. Nesta edição, a distinção em Ambiente Rural foi atribuída à Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa (Beja), enquanto em Ambiente Urbano a vitória coube ao Biclaque Trajano, em Chaves. O prémio teve também um conjunto de menções honrosas que reconhecem outras iniciativas de relevo na integração de práticas sustentáveis: na categoria Ambiente Rural foram assinalados o Biclaque Origens (Ribeira de Pena) e o Sem Porta (Comporta), enquanto na categoria Ambiente Urbano mereceram menção o O Palco (Coimbra) e o Selo de Mar (Setúbal).

A área dos bares voltou a merecer destaque nos Prémios Mesa Marcada com o Prémio Especial Viriathus Drinks Bar do Ano 2025, atribuído ao Catfish, liderado por Catarina Correia e Diogo Lopes, em Lisboa. Já o Prémio Especial Zwiesel Glas Bar de Restaurante do Ano 2025 distinguiu o Spikes, de Kevin Belhaj, em Vale do Lobo. Ambas as distinções resultaram da votação de um júri composto por 56 votantes, entre bartenders, proprietários, profissionais do sector e comunicadores.

texto in press release

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Alapiani's Marani 2019 Branco

ALAPIANI'S MARANI 2019 BRANCO | KARTLI (GEOR) | 12,8% | PVP  23,50€
CHINURI, GORULI MTSVANE
ALAPIANI, LTD
17,5

Estranha quando cai no copo, esperamos um branco, até poderia ser numa qualquer tonalidade mais amarelada, mas somos brindados com um laranja intenso, brilhante e luminoso. Estremecem os copos ou que os segura. Estamos perante um belo representante do tipo de vinho Orange Wine, bastante expressivo de aromas e com taninos presentes, rugosos e intensos, porém fácil de beber, destacando-se na forma brilhante como se liga à mesa com os mais variados desafios. As nossa iscas de cebolada serão companhia acertada.
Merab Mirtskhulava e Avto Gigineishvili são os nomes que dão vida aos vinhos Alapiani, são amigos de longa data e vivem uma relação baseada na confiança, estando o primeiro com a viticultura a seu cargo e o segundo com os temas financeiros e divulgação da marca. 
Cor laranja intenso, brilhante, luminoso, de aspecto límpido e verdadeiramente hipnotizante. Plano aromático expressivo, intenso e complexo, com notas de fruta passa, fruta de pomar e laranja amarga, alperce passa, maça reineta, bergamota, notas de feno, casca de eucalipto, tisana de chá preto, floral envolvente, notas de mel. Boca segura, de médio volume, textura macia embora com ligeiro grão, acidez firme, com a fruta no mesmo caminho sentido no nariz, tanino presente, com ligeira rugosidade, mas sedutor, num registo de equilíbrio e com final de boca de longa duração.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Jaume Serra Brut NV Branco

JAUME SERRA BRUT NV BRANCO | DO CAVA (ESP) | 11,5% | PVP  4,99€
MACABEO, XAREL-LO,PARELLADA
JAUME SERRA
15,5

Um Cava Bruto low-cost que aposta na frescura da sua fruta e facilidade em beber de forma descontraída e informal.  Uma escolha para dias quentes, à beira-mar, com amendoins e amêndoas torradas com sal ao lado. 
Cor amarelo citrino, bolha fina, cordão persistente. Perfil aromático com destaque para a fruta citrina e de pomar, toranja, maçã verde e pera, muito subtil nota de brioche. Boca de médio volume, espuma cheia e farta, acidez marcada, seco, continuando a mostrar a fruta acídula e com final de boca de longa duração.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O Espiga e a Adega de Borba - Lugar ao Alentejo à Mesa


A Adega Cooperativa de Borba trouxe para junto de si a Família Espiguinha com o seu Restaurante Espiga para abraçar um conceito de parceria prato / copo de sucesso e de felicidade gastronómica.
O receituário regional num casamento com o vinho do produtor no qual cada parte é tratada com o devido respeito resultando daí o sucesso deste enlace.

Estamos a chegar a Borba depois de breve paragem no mercado de Estremoz. À nossa direita, no alto, a mais recente infraestrutura da Adega de Borba destaca-se na paisagem alentejana e, pouco depois, uma centena de metros após entrada no casario da cidade de Borba, encontramos a loja da Adega de Borba, paredes meias com o Restaurante O Espiga. 
 
O Espiga é desde fevereiro de 2019 o restaurante da Adega Cooperativa de Borba, no qual a gastronomia tradicional alentejana é tratada por tu e onde a família Espiguinha nos recebe de forma calorosa e atenciosa, num espaço moderno, amplo e cheio de luz, com apontamentos que nos apontam o caminho  para o Alentejo e para o vinho, como a lareira e as talhas, que nos remetem de imediato para o aconchego da casa alentejana e das tascas mais antigas da região onde, normalmente, não faltava o Vinho de Talha. 
 
À mesa, e para começar a picar, não falta o pão alentejano, do bom, as azeitonas cheias de sabor, o queijo de ovelha curado e uma tábua de enchidos diversos fatiados que é um atentado a qualquer ideia de dieta ou de intenção em apenas provar uma rodela. Acreditem. Não fica lá nada. O toucinho entremeado e o enchido do cachaço conseguem despertar o estado de gula do mais recatado comensal. 
No plano das entradas também não nos podemos queixar, o nível de tentação gastronómica continua alto e escolher é o mais difícil. 
 
Destaque para os peixinhos da horta com um polme crocante e deliciosa, a omelete de espargos frescos ou salada de bacalhau com grão-de-bico. Nos principais e consoante a época do ano, a escolha é variada. Desde os mais tradicionais como o Gaspacho à Alentejana com Peixinho frito no verão, passando pela Sopa de Batata com Tomate, Bacalhau e Ovo, as Migas à Alentejana com Entrecosto de Porco Preto Grelhado, o Ensopado de Borrego à Alentejana, o Cozido de Grão À Ganhão, a Perna de Borrego Grelhada com Alecrim, a Sopa de Cação e tantos outros que só mesmo visitando para os conhecer. Existe também uma montra de peixe fresco e marisco onde nada parece faltar. Parece que estamos à beira-mar, mas relembro que estamos em Borba.
 
Na parte mais doce da ementa, temos mesmo de pensar no segundo estomago que todos dizem ter neste momento. 
Imperdível a Sericaia com Ameixas de Elvas, mas temos também à nossa escolha uma série de doces conventuais como o pão de rala e a encharcada e, claro, a fruta da época.
 
No copo, como não podia deixar de ser, os vinhos são os da Adega Cooperativa de Borba. Todos estão disponíveis e se algum estiver falta de stock no restaurante podemos sempre dar um saltinho à porta do lado. 
O vinho é aqui bem tratado. Copos adequados, temperaturas correctas e conhecimento de quem nos serve e nos ajuda a maridar companhia ao que vem da cozinha. 
Uma nota de destaque para o preço do vinho. No O Espiga o vinho não se encontra apenas nas prateleiras, caixas e carta. Praticamente todas as mesas têm vinho a ser bebido. Os preços são adequados, convidativos e os parabéns têm de ser dados a ambas as partes.
Já tive a oportunidade de repetir a primeira visita. Este é daqueles sítios que nos permite a felicidade no mesmo local, vezes e vezes sem conta e que deve fazer parte do roteiro de visita desta região.

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O ESPIGA

Tipo de Cozinha: Regional Alentejana
Copos de Vinho Adequados: Sim
Vinho a Copo: Não
Estacionamento: Parque Público
Preço médio sem bebidas: 20€ 
Horários: Segunda a quinta-feira: 12:00h às 17:00h
                Sexta-feira e Sábado: 12:00h às 23:00h
                Domingo: Fechado
 
Morada: Av. da Estação 1A
              7150-144 BORBA
         
Telefone:  +351 268 894 244

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

M.O.B. Lote 3 2022 Tinto

M.O.B. LOTE 3 2022 TINTO | DÃO | 13,5% | PVP  9,90€
TOURIGA NACIONAL, ALFROCHEIRO, JAEN
MOREIRA, OLAZABAL E BORGES, LDA
16,5

Voltamos, num curto espaço de tempo, aos vinhos do trio de enólogos conhecido por M.O.B. (Jorge MOREIRA, Francisco OLAZABAL e Jorge Serôdio BORGES) com uma das colheitas mais recentes do Lote 3 (já existe no mercado o 2023), constituído pelas castas Alfrocheiro, Jaen e Touriga Nacional. 
Perfil vestido de elegância e frescura, que já encontrou no Quinta do Corujão 2011 provado recentemente, revelando como a enologia moderna nos pode oferecer um Dão que tenho como antigo. Esta delicadeza, frescura e forma como todas as partes se ligam para construir um vinho atraente, sedutor e gastronómico é notável.
Parceiro feliz para acompanhar pratos de tacho e de forno de longa cozedura como uma vitela assada à moda de Lafões, perna de porco assada no forno ou um arroz de pato bem tostado, mas húmido no seu interior.
Cor vermelho rubi de média concentração, nuances violáceas, aspecto límpido e jovem. Plano aromático assente na elegância e frescura do bouquet, com notas de fruta vermelha bem enleada nos aromas mais especiados que lhe chegam pela passagem em barricas de carvalho francês, componente floral bem medida e fresca, alguma sugestão de bosque, cedro e pinho. Na prova de boca é possível perceber a sua complexidade, enquanto garante uma estranha facilidade a beber, brilhando pelo equilíbrio entre elegância, corpo e frescura, assente em textura macia, acidez salivante e prolongada, tanino pronto, mas firme e um conjunto uno, no qual a fruta se entende na perfeição com o que a rodeia. Final de boca prolongado.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Código Granius 2022 Branco

CÓDIGO GRANIUS 2022 BRANCO | DÃO | 12,5% | PVP  18€
MALVASIA FINA, BICAL
NO RULES WINES, LDA
17

A homenagem de Tiago Macena ao Granito da região do Dão, num registo marcado pelo vinco mineral impresso, pitada salina, sílex e pedra lascada, elegância de perfil, acidez vibrante, preciso, com grande capacidade de se juntar à mesa com marisco variado e peixe grelhado, piscando o olho aos queijos no final da refeição e alegre companhia à cozinha asiática.
Cor amarelo citrino aberto e luminoso, esverdeado nítido, aspecto límpido e jovem. Plano aromático apostado num bouquet de equilíbrio entre elegância, frescura, fruta fresca e a assinatura do granito bem expresso ao longo de toda a prova. Fruto citrino e de caroço maduras, subtil perfumado, salino e mineral. Boca de médio volume, textura macia, acidez fina e prolongada, fruta sumarenta, revelando novamente as notas minerais, muito preciso, elegante e objectivo, com término de boca longo e persistente.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Joseph Perrier Cuvée Royale Brut Vintage 2013

JOSEPH PERRIER CUVÉE ROYALE BRUT VINTAGE 2013 | CHAMPAGNE (FRA) | 12% | NM | PVP  89,90€
CHARDONNAY, PINOT NOIR
JOSEPH PERRIER
18

Os Cuvée Royale Vintage desta casa são uma homenagem de Joseph Perrirer aos anos de excepcional qualidade, sendo expressão única dos mesmos, capturando a complexidade climática dessa colheita e transformando-a em champagnes cheios de complexidade e carácter.
Casamento feliz com o Foie Gras em Cura de Flor de Sal,  Tosta de Bolo Rei e Doce de Maça fazendo brilhar a ligação pela subtileza e elegância de ambos.
Cor amarelo citrino com leves reflexos dourados, bolha finíssima, cordão persistente, aspecto luminoso e jovem. Elegante e delicado de aromas, com as notas de fruta citrina e de pomar a aparecerem em primeiro plano, tangerina, maça verde, com subtil presença floral, fruto seco em fundo, biscoito de manteiga, sempre num registo de equilíbrio, frescura e finesse. Mousse leve e envolvente na boca, mantendo o sentido de elegância apresentado no nariz, com alguma complexidade, secura vibrante, fruta e tostados de mão dada, conjunto uno, cm final de boca longo.

QM Alvarinho 2024 Branco

QM ALVARINHO 2024 BRANCO | VINHOS VERDES | 13% | PVP  11,50€
ALVARINHO
QUINTA DE MELGAÇO AGRICULTURA E TURISMO, SA
17,5

Num registo de consistência e afirmação de colheita para colheita, com alicerces bem definidos e expressão do terroir de Monção e Melgaço, elegância, fruta, tensão de perfil, componente mineral e revelador de capacidade de guarda, assim como de prontidão para o imediato.
Muito bem à mesa com mariscos variados, peixe grelhado e, com alguns anos de espera, peixe no forno ou queijos de pasta mole.
Cor amarelo citrino com reflexos esverdeados, mais aberto e luminoso, aspecto límpido e jovem. Elegante de aromas, evidente traço mineral, pedra molhada e salinidade, a envolver a fruta citrina numa primeira camada, e a de polpa branca, pera e fruto tropical, maracujá, pincelada por nota floral, num registo de grande frescura e equilíbrio.  Boca precisa, acidez fina e vibrante, elegante, boa tensão, mantém a carga citrina e mineral reconhecida no plano aromático e ganha à medida que a tempera se ajusta e envolve o palato de forma mais sedutora, conjunto uno e harmonioso, final de boca longo e persistente

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Conversas de Comer, Beber e Lazer | Podcast T1 - EP 4

O 4º episódio desta bela aventura já se encontra disponível.  Neste, lugar de destaque para três projectos ligados ao vinho e à gastronomia, terminando com uma surpresa, talvez a forma mais simples de a apresentar, com um garrafão de azeite. É ouvir até ao fim.

  • Baías e Enseadas by Daniel Afonso
  • O Espiga e a Adega de Borba
  • Poças Fora da Série: Dogleg e Uppercut
  • Azeite Virgem Extra e Azeite: Há diferenças?

Podcast no Apple Podcasts: Conversas de Comer, Beber e Lazer

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Ferreira Porto Vintage 2018

FERREIRA PORTO VINTAGE 2018 | PORTO | 20% | PVP  87,50€
TOURIGA FRANCA, TOURIGA NACIONAL, VINHAS VELHAS, SOUSÃO
SOGRAPE VINHOS, SA
19,5

O ano de 2018 ficou marcado, na vinha duriense, pelos desafios e condições adversas com que os produtores se depararam para a produção de grandes vinhos, todavia, o Douro tem destas coisas, depois da tempestade veio a bonança, e este ano acaba também por ser marcado pela excelência na produção de Porto Vintage. Assim confiou ou suspeitou também Luís Sottomayor e o oferecido por este Ferreira Porto Vintage correspondeu, em pleno, às expectativas. Elegância e complexidade de mão dada e a grande nível, num registo de equilíbrio notável, cheio de vida, expressão do ano, seguindo a linha dos grandes Porto Vintage clássicos. Estamos perante um Porto Vintage impressionante.
A sua estrutura potente, taninos firmes e notas intensas de frutos negros e especiarias obrigam-nos a procurar companhia à mesa com sabores intensos que consigam equilibrar a sua riqueza e doçura, tais como, sobremesas à base de chocolate negro com elevada percentagem de cacau, doces que utilizem frutos silvestres ou, a icónica maridagem com o queijo Stilton, numa harmonização por contraste entre a textura cremosa, sabor salgado e mesmo picante do queijo e a doçura e tanino do vinho. Perfeito.
Cor retinta, profunda e praticamente opaca, denso, lágrima escorreita, aspecto jovem. Plano aromático de grande complexidade, revelando a fruta vermelha e preta maduras, com floral bem medido e integrado, nota de cedro fresco, folhagem, componente especiada e balsâmica a envolver o bouquet com finesse e frescura, pitada mineral, desafiante e vivo. Na boca oferece estrutura e grande volume, num balanço de grande pormenor e riqueza entre a fruta, a acidez bem colocada, os taninos mais potentes, sedutores e as notas especiadas e balsâmicas que resultam num conjunto envolvente, prazeroso e com um final de boca longo e persistente. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Quinta das Bágeiras Fogueira 2019 Branco

QUINTA DAS BÁGEIRAS FOGUEIRA 2019 BRANCO | BAIRRADA | 14,5% | PVP 52€
CHARDONNAY, BICAL
QUINTA DAS BÁGEIRAS, LDA
18

Os anos passaram e, não fosse pela sua cor, nem me passaria pela cabeça que a colheita deste branco já fosse a de 2019. Apenas foram produzidas 928 garrafas do mesmo, representativo de uma singularidade no meio de tantas outras que este produtor já nos fez chegar ao copo, destacando-lhe, em primeiro lugar, a composição do blend, com chardonnay e bical, ficando-se a bical pelos 20% do total e depois o perfil de complexidade com alicerce robusto na componente mineral, acidez notável, textura mastigável e no potencial de envelhecimento enorme.
Mostra-se à vontade à mesa com pratos mais ricos e estruturados, aguentando tanto peixe como carne, tendo feito o momento da noite no aconchego a um rancho à transmontana.
Cor amarelo intenso, tonalidade palha com reflexos dourados, luminoso, brilhante, de aspecto límpido e cativante. Aromaticamente muito elegante e delicado, pouco falador a início, vai mostrando toda a sua graça à medida que lhe damos tempo e ar, revelando então a fruta de pomar, maça, marmelo, bem ligada com componente citrina, casca de toranja, ligeiro carácter oxidativo, salino, feno, vertente pedregosa, pedra lascada e especiado bem ligado, dando uma camada extra a um conjunto já de si desafiante. Na boca continua o seu plano de conquista, continuando a oferecer complexidade, estrutura, com uma sensação trincável deliciosa, acidez vibrante, salivante, mostrando a fruta bem sumarenta e acídula, revelando uma chardonnay bairradina, nada pesada, expressão do terroir onde nasce, mais mineral e precisa, com final de boca longo e persistente.